Translate

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Fim de 2006... e este é o último texto que publico neste blog neste ano marcado pela quebra de alguns ciclos que certamente ocasionaram mudanças que ainda não sei se para bem ou para mal.
Mais um ano se foi e mais uma vez, tenho a sensação de que apesar das mudanças, termino 2006 como mais um ano irrelevante. Ao menos é assim que me sinto, apesar dos bons momentos, das pessoas que conhecí, do novo emprego, nova profissão... enfim, não sinto mudanças tão significativas.
2006 também teve momentos ruins... eleições com resultados frustrantes, notícias tristes...
Há quem diga que 2007 será um ano de mudanças como eu dizia sobre 2006 ano passado. Especialmente os mais esotéricos, afirmando que pelo horóscopo chinês será um ano guiado pelo porco e bla-bla-bla... De qualquer forma, 7 é um número que parece me "perseguir", de certa forma. Cheguei a adotar o 7 como um "número de sorte". (Quanta bobagem...)
As poucas mudanças que ocorreram na minha vida em 2006, foram fruto de uma decisão incomum para a minha índole, ainda feita em 2005: a de não planejar absolutamente nada para 2006, para não me frustrar com meus planos, "abraçando" as possibilidades de mudanças fossem quais fossem.
Pois é... todo ano eu planejo, planejo e quebro a cara... em 2006, não planejei e acabei indo parar na 7a. melhor empresa para trabalhar segundo a revista Exame (cujos critérios para a escolha dessa lista são questionáveis)...
Fiz isso com minha profissão, mas não posso fazer isso com o meu lado emocional, ou afetivo, que é o que pode me trazer alguma mudança realmente significativa na minha auto-estima, na minha vontade de viver, enfim... não posso esperar que 2007 me traga alguma surpresa tão especial.
Certamente os esotéricos diriam algo como "é normal para alguém como você, do signo de capricórnio (zodíaco) ou cão (horóscopo chinês) ser assim, insatisfeito com sigo mesmo o tempo todo e..." (pra variar, não me convencendo...)
Para mim, é mais fácil aceitar a idéia de que não conseguí derrotar a saudade de momentos que eu podía viver em outros tempos, porque não conseguí ainda acreditar que uma certa pessoa me odeia.
Quero crer que ela esteja bem, talvez na 5a. melhor empresa para se trabalhar, segundo a revista Exame (que volto a repetir, usa critérios questionáveis...) e que em sua vida, ela não sinta falta alguma do passado, como eu sinto... ou do contrário, ambos erramos muito em nossa decisão.
Sabe? Há duas formas de duas pessoas buscarem a felicidade.
A primeira delas é disputando-a. Aí, ainda que alcancem seus sonhos, ficam sozinhos com estes.
A segunda é compartilhando... Talvez os sonhos nunca sejam alcançados, mas... os sonhos deixam de ser a coisa mais importante em vista dos bons momentos da caminhada.
Não tenho sonhos para 2007, nem com quem dividir os momentos da caminhada.
Resta saber quantos cruzamentos ainda restam no meu caminho e (se) em algum deles algo de especial e surpreendente acontece mudando tudo de repente, ou se estou à beira do fim.
Infelizmente, não tenho como saber. Não há sinalização alguma, nem trilha, nem luz.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Eu realmente detesto essa época do ano.
Isso não é novidade nenhuma... todo ano eu escrevo que o Natal já era comemorado cerca de 2000 anos antes de Cristo, que o número de suicídios aumenta dramaticamente, enfim... não vou repetir tudo isso aqui...
Desta vez, vamos falar um pouco do lado bom dessas festas de final de ano. Claro! Por que não?
Seja por sugestão da mídia, das religiões, ou seja lá de onde fôr, a generosidade, a compreenção e o perdão ficam em alta nessa época, o que faz com que muitas diferenças sejam postas de lado, assim como o orgulho pessoal e coisas podem acontecer...
Durante os climas festivos, há muitas confraternizações, reuniões de amigos, festas... e nelas, algumas novas amizades podem surgir, novos romances...
É uma época marcada pelos reencontros, pelas reconciliações, pelas alegrias... mas também por lembranças inesquecíveis e pelas saudades.
O lado bom dessa época, é que é a única época do ano em que o ser humano parece se lembrar de que é um ser humano.
Minhas sugestões para vocês, leitores deste blog, são as seguintes para essa época:

1 - Cuidado com a rua: tá cheio de motorista bêbado nessa época do ano.
2 - Não beba demais. Além de ser péssimo para a saúde, faz com que você pareça um perfeito idiota.
3 - Ligue para seus amigos, tente se encontrar com eles. Se não der, mande lembranças.
4 - Se puder, aproveite para ver pessoalmente as pessoas que você ama e não se importe se te magoaram no passado. (Manera no orgulho! Quem vive de passado é museu!)
5 - Se não puder, mande uma mensagem de carinho. Se essas pessoas já se foram, pare alguns minutos para se lembrar dessas pessoas. (Se quiser, acenda uma vela ou um incenso por elas.)
6 - Se magoou alguém peça perdão, ou pelo menos tente. Pode ser que esse alguém sinta a sua falta.
7 - Se está solitário, não faça nenhuma besteira. Mas não espere que alguém telefone para você ou bata à sua porta. Procure se distrair.
8 - Se tem um namorado ou namorada, marido ou esposa, parceiro ou parceira, enfim... de-lhe o melhor e mais apertado abraço que puder. Faça essa pessoas especial sentir que você está lá. E se não puder, compreenda que quase nada no mundo é como deveria ser.
9 - Não tenha medo de chorar de alegria ou de fazer alguém chorar de alegria. Tenha vergonha das lágrimas de tristeza, suas ou não.
10 - Guarde seu dinheiro para a ladroeira do governo (IPTU, IPVA...) que começa no ano novo. Começar o ano endividado é dureza.

Boas festas!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

"Um dia o amor perguntou ao ódio... Por que você me odeia tanto?
O ódio respondeu: Porque um dia eu te amei demais!"
(Autoria anônima)

Já é de longa data que eu costumo dizer que o amor e o ódio são duas faces da mesma moeda. Mas suspeito que as mulheres nutrem muito mais o ódio do que os homens... bom, pelo menos os que conheço.
Recentemente um amigo meu, já "ajuntado" ha anos, com filha e tudo, me contou (via um desses softwares de mensagem instantânea) que terminou seu relacionamento com a parceira. Ele estava arrasado.
Não tive mais notícias dele.
No dia seguinte, outro amigo meu aqui de Campinas, que arriscou namorar uma menina lá do Rio de Janeiro com direito a "brinde" e tudo também me contou que seu relacionamento anda mal, quase terminando.
Não bastasse isso, tenho um outro amigo de longas datas cuja esposa mora com os filhos e a família no Paraná, mas ele só consegue emprego em São Paulo e gasta muito do dinheiro que consegue a duras penas, com as viagens para ver a esposa e filhos.
O que esses homens têm em comum?
Ora, são nerds como eu. Por isso optei por dedicar um tempo e contar essas histórias.
Somente sendo nerd para entender o que eles devem estar passando nessas horas... ouvindo Scorpions - "Still Loving You" ou outro rock melódico como Nazareth - "Love Hurts", desejando estar com suas parceiras, vivendo alguns momentos bons, desses que compensam a estadia nesse inferno chamado Terra.
Mas nem todas as histórias são tristes.
Tenho um outro amigo (também nerd, pra variar) que saiu de Campinas e mudou-se para Santa Catarina para construir sua nova vida ao lado de sua amada com quem namorou um bom tempo via internet. (Naturalmente fazendo uma ou outra viagem para lá gastando parte de suas economias para saber em que terreno estava pisando... ou você acha que um nerd faria uma loucura dessas assim, "de alegre"?)
E tem também o outro amigo (mais um nerd assumido) que terminou "definitivamente" com a namorada após um desentendimento.
Uma semana depois ela resolveu pedir desculpas e estão juntos novamente. (Duvido que ela encontre outro cara tão legal... e compatível com ela.)
Nós nerds temos uma coisa que a maioria dos homens não tem: uma profunda e sincera admiração por nossas parceiras, companheiras, namoradas, esposas, enfim... Admiração essa que pode durar muitos anos, não raramente, fazendo com que tenhamos sérias dificuldades em superar os sentimentos que ficam.
Os freqüentadores assíduos deste blog certamente sabem que eu jamais conseguí superar o término do meu último relacionamento há quase 4 anos e sabem que mantenho minhas promessas, inclusive algumas das quais me arrependo de ter feito... entre elas a de "não ir atrás" nem entrar em contato com... vocês sabem quem.
Às vezes penso que nerds em geral, são sábios que fazem grandes tolices de vez em quando. E as minhas costumam causar grandes estragos.
Conhece o dilema do porco-espinho? Ele tem medo de se aproximar demais de seus semelhantes, pois sabe o quanto pode machucar a ambos.

"Nossa sabedoria vem de nossa experiência, e nossa experiência de nossas tolices."
Sacha Guitry (Cineasta Russa) 1883-1954

sábado, 18 de novembro de 2006

Não estou bêbado... até porque um cálice de vinho não embebeda ninguém.
Mas tenho observado por vários anos o quanto somos todos cegos diante de um fato: somos nós, seres humanos que podemos mudar o mundo.
Todos os dias vejo gente desanimada, sofrendo de depressão, reclamando das coisas... é a vida. O que se há de fazer?
Ora... aceitar que nada pode nunca ser mudado é o começo do fracasso. E sinceramente, já cansei disso...
Cansei de ouvir gente durante anos se borrando de medo de perder o emprego, ou achando que os colegas podem ser mandados embora por umas bobagens tão ínfimas... picuinhas que as fazem até fingirem ser o que não são ao invés de aplicarem as maiores das virtudes que um ser humano pode ter que são simplesmente a honestidade e a humildade...
Gente com medo de ser mandada embora do emprego é uma constante, especialmente em empresas grandes. Posso contar "n" histórias a respeito, provenientes das mais diferenciadas fontes. Mas cá entre nós... e daí?
Se você for competente e for mandado embora, Dane-se! A empresa não merecia você! Ou foi por ter políticas que impedem que você possa usar seus talentos adequadamente, ou porque os chefes são estúpidos demais para perceberem que o mundo é dinâmico e que se existe algum ponto no processo em que existem reclamações, é porque existem pontos vulneráveis que precisam ser mexidos e se há alguém que detectou isso, é porque tem visão suficiente para tal e ainda por cima tem disposição para sugerir as melhorias.
Chefe que ao invés de o ouvir, simplesmente trata o gênio como se fosse o problema e o manda embora... o dá de presente para o concorrente, que além de aproveitar muito bem esse conhecimento contra a empresa em questão, ainda ganha um diferencial por ter profissionais capazes de sugerir mudanças e sempre se adaptarem melhor ao mundo selvagem do capitalismo. E aí? Como é que fica?
Antes que pensem que fui mandado embora, não... não fui não. (Pelo menos não ainda... Nem perto disso, acho eu.)
Aliás, não acredito que a empresa onde trabalho, seria cega a esse ponto, mesmo com todos os defeitos que ela tem. Mas qual empresa não tem defeitos? (Claro não vou falar deles aqui nesse blog. É anti-ético, antiprofissional e feio.)
Além disso, penso que é muito mais vantajoso para a empresa ter por perto um maluco como eu, observando suas falhas e assim adquirindo argumentação crítica para expôr na medida do viável aos canais certos (que podem aprimorar as coisas) do que dar esse conhecimento de bandeja para qualquer que seja a concorrência.

"Os loucos que acham que podem mudar o mundo, são os que o fazem."
(Steve Jobs, co-fundador da Apple Computer e dono da Pixar Animation Studios)
Clique aqui para baixar a versão em vídeo do comercial da Apple que tem uma versão esse poema (10MB, QuickTime)

Às vezes penso que a verdadeira função esperada de mim lá é essa, ao invés de fazer apenas o que todo mundo faz... ou seja, o trivial, o que está nos procedimentos para que eu execute feito uma maquininha...
Ora... somos seres humanos. Tarefas de máquinas devem ser deixadas para as máquinas!
Elas não têm capacidade para criar, inventar, observar e melhorar o mundo em que vivemos. Nós, humanos é que temos! Seja na empresa, na família, nas relações... em tudo!
Nós cometemos erros sim... é da nossa natureza errar. Reconhecer o erro é um passo adiante. Saber o que fazer para corrigi-lo são dois.
Uma dica: jamais invente passos demais para resolver uma coisa simples. Inventar uma solução paliativa são três passos... para trás.
Por isso coisas simples funcionam bem e complexas emperram quando mais se precisa delas.
A prática é feita de coisas simples.
Deixa a complicação para a teoria... afinal de contas, de vez em quando é bom reservar um tempinho para refletir sobre as coisas.
É o que faço semanalmente (ou quase) nesse blog... Eu diria que pensar é um bom exercício.
Para mim, medo de ser mandado embora é característica de profissional que ou não confia no próprio taco, ou não conhece o taco que tem.

O que espero com esse texto, é dar uma força aos amigos desanimados, colegas de trabalho ou não.

Aproveito para deixar uma pergunta a uma pessoa que em uma certa época sofreu a tortura de passar meses sabendo que iria ser mandada embora do emprego e uns tempos após te-lo perdido, sofreu provavelmente a pior fase de sua vida: Você sabe o que ando fazendo da minha vida já faz muito tempo (blog, site...) enquanto eu nunca mais soube de você. Como você se sentiria se de repente você não tivesse mais como saber absolutamente nada de mim pelo resto da sua vida? (Apenas pense nisso. Não precisa responder se não quiser.)
O final desse cálice de vinho é por você.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Já faz um bom tempo que quero falar aqui neste blog sobre uma das maiores maravilhas da humanidade: as mulheres.
Esses seres muitas vezes parecem feitos de puro carinho, desde o momento em que nos dão um simples sorriso até onde os limites da imaginação permitirem.
No entanto, existem aquelas que não são bem assim. Estão mais para sanguessugas disfarçadas de atraentes fêmeas fáceis de serem identificadas pelo comportamento soberbo e fútil.
Até o vocabulário que usam e a forma como o usam as denuncia facilmente, mas muitos de nós homens, fascinados pela própria imaginação caem nessas armadilhas e muitos já se esvaíram em vão.
Mas não estamos aqui para falarmos desse lado sombrio do sexo feminino. Estamos aqui para falar das verdadeiras mulheres, das que realmente merecem ser valorizadas.
Estamos falando dessas hoje cada dia mais raras criaturas, quase extintas, postas no mundo para serem companheiras fiéis, dedicadas e capazes de dar ao mundo o que ele mais precisa: vida. Não no sentido de dar à luz como a natureza sabiamente escolheu para tal dádiva, mas para nos fazer sentirmos vivos, no dia-a-dia, ser a nossa razão de ser, nossa motivação, nossos sonhos, nossos desejos, ou mesmo nossa saudade.
Não é de se admirar que a mulher era tão relacionada ao sentido de "divino" pelas diversas religiões pagãs européias de antes do Primeiro Concílio de Nicéia, ou mesmo de várias religiões do mundo, pouco conhecidas aqui no ocidente.
Uma espada sem a bainha, machuca e é causa de dor e sofrimento. Da mesma forma, a bainha sem a espada é frágil, vazia e triste. Juntos, impõem respeito, se completam e encantam.
No entanto, muitas espadas e bainhas já se separaram nas batalhas ao longo da história assim como muitas espadas e bainhas já se perderam. É uma união fácil de se partir nos conflitos.
Se existe uma verdade no mundo, a maior de todas é essa: O convexo e o côncavo se completam e assim o elo se forma.
Quem não tiver o discernimento para compreender isso, passará a vida perseguindo ilusões e quem como eu, tiver um dia quebrado esse elo, talvez um dia chegue a essas mesmas conclusões que eu cheguei e se identificará como a espada, ou como a bainha.
E como todo final de guerra, as lágrimas se tornam inevitáveis.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Todo mundo já sabe que o objetivo desse blog é mostrar o quanto nós, seres humanos somos ignorantes... Pois bem...
Sei que isso pode parecer um absurdo, mas... me pergunto se existe hoje, alguma tecnologia mais mal desenvolvida do que o telefone.
Mesmo com os modernos telefones celulares cheios de recursos (muito mal aproveitados, diga-se de passagem), acho o hábito de discar números de telefone cada dia mais longos e com mais códigos, sub-códigos, códigos de área, PABX, toll-free, tie-line e outras gambiarras tecno-burocratas, um troço tão boçal e arcaico num mundo em que são comuns as videoconferências e instant messengers da vida (quando não os dois em um único software)...
Agora já tem o lance de VoIP e Telefonia IP, que são duas tecnologias diferentes, mas que se confundem, uma vez que ambas usam redes IP (que convém lembrar, já não está mais conseguindo endereçar todo mundo... ao menos enquanto o IPv6 "não vira").
Caramba... A primeira linha telefônica do Brasil foi encomendada por Dom Pedro II e pouca coisa mudou de lá até a minha infância, em que as linhas ainda eram analógicas e usavam os "paleozóicos" cabos de cobre trançados... aqueles cinzas (que não podiam ver água que se enchiam de ruídos), ou ter longos cabos semelhantes por perto, ou davam as temidas "linhas cruzadas".
Lembro-me que na imnha infância, para eu ligar para alguém, só discava 5 números para ligações locais e mais 3, se a ligação fosse interurbana e só! Simples e óbvio. Havia 25% de chance de se completar a chamada, mas hoje, essa probabilidade deve ter caído para NO MÁXIMO uns 10%, apesar das fantásticas evoluções tecnológicas das linhas digitais, etc.
Digo isso porque você pode de repente esbarrar com alguma voz ininteligível dizendo para "pressionar 1 se quiser fazer isso, ou 2 se quiser fazer aquilo" e antes que a sua paciência se esgote, ou os créditos de seu aparelho acabem, você desliga o telefone e manda um e-mail, que com certeza a pessoa recebe, cedo ou tarde. Em outras palavras, essa tecnologia "estufou" ao invés de se desenvolver".
Mesmo em uma chamada mais imediata, tenho usado muito mais o SMS (péssimamente popularizado no Brasil com o nome de "torpedo") do que a droga da ligação falada, que pode ficar "falhando", perder sinal, etc.
Aliás, na área das telecomunicações, o que não faltam são tecnologias mal utilizadas, gambiarras para baixar custos e grandes operadoras extremamente fominhas (como se já não ganhassem dinheiro suficiente).
Um bom exemplo disso é a tecnologia WAP, que prometia ser uma revolução, mas tornou-se completamente inviável primeiro porque você gasta muuuito dinheiro em créditos para manter uma sessão aberta (culpa das operadoras fominhas que não souberam promover o serviço), segundo porque com o HTML em pleno vapor, quem é que iria perder tempo redesenvolvendo todo o site em WAP só para ser visitado por uns poucos "gatos pingados" querendo mostrar que têm dinheiro para pagar o que as operadoras cobram e que têm um celular capaz de navegar por esses serviços?
E o pager? Acredite ou não, esse "tamagochi" já foi felizmente abandonado aqui no Brasil, mas os estadunidenses insistem em continuar usando essa coisa. Vai ver ainda não descobriram que existe SMS... aliás, (me desculpem as grandes multinacionais, mas...) acho absurdamente ridículo fazer uma ligação internacional de sei lá quantos dígitos, esperar sei lá quanto tempo ouvindo "tecle 1 se quiser fazer isso, ou 2 se quiser fazer aquilo..." desperdiçando um puta tempo (e dinheiro), se poderia perfeitamente enviar através do site da operadora, um SMS com o recado, sem gastar praticamente nada nem de tempo, nem de dinheiro e com a certeza absoluta de a mensagem ser perfeitamente entendida do outro lado, sem os riscos de o receptor pegar um recado de secretária eletrônica com "falhas", "ruídos", ou com som muito baixo, ou mesmo com algum sotaque ininteligível... ou pior ainda, com alguma interrupção no meio do recado por causa de algum evento qualquer.
Mas aí vem as operadoras fominhas de novo e... não disponibilizam o serviço SMS no site, ou só disponibilizam para assinantes... enfim. Tá aí um outro exemplo de tecnologia mal aproveitada.
E o Iridium? Alguém aí lembra?
A promessa de ter um aparelho com o qual você poderia ir a qualquer lugar do mundo que você teria comunicação via satélite perfeita, embora cara pra caramba e com um aparelho que mais parecia um desses brinquedos de sex-shop? Pois bem. O Iridium foi um fiasco e agora temos 66 satélites voando sobre nossas cabeças e que não servem para absolutamente nada. (Originalmente era para ser 77 satélites!)
E o que matou o Iridium? Roaming de telefonia celular, meus amigos! Através desse sistema, o sinal passa de uma operadora a outra, expandindo a cobertura até onde tiver alcance das células... estações retransmissoras, que agora, com o advento do Wi-Fi, dispositivos menores e semelhantes, antes chamados de "hot-spot" agora também são chamados de "access-points" e sabe-se lá que nome vão ter amanhã.
Aliás, confundir os nomes das coisas é fácil.
Aqui no Brasil, a tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line) é confundida com "Speedy", por este ser o nome com o qual uma operadora de telefonia (quase monopólio por essas bandas) andou vendendo a dita cuja. Agora, outras tecnologias de acesso à Internet (com "I" maiúsculo, por favor) comercializadas como "banda larga", mesmo de outras operadoras, são "apelidadas" de "Speedy" pelos "pokaprátika" da vida...
Roteador virou MODEM (MOdulator/DEModulator)? Será mesmo? A coisa tá ficando feia, galera!
Agora em tempo... internet com "i" minúsculo é o mesmo que "internetworking", segundo Andrew Stuart Tannenbaum em seu livro "Redes de Computadores", considerado uma espécie de "bíblia" para quem começa a estudar conceitos de redes.

Continuando esse post, eu esquecí de acrescentar uma coisa: IPv6.
Para mim, há a esperança do IPv6 ser "a" chance para simplificar as comunicações do mundo: um único sistema de endereçamento capaz de gerenciar até cerca de 10000 dispositivos por metro quadrado do planeta Terra!
Imagine! Basta digitar uma seqüência de 6 códigos de 2 dígitos e... voilà!!! acesso a um dispositivo... um IPphone, uma videoconferência, um router, um website, TV digital...
Resta saber se os humanos vão destruir essa chance, criando mais obstáculos do que já temos.
Quer apostar que vão?
Não há limites para a ganância, porque não há limites para a ignorância.
Um mundo tecnologicamente simples e eficiente, é uma utopia que só existe nas mentes dos nerds como eu, desenganados com as "grandes" promessas do progresso.

sábado, 14 de outubro de 2006

É da natureza do ser humano ser limitado em sua capacidade de visão crítica das coisas.
Talvez alguns de nós tenham esse senso de discernimento mais desenvolvido do que outros, não sei...
O que eu sei é que sou muito bom em encontrar defeitos nas coisas e admito: isso costuma de deixar bastante aborrecido. Tenho certeza quase que absoluta de que quando eu fôr bem mais velho, vou ser um daqueles velhos chatos e ranzinzas que reclamam de tudo.
Gente como eu geralmente não é do tipo que fica calado, aceitando conformadamente que nada nunca vai mudar: nunca, é tempo demais e as coisas no mundo sempre mudam sim! E existe uma regra para isso: as coisas sempre tendem a mudar muito rapidamente para pior, ou muito lentamente para melhor.
Digo isso porque para melhor, o esforço é muito grande e de muito poucos indivíduos. Demanda tempo, energia, muita massa encefálica e o que é pior: esses indivíduos têm de lutar contra costumes enraizados feito ervas daninhas, bem contra opiniões de gente que teme as mudanças como se fosse fogo e que tentam desesperadamente apagar qualquer sinal de brasa.
Para dizer que o universo todo gira em torno da Terra, bastou um dogma. Séculos se passaram para que as opiniões mudassem e só então os "loucos" fossem reconhecidos por seu senso de discernimento.
Tempo... essa é a chave.
E tempo, infelizmente é o que menos se tem nos dias de hoje. E o que é pior: pode custar muito caro, dependendo das circunstâncias.
Nos anos 60, quando surgiam os primeiros computadores eletrônicos programáveis e já se falava em linguagens de programação, temia-se a vulgarização das profissões ligadas ao processamento de dados.
Chegou-se a se instituir a idéia do "jamais faça com que as coisas pareçam fáceis", na esperança de que os clientes valorizassem a classe.
Começou aí uma escalada de siglas quase que interminável, tornando algumas literaturas quase que intradutíveis... felizmente esse movimento ruiu no início dos anos 80, com o advento dos microcomputadores e sua conseqüente popularização, pois nessa época, a simplificação prática era a chave para a eficiência e "bandeira" de sofisticação, claramente visível por exemplo, nos comerciais da época, em especial às campanhas dos primeiros Apple Macintosh.
Palmas para Guy Kawasaki, autor de "O Jeito Macintosh", certamente o melhor livro sobre gerência e marketing que já li (OK, admito que li pouco sobre isso, embora eu tenha vivido mais da metade da minha vida convivendo com "marketeiros" de toda espécie no mercado). Bom, esse livro pode ser resumido em poucas palavras: Não basta fazer a coisa certa. Isso todo mundo faz, de um jeito ou de outro e é aí é que está a diferença - fazer a coisa certa, do jeito certo.
Não vou citar exemplos disso. No livro há dezenas deles. E em quase todos, o "fazer a coisa certa do jeito certo", era uma coisa incrivelmente óbvia, mas que ninguém ou quase ninguém se esforçava para que "a coisa certa" fosse feita "do jeito certo"... simplesmente aceitavam, sem acrescentar nada que pudesse melhorar as coisas, ou torna-las mais eficientes.
Vivemos num mundo extremamente competitivo hoje em dia e que quero enfatizar, entre outras coisas, é que temos tendência a sermos passivos e esperar as mudanças com o tempo, sem nos manifestarmos, nem mover esforço algum para que aconteça. E é bem verdade que isso pode demorar muito, especialmente quando ninguém se esforça para que algo mude.
Agora vamos citar um antigo provérbio: "é de pequenino que se torce o pepino".
Bom, não conheço ninguém que se preocupasse em torcer um pepino, mas quando você pretende fazer algo que tende a crescer, como uma construção, ou um grande projeto, é bom que se resolva bem todos pontos-chave ou os pilares principais, ou depois de construído, periga tudo ruir de repente.
Lembra das regras para as mudanças? Pois é: As coisas sempre tendem a mudar para pior muito rapidamente, mas para melhor, pode levar muito tempo.
Isso vale para tudo na vida: na profissão, na vida pessoal (experiência própria)... e o que é mais doloroso: nem sempre você tem como começar tudo de novo.
Tenho fama de reclamão. Talvez eu tenha puxado isso da minha mãe, ou talvez de uma ex-namorada, ou talvez do meu avô, ou tudo isso... não importa.
Até mesmo esse blog já foi criticado pelo meu jeito de criticar as falhas do mundo, mas é exatamente esse o objetivo deste blog: mostrar a ignorância do mundo e até a minha mesmo.
Sim... sou ignorante, mas pelo menos assumo e fico na minha, até que alguém perceba as mesmas coisas que eu. Aí, quem sabe juntos, possamos mudar alguma coisa no mundo... e espero, para melhor.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Finalmente uma atualização do meu site pessoal, o Picolo's Online!
Na verdade, mais da metade dessa atualização já estava pronta, mas como andei revirando a minha vida do avesso nos últimos tempos, não tive tempo de efetua-la antes.
Entre as novidades, estão uma sessão nova chamada "Nerds Famosos" e mais duas certificações para a coleção: Administração de Servidores UNIX e Cisco ESTQ-Core v1, uma certificação através da qual a Cisco Systems me classifica com um título equivalente a "engenheiro de campo", sendo um passo importante para quem busca o título de CCNA (Cisco Certified Network Associate).
Acho que deve ter sido um dos últimos certificados antes da Cisco mudar de logotipo, como aparentemente está mudando.
Enfim...

Boa diversão!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

A cerca de uma semana das eleições, resolvi reservar um espaço aqui no meu blog para prestar um serviço à comunidade.

Eu já divulguei há pouco tempo atrás, uma espécie de "cartilha" para que pelo menos quem a ler, com certeza, não irá se arrepender nessas eleições. (Procure pelo post de Quarta-feira, Julho 05, 2006)
Aos indecisos, aconselho ler esse texto e depois dar uma visitada numa certa página do site oficial do TSE, onde você poderá obter diversas informações sobre TODOS os candidatos às eleições de 2006.
Eleição é coisa muito séria, mesmo que para muitos de nós tudo pareça "armação", não custa nada perder um tempinho para não se arrepender depois.
Se você optar por não seguir a maioria e a maioria votar errado, ao menos você, não se arrependa de não ter seguido a maioria.
Não importa em quem você vote, desde que você não se arrependa de sua escolha depois.
Não se importe com a opinião dos outros. Essa escolha é só sua.

Bom voto pra vocês!

domingo, 10 de setembro de 2006

Ontem peguei a minha carteira profissional e saí com dois amigos para uma pizzada, assim posso dizer que os meus 21 anos de experiência em computação gráfica terminaram em pizza.
O meu ingresso na IBM parece estar envolto um uma série de mistérios para deixar qualquer fã de "Arquivo X" simplesmente pirado.
Entre os mistérios, "pipocam" muitos boatos, algumas histórias desencontradas sobre datas e horários de início de um treinamento, possibilidades de interrupção do curso de redes que estou fazendo para "pular" para um treinamento em SP e até a possibilidade de eu fazer um exame para certificação CCNA daqui a uns meses... Isso só para começo de conversa.
Seria mais estranho ainda eu começar a ter o tal treinamento à partir do dia 11, sendo que só assino o contrato dia 14 (muito provavelmente), principalmente se esse treinamento interrompe um curso que estou fazendo exatamente sobre o mesmo assunto. A meu ver não existe lógica nisso. Realmente é muito estranho.
Mas estranho mesmo é como eu me sinto trocando uma carreira por outra. É uma mudança extremamente radical, mas todos os meus amigos são unânimes em afirmar que eu precisava disso e estão todos comemorando.
As incertezas, boatos (alguns que não posso citar por ética profissional) e as estranhas condições em que tudo está rolando só servem para aumentar o "frio na barriga". Mas creio que isso faz parte, e logo logo tudo se resolve e as densas núvens de mistério de repente podem revelar um sólido caminho pela frente.
Difícil acreditar que a cerca de um mês e meio atrás, eu estava para começar um curso de redes de computadores com o modesto intuito de aprender mais sobre "segurança de informações", visando em especial o módulo do curso entitulado "segurança de redes" (que está mais para "configuração de firewalls Cisco" do que segurança de redes propriamente dito, diga-se de passagem) e agora estou mudando de emprego, de mercado, de profissão e até periga eu obter uma certificação que normalmente se obtém só após uns 2 anos de curso de pós-graduação... e olha que não tenho curso de nível superior!
Aliás, se tivesse, provavelmente estaria preso ao mundo acadêmico, infinitamente distante do mercado.
Infelizmente, a maioria das faculdades no Brasil hoje, são máquinas de fazer dinheiro, vendendo cursos aos montes e formando muito poucos profissionais (os que realmente estão lá para aprender ao invés de apenas conseguir o lendário "canudo").
Não estou tentando desmerecer o mundo acadêmico apesar do que possa estar parecendo.
O que estou tentando dizer, é que:
Primeiro - O sistema de ensino no Brasil hoje está tão ruim que tem gente que mal sabe ler chegando às faculdades e universidades;
Segundo - Permanece a lenda de que o "canudo" é a chave para os bons empregos, por culpa dos departamentos de RH das grandes empresas, que insistem em exigir o tal "nível superior" com o ÚNICO INTUITO DE DIMINUIR A QUANTIDADE DE GENTE PARA SER ENTREVISTADA, ou seja, não é necessário ter "nível superior" para operar uma fotocopiadora, ou apertar parafusos, mas a exigência está lá no anúncio de jornal... Aos profissionais de RH uma dica: é preciso repensar essa "filtragem", pois existem muitos bons profissionais desempregados e muitos "graduados" incompetentes sendo entrevistados.
Existe também o outro lado extremo: o daquele estudante tão crente nessa "lenda do canudo" que batalha a vida toda pelos caminhos tradicionais de formação, pós-graduação, mestrado, doutorado, etc. E que, ou terminam lecionando (o que acho extremamente louvável), ou terminam em empregos que desmerecem sua formação, porque o mercado simplesmente não absorve esses caras. Em suma: lutam, batalham, ralam, estudam, investem, e terminam lutando por vagas tipo "atendimento bancário", "recepcionista" ou "secretariado".
A meu ver, o mundo acadêmico PRECISA formar mais que acadêmicos que conhecem todas as receitas dos bolos, mas que não conseguem enfiar a mão na massa.
Uma prova do que estou falando é o fato de que a maioria dos profissionais (conhecidos carinhosamente no mercado como "dinossauros") que trabalham hoje com mainframes estão prestes a se aposentar e as universidades não estão formando profissionais qualificados para substituir essa força de trabalho. (Confira uma das matérias que fala disso neste link.)

E por falar em mainframe... talvez (dependendo do contrato que estou para assinar), eu tenha de mudar os temas e assuntos aqui neste blog, não podendo por exemplo, falar mais dos bastidores do mundo da tecnologia... talvez eu tenha até de desativa-lo. (Quem sabe?)

domingo, 27 de agosto de 2006

Após um longo tempo de silêncio, finalmente arranjo um tempinho para postar aqui no Picolo's Blog.
Muito estudo e muita correria resultando em 3 horas de sono por noite e finais de semana corroídos, mas com o caos, coisas incomuns costumam acontecer...
E neste mês, em que completei 21 anos de computação gráfica e tecnologias de imagem digital, estou prestes a encerrar minhas atividades no setor, deixando para trás uma infinidade de experiência em nome da busca de uma nova carreira, agora no mundo da tecnologia de informação.

Agradeço aos amigos pela força, aos fornecedores pela parceria e aos clientes pela preferência.

Digo isso porque recebi um convite para fazer parte da maior e mais respeitada empresa de tecnologia de informação do mundo!!!
A proposta inicial me pareceu bastante condizente com o cargo e eu aceitei, apesar de estar com aquele baita frio na barriga por não saber ainda que tipo de encrenca estou para encarar... Mas penso que eu não deveria me preocupar, embora isso faça parte... Além disso, naturalmente passarei ainda por uma fase de treinamento e os motivos que levaram a IBM a me convidar para este cargo, certamente devem incluir um bom grau de certeza de que eu possa desempenhar a função sem problemas.
Pois é... eu não deveria me preocupar, mas me preocupo, pois trata-se de uma realidade muito diferente da realidade que eu vivi na computação gráfica por 21 anos. Mas se eu não "entrar na piscina, nunca vou saber a temperatura da água". Além disso, já penso em conhecer mais sobre a corporação, sobre outros setores dela... enfim. Eu soube que tem até uma academia por lá! (Em prol do combate ao sedentarismo...)
Bom... eu não sei como é trabalhar por lá, mas o pão de queijo é muito bom, assim como o capuccino que eu tomei nesta terça-feira por lá, enquanto conversava com uns amigos que trabalham lá (e que têm o dom de fazerem com que eu me sentisse à vontade por lá) além de uns colegas de curso. (OK... tanto o café quanto o pão de queijo lá são caros, mas que são bons, são.)
Ao ir embora, comentei com um colega do curso que estou fazendo que estranhamente eu me sentia em casa, embora um pouco "perdido".
Coincidência ou não, o vermelho da camisa que resolvi estrear no dia, combinava perfeitamente com as paredes do banheiro do refeitório. (Não é de assustar?)

domingo, 30 de julho de 2006

Cara... eu realmente não sei sobre o que eu escrevo hoje.
Não sei se escrevo sobre a eterna mania que os centro-orientais têm de fazer guerra o tempo todo, e o fato de "hez-boh-alah" significar algo como "partido de Deus" (embora seja absolutamente impossível escrever uma palavra em árabe com alfabetos latinos); não sei se escrevo sobre as minhas observações diárias sobre a sociedade em que vivo, sobre as eternas crises que fazem do Brasil o eterno "país do futuro", até porque continua sendo uma colônia e tendo um povo que continua condicionado a agir como tal, sempre aceitando a primeira das únicas leis realmente vigentes por essas bandas: "Aos amigos do rei, tudo. Aos inimigos, a fôrca." (A outra lei é a "Lei de Murphy", mas essa é vigente em nível mundial).
Vejamos... já escrevi neste blog sobre religiões, sexo, governos secretos que controlam os governos que temos tendência a achar que são governos de verdade, sobre sociedades secretas, comportamento humano (cada dia mais parecido com o dos outros macacos), sobre ódio, amor (inclusive os perdidos... aliás escrevi muito mais do que devia sobre esse assunto, mas não resisto e vivo desabafando... especialmente quando me sinto saudade ou carência); já escrevi sobre história antiga, simbologia religiosa (talvez eu devesse escrever um pouco mais sobre isso... funcionou tão bem com o Dan Brown...); já devo ter escrito alguma coisa sobre OVNIs, ETs, bruxaria... sobre sexualidade, mentira...
Francamente, estou ficando sem assuntos que não sejam pessoais (no meu último texto até falei sobre as pedrinhas nos meus rins (ou rim, porque até agora o outro se recusou a aparecer nas radiografias, mesmo as feitas após efeito de laxante.)
Ao menos tem uma certa pessoa que pode ter notícias minhas através deste blog, embora eu já não tenha notícias dela há anos... e puxa! Como eu queria saber se esta pessoa está bem! Mas como promessa é dívida, ainda estou pagando.
Se querem saber como me sinto com relação a isso, bem... uma parte de mim custa a acreditar que nosso relacionamento acabou há anos, como se ainda houvesse alguma ligação que não foi quebrada e que poderia ser responsável por um verdadeiro milagre algum dia. Mas de fundacionista acabei me tornando ateu. E ateus não acreditam em milagres.
Alguém aí acredita em destino, karma, esse tipo de coisa? Nunca me dei bem com o significado dessas palavras.
Mas essa pessoa... Pois bem... quantas vezes eu disse a ela que ela pode muito mais do que imagina?

terça-feira, 18 de julho de 2006

Pedras... 3 no rim esquerdo e 1 que desceu para a minha bexiga quinta-feira passada.
Cara... isso dói. (Eu não imaginava que a minha "ex" pudesse me odiar tanto para me jogar uma praga dessas...)
A "pedrinha" que desceu tem 0,5cm de diâmetro... mas foi o suficiente para me fazer parar no hospital.
Para quem não sabe como é essa dor, é semelhante a ter os testículos espremidos e remexidos... só que essa dor vem de dentro, de onde não há o que fazer para tentar diminuir a dor.
Felizmente ela pára um tempo depois de o cálculo passar pelo uréter... um longo tempo.
O ruim mesmo é saber que ainda tenho mais 3 esperando para me surpreender onde quer que eu esteja.
Bom, por hora estou aqui tomando um chá de "quebra-pedra" com folhas de abacateiro e cabelo de milho enquanto espero pelos resultados de um exame... já que o meu urologista sádico nem tocou no assunto "litotripsia por ultra-som" (um moderno tratamento não-incisivo que transforma essas pedras em areia).
Sabe... já ouvi de tudo sobre tratamentos, chás, causas, conseqüências, etc.
O fato é que há gente que trabalha com essas coisas, como o meu urologista. Gente especializada que se dedica profissionalmente a isso. Mas infelizmente também podemos farejar os palpiteiros, e os oportunistas de toda espécie nessas horas.
É muito triste que as pessoas tenham de fazer desse tipo de coisa, apelar para a falsidade, para as segundas intenções...
O mundo seria um lugar melhor para se viver, se pudéssemos confiar uns nos outros, se não houvesse a busca pela exploração muitas vezes até por questão de sobrevivência.
É lamentável que tenhamos de enfrentar esse tipo de comportamento todos os dias e quanto mais tentamos fugir disso, mais tentam nos envolver nisso. É como areia movediça: quanto mais tentamos sair, mais afundamos.
Se por outro lado, ficar quietinho na areia movediça ajuda a afundar menos, por outro alguma coisa precisa ser feita para sair da areia.
Alguma vez você já sentiu vontade de não sair da cama ao acordar?
Acho que esse "desânimo matutino" não nos foi dado de presente pela Natureza à toa.
Talvez seja uma forma de nos avisar de algo, ou nos preparar para algo dia após dia, como um momento para dar atenção especial a alguma coisa. Talvez algo como "o que fazer" para sair da areia, ou coisa parecida.
Ou ainda nos avisar de que alguma coisa estamos fazendo de errado na vida para não querer sair da cama...
Talvez o "desânimo matutino" seja para nos mostrar o inferno que estamos fazendo da Terra, do mundo em que vivemos e para nos fazer sentir vergonha disso, nem que seja apenas por alguns momentos em que preferiríamos estar num sonho bom, do que tendo de dizer "sim mestre" ao nosso amo e senhor, o relógio.
Escravos é o que somos.
Sem perceber, é exatamente como agimos e como nos conformamos em ser.
Não precisamos de verdade ser hipócritas, mentirosos, atores, fingidos, etc. para verdermos mais ou melhor o nosso peixe para podermos comprar o pão nosso de cada dia.
Não precisamos de verdade passar por cima dos valores que nos são ensinados desde a infância, para satisfazer a sociedade à nossa volta.
Já cansei de fazer a minha parte e não mudar nada com isso. Cansei de ficar me mexendo na areia e não dá para ficar parado afundando.
Mas a parte realmente difícil é encontrar a solução sozinho. (Se houver solução.)

quarta-feira, 5 de julho de 2006

E eu que pensava que com o Brasil fora da copa, o assunto dos telejornais finalmente seria notícia...
Gente... as eleições estão chegando! Eu já escolhi o meu candidato à presidência e olha que a mídia praticamente nem falou nele este ano! Preferem falar apenas dos piores... justamente os já mais conhecidos, cheios de rabos presos com empresários, bandidos, latifundiários e capitães hereditários... enfim, os "amigos do rei" sempre são os que levam a fama... afinal, eles são indiretamente os donos dos sistemas de mídia de massa e ainda têm O NOSSO DINHEIRO para gastar em medidas claramente eleitoreiras como os bolsa-família da vida, que embora ajuda na sobrevida dos pra-lá-de-miseráveis (tenho de reconhecer esse lado), serve apenas para viciar os menos instruídos de que aquilo, é "o peixe", não "a vara de pescar".
Já viu aqueles shows em que se dá peixe para uma foca e ela faz o que o treinador quer? Mesma coisa.
Embora eu não simpatize com o partido do candidato que escolhi, não posso esquecer que no Brasil, não se pode votar em legendas, pois elas não dizem absolutamente nada. Partido no Brasil é individual, companheiros. Depende das circunstâncias, dos interesses, do momento...
Para isso, resolvi fazer uma "cartilhinha" para escolher bons candidatos para eleições, independente de partido. São regras simples que eu prometi a mim mesmo seguir desde a primeira vez em que participei de uma eleição, porque eu não queria me arrepender de nenhum dos meus votos, como nunca me arrependi.


Dez Regras para ser um eleitor que não se arrepende (por Claudio H. Picolo)

1 - Esqueça as pesquisas eleitorais divulgadas pela imprensa.
A imprensa é deles e os números também. QUALQUER número divulgado na mídia pode, deve, precisa ser verificado cuidadosamente e mais: desconfie de todos eles. Não acredite em absolutamente nada.
O mesmo vale para e-mails tendenciosos: já recebi e-mails com números maravilhosos referentes ao governo de um candidato e péssimos referentes a outro e também e-mails semelhantes "invertendo" os valores desses mesmos candidatos. Em outras palavras: ambos têm números lindos e números horríveis para mostrar. Verdadeiros, ou não.
Os únicos números em que você pode confiar com certeza, são os que você consegue em seu orçamento doméstico e acompanhando as variações de preços nas etiquetas dos produtos nos supermercados. Só.

2 - Não escolha candidato porque acha que ele vai ganhar.
Eleição não é loteria! E os candidatos não são todos iguais.
É bem verdade que estamos todos indignados, sempre tão certos de que após as eleições continuará tudo a mesma mer... e que nada irá mudar... mas cá entre nós: Copa do mundo é diferente?

3 - Não escolha um candidato ruim que esteja em segundo ou terceiro lugar nas pesquisas para tentar com isso "derrotar" um candidato possivelmente pior.
Eu já falei: esqueça as estatísticas! Onde está o seu poder de opinião?
Se seu candidato nem chegar ao segundo turno, então que se dane! Pelo menos você não se arrependerá depois, ô laranja!

4 - Se fôr votar nulo, vote conscientemente.
É preferível um voto nulo do que um voto em que você pode se arrepender depois. Além disso, o voto nulo É UM DIREITO!
Se para o sistema é um "erro da urna eletrônica", para a legislação é um voto válido.
Um número suficientemente grande de votos nulos pode inclusive anular uma eleição inteira e forçar uma outra eleição com OUTROS candidatos!

5 - Isso é importantíssimo: Se seu candidato não chegar no segundo turno, evite a todo custo entre os que sobraram.
Seja fiel à sua escolha, a menos que tenha um motivo muitíssimo sério para mudar de idéia. (Vide regra 4.)

6 - Procure escolher candidatos que não tenham medo de participar de debates e que apresentem propostas construtivas ao invés de paliativas, ou seja, medidas que não resolvem problemas e pior: os disfarça.
Propostas como criação de instituições ou programas em que o governo dá alguma coisa para o povo são exemplos de medidas paliativas, eleitoreiras, caras e o dinheiro sai do seu bolso.
Entre os exemplos de propostas construtivas, estão investimento pesado em educação, ciência e tecnologia, redução de impostos, aumento de fiscalização sobre o sistema legislativo e judiciário com punição realmente proporcional às já tradicionais falcatruas, sem direito a pizza.

7 - Não tenha medo nem vergonha, nem preguiça de escolher seus candidatos.
Veja debates, apresentações... observe os candidatos e veja o que eles pretendem. Procure ler nas entrelinhas... especule bastante.
Observe também quem os apóia, quem está ligado ou não a eles... podem ser os "verdadeiros" candidatos que você pode estar elegendo sem perceber... as "forças invisíveis", as mãos por trás dos fantoches.

8 - Cuidado com as opiniões dos outros.
Faça A SUA escolha. Você não tem obrigação alguma de fazer a mesma escolha das pessoas à sua volta. Dane-se o que eles pensam se você fez uma escolha que não "bate" com a deles. Use e abuse do seu direito de voto secreto e boa!

9 - Não deixe para escolher em cima da hora.
Na véspera das eleições, infelizmente OS ÚNICOS candidatos que aparecem são os que estão no topo das pesquisas. E geralmente você pode encontrar propostas muito boas entre os "lanterninhas". Não os subjulgue.

10 - Procure anotar os prós e os contras de seus candidatos antes e depois das eleições.
Aproveite que quase sempre eles são sempre os mesmos. Claro! São profissionais nisso e pensam que todo eleitor tem memória curta.
Pensam... Mas nem todo eleitor é assim. E sua única arma contra os maus candidatos é o seu voto. Use-a, mesmo não acreditando nela. Pelo menos não se arrependa de te-la usado de maneira inapropriada.
Se você errar... bom... acidentes com armas acontecem.

É bem verdade que com essas regras, eu elegí muito poucos candidatos e os poucos que elegí pouco puderam fazer, como formigas solitárias numa imensa colméia de vespas. Mas e daí? Nunca me arrependí de um único voto em toda a minha vida.
E os candidatos que se elegeram sem o meu voto... só fizeram sacanear seus eleitores vergonhosamente.

E aí? Você quer ser sacaneado(a) de novo?
Quando fôr votar, lembre-se de que o nariz de palhaço está na ponta dos seus dedos.

Outra coisa: Esteja à vontade para divulgar esta cartilhinha. É um favor que você faz a você e ao seu país.

Obrigado.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

O Brasil é uma associação com quase 200 milhões de sócios que pagam religiosamente os mais de 130 impostos, tarifas e taxas criados por seus empregados que se dizem "governantes", "legisladores", "doutores", quando não passam de um bando de mentirosos, ladrões, enfim, criminosos de todo tipo, (como já mostrado várias vezes em telejornais) que vão desde estelionatários, chefes de quadrilhas de contrabando, de roubo de veículos, "coronéis" mandantes de assassinatos... Nem há como enumerar os crimes desses nossos "empregados" pagos com o nosso dinheiro e muito bem pagos, diga-se de passagem, inclusive com a nossa tolerância às "leis" que vocês mesmos criam para protege-los e com as vistas grossas que fazemos de seus crimes.
Nós, sócios conscientes disso somos uma minoria, enquanto a maioria se preocupa mesmo é com a copa-do-mundo. Isso é que é "democracia"!
Aliás, muito democraticamente, a constituição federativa DELES, escrita por ELES, cheia de leis cuja aprovação sequer foi votada, só serve para proteger ELES, tornando-os absolutamente impunes. Absolutamente?
Recentemente uns militantes de um desses movimentos que buscam "o peixe ao invés da vara de pescar", cuja incubação foi feita exatamente por ELES invadiu a câmara dos deputados... Aí ELES ficaram nervosinhos... já até se fala em "reforço de segurança"!
Ora... Por quê não se fala em REFORÇO DE VERGONHA NA CARA?

"Nobres excelências"... Engulam isso: Esse prejuízo que NÓS SÓCIOS tivemos ao invés de vocês, foi só de cerca de R$100 000,00, ou seja, UMA MIXARIA DIANTE DOS BILHÕES de prejuízo que vocês nos dão diariamente e acreditem... é só o começo.

Eu, como sócio minoritário aqui, voto pela sua DEMISSÃO SUMÁRIA IMEDIATA. E olha que eu ainda ESTOU SENDO BONZINHO! Em outros lugares, os "sócios" são muito menos tolerantes do que aqui. Na China, por exemplo, vocês seriam EXECUTADOS em praça pública e o valor da munição seria cobrado de suas famílias.

Não precisamos de vocês, pois o Brasil nunca evoluiu tanto em toda a sua história, como evoluiu durante o período em que vocês ficaram fazendo CPIs que serviram muito bem para mostrar quem são todos vocês, embora não tenham servido para mais nada.

Felizmente existem bons empregados trabalhando para nós. Esses ganharão o meu voto depois da copa... E como sou "sócio minoritário" duvido que se elejam, mas não estou nem aí: ao menos eu tenho uma opinião.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Os recentes acontecimentos são um bom exemplo sobre como funciona o Poder...

1 - Em meio à uma enorme crise política em que revelou-se alguns dos maiores esquemas de corrupção já revelados na história do "país", o "governo" permite que os presídios soltem cerca de 12000 criminosos por ocasião do "Dia das Mães", tendo como resultado uma enorme onda de criminalidade sem precedentes em São Paulo, bem como outros "Estados" vizinhos.
Durante esse período, a EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS prontamente deu instruções aos cidadãos estadunidenses bem como brasileiros sobre como se comportar diante dos ataques. (Prefiro comentar este detalhe daqui a pouco.)
2 - O mesmo "governo" oferece "ajuda federal" (leia-se: forças armadas) para conter a onda de violência, negada pelo governo de São Paulo, claramente para impedir que o "governo" figure como o "bonzinho" da história.
3 - Contida a onda de criminalidade (ou pelo menos normalizada), o tal "governo" elogia a ação do governo de São Paulo, ainda numa tentativa de parecer o "bonzinho" enquanto os principais telejornais dão destaque especial à "copa do mundo" que sequer começou.

OK...

1 - Não se falou mais dos bilhões de dólares que saíram do Brasil sob a forma de investimentos em exploração de gás natural na Bolívia mesmo com Evo Morales falando claramente desde sua campanha política antes de assumir o poder que nacionalizaria a exploração do gás natural (coisa que o Brasil já fez na década de 70 e por isso mesmo não tem moral para reclamar)... aliás, Evo Morales ao contrário de certos políticos daqui (quase todos), cumpriu o que prometeu. Parabéns aos bolivianos e bem-feito pra "nós bobões" que continuamos investindo (ou lavando) nosso dinheiro no país vizinho... dinheiro esse tido como investimento agora "perdido". (É muito fácil dar sumiço em algum no meio de um bilhão.)
2 - Como se não bastasse ter bases militares nos países vizinhos do Brasil, tropas na Amazônia, querendo "mandar bomba" na Bolívia e ter escritório da CIA em Brasília, ainda querem nos dizer como devemos nos esconder de nossos criminosos? Estranho isso, não? Ou seria o Brasil apenas uma colônia de exploração ao invés de um país independente como venho afirmando a anos aqui?
3 - Por quê será que a FIFA tem mais dinheiro que a ONU? Será que sai mais barato calar o povão com uma distração festiva do que pôr alguma ordem no mundo?

Coisas que foram facilmente observadas durante a onda de violência, mas que SERÃO ESQUECIDAS até o final da Copa do Mundo:

1 - Os presídios viraram escritórios do crime organizado onde os chefes de bocas, quadrilhas e facções criminosas controlam suas atividades livremente, protegidos pelas leis criadas para proteger criminosos ao invés dos cidadãos, porque os caras que criaram essas leis as criaram visando causa própria, ou seja, são criminosos. ( Isso inclui uma certa constituição com leis que sequer foram votadas e cojo presidente da assembléia nacional constituinte, que sabia de tudo, foi "apagado" com um míssil da marinha que atingiu seu helicóptero... mas "ninguém sabe, ninguém viu"... mas aposto que todo mundo lembra de algum resultado de jogo de futebol se citar a data da "explosão" do helicóptero.)
2 - Nada será feito contra essa legislação invertida. Apenas medidas paliativas, ou seja, os criminosos e políticos corruptos (farinha do mesmo saco) continuarão protegidos pela legislação que eles mesmos criaram.
3 - Curiosamente, depois da copa tem eleições e vai tudo parecer "lindo", "limpo" e "organizado"... É bom olhar bem embaixo do tapete agora, para escolher bem o que usar na limpeza quando ele for puxado.

domingo, 14 de maio de 2006

E hoje é o "Dia das Mães"... uma comemoração criada para os comerciantes venderem mais nessa época, abusando de um fortíssimo apelo sentimental dando a entender que quem não compra um presente para dar à sua mãe no dia das mães é filho(a) desnaturado(a)...
Francamente... abomino esse tipo de apelo. O comércio deveria se envergonhar de transformar a mãe da gente em campanha publicitária.
Mãe é coisa séria! Sagrada! Que vergonha!

Todo mundo escreve sobre o "Dia das Mães" em seu blog hoje... mas hoje eu prefiro escrever sobre outra pessoa, que um dia amei tanto quanto...

Eu quero falar um pouco da minha já legendária "ex"... ao menos como eu ainda me lembro dela depois de tanto tempo.
Irritava-se com grande facilidade, mas também era muito sensível e carinhosa.
Tinha uma incrível capacidade de acumular diferencial estático e vivia dando (e tomando) choques elétricos por causa disso.
Tinha um sorriso lindo, mas detestava ser fotografada.
Era extremamente criativa e sabia surpreender como ninguém, mesmo quando podia ser previsível, seja através dos telefonemas quase diários, ou através dos bilhetinhos que trocávamos sorrateiramente de modo que volta-e-meia encontrávamos algum bilhetinho um do outro... era gostoso encontrar um bilhetinho dela dizendo que me adorava, que sentia saudades... ainda tenho todos os que achei guardados numa caixa, junto com outras lembranças dela. (OK, eu sei que isso pode não ser lá muito "saudável"... deixa pra lá! Isso é problema meu!)
Só que eu dava muita mancada com ela... era muito desastrado, distraído... E é claro... isso a irritava muito e eu nunca me conformei com isso, como também nunca me conformei com a realidade de que nosso relacionamento não podia dar certo daquele jeito... com os caminhos que estávamos tomando, apesar dos 4 anos de aventuras, prazeres, tristezas, surpresas, abraços, vontades, realizações, beijos e lágrimas que compartilhamos juntos.
É difícil acreditar que tudo isso tenha acabado, mesmo depois de tanto tempo e mesmo depois de eu mesmo ter "assinado" o final da melhor parte da minha vida... Mas eu seria o lastro que a impediria de alcançar vôos mais altos. Eu seria o que a limitaria a ser o "nada" que eu sou hoje, então para mim, a liberdade, foi último presente que dei a ela.
Se a minha vida hoje serve para alguma coisa, talvez seja para torcer para que ela consiga realizar tudo o que deseja na vida e ser feliz. Só isso.
E hoje, além do "Dia das mães", é o aniversário dela, que não vejo a mais de 3 anos, mas que eu não esqueço e nem tenho esperanças de um dia ve-la de novo.
Como não temos mais contato, deixo aqui um "Feliz Aniversário" para ela, um bom "Dia das Mães" para a minha mãe e por que não, para a minha "ex sogra"?
Quer saber? Feliz "dia das Mães" pra todo mundo.

domingo, 30 de abril de 2006

Vamos por partes...

Linux não é bem um sistema operacional e sim um kernel acompanhado de um monte de software disponibilizado pela Free Software Foundation (FSF) em regime de "código aberto", apelidado de GNU, devido ao movimento internacional definitivamente NÃO CONHECIDO como "Galera Nerd Unida", ou "Global Nerd Union" e sim como "GNU is Not Unix", que consiste em promover o desenvolvimento de "software livre", em que o usuário possa distribuir gratuitamente, modificar, estudar o código-fonte, enfim... adaptar à sua necessidade livremente e fazer com ele o que quiser sem dever nada a ninguém.

Não é segredo algum que esse papo de "software livre" surgiu (diz a lenda) quando Richard Stallman tentou fazer um update de sistema operacional e precisou de um driver para poder fazer funcionar uma impressora, mas o fabricante não só não disponibilizou o driver, nem forneceu detalhes sobre seu funcionamento para que Stallman pudesse fazer o seu próprio, forçando-o a ter de comprar outra impressora (e certamente ele comprou de outra marca).

Pois bem. Esse comportamento por parte de fabricantes de hardware, de guardar APENAS PARA SI o funcionamento do hardware que produz, impedindo o desenvolvimento de drivers e consequentemente de software capaz de controlar esses dispositivos em outros sistemas operacionais além daqueles para os quais o dispositivo foi pensado inicialmente, é o que chamamos de comportamento "proprietário". (Ou "próprio-otário" na verdade, pois o fabricante deixa de vender seu produto para uma fatia interessante do mercado, formada justamente por formadores de opinião como técnicos, especialistas e programadores, além de "se queimar" com estes... Na minha opinião, péssima medida de marketing.)

Até a uns tempos atrás, existia uma empresa chamada Compaq, famosa por fabricar computadores cheios de hardware customizado, cujos drivers para seus componentes, só eles tinham e estavam pouco se lixando se você quisesse usar algum sistema operacional mais moderno. Assim, se você quisesse meramente usar um software mais moderno, teria de simplesmente jogar seu computador no lixo e comprar outro (isso é o que chamamos de filosofia de "software proprietário").
Mas felizmente, graças a movimentos como GNU, FSF, etc., boa parte do hardware desse tipo de computador já foi "destrinchado" e "drivers livres" implementados em várias distribuições de sistemas operacionais GNU têm tirado muitas dessas antigas máquinas dos armários, dando-lhes uma boa sobrevida.

Empresas com filosofias de software proprietário como a Compaq (que já foi tarde), ou 3Com (que perde terreno dramaticamente para a Realtek, que disponibiliza drivers para seus produtos para "n" sistemas operacionais diferentes, como BeOS, Linux, MacOS, entre outros), tendem a ser mal-faladas nas conversas entre técnicos experientes de intormática.

O maior problema dos sistemas operacionais de código aberto, é político, não técnico.
Pequenas atitudes arrogantes como uma simples janela alertando o usuário que o dispositivo que ele pretende instalar em seu computador usa um driver "que não tem a assinatura do império", podem fazer com que alguns usuários devolvam seus dispositivos recém-comprados às lojas, sem sequer instalar os tais drivers que funcionariam perfeitamente, forçando os fabricantes desses dispositivos a LICENCIAR a tal "assinatura do império" SOB CERTAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS como por exemplo a de que tal dispositivo NÃO PODERÁ TER DRIVERS PARA OUTROS SISTEMAS OPERACIONAIS, NEM TER SEU FUNCIONAMENTO DIVULGADO para que programadores livres o façam.

A "Guerra-Fria" deste começo de século, não é mais entre dois países, e sim entre o "livre" e o "proprietário", ou melhor dizendo, entre a liberdade e a prisão.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Sinceramente, não vejo lá muitas razões para esse blog continuar existindo.
O mundo não vai mudar por causa dele: as pessoas continuarão ocupadas demais tentando sobreviver ao invés de viver, distraídas com futilidades ao invés de questionando o que poderiam fazer para melhorar o mundo em que vivem, se matando por causas dogmáticas ao invés de lógicas, lutando por status pessoal ao invés de justiça e destruindo a natureza em causa própria.
A única lei que vigora realmente no mundo é "o que importa sou eu e dane-se o resto do universo".
Quantas vezes você já não comprou algum produto e acabou decepcionado com a qualidade do mesmo?
Quantos produtos absolutamente inúteis e de qualidade duvidosa encontramos à venda nas lojas e que só servirão efetivamente para poluir o planeta?
Quantos colegas de trabalho te dão "bom dia" ou "boa tarde" antes de apresentar-lhe algum problema? (E solução ninguém lhe apresenta, né?)
Quanto você paga em impostos que jamais retornam para você sob a forma de benefício algum?
Quantos mecanismos para lesa-lo(a), explora-lo(a), rouba-lo(a), engana-lo(a) surgem diariamente e desses, quantos são idealizados por aqueles que dizem defender suas causas, mas que só buscam defender a própria causa?
Quanta gente perde o emprego diariamente sem motivo algum além da ganância dos intocáveis e poderosos donos das grandes corporações?
Não se iludam! O mundo é isso: Mentiras, individualismo egoísta e impunidade por parte dos leões e total ignorância por parte dos cordeiros, que vivem sonhando em viverem como os leões. E quando um ou outro consegue, continua ignorante das conseqüências de seus atos. Afinal de contas, o exemplo vem de cima.
Aparentemente, ninguém se toca de que somos todos passageiros de uma mesma nave e que não existe opção alguma de fugir dela além da morte.
E essa nave está sendo aos poucos, condenada pelos próprios passageiros que logo perceberão que a própria vida se tornará inviável... tarde demais para que qualquer providência tenha efeito.
O poder, deveria vir acompanhado de responsabilidade, não de impunidade.
Como o que vem acompanhado de responsabilidade é o conhecimento, as pessoas fogem dele e não as culpo por issopois também com o conhecimento, vem a depressão, atristeza, a sensação de impotência diante dos fatos, raiva, desânimo...
Esse é o mundo que eu vejo, infelizmente.
Eu quero um mundo melhor, mas me sinto sozinho nesse esforço inútil de tentar mudar o mundo... sozinho.

sábado, 15 de abril de 2006

Por acaso eu disse que sou azarado?
Eu tinha uma caixa arquivadora num armário aqui em casa, cheio de documentos... alguns inúteis (porém arquivados, pois nas repartições públicas têm-se o péssimo hábito de se exigir uns documentos absurdamente idiotas) e outros importantíssimos... pois bem. Deu cupim neles.
O mais impressionante é que ao invés de corroerem coisas inúteis como extratos bancários, os cupins preferiram alguns dos meus certificados.
Eles estão legíveis, não se perderam por completo, mas ficam inúteis se eu quiser pendura-los em alguma parede.
Não bastasse a bagunça e o cheiro ruim do cupincida, ainda tive uma semana inacreditavelmente movimentada... e sem carro boa parte dela, pois estava em revisão, faltando apenas a parte elétrica... que eu ainda pretendo mandar fazer essa semana.
E ontem, dia 14 foi Páscoa... e com ela, lembranças de um outro dia 14.
Prefiro não falar sobre isso. É pura perda de tempo, assim como outras lembranças que me vêm doces, seguidas da amargura da lembrança de que não passam de lembranças. E isso me deixa irritado.
Simplesmente não consigo me acostumar com isso.
Esse blog tá um saco, né? Tá parecendo alguma música estilo "dor de corno" do tipo que embala as noitadas dos bêbados e seus copos de bebida amarga. Tão amarga quanto as mágoas que tentam inutilmente afogar.
Eu poderia falar sobre outra coisa, como por exemplo o quanto acho primitivos certos rituais religiosos muito comuns nessa época. Mas sinceramente, Também é perda de tempo.
Aliás, o que não é perda de tempo hoje em dia?
Quer saber? Esse blog é perda de tempo. Não dá pra mudar o mundo com ele.

terça-feira, 11 de abril de 2006

E no dia 1.o de abril, eu cumpri o que prometi... em parte.
Não é que a droga do museu estava fechado para reforma e eu tive de ficar a uns 30m de distância da "obra"?
E ainda paguei estacionamento por isso...
Cara... como sou azarado!
Nem pra "espantar os meus fantasmas" o "departamento lá de cima" dá uma forcinha?
Desse jeito vou virar ateu só de raiva!
Até quando vou continuar sendo um nerd azarado?
Francamente, estou cansado dessa vida... se é que posso chamar de vida.
A rotina está me deixando maluco!
A imensa quantidade de gente que me pede favores o tempo todo não incomoda. Eu adoro ajudar as pessoas, mas isso toma muito do meu tempo e acabo não vivendo a minha vida como gostaria.
No serviço tenho um agravante nesse sentido: Parece que todo mundo depende de mim pra tudo o tempo todo.
Às vezes penso que é preguiça mesmo das pessoas, pois tem muita coisa extremamente básica que elas poderiam fazer por elas mesmas, mas acaba caindo tudo nas minhas costas... e isso cansa.
Para tentar mudar um pouco a rotina e aprender coisas novas, andei fazendo uns cursos...
Semana passada completei mais um curso... na verdade 4:
"UNIX - Introdução e Avançado" (que acabou virando um curso básico de AIX/L);
"Linux - Introdução e Conceitos" (excelente curso);
"Solaris - Introdução e Avançado" (ficou só no básico... curso avançado de Solaris em cerca de uma semana é humanamente impossível!);
"Regatta, SAN e Shark" (outro excelente curso sobre implementação e administração de "florestas de servidores corporativos" virtuais e sistemas de armazenamento de dados de grande capacidade).
As notas dos cursos ainda não saíram. A de Linux consegui 9,4 e 10 nas avaliações teórica e prática, respectivamente. Creio que nas avaliações de "San/Regatta/Shark" e "Solaris - Introdução e Avançado, eu também deva ter ido relativamente bem.
Manifesto publicamente aqui o meu agradecimento pela oportunidade e pelo excelente trabalho dos instrutores (IBM) e demais envolvidos no projeto "Oficina do Futuro" (Instituto Eldorado/Solectron).
Mas no fundo, continuo chateado... como se nada mudasse. Na verdade, nada muda.
Eu só queria poder planejar a minha vida e ver esses planos funcionarem... só isso!
É pedir muito?
Mas o que mais me desanima é que TODOS os meus planos SEMPRE, mas SEMPRE MESMO, acabam exatamente como a visita ao tal museu que tenho planejado a meses.
Cara... que inferno!
Não adianta... Esquece!
Os fanáticos que me perdoem, mas se Deus existe, o passatempo predileto dele é frustrar os meus planos.
Isso inclui planos de vida, planos profissionais, planos emotivos, planos materiais...
Sempre que começo alguma coisa e as coisas começam a dar errado, prefiro sempre começar direito do ZERO. Mas como fazer isso com a minha própria vida?
Francamente, eu deveria desistir... acabar de vez com isso tudo logo de uma vez.
Já está tudo perdido mesmo! Tudo danado!
Pra piorar, já estou começando a me sentir velho... E o que eu vou ter no final da vida de pois de tudo o que eu tentei fazer e acabei fracassando?
Infelizmente, justiça é uma grande ilusão nesse mundo, onde o que vale mesmo é a mentira... em tudo.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Não importa quantas vitórias eu alcance se me sinto um fracasso.
Não importa se estou fazendo um curso avançado de UNIX/AIX/Solaris/Regatta/SAN/Shark no único laboratório de capacitação desse gênero na América Latina.
Não importa ter sido técnico autorizado Apple Computer ou representante da Strata, da Specular, da Adobe.
Não importa ter acompanhado toda a história da microinformática desde o seu nascimento com os primeiros microcomputadores pessoais, ter me tornado pioneiro em computação gráfica e produção de mídia digital.
Não importa se estou entre os 10 jogadores de io-iô mais conhecidos do Brasil (embora eu não jogue praticamente nada).
Não importa ter alguns conhecimentos de eletrônica e com eles conseguir a mágica de reviver alguns velhos aparelhos dados como "mortos".
Não importa se faço parte de uma minoria na Terra, que tem um teto para me abrigar, um armário para guardar minhas roupas, ou um carro (ainda que velho).
Não importa se estou vivo, se tenho saúde, ou com o quê eu me importo.
Quem se importa?
Amigos? Colegas? Minha mãe?
OK... há uma lacuna para preencher. Mas creio que já me mostrei bastante incompetente para preencher essa lacuna.
Embora eu insista em dizer que 2006 é um ano de mudanças, não espero preencher essa lacuna em 2006. Até porque não depende de mim.
Talvez um dia dependa de alguém muito especial que se importe... se existir.
Eu me importar?
Me importo sim. Com quem se importa comigo. E até com quem não se importa.
Mas não importa. Afinal, não sou importante.
Na verdade, não sou nada.
Afinal, quem se importa?
Deus?
Ora... milagres não acontecem.
Os religiosos que me perdoem, mas aquele que crê... morre escravo de sua crença.
Minhas crenças religiosas já se esgotaram em atrasos inestimáveis de vida.
Vida essa que provavelmente eu nunca mais terei... tarde demais.
E quem é que se importa?
Aquela? Aquela lá?
Ora... É bem provável que se importe apenas com si própria agora... enquanto o vinho (importado) envelhece... e ninguém se importa.
E agora? O que importa?

quarta-feira, 1 de março de 2006

Outra noite sem sono... Isso aqui hoje é um desabafo pessoal: eu odeio carnaval.
Não há nada que se aproveite nessa festa além das imagens de mulheres nuas ou seminuas exibindo seus corpos esculturais para todo mundo ver... seja em jornais, revistas, TV, web...
Bailes de carnaval? Nem pensar! Nada como a tranquilidade e a LUCIDEZ de quem sabe das desculpas do dia seguinte... como se uma festa popular fosse a culpada pelos atos desse ou daquele indivíduo (incluindo homens e mulheres).
Pessoal, por favor... nada de pseudo-puritanismo!
Sexo é bom, é saudável, é bonito, é sagrado (embora algumas religiões européias surgidas após as imposições do Império Romano tenham perseguido e assassinado quem pensasse desse jeito, criando o tabú que existe hoje... especialmente em países em que essa perseguição foi mais dramática, como foi o caso dos países da Península Ibérica e por conseqüência, os territórios que colonizaram)... Mas cá entre nós... sexo MESMO, não foi feito para ser vulgar.
Sexo sem aquele "tempero especial" fazem os "prazeres da carne" terem um gosto de carne crua, sem sabor.
Tudo bem que sou um romântico incorrigível e sei que isso parece piegas, mas é a mais pura verdade.
Há homens e mulheres que só se soltam no carnaval e depois dão a desculpa de que beberam demais, ou se empolgaram demais com a festa, ou simplesmente viajam para bem longe só em busca de bebida e corpos ardentes, porém bêbados para voltarem para casa como se nada tivesse acontecido.
Oras... o dia de maior movimento nos motéis do Brasil todo é o "dia da secretária"... um belo exemplo da integridade e do puritanismo dos brasileiros e brasileiras...
Esses dias eu estava pensando nas "diretivas" que guiam os planos de vida dos homens e mulheres na sociedade... Acho que ficaria algo mais ou menos assim:

Homens:
Procure um emprego em que trabalhe pouco, ganhe muito e encontre bastante oportunidade para passar os outros para trás. Nas sextas-feiras vá sempre a algum bar e finja que gosta de cerveja para fazer um "social".
Aprenda a fingir ser intelectual, a enganar as mulheres e assim levar o máximo de mulheres que puder para a cama... assim você poderá contar suas experiências para os amigos e ganhar respeito.
Procure conhecer muito sobre futebol para puxar conversas absolutamente inúteis antes de buscar o que realmente interessa.
Case-se e tenha filhos para fazer a aparência de um homem de família, íntegro e bem-sucedido, mas se possível, contrate uma puta de vez em quando... se possível, nomeie uma como sua secretária, assim terá uma amante sempre que quiser. Afinal de contas, o trabalho é estressante e você precisa voltar para casa tarde de vez em quando para não ouvir sua mulher reclamando de você o tempo todo.

Mulheres:
Procurem parecer bonitas antes de qualquer coisa, mesmo que suas atitudes demonstrem pouca educação, afinal de contas não é o que os homens buscam numa mulher, né? Quanto mais bonita e atraente você parecer, maiores serão as chances de namorar e casar-se com um homem rico e trabalhador, com boa vida social e que te dê conforto...
Se não conseguem ter um corpo bonito porque você tem preguiça de caminhar até o restaurante a dois quarteirões do seu emprego e prefere ir de carro porque é mais confortável, experimente fazer uma dieta dessas que você nunca consegue seguir à risca, afinal de contas, quem resiste a um doce a cada 3 horas?
Procure se manter na moda. Use sempre aquelas calças de cintura baixa que você vê lindas naquelas revistas de moda em que as modelos magrelas que mais parecem cabides ambulantes aparecem usando, mesmo que em você fique com uns pneuzinhos transbordando para fora deixando mais evidente e moldando o seu corpo para que fique bem quadrado... assim, logo você ficará tão sexy quanto o Godzilla*, mas quem se importa? Se só com 5% desse corpo você conseguir "fizgar" um empresário rico e muito trabalhador para sustentar seus regimes de aparência ou suas caríssimas roupas "da moda" e viver uma vida de novela, pra que se preocupar?
Se ele puder sustentar suas contas com um personal trainer bonitão, você pode até dar uma "puladinha de cerca" de vez em quando, já que o seu marido chega tarde e costuma ter um horrível bafo de cerveja e pensa mais em futebol do que em você! (Por que será?)
O importante é manter as aparências... mostrar para as amigas e ex-namorados que você está sempre muito bem, mesmo que o melhor companheiro que você tem seja seu personal trainer e que você jamais poderá contar a ninguém... nem mesmo seu cabeleireiro.

Resumindo... É a aparência que move o mundo. E é isso o que me irrita: pseudo-puritanismo é um saco! Mas é tão normal que se eu fosse reclamar disso o tempo todo eu nem teria vida social. (Tenho?)
Mas o que realmente é difícil, é encontrar excessões no meio desse jogo de faz-de-conta todo...

Sabe de uma coisa? Vou visitar um certo museu dia 1o. de abril. Irei às 2 da tarde, exatamente como fiz no dia 1o. de abril de 1999, onde penso que encontrei uma excessão dessas a que me refiro. O lugar não podia ser mais apropriado... um museu de arte. E aquela era, sem dúvida, uma obra de arte magnífica... um encontro que mudaria a minha vida.
Vou visitar o mesmo museu. Não importa quais obras estejam sendo expostas. Não importa nada. Só quero estar lá. Talvez buscando algo que esqueci, ou que perdi... não sei.
Na verdade, eu queria começar toda a minha vida de novo, pois esta, já acabou pra mim.
E não é só porque detesto cerveja, não gosto de futebol, não sou rico e não tenho secretária.

* Obs: Desculpas ao Godzilla pela ofensa. Até que é um monstrinho simpático... aliás, bem mais elegante que muita mulher "sem semancol" que vejo pelo mundo afora...

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Rolling Stones e U2 fizeram seus shows no Brasil recentemente... e hoje, como quase todo sábado, acordei com a música que algum vizinho estava ouvindo. Pelo menos ao invés de algum axé, pagode ou sertanojo da vida, pasmem! Laura Brannigan - Self Control!!! Eu me senti em plena década de 80!
Acho que alguma coisa mudou com a passagem dos ingleses e irlandeses por aqui. Acho que a moçada estava precisando mesmo de referências.
Outro dia deu pra ouvir uma garotada aqui do condomínio resmungando alguma coisa como "pede pro DJ" enquanto eu, do lado de cá da janela, organizando alguns dos meus MP3 preparando-os para backup resolvi colocar uma pequena coletânea de rock escolhida a dedo, terminando com "Like Hurricane 2000" uma versão "tunada" de "Like a Hurricane" interpretada pela banda alemã Scorpions acompanhada da Orquestra Filarmônica de Berlin... Temo que talvez tenha sido uma dose um pouco forte demais pra cabeça da molecada acostumada ao som "plano" de Slipknot e Linkin' Park... Porém, eles não têm culpa: só conhecem isso! E isso para eles é a única referência que eles têm... bom, tinham graças a U2 e Rolling Stones.
A culpa fica por conta da podridão do sistema de mídia de massa, um verdadeiro incentivo à acefalia por "livre arbítrio".
Como U2 e Rolling Stones voltaram a fazer parte das referências musicais da grande massa (nunca vi tanta gente ouvindo isso como nos últimos tempos... aliás, nem na década de 80 em que o U2 estava no auge), pode ser uma boa hora para trazerem bandas como Whitesnake ou a já citada Scorpions.
Bandas psicodélicas como Deep Purple merecem uma melhor cobertura da mídia. As duas últimas vezes em que essa banda passou por aqui quase não se falou! Por pouco eles passam por aqui sem ninguém saber!
A falta de referência musical brasileira está tão grave que nem bandas nacionais (algumas muito boas aliás, como a Vega), são completas desconhecidas dos brasileiros!
E mais: a intolerância se mostrou bem clara como as garrafas d'água atiradas em Carlinhos Brown no último Rock In Rio executado no Brasil (Rock In Rio 3... que teve de tudo, mas faltou rock)... aliás, esse Rock In Rio que começou em 1985 como um evento de referência na América Latina, sendo o maior evento da história do rock não teve exemplos de intolerância desse tipo em sua primeira edição, como por exemplo o show de Ozzy Osborne logo após o de James Taylor, ambos muitíssimo bem recebidos pelo público, embora tenham apresentado estilos musicais absolutamente diferentes e distantes. Talvez porque o evento cumpriu sua proposta, ou seja: foi um festival de rock, não axé, nem pseudo-sertanejo, nem pagode... hoje o Rock In Rio é um exemplo magnífico de crise de identidade, que nem no Rio acontece mais... Aliás, nem na América Latina, e praticamente nem tem mais rock! Uma vergonha para os entusiastas daqueles que testemunharam a construção da primeira "Cidade do Rock" em Jacarepaguá, 1985. ("Primeira e única" na opinião unânime de quase tudo quanto é roqueiro que conheço.)
O mais decepcionante é o site oficial do Rock In Rio... inteiro em inglês e hospedado em Portugal! Absolutamente ridículo e nada a ver com a proposta inicial de trazer grandes bandas do rock internacional para a América Latina para os maiores festivais de rock (eu disse ROCK) da história!
O segundo Rock In Rio não foi tão gigantesco quanto o primeiro, mas teve boas apresentações internacionais.
Agora a grande pergunta... Por que eu estou falando tanto de rock hoje no meu blog?
Porque faltou assunto, oras! O que você espera que eu fale sobre carnaval?
Além disso, resolvi dar um tempo para os grandes segredos da humanidade ou coisas que se adiantaram milhares de anos no tempo como os mapas de Piri Reis, ou os para-raios do templo do rei Salomão...


AVISO:

A partir de hoje o meu contrato com o meu antigo provedor de internet está cancelado.
Logo, o meu antigo e-mail não funciona mais.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

AVISO:

Aos amigos, colegas, parceiros de serviço, etc. que após cerca de 10 anos como assinante da "Nutecnet" que posteriormente virou "ZAZ" e que posteriormente virou "
Terra", estou em fase de mudança de provedor.

Como ainda não tenho certeza absoluta da qualidade dos serviços do novo provedor (ainda em estudo), resolvi centralizar a minha conta de e-mail principal numa prestadora internacional gratuita desse tipo de serviço.

Informo que à partir de março de 2006, eu não usarei mais o meu tradicional e-mail picolo@terra.com.br e sim chpicolo@yahoo.com.br .

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

A muitos anos eu tenho por hobby pesquisar sobre coisas que passam despercebidas pela grande maioria das pessoas.
Recentemente eu li o polêmico livro "O Código Da Vinci"... apesar de antes de le-lo eu julgava ser apenas mais um "best seller caça-níqueis", reconheço que julguei muito mal o livro. (Que vai virar um filme certamente deformado que estréia dia 19 de maio.)
É bem verdade sim, que trata-se de uma obra de ficção e que por isso mesmo sua história não deve mesmo ser levada a "ferro e fogo", mas o que me intriga é a incrível quantidade de detalhes explicados pelos personagens do livro que batem rigorosamente com fatos históricos reais que tenho pesquisado ao longo de todos esses anos, me expondo inclusive algumas "peças-chave"... uns "elos perdidos" nas minhas pesquisas... o que me fez "devorar" as páginas do livro como aliás, nunca fiz com uma obra desse gênero.
Não é de se admirar que grupos mais fanáticos busquem quase que desesperadamente, impôr suas idéias dogmáticas quase que sem argumentação, atacando todos os pontos fictícios do livro e claro, apontando como se fossem graves falhas na argumentação do Sr. Dan Brown, que conseguiu um grande feito: fazer com que as pessoas passassem a argumentar sobre poder, mentira associada à religião como controle de massas (embora os fanáticos obviamente não aceitem isso sequer como uma possibilidade, evitando inclusive a pesquisa a respeito sem se basear em seus "livros sagrados").
Tapar o sol com a peneira não é a solução.
Para mim está bastante claro que após o Primeiro Concílio de Nicéia em 325 D.C., quase tudo referente ao cristianismo original foi mudado, tornando-se o "cristianismo" que conhecemos hoje.
Isso explica as fortíssimas discrepâncias entre os textos de Nag Hammadi e Mar Morto (que juntos formam provavelmente a maior coleção de livros apócrifos conhecida) em relação aos altamente suspeitos textos apresentados pelo Vaticano como "a palavra de Deus" e que de certa forma controla um dos maiores exércitos do mundo, distribuídos entre católicos, evangélicos, ortodoxos, protestantes... enfim... não importa a denominação... todos se baseiam nos mesmos "originais" e com isso, se apoiam nos mesmos valores, tornando fácil o controle de toda uma sociedade que pensa exatamente do mesmo jeito.
Somando isso ao fato de que existem menos de meia dúzia de grupos de mídia no mundo, emitindo notícias e embutindo idéias na sociedade tornando-a cada vez mais individualista, medrosa e passiva, fica fácil imaginar os motivos.
Os egípcios sabiam muito bem como controlar grandes quantidades de pessoas por esses meios. E os romanos souberam roubar muito bem esse conhecimento dos egípcios, entre outras coisas... talvez por isso mesmo que muitas invenções hoje atribuídos muitas vezes aos romanos já eram na verdade, do conhecimento dos egípcios. O próprio Dan Brown cometeu esse erro em seu livro, afirmando que a cruz era um método de tortura inventado pelos romanos... os egípcios já utilizavam esse método muito tempo antes. (Não é de se perguntar o que mais se esconde na Biblioteca do Vaticano e em certos cofres de bancos suíços?)
Nem é preciso tecnologias avançadas como as imaginadas para filmes que falam de conspirações como o "Controle da Mente" ("Control Factor", dirigido por Nelson Mccormick).
Basta forçar a imposição de idéias e valores marginalizando as "ovelhas desgarradas"... Um exemplo prático na sociedade moderna para expôr o que quero dizer é a afirmação: "se você não bebe cerveja, não gosta de futebol, não freqüenta baladas, você não é nada na sociedade".
Obviamente, eu não preciso gostar de futebol, beber cerveja ou freqüentar baladas para ser dono da minha própria mente, assim como também posso optar por abolir da minha vida todas as religiões... Estou exercendo o único grande direito que me foi pregado desde a minha infância: livre arbítrio. Mas eu só pude fazer essa escolha, porque consegui com muito esforço ter argumentação para tomar essa decisão.
Não é fácil escolher entre "A" e "B" se você só conhece o "A". Não é fácil separar o joio do trigo se só lhe apresentam o joio e escondem o trigo.
Milhões foram queimados na fogueira em nome dessa "unidade cultural global" e a humanidade praticamente "arrastou" sua parca evolução nos últimos 2000 anos... em nome de quê? Dinheiro? Poder? Não existe desculpa ou justificativa para isso.
Mas também não há como esconder uma mentira para sempre, por maior que ela seja.
Só se pode medir o tamanho de uma mentira, pela quantidade de pessoas que acreditam nela e quanto maior a quantidade de pessoas, maior o número de pessoas revoltadas quando se tocam de que foram enganadas.
Eu é que não quero estar na pele desses "homens do poder" quando isso acontecer. Aliás, se estivesse no lugar deles, trataria imediatamente de arrumar meios para desalienar as massas humanizando-as antes que elas descubram por si próprias.
O que é apenas uma questão de tempo.

domingo, 22 de janeiro de 2006

O ano de 2006 começou com uma série de posts especiais aqui no Picolo's Blog... E eu bem que disse (não sei aonde) que 2006 prometia ser um ano de mudanças.
Desta vez, Fica aqui uma homenagem pública a um grande amigo que é como um irmão pra mim, a quem eu desejo muita felicidade na sua nova vida que começa hoje, dia em que está deixando o "clube dos solteiros".
Nós, os amigos dele, infelizmente não conseguimos preparar para ele uma "despedida de solteiro" à altura, até porque ele se casou em Urubici-SC, enquanto a maioria de seus amigos estão espalhados por Campinas-SP, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Fortaleza-CE.
Mas estamos curtindo um clima comemorativo assim mesmo. Ele merece.
Não tive ainda a oportunidade de conhecer sua noiva, apenas conversei rapidamente com ela por telefone umas 2 vezes, mas me passou muito boas impressões no modo como falava.
Enfim... Felicidade aí, "Daggy", vulgo "Carlão do Tóxico"!

E agora as previsões... 2006 está apenas começando. Ainda temos 342 dias de mudanças pela frente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Update do Picolo's Online! O site mais nerd da internet está atualizado depois de um longo período de estagnação! (Incrível, não? Isso já virou marca registrada do site...)
De vez em quando é bom fazer uma atualização, né?
Não fiz lá grandes mudanças não... apenas uma coisinha ou outra.
A parte do "Profile" é que resolvi atualizar "pesado"... estava muito "dispersa", faltando um "trato básico", embora eu ainda ache que coloquei links externos demais por lá...
Incluí mais um arquivo ara downloads, tirei um dos trabalhos do Portfolio, acrescentei mais uma certificação (podia ter acrescentado duas logo de cara, mas a outra ainda não chegou, embora eu já tenha completado esse curso... enfim... normal).
A 12 anos que esse site está no ar... no início era apenas uma página para testar o servidor de domínio de internet do meu amigo Yunes, que carecia de conteúdo para testar...
O site na época era só uma brincadeira... chamava-se "Picolo Technologies Online!" e não passava de uma lista de links externos.
Com o tempo o site foi crescendo, tomando forma... até já teve dois idiomas durante o período em que usava o slogan "The Ultimate Nerdsite Of The Internet" ("O nerdsite definitivo da internet").
Eu aproveitei o site nessa época, para incluir um pouco do meu histórico profissional, mas a linguagem irreverente do site não deixava muito claro para algumas pessoas, que os dados eram sérios. Então o site foi renomeado para "Picolo's Online" e reformulado, embora mantendo a tradição de simplicidade (para que pudesse ser acessado por qualquer dispositivo capaz de navegar HTML), sempre promovendo a democracia e combatendo os monopólios no mundo da informática.
A única vez que esse site saiu do ar, foi por uma mudança de hospedagem, forçando a sua reprogramação.
Relançado com novo visual a pouco mais de 3 anos, o site já recebeu mais de 2100 visitas reais desde junho de 2001, quando o contador "IPStat" foi habilitado para o site.
Também a 3 anos, surgiu o Picolo's Blog, uma sugestão do meu amigo Bruno Doiche que deu certo e hoje tem até uma espécie de "fã-clube" que me cobra posts quando eles demoram a aparecer.
Hoje, o Picolo's Online é só um site pessoal, uma apresentação do meu trabalho e uma forma de compartilhar um pouco das minhas experiências de nerd com outros nerds, ou pessoas que são curiosas sobre os nerds e nem sabem o que é isso.
Várias vezes eu me propús a atualiza-lo mensalmente, mas a bem da verdade, cada update só ocorre a cada momento de calmaria combinado com algum misterioso alinhamento planetário ainda por ser descoberto.
Aos visitantes e colaboradores, o meu "Muito Obrigado".

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Amanhã é o meu aniversário... apenas mais um dia como qualquer outro para mim.
Mesmo com os "parabéns" dos amigos, talvez alguma "comemoração surpresa" por parte da minha mãe (que para mim nunca é surpresa alguma, mas o que vale é a intenção), ou com alguns presentes que provavelmente vou ganhar.
Lá no fundo, não sou muito de comemorar o meu aniversário. Talvez porque não há muito o que comemorar. Fico mais velho, mais chato, mais azedo e o pior de tudo, sentindo uma forte dor no coração por não ter no meu aniversário o abraço que mais eu queria ter.
Não precisa dizer que sinto falta das surpresas que a minha "ex" me preparava nessa época... ela era mestra nisso! Nem que em seu lugar fica um arrependimento muito grande, um enorme sentimento de culpa, uma vontade enorme de ser desintegrado do universo até o último átomo... e quem sabe um dia desses isso não acontece mesmo?
Deixo aqui uma confissão aos leitores: tudo o que eu faço hoje, faço nem sei por que.
Não tenho sonhos, não tenho motivação. Só o "vazio" de uma rotina diária sem sentido algum além da mera sobrevivência, de lembranças de sonhos que se foram, de planos e projetos frustrados, de desejos que não têm mais como se concretizarem.
Se tenho hoje algum reconhecimento por competência profissional, por outro lado, o meu lado emotivo está completamente destruído, arrasado, em ruínas.
Deixar meu orgulho de lado e confessar que ainda amo aquela garota talvez estrague seus sonhos, seus planos para o futuro... o que eu não quero. Até porque já é muito tarde para expôr isso.
Me conformar e buscar alguém que pudesse me ajudar a esquecer tudo isso seria uma saída, se isso fosse fácil.
Mulheres têm aos montes pelo mundo... pra todo gosto... loiras, morenas, ruivas, altas, magras... Difícil mesmo, é no meio de todas, encontrar "aquela"... a "única"...
Talvez eu até já tenha encontrado... e deixado ir.
Por isso, preciso derrotar o meu lado romântico... mata-lo de vez! Afinal, não há mais espaço na minha vida para "contos de fadas".
Cansei de ser traído pelos meus sonhos, pelas minhas esperanças, pelas minhas paixões, pelas minhas crenças, pelos dogmas que me foram impregnados desde criança.
Se por um lado eu "viajo" ao ouvir músicas como "Take it Back", do Pink Floyd, tenho de ter em mente que ao menos neste mundo, os sonhos não tendem a terminar em finais felizes, embora eu quisesse acreditar que sim.
Me alegra muito ver os sonhos das pessoas se realizarem... sobretudo das pessoas que merecem, como um grande amigo meu, que está para realizar um sonho e que não sei ainda se poderei estar por lá para poder ver isso de perto. Sei que não é nada fácil realizar um sonho.
Se eu pudesse escolher um presente de aniversário impossível, escolheria realizar um sonho de uma certa pessoa muito querida para mim. Uma pessoa que já não vejo a muito tempo. Para mim, certamente seria o maior presente: uma presença.
Poder ver o seu sorriso, ou o brilho em seus olhos, ou ganhar dessa pessoa um simples abraço, valeria ter vivido os meus 35 anos... que até hoje, valeram apenas uns 4.