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terça-feira, 18 de outubro de 2005

Após várias tentativas de dormir, me revirando na cama após mais uma das minhas já costumeiras e nem um pouco saudáveis "desregulagens" de horários de sono, concluí que eu queria estar conversando com alguém agora... "Mas com quem eu poderia conversar às 4:32 da manhã?" - pensei.
Então decidi escrever um pouco, para tentar espantar a insônia.
A vida de um homem solitário não é nada fácil.
Trabalhar, estudar, manter um apartamento em ordem e rezar para não ter problemas com o carro faz parte da rotina.
Ontem, estive na "Tech Town" em Hortolândia... um condomínio sediado pela IBM, AT&T e outras empresas de tecnologia, fazendo um teste de inglês e outro de Q.I. que eles chamam de "prova de raciocínio lógico".
Não sei o quanto acertei dessas provas, mas passei no exame e agora estou para fazer o curso presencial em outro pólo tecnológico aqui da região: CPqD, onde ficava a antiga Telebrás.
Ainda não sei como vou distribuir os meus horários, nem sei como vou fazer para arrumar tempo para dormir, mas tenho certeza de que o investimento valerá a pena. Tanto que pretendo dar TOTAL prioridade nesse curso, pois sinto que preciso mesmo me aprimorar mais nesse campo... além disso, já faz muito tempo que não invisto nesse tipo de coisa... vários anos, aliás.
De certa forma, me sinto voltando um pouco às minhas orígens.
Digo "um pouco", porque não tenho mais grandes pretensões em mente... na verdade, nem sei exatamente por quê estou investindo nisso, mas como aprender coisas novas nunca é demais... além disso, preciso mesmo respirar outros ares, sentir outros ambientes, ver outras caras, conhecer outras pessoas...
O que me assusta é não saber exatamente em que chão estou pisando, nem onde esse caminho vai dar.
No filme "Pirates of Silicon Valley", John Di Maggio, o ator que fazia o papel de Steve Ballmer se referia à IBM como "Ivan o Terrível, Vlad o empalador, Gengis Khan... tudo junto num só". E de repente eu me via ali, na boca do "monstro", caminhando distraidamente pelos cerca de 500m entre a portaria e o "prédio 32" onde fui fazer as provas, observando a movimentação tranqüila dos funcionários voltando do almoço, e das cargas e descargas de containers imensos de um lado, chafarizes do outro... estranhamente me sentindo à vontade, mesmo nunca tendo estado ali e não fazendo a menor idéia de onde ficava o tal "prédio 32".
Eu tinha lembranças das coisas que a "baixinha" me contava da T-Systems (antiga Debis Systemhaus, ou Debis-Humaitá), onde chegou a trabalhar a uns 3 anos atrás.
As semelhanças eram bastante claras para mim. "Padrão" - pensei.
Tento pôr em minha mente que lembrar-me dela não me ajuda em nada. Principalmente "a essa altura do campeonato"...
Aliás, pensar em qualquer coisa relacionada a relacionamento afetivo nessa fase, seria improdutivo.
Sem tempo, sem relacionamento.
Ainda mais com os horários malucos que tenho de fazer... e certamente sem grana, pra "ajudar".
Acho que de certa forma, me senti na IBM como a "baixinha" se sentia na T-Systems.
É como um vazio no meio do nada.
Agora, a IBM sabe que eu existo... e talvez, graças às avaliações, saibam mais sobre mim do que a Apple, a Adobe e a Strata já souberam no passado.
Mas não sei ainda se isso é bom ou ruim.
O que tenho a perder afinal?

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Dia 5 agora, o jogador de io-iô Ryan Monson, conhecido mundialmente como "Harry Houdini" suicidou-se.
Dizem que foi suicídio por causa de uma garota, mas pouco se sabe sobre isso.
O que se sabe é que suicídios por questões relacionadas à solidão são comuns, envolvendo inclusive pessoas famosas, como por exemplo o cartunista Péricles de Andrade Maranhão, criador do legendário personagem "Amigo da Onça", publicado na revista "O Cruzeiro" entre 1943 e 1962.
Péricles, assim como muitos outros, suicidou-se numa noite de reveillon, época em que o número de suicídios sempre aumenta dramaticamente.
Mas não quero falar de suicídio hoje.
Quero falar de outro assunto: "como manter relacionamentos".
Arranjar um relacionamento é fácil, porém, arranjar um bom relacionamento é difícil... Muito difícil. Só que muito mais difícil é manter um relacionamento.
É quase uma "missão impossível" no "campo de batalha" em que o mundo em que vivemos se tornou... E lamentavelmente a falta de esperanças e as incertezas do futuro estão ganhando essa guerra.
O texto de hoje é mais voltado para os homens, por estes serem naturalmente mais "desligados" e menos desenvolvidos culturalmente nesses assuntos do que as mulheres... Digo isso por experiência própria... aceitem um conselho: façam o que eu digo, não façam o que eu fiz.
Mas creio que algumas dicas sejam interessantes para as mulheres também, pois em geral, elas adoram tentar descobrir como os homens pensam.
Bom, aqui vão as dicas:

1 - Escolha com cuidado, ou poderá se arrepender pelo resto da vida.
Não caia no papo de que você "precisa" ter alguém... Isso não é nenhuma obrigação, embora a sociedade viva nos cobrando.
Tudo bem que a Mãe-Natureza te deixe maluco... isso faz parte e talvez você até acabe se suicidando num reveillon por causa disso, mas a máxima "antes só do que mal acompanhado" não é "máxima" à toa.
E não estou me referindo apenas a um corpo bonito não... TODO o conteúdo precisa ser "equilibrado" de acordo com as características do relacionamento que você está preparado para ter.

2 - Você precisa estar preparado para começar o seu relacionamento, pois nenhum relacionamento deixa de vir acompanhado de grandes responsabilidades.
Se você começar um relacionamento sem estar devidamente preparado, vai terminar como eu aqui... escrevendo um blog chato ou pior: se suicidando num final de ano.
Sabe? A sociedade não prepara os homens para relacionamentos. Prepara-os para "caçar mulher", mas não ensina como cuidar delas.
Se tiver (como eu tenho) um trabalho que você nunca tem como prever que horas estará em casa e quanto tempo poderá se dedicar à sua parceira, sugiro que procure outro emprego antes de começar qualquer relacionamento sério.
Vai por mim: mulher precisa ter seu homem SEMPRE por perto, ou ela terá em mente que você "não a quer", "não a ama"... e aí sobra espaço para os "ricardões" de plantão... geralmente homens bem menos responsáveis que o trabalhador dedicado que se mata para tentar sobreviver no inferno capitalista.
Procure passar TODO o seu tempo com ela... inclusive o tempo que você não dispõe.

3 - Tenha boas fontes de renda e procure manter sua economia estável.
Podem dizer o que quiserem! Um relacionamento sólido precisa de infraestrutura sólida.
Mulher precisa de emoções como viagens ou jantares em lugares diferentes... exóticos... e tem também os eventos da parte dela, como os aniversários das amigas, churrascos em cidades distantes e outras coisas desse tipo que naturalmente consomem algum dinheiro imprevisto, tornando-se necessário alguma reserva para essas coisas.
Não é à toa que as mulheres quase sempre preferem os homens mais ricos... (Duvido que haja algum homem que nunca tenha observado isso.)

4 - Procure um relacionamento com uma mulher que more perto.
Viagens são desgastantes, cansativas, estressantes tanto para ele, quanto para ela e em alguns casos, muito caras.
Se ela fizer uma viagem para ve-lo, as chances de você encontra-la mal-humorada são grandes.
Se você fizer uma viagem para ve-la, vai exigir de você as energias que gastou com a viagem. (Prepare o extrato de guaraná!)
Se você não consegue encontrar uma única mulher interessante na cidade onde mora e não tiver escolha além de procurar em outras cidades, estados, países, galáxias... Minha sugestão é: tente mudar-se para perto dela.

5 - Atenção e memória.
Aqui está um ponto difícil... As mulheres julgam muito os homens quanto às coisas que estes conseguem observar e notar nelas.
Se ela mudou a cor do cabelo de preto-ébano para preto-carbono você precisa reparar imediatamente.
E não basta ter colorimetria ocular mais precisa que um colorímetro digital de última geração!
Você precisa saber até qual perfume ela usou no 7o. encontro que vocês tiveram anos atrás... e perceber nuances de humor inacreditavelmente sutís.
Semana passada, o namorado de uma amiga minha não sabia dizer como ela gostava de seu café... (e eu sabia)
Disse a ela para não se preocupar, pois esse tipo de "desatenção" é absolutamente normal nos homens. (Eu, hein?)

6 - Comunicação.
Telefone para ela pelo menos uma vez por dia.
As companhias telefônicas agradecem as necessidades femininas...

7 - Nem pense em terminar seu relacionamento.
Basta um único comentário nesse sentido para que as falhas de comunicação comecem e de repente tudo vai por água abaixo quando você menos espera.

8 - Na cama, procure aprender mais... sempre.
E acredite... nada lhe será mais satisfatório do que a satisfação de seu par.
Aprimore-se nesse sentido e seja sempre muito cuidadoso(a).

9 - Após o início do namoro, siga essas dicas. Após casados... continue seguindo essas dicas.
Não tem jeito... Mudanças acontecem durante a vida a dois... surgem as rotinas e a compreenção mútua torna-se mais desafiadora para ambos.
Conversar bastante é sempreum bom exrcício, portanto, procure construir seu relacionamento com alguém com quem você goste muito de conversar... assim sempre terão alguns assuntos, por mais bobos que esses possam parecer.

10 - Cuidado com as fofocas.
Mulheres são seres "territoriais": e os homens são seu território... e defendem isso com unhas e dentes.
A melhor coisa a fazer é tomar muito cuidado para que não surjam argumentos para dar início a alguma fofoca.
Basta sair com uma amiga e pronto... lá estará a sua companheira de "bode" porque a cidade inteira soube de alguma coisa que ela não sabia.
Se alguma mulher que não seja a sua parceira lhe dirigir a palavra, ou olhar para você de forma estranha, é bom estar preparado para uma boa conversa... e nem comece com o clássico "eu posso explicar" que essa não cola.

Bom... acho que é isso... ao menos até eu descobrir mais coisas a respeito.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Mais uma vez pego um assunto atual para dar a minha opinião aqui no Picolo's Blog...
Fala-se muito no referendo em que se pretende decidir (?) se o comércio de armas e munições será ou não proibido no Brasil e eu me pergunto se esse tal referendo é realmente necessário, uma vez que praticamente inexistem argumentos lógicos à favor da proibição.
Ao invés disso, apenas apelos emocionais do tipo "preserve a vida", "o mundo é lindo", "a vida é bela"... como se você não precisasse se preocupar em se defender no meio do campo de batalha em que o "país" em que vivemos se tornou.
Por outro lado, são muitos os argumentos em favor de se continuar a se comercializar armas de fogo e munições são muitos.
Há inúmeras estatísticas provando cientificamente que os índices de violência subiram desastrosamente nos lugares onde se aplicaram a política do desarmamento.
O número de acidentes com armas de fogo também é menor onde o porte legal de armas de fogo é acompanhado de treinamento.
E é aqui que eu quero chegar: o que deveria estar se discutindo não é se se deve ou não comercializar armas e munições e sim, COMO efetuar esse comércio.
Não adianta vender a arma e não treinar o comprador quanto ao seu uso correto, cuidados no manuseio/manutenção, atitudes com relação à segurança, etc.
Além disso também tem a questão psicológica: tem muito babaca por aí que com arma na mão vira valentão querendo atirar em todo mundo.
É preciso avaliação psicológica seríssima além de avaliação de histórico do candidato a comprador.
Nas forças armadas, os soldados não ganham armas sem treinamento adequado, ou podem acabar morrendo pelas suas próprias armas. (Geralmente quem mais morre dessa forma ou são os "valentões", ou são desleixados que não deram importância às instruções de uso.)
E por falar em forças armadas, os criminosos estão muitíssimo bem armados... e pode-se contar nos dedos das mãos quantas têm algum registro "quente" em algum lugar.
Creio que o argumento mais forte contra essas políticas de desarmamento seja justamente esse: se você fosse um bandido e tivesse alguma dúvida quanto à capacidade de reação de sua vítima, você o atacaria? Teria alguma dúvida ainda que não tivesse "nada" a perder?
E se tivesse certeza absoluta de que sua vítima não teria condições de reagir? Como você agiria se fosse bandido?
A essa altura do campeonato, o leitor já deve ter percebido que eu quero ter o direito de estar preparado... Quero o ter o direito de comprar minha Walther PPK, minha Uzi 9mm com mira à laser, meu lança-mísseis portátil e principalmente, meu treinamento israelense de combate militar, porque se for depender da segurança pública "garantida" pelo Governo, eu estou roubado... aliás, quem é mesmo que tem me roubado desde que nasci???
Na minha opinião, política de desarmamento só é interessante para quem não precisa se defender de bandido, porque tem toda a "máquina" de guerra do Estado o protegendo legalmente por leis que ele mesmo faz.
Povo fácil de controlar é aquele que não tem como reagir, né?
Quem será que quer nos roubar afinal?

(?) Ah... eu ía me esquecendo... eu já escrevi aqui no meu blog a muito tempo atrás sobre como resultados de eleições podem ser manipulados, né?

Clique aqui e veja um link legal sobre o assunto... com enquete e tudo!