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sábado, 24 de setembro de 2005

Mais de uma vez eu disse que o povo dos EUA não têm culpa dos atos de seus governantes.
Quando o governo dos EUA se recusou a assinar o Tratado de Kyoto, certamente não conseguia imaginar que a natureza poderia se vingar com tamanha fúria.
É bem verdade que muito já se disse sobre o Katrina, e certamente ainda se dirá muito sobre o Rita.
De lamentos a piadas, o fato é que o caso é muito sério.
Mas o que mais está marcando na opinião internacional, certamente é a comparação da atuação do governo Bush quanto aos casos desses dois furacões, ao imediatismo de sua atuação após o já pra lá de comentado 11 de setembro. (Eu é que não gostaria de estar na pele desse cara agora...)
Mas pessoalmente, acho que a política estadunidense, deveria ser colaborativa ao invés de imperativa.
É muito mais saudável para TODOS NÓS, habitantes do planeta Terra, lutarmos mutuamente pela nossa sobrevivência e pelo equilíbrio geral do habitat em que vivemos ao invés de lutarmos entre nós pelo vício de procurar cada vez mais poder...
O que venho a anos tentando mostrar aqui nesse blog é exatamente isso: o quanto a humanidade pode buscar esse equilíbrio, ainda que seja através de pequenas coisas de cada vez, bastando para isso apenas boa vontade e bom-senso da parte de cada um de nós.
Mas infelizmente não é esse o intuito da humanidade que eu vejo.
O que vejo, é sempre a busca por "ser superior", "subjulgar", "tirar vantagem"... e para isso, os meios são os mais inimagináveis, intrincados, sofisticados... variados em todos os tipos e tamanhos.
Vão desde alguém tentando tirar vantagem em cima de alguém em algum negócio até as estratégias para tomar um território ou controlar uma economia ou um mercado.
Desde tempos imemoriais, a espécie humana se divide em dois tipos: controlados (ou a "grande massa") e controladores. (Esses últimos podem ser gente conhecida da política, ou não.)
Os controlados são a imensa maioria, seguidora dos exemplos dos controladores e motivados pela emoção ao invés da razão, seja através de notícias nem sempre verdadeiras, de histórias contadas da forma mais "interessante" ou através da religião, que justifica tudo o que não é racional.
Pessoalmente penso que se Deus existe, não se parece em absolutamente nada com o pregado por qualquer que seja a corrente religiosa.
Falando logicamente, é muito mais admissível um "equilíbrio universal da natureza" do que um ser benevolente que vive nos atirando obstáculos que somos obrigados a ver como "provações", fugindo assim da real natureza dos fatos e simplesmente aceitando sem discutir tudo o que nos acontece. E o que é pior: somos condicionados a isso desde a infância.
Você duvida? Se você vem de uma família religiosa, experimenta passar um mês sem citar a frase "Graças a Deus"!
Você verá que a força do hábito é de fato, muito forte.
E são justamente nossos hábitos que temos de mudar, embora seja extremamente confortável se manter neles.
Já perdi muito por causa dos meus hábitos. Estou tentando muda-los, mas sozinho, é muito mais difícil.
É sempre muito mais fácil para as outras pessoas notarem nossos defeitos. Mas também é mais fácil entender certos jogos, não fazendo parte dele.
Uma pena.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Coisas para você pensar...
Responda rápido: Quanto dinheiro você tem na sua conta bancária, exatamente? (Não vale consultar extrato!)
Quanto você tinha em em agosto do ano passado? Alguma idéia? Não?
Você já parou para pensar que o Governo controla a sua conta bancária melhor que você?
Eles sabem o quanto você tem, o quanto você tinha e tem registros precisos de cada centavo de seu histórico... para quê?
Oras... para cobrar impostos, o que mais?
Alguma vez você já parou para calcular o quanto você gasta em impostos, taxas e tarifas por ano e comparou com o quanto você consegue juntar para simplesmente sobreviver?
Nessas horas, me pergunto qual é a diferença entre "pagar proteção" ao crime organizado e pagar impostos...
Alguém aí já parou para pensar que se não houvesse tanta burocracia, haveria uma arrecadação MUITO maior do que existe hoje?
Naturalmente haveria uma transparência muito maior e assim, um melhor (e bota melhor nisso) aproveitamento do montante arrecadado... montante que É NOSSO!!!
Mas não existe NENHUM interesse por parte dos nossos governantes em simplificar a arrecadação de impostos e tornar o uso do NOSSO DINHEIRO mais nítido... o motivo é simples: para cada novo imposto, taxa, tarifa, tributo, ou roubo legalizado garantido por leis que eles mesmos fazem. seja lá o nome que tiver, sempre haverá um ou mais de seus integrantes desviando uma parte. E mais: MESMO QUE SEJA ILEGAL, dá-se um jeito de nos empurrar o "gasto extra" goela abaixo, fazendo com que "muitíssimo democraticamente" sejamos OBRIGADOS a pagar impostos como o CPMF, por exemplo, só para não citar outros...
Também não há interesse algum em mostrar como as coisas funcionam... ou alguém aí já teve alguma vez, alguma aula na escola sobre "como declarar seu imposto de renda" ou como não se perder (e esquecer de pagar, consequentemente tendo de pagar multa depois e sabe-se lá o que mais) as incontáveis tarifas, impostos, taxas, tributos... enfim, contas cada dia mais obscuras?
Pois é... você pode até se perder, mas o Governo sabe muito bem como controlar o seu dinheiro (o nosso, na verdade). E a tendência é controlar a nós mesmos, em todos os sentidos.
No ritmo em que a coisa anda, talvez daqui a uns 40 anos, quando todos nós tivermos chips como os RFID implantados em nossos corpos, tenhamos de pagar impostos sobre o ar que respiramos, sobre a água que bebemos, ou sobre as vezes em que fizermos sexo.
Sinceramente, eu não quero que meus filhos vivam um futuro desses... Isso não é vida!
Viver, é ter liberdade, não ser escravo de um sistema corrupto.
Viver é ter sonhos e esperança de realiza-los, não se sentir dia após dia como uma engrenagem de uma máquina podre.
Infelizmente, é o que nós - a grande massa - nos tornamos: escravos de um sistema, peças de uma imensa máquina que só funciona em função de umas poucas peças inúteis.
A bem da verdade, é que estamos tão condicionados a sermos meras e simples peças desse sistema, que nem temos vontade de nos recusar a sair dele.
Se tentássemos, veríamos tanta coisa...
Para encerrar o meu post de hoje, deixo aqui vai uma leitura complementar, de autoria do polêmico escritor David Icke: "Dinheiro vindo do nada".