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sábado, 18 de junho de 2005

Hoje vamos falar de mídia e sociedade.

Caso 1 - Camisinha:
A cada ano que passa, aumenta o número de meninas que engravidam antes dos 18 anos, bem como o número de homens que se infectam com alguma doença venérea (embora só se fale sobre a AIDS na mídia).
Falta de informação? Não. A mídia está aí, divulgando o uso da camisinha para quem quiser ver. Aí surge a grande pergunta: Por quê essas campanhas não funcionam como se espera?
Bom... A resposta pode ser mais simples do que se imagina. (Por que será que as pessoas têm tendência de ter medo de falar a verdade sobre as coisas?)
O fato é que camisinha é broxante. E ninguém fala isso em campanha publicitária
O clássico papo de comparar o ato com camisinha a chupar bala com papel é só a ponta do iceberg.
Na hora do "wholla lotta shakin' goin' on", pouca gente lembra da camisinha e se lembra, surge a pausa para pensar e aí, o sangue volta para o cérebro para oxigena-lo... enfim. Não inventaram nada mais broxante.
Camisinha é que nem guarda-chuva: não funciona tão bem quanto se espera, mas não inventaram nada mais eficiente. (Exatamente como o funcionamento das campanhas para promove-las.)

Caso 2 - Campanhas publicitárias do governo:
Alguém acredita no governo? Sim. Mais por esperanças do que por lógica, é verdade. É como religião... ou você acredita e morre por ela, ou a observa friamente e pode até aprender alguma coisa.
E uma coisa que se aprende observando as religiões, é que elas são como drogas... se as pessoas recebem doses maciças, ficam dependentes e facilmente controláveis.
Pessoas com boa oxigenação cerebral de repente podem fazer observações e relaciona-las a fatos antigos, distantes.
Sabe... nunca vi tanta campanha publicitária do governo como nos últimos anos... e a dose está aumentando a cada dia.
Já está se assemelhando muito a um outro governo muito antigo... o governo nazista. Famoso pelas inflamadas campanhas de marketing... muitas técnicas modernas de persuasão publicitária nasceram durante o período nazista.

Caso 3 - Democracia:
É engraçado como algumas palavras se tornam chavões não correspondendo exatamente à realidade dos fatos.
Palavras como "democracia" e "liberdade" são as mais empregadas no marketing de governos autoritários e imperialistas.
Fica mais fácil vender a idéia de usar um par de algemas quando se diz que isso irá liberta-lo(a).
É só ter fé e deixar as coisas rolarem... sem camisinha mesmo.

Caso 4 - Ignorância e omissão:
Ser ignorante é fácil... a única exigência é: não pensar.
Basta passar a vida discutindo futebol (se for homem) ou novela (se for mulher), e encher a cara em todas as baladas que puder ir.
No entanto, isso é uma opção. Existem outras.
A minha é ficar aqui, escrevendo este blog. E hoje eu não sei o que escrever.

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