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sexta-feira, 10 de junho de 2005

E o "Dia dos Namorados" vem aí... mais uma data inventada pelo comércio pra vender por apelo emocional... e pra variar... Alguns amigos tendem a me dizer que preciso arrumar uma namorada, etc. e tals...
Não sei se preciso. Tenho minhas dúvidas.
Cobranças sociais à parte, estou satisfeito com as minhas experiências relacionadas a amor, sexo, companheirismo, etc.
Já tive três namoradas incríveis, entre elas a melhor namorada que um homem poderia ter tido.
Já arranjei encrencas... Bom, na verdade, as encrencas é que vêm na minha direção e eu, como tenho coração mole já sofri muito com isso e concluí que é hora de dar um basta.
Já me arrependi de muita coisa e quebrei muitos dos meus próprios princípios... alguns de forma irremediável.
Já tomei prejuízos muito além do material, do psicológico, do espiritual...
Não posso dizer que não vivi experiências nesse sentido. Experimentei bem... da alegria, do prazer, da tristeza e da solidão.
Dia dos Namorados? Não... muito obrigado. Não sei se nasci para essas coisas.
As conseqüências dos relacionamentos na minha vida sempre foram as mais desastrosas possíveis.
Recentemente, em meio à saudade de alguns bons momentos do que considero o melhor dos meus relacionamentos (pelo menos o que funcionou melhor por mais tempo), reabilitei uma velha conta de e-mail que a minha namorada usava para se comunicar comigo... assim, do nada, ainda que ninguém use a tal conta... com o mesmo username, a mesma senha... Francamente, não espero receber nenhuma mensagem proveniente dessa conta de e-mail e sei que pode parecer bobagem da minha parte, mas essa bobagem inexplicavelmente me ajudou a me sentir melhor.
Aliás, nessas coisas... acho que só existe o inexplicável mesmo. E inexplicavelmente, tudo deu errado.
Incrível, não? Mas é a mais pura verdade.
E é por isso que não espero que de uma hora para outra as coisas comecem inexplicavelmente a dar certo.
Para que esperar se nada dá certo mesmo?
Esperança e vida são duas palavras sem sentido para mim... e parecem se fundir numa mesma coisa.
Infelizmente, eu não sei como fazer para essas coisas funcionarem e invejo os que conseguem.
Aliás, não invejo não.
Torço para que consigam que sempre funcionem e que saibam aproveitar bem, pois raramente, muito raramente, dois pontos no universo se encontram em perfeito equilíbrio e harmonia.
Não estou falando se sexo, de paixão, de carinho, de atenção.
Estou falando de milagres aqui.
De momentos em que nada mais importa, nem mesmo o tempo ou o espaço.
Aceitem um conselho por experiência própria: aproveitem esses momentos. Serão a única coisa de real valor em suas vidas... mesmo que não as viva mais.
Quanto à história do comércio e os presentes... ora... que se dane!

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