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segunda-feira, 30 de maio de 2005

Dormir é gostoso... a gente se sente seguro(a), relaxado(a), protegido com sonhos de um mundo cada dia mais infernal, intolerante... intolerável...
O calor dos cobertores tranquiliza como o ventre materno e o travesseiro conforta nossas cabeças cheias de vontades, esperanças, aspirações, crenças, traumas...
O travesseiro é o nosso maior confessor... e o mais confiável, com certeza.
Já pensou se os travesseiros falassem? E se fossem fofoqueiros então? Já pensou?
Quantas lágrimas já apararam? Quantas cenas presenciaram? Quanta coisa teriam visto, ou até participado?
Até quando se fala dormindo, os travesseiros são testemunha.
Mas quem fala alto mesmo é a preguiça... numa época de friozinho gostoso então...
Ah! Como é bom ficar na cama, livre do mundo, livre do caos, da desordem, de perseguições, de burocracia, de barulho ,de stress...
Certamente a cama é o melhor remédio para tudo: quando se fica doente, não há quem não receite um bom repouso como parte do tratamento!
Não me admiro de a cama ser um símbolo... um "lugar ideal"... como um "ninho" para o encontro máximo do carinho dos casais... seja dormindo "de conchinha", abraçados, ou mesmo esgotando as energias para enfim, dormirem felizes.
Não há poltrona de cinema mais confortável e tranquilo que a cama de dormir... com um aparelho de TV por perto, claro... Um bom vídeo, uma pipoquinha... talvez falte companhia para alguns, mas quando não falta... no mínimo, é a melhor possível. (E não tem "lanterninha"!)
Se você tem um dia cansativo, busca sua cama.
Se precisa sair dela mais cedo para algum compromisso, sente falta dela.
Se não consegue segurar suas lágrimas por algum motivo, também a busca.
Para os desiludidos, frustrados e tristes, sair da cama não é uma tarefa fácil.
Do berço ao leito de morte, a cama certamente é nossa melhor companheira ao longo da vida.
Talvez um dia eu me deite para dormir... e nunca mais me levante.
Quem sabe o destino um dia me abençõe... e eu nunca mais acorde... de um sonho bom?

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Atendendo a pedidos, vamos falar mal das meninas de Campinas (ao menos das que merecem).
No último post, andei usando um termo para me referir ao grau do relaxamento das meninas de Campinas com idade abaixo de aproximadamente 32 anos.
A comparação com o tradicional monstro japonês "Godzilla" não é ao acaso.
Das características femininas que mais agradam, a elegância, a educação, o cuidado com o próprio aspecto... eu não sei qual está sendo mais deixado de lado.
Não estou dizendo que as meninas de Campinas sejam feias, mas tornaram-se relaxadas, arrogantes, extremamente antipáticas e sem o mínimo de caráter ou personalidade.
Basta alguma personagem de novela usar algum par de calçados ridículos que no dia seguinte lá estão todas elas usando aquela coisa horrorosa nos pés e achando que estão "abafando" ou que estão "na moda", enquanto que o fabricante (que pagou muito bem para que a tal personagem usasse aquela coisa ridícula) faz a festa.
Essas "mulheres teleguiadas" podem até achar que "estão na moda" só por causa da novela, mas aposto que estilistas famosos que concordam comigo (um deles - Ronaldo Ésper - até declarou na TV a sua opinião sobre os tais tamancos de E.V.A. dos quais estou me referindo, comparando-os a "tijolos").
Outro exemplo são as calças de cintura baixa.
Gente... dane-se a "moda"! Essas calças não valorizam o quadril da mulher. Ao contrário, destacam gordurinhas que muitas vezes nem existem, mas que parecem existir, devido à cintura dessas canças sempre ficar muito apertada.
Definitivamente não é qualquer mulher que fica bem em calças desse tipo. Só as muito... mas muito magras mesmo, beirando a anorexia e ainda por cima tem de ter uma cintura ainda mais fina e convenhamos... numa cidade com cerca de um milhão de habitantes, devem haver só umas 12 ou 13 adolescentes com essas características.
Claro que esses são só alguns exemplos que considero de mau gosto. Quem quiser usar essas coisas que use! nada contra! É apenas a minha opinião pessoal. (Lembrem-se de que é um homem quem está dando essa opinião, meninas!)
Pessoalmente, acho bonito quando uma mulher sabe combinar suas roupas de modo harmônico, sem exageros ou modismos toscos. Quer ser "alternativa"? Aprenda com as "góticas"! (Que na década de 80 eram conhecidas como "dark" por causa do uso quase que exclusivo da cor preta.)
Muitas dessas "góticas" conseguem combinar seu jeito exótico com sensualidade com uma facilidade assombrosa. (Mas existem excessões.)
Deixemos as vestimentas de lado... há coisas muito mais sérias a respeito do relaxo dessa mulherada: antes de tudo, educação. E isso tá maus.
Mulher elegante, não fala alto, a menos que seja muito necessário ou esteja muito zangada... (embora algumas definitivamente não consigam se controlar na cama e... bom, deixa pra lá.)
Mulher elegante não anda feito macaco de jardim zoológico. Pode-se facilmente identificar uma mulher educada a longas distâncias simplesmente por sua forma de caminhar.
Tenho uma amiga psicóloga (especialista em sexualidade humana) que tem uma teoria interessante a respeito: imagina que essa forma de caminhar, agir e se vestir, talvez seja uma forma de atrair um similar do sexo oposto, e cá entre nós... essa molecada está cada dia mais parecendo um bando de bandidos, do que "urbanóides" adeptos do "street wear" ou "skate wear"... modismos aliás, de preços até que bem salgados.
Conheço bastante gente adepta dessas modas que correspondem claramente às características de nossos tempos atuais, portanto, não estou sendo "careta", apenas tentando observar mais um retrato do caos em que nos encontramos.
Num mundo em que cada vez mais as aparências são nosso "cartão de visita", um pouco de bom senso vai bem.
Falando nisso... deixa eu ir ver como anda meu guarda-roupa... acho que preciso "reforma-lo"...

domingo, 22 de maio de 2005

Tudo bem que Campinas tem fama de cidade de gente fresca e tudo mais... (Mas não vamos generalizar... um dos meus melhores amigos é campineiro e assim como eu, detesta o comportamento "campinóide").
Mas se tem uma coisa que eu realmente posso chamar de frescura é a maldita mania de cortar o lanche no meio.
Com excessão das megafranquias de lanchonetes, TODAS as lanchonetes de Campinas, sem exceção cortam o lanche no meio. E isso inclui lanchonetes de shopping centers, padarias e até aqueles traillers adaptados.
Se o lanche é pequeno, prensado, ou preparado num pão consistente como baguete ou pão francês, ainda é razoavelmente compreensível, mas em pão de hambúrguer??? Assim o lanche esparrama todo na primeira tentativa de pôr condimento adicional! Será que ninguém percebe isso não?
Existe uma teoria de que essa mania surgiu com dois bares muito populares de Campinas que inventaram uma "moda" o que o povo daqui chama meigamente de "boquinha de anjo", que consiste em preparar um lache na baguete, prensá-lo, corta-lo ao meio longitudinalmente, dispor as partes lado a lado e cortar de novo em pedacinhos pequenos, fazendo o lanche parecer um monte de mini-lanchinhos teoricamente "espetáveis" com palito. (Mas nem tanto... experimenta pegar um pedaço de um lanche desses no palito!)
Resumindo: lanche em Campinas não se come com as duas mãos e sim com dois dedinhos. (Agora me diz que isso não é coisa de fresco! Na minha terra isso tem um nome: vi-a-da-gem.)
Como se não bastasse, basta pedir para não cortar o lanche, certo?
Errado. Eles cortam assim mesmo, na maioria dos casos e ainda deixam metade da alface para fora do lanche.
E tem mais: Procure pedir lanches que não precisam de mais do que uma "modificação". Para exemplificar o que estou falando, se você disser algo como "Vê aí um "Super-CheeseGodzila" sem corte e sem vinagrete aí!" das duas uma: ou eles cortam, ou põem a droga do vinagrete... e se bobear, mandam o Godzilla entregar o lanche. (Geralmente mandam.)
Bom... aquele meu amigo campineiro de que falei agora a pouco está igualmente indignado lá em Sta. Catarina... lá o pepino é outro... aliás, pepino é o problema.
Todo lanche de lá tem pepino e ele odeia pepino.
Ele pede para tirar o picles do lanche e... lá vem lanche com picles... (Ao menos sem o Godzilla, espero.)
Cara... Desse jeito as "McMegafranquias" internacionais de junk-food vão continuar crescendo... aliás, nunca precisei pedir para não cortar um "McSeiLáOquê".
Tudo bem que até me considero meio grosseiro em minhas refeições... até me sinto meio "viking" de vez em quando ao comer coxas de frango segurando-as com as mãos (e olha que isso é "chique" segundo livros de etiqueta), mas que em Campinas são poucos os lugares com bom atendimento em fast-food, isso é.
Outra coisa que me deixa indignado é por que o "padrão campinóide de preparo de lanche" é o chamado "boquinha de anjo" com tanto "Godzilla" na cidade... Cara... a impressão que eu tenho é que a mulherada daqui anda cada dia mais relaxada! Tá complicado!
Mas isso já é assunto para outro post.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Hoje é aniversário do chefe... Amanhã, aniversário da minha "ex".
Falar do chefe é puxa-saquismo... o que não faz nem um pouco o meu gênero.
Falar da minha "ex"... é inconveniente.
Vou falar então do meu novo celular...
Depois de 6 anos de uso, resolvi aposentar o meu velho LGC-330W e comprei de um amigo, um Nokia 3100 com 3 meses de uso.
Estou francamente surpreso com o quanto esses aparelhos acumularam de recursos nos últimos 6 anos.
Lembro-me de que quando comprei o meu primeiro aparelho, seu grande destaque era o tamanho diminuto do mesmo, perante os "tijorola" da época...
Eu não ía comprar um aparelho, mas acabei comprando para ter comunicação em caso de emergências... Sabe como é... filho único, levando a namorada para um distrito vizinho de carro no meio da madrugada... (Olha eu, falando da minha "ex"...)
No final das contas, me acostumei com a comodidade de ter um aparelho para me comunicar com alguém (meio que à moda "Star Trek"), sempre que precisava, ou tinha excesso de créditos para gastar.
Era gostoso atender o aparelho, quase sempre no mesmo horário, e ouvir a voz da... (olha eu de novo, falando da minha "ex"...) embora nem sempre o serviço fizesse o "enlace" ("link") da comunicação lá muito rápido, de forma que ficávamos falando "alô" um para o outro por um tempo...
Hoje a tecnologia mudou... o "link" é bem mais rápido, pode-se fazer downloads, navegar pela net... embora as tarifas para esse tipo de brincadeira sejam absolutamente proibitivas (além das sacanagens das operadoras paranos roubar descaradamente), o que me fez comprar um cabo USB para o meu novo aparelho, através do qual "descarrego" um monte de coisas que baixo na net para dentro dele sem precisar pagar pelo serviço que nem sempre funciona a contento.
É incrível como num display de míseros 128x128 pixels possam ser reproduzidos versões diminutas de jogos clássicos como Arkanoid, Boulder Dash, Prince Of Persia ou Vampire Killer (que o fabricante insiste em continuar chamando de "Castlevania", com o qual esse jogo ficou mais conhecido graças à sua popularidade nos Nintendinho de 8 bits, embora tenha sido lançado quase que simultaneamente para a plataforma MSX, onde surgiu o primeiro protótipo ainda com o nome "Vampire Killer", anunciado aliás, antes da versão Nintendo).
Claro que existem aparelhos muitíssimo mais sofisticados, como os Nokia N-Gage, capazes de emular arcades, tocar MPEG3, vídeo, rário FM, etc., etc.
Os celulares são vendidos como uma comodidade, mas em alguns casos, são um iconveniente e tanto... principalmente quando você está dirigindo e te ligam... fica aquele "tamagochi" fazendo barulho e você não pode atender porque está o trânsito, ou está no meio de um sono profundo conseguido a duras penas após dias de trabalho sem descanso e algum cliente maldito te liga à 7 da manhã (isso porque você foi dormir lá pelas 4:30...5:00...) Ou pior ainda... quando você está finalmente com a sua namorada (olha eu falando da "ex" de novo...) e o chefe (agora estou falando do chefe, só pra variar...) te liga num sábado para terminar algum serviço que não pode esperar até a segunda-feira.
Alguns serviços acho bastante dispensáveis num celular... coisas como chat... Há coisa mais inútil num celular do que chat?
Para chat, há vários sites na internet... embora não espere encontrar formas de vida inteligente neles... a menos que seja por puro acaso do destino, como foi comigo a 6 anos atrás, pouco antes de comprar o meu primeiro celular, para a minha ex poder me ligar, o meu chefe poder atrapalhar alguns finais de semana em que eu podia ficar com ela e as operadoras estorquirem o dinheiro dos finais de semana perdidos.
O chefe... ainda é o mesmo. A operadora mudou (e me sacaneia mais que a outra)... a namorada... Bom... pensando bem, acho que vou voltar ao mesmo chat em que nos conhecemos... quem sabe encontro alguma forma de vida inteligente por lá???