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quarta-feira, 6 de abril de 2005

"Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas".
Napoleão Bonaparte, imperador francês

Já que está todo mundo falando da morte do Papa João Paulo II, resolvi não fazer diferente no meu blog.
Embora eu já tenha abandonado o catolicismo a muitos anos por discordar de seus pontos de vista (para não dizer que eu fazia perguntas demais ao invés de simplesmente dizer "amém"), eu sentia uma certa simpatia pela figura de João Paulo II.
Temos de admitir que ele realmente trabalhava bastante... de todos os Papas, é o que mais viajou pelo mundo (visitou 125 países).
Isso me faz lembrar de quando ele foi eleito em 1978 quando a imprensa o classificava como o "superpapa", porque ele praticava esportes, falava um monte de idiomas, etc... Sabe? De todos os Papas, ele foi o que mais ganhou o meu respeito, principalmente por ter sido o único a assumir uma parte do lado negro do catolicismo, pedindo desculpas pelas milhares de pessoas que foram queimadas na fogueira num passado distante, embora ainda haja muito mais para assumir desde que o antigo cristianismo foi praticamente (senão completamente) extinto pelas perseguições do antigo Império Romano, do qual sobrou a atual Igreja Católica Apostólica Romana (estranhamente "cristã" assumida, que foi a orígem das minhas incessantes perguntas... aliás, os historiadores também têm perguntas sobre as orígens dessa "conversão", aparentemente lá pelo ano 380).
É um bom momento para testemunhar o poder de controle social que uma entidade como essa tem no mundo... em 24 horas, um milhão de pessoas já passaram pela Basílica de São Pedro, multidões no mundo iteiro se manifestam em praças, igrejas... numa devoção incrível... Só não sei se pelo catolicismo, pela homenagem à pessoa que ele representava, ou por indução da maioria.
Não podemos deixar de observar que são cerca de 2000 anos de experiência no controle das pessoas que não conseguem questionar, seja por medo, seja por pressão psicológica (tipo "lavagem cerebral"), enfim...
Mas há o outro lado. Se esse tipo de controle não existisse, talvez houvesse um total descontrole sobre as multidões e elas se combateriam por qualquer coisa, muito mais do que já combatem.
Certamente a idéia de "ser bonzinho com o próximo ou não ir para o céu" funciona como uma forma de "educação coletiva", ainda que de maneira primária.
Digo "primária", porque com essa mesma proposta de "educar" foram fundadas muitas escolas católicas e maçons (que no fundo pode até ser a mesma coisa, embora muito bem disfarçada, como outra "franquia" dos mesmos "franqueadores"), embora como se costuma dizer, "a História sempre é contada por quem ganha a guerra", ou seja, sempre há um único ponto de vista, de via única e que nem sempre corresponde aos fatos como de fato aconteceram.
Dessa forma, não seria exagero por exemplo, afirmar que o atual controle do mundo ocidental está na mão de um pequeno grupo de pessoas, de alguma forma ligadas a um pequeno grupo de pessoas que um dia passou a assumir o controle cultural, econômico e político desde o suposto final do Império Romano (cuja história de seu final está muito mal contada para o meu gosto) até hoje, o que explicaria a imensa quantidade de certos símbolos nos prédios públicos, nas igrejas, na própria Praça de São Pedro, na nota de Dólar, nas Caravelas, nos escudos das famílias, nos símbolos de algumas "profições-chave", em símbolos e livros de várias religiões (incluindo o catolicismo)...
Estamos entrando na "era da informação", mas ainda pouco se sabe o que fazer com ela, mesmo porque as informações ainda nos chegam aos avalanches e de forma muito desordenada e desconexa, mas aos poucos, as peças vão se encaixando... basta ter mente aberta, ser bastante observador e aprender a discernir de entre as informações, quais podem ser realmente relevantes, pois muitas infelizmente ainda nos são apresentadas com o distorcivo tempero da emoção, que sempre tem um apelo muito mais convincente que a lógica.
É a emoção que faz do Homem, um ser irracional e não racional, como pensa ser.
Pela emoção, já se fez muitas "guerras santas", muitas chacinas, muitas perseguições e certamente um dia, a espécie humana poderá seguir com emoção, para a sua quase total extinção, como está previsto em vários "livros sagrados"... ou como preferir, o "armageddon", o "apocalipse"... só depois, quando nós, humanos ignorantes aprendermos a agir mais pela lógica do que pela emoção, talvez possamos entrar finalmente na "era da razão". E aí, não precisaremos mais nos apoiar em religiões, em dogmas, em "verdades" sem fundamento, ou embasadas em idéias cujas orígens sejam obscuras, como antigas escrituras de orígem tão questionável quanto a sua integridade.
Mas o que não é falso o mundo de hoje, afinal?

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