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segunda-feira, 25 de abril de 2005

Não existe nesse mundo absolutamente nada mais misterioso que os relacionamentos humanos.
Cheios de nuances obscuras e "exceções à regra", a linguagem dos relacionamentos humanos é certamente a mais dinâmica e complexa de todas.
São incontáveis as publicações e teorias tidos como "verdades absolutas" quando na verdade já se desatualizam antes mesmo de serem percebidas, de modo que todos os campos relacionados à psicologia não passam de "registros históricos" da percepção humana, ainda que tardia, por isso os níveis de compreenção das pessoas são extremamente variados... (Mas deixemos isso para outro post.)
No entanto, existem sim algumas "regras", se é que podemos chamar assim, bastate aceitas como padrões de comportamento.
Alguns desses padrões já são observados a milênios, com registros históricos que vão desde os antigos pensadores gregos, vários livros sagrados conhecidos até os modernos livros de psicologia, psiquiatria, sociologia, etc.
Vamos fazer uma pergunta simples:
- Se um homem busca uma mulher e esta não está interessada, ele consegue convence-la a suprir suas carências afeitvas?
Pense bem!
Acredito que é quase unânime que a resposta seja "não". (Salvo se a mulher estiver fazendo os seus clássicos "joguinhos de charme", cada dia mais comuns, diga-se de passagem.)
Agora passemos à segunda pergunta:
- Se uma mulher busca um homem e este não está interessado, ela consegue fazer com que este, de um jeito ou de outro a ajude a suprir carências afetivas dela?
Se você for bom de observação dos relacionamentos humanos, duvido que você responda um "não" a essa pergunta. (Embora hajam excessões raríssimas)
Frases como "Não existe na Terra, malícia como a da mulher", ou questões sobre como nós homens somos frágeis perante as vontades femininas, (na grande maioria das vezes nos metendo em enrascadas complicadíssimas), são uma constante na história humana. Mas podem ocorrer excessões, como eu já citei.
Exemplo: Muitas vezes, nos "desdobramos" para ajudar alguém a quem admiramos, dando-lhes em alguns casos até mais do que amizade. E isso pode começar com um abraço, um beijo, ou simplesmente cuidado para com "aquela pessoa amiga".
Chamemos isso de "atenção", "carinho", "companhia", "presença"... (palavras que no final das contas acaba sendo a mesma coisa), mas que servem para tentar explicar aquela "coisa que falta" aos carentes. Alguns deles, por não conseguirem em um lugar utopicamente tido como "o" lugar onde deveriam obter isso (leia-se "casamento", "união conjugal", "juntamento de trapos", ou sei lá que outros termos poderíamos usar para designar isso), acabam por ver em outros lugares, possibilidades maiores de suprir essas necessidades humanas (e que aparentemente correspondem à própria essência da vida em si) e em vários casos encontrando, ainda que às vezes isso não passe de uma fantasia por parte de quem procura, ou uma dádiva por parte de quem cede... ou ambos.
Considero essencial nesses casos, a transparência entre os dois evolvidos, para que ambos não se iludam, não se magoem, ou seja... quem cede, deve deixar bem claro seus motivos e se pode ou não se envolver a sério... e quem procura, que procure compreender esses motivos e escolher ou não aceitar a "fantasia" que busca ou procurar em outro lugar).
O problema surge mesmo quando há outros envolvidos... pois surgem outros laços, seja de amizade, de companheirismo, ou de admiração... aí "mela" tudo.
Infelizmente, muitos casamentos se desfizeram por conta das buscas por parte de um dos cônjujes (ou de ambos) por um sentimento melhor do que o vivido em casa... e mais infelizmente ainda, na grande maioria dos casos, essas buscas tiveram (ainda têm e continuarão tendo na história humana por muito tempo ainda) encontros "ilusórios"... e por isso mesmo eu insisto... a transparência nas relações é fundamental.
Da mesma forma, amizades se perdem desnecessariamente uma vez que os laços de confiança se quebram, etc., etc.
Quisera eu poder sempre ajudar as pessoas a se compreenderem, a poderem se sentir melhor consigo mesmas... mas às vezes, para se fazer um resgate, pode ser preciso caminhar por um "campo minado"...
Não é fácil. Mas quanto vale uma vida humana?
Felizmente não é sempre que precisamos salvar a vida de alguém e sinceramente, campos minados não me atraem nem um pouco.

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