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domingo, 27 de março de 2005

Pesquisar o que ninguém se interessa é um hobby interessante e altamente esclarecedor.
Muitos mitos e lendas vão por água abaixo quando juntamos as "peças" certas.
Há muitas histórias sobre ufologia, conspirações, religiões, sociedades secretas... e muitas histórias relacioando tudo isso.
Há muitos pontos de vista, a grande maioria deles, extremistas demais para serem imparciais. Estes são facilmente identificados pela paixão com a qual são conduzidos, no entanto a paixão carrega muitos argumetos, também procurados com a mesma paixão e por isso mesmo, merecem uma análise cuidadosa... no entanto, há argumentos sem embasamento, sem fonte segura... e é muito difícil ter-se provas concretas sobre todo um ponto de vista enquanto parte desses argumentos for assim.
Quando se estuda as orígens de certas religiões, por exemplo, é muito difícil se chegar na verdade, principalmente porque sempre haverão muitos interesses envolvidos. Interesses esses que partirão sempre desde a paixão individual de alguém pelo que acredita pessoalmente até dos grupos que formam ou formaram essas crenças e as mantêm constantemente em manutenção... manutenção essa que na grande maioria das vezes, consiste na criação de falsas "verdades absolutas" e na forja de provas, ou pistas falsas.
Muitos textos estudados pela arqueologia por serem cientificamente comprovados como sendo originais da época e portanto, registros importantíssimos das orígens de muitos costumes culturais que vão da mitologia à religião (e que certamente poderiam contradizer muito, senão praticamente tudo o que se sabia e se pregava até então) são então ridicularizados, "amaldiçoados", desacreditados por aqueles que se mantém sobre pilares imensos construídos por séculos e séculos de falsidades sobre falsidades... todas com o intuito de se manter controle, poder... enfim.
A única certeza absoluta que existe nos estudos desse tipo de coisa é que infelizmente a chave para a verdade, está e sempre estará em mãos erradas.
Ainda que a ciência tenha provas absolutamente incontestáveis, não terão valor algum perante as multidões sob o controle de uns poucos que sabem dessas verdades, mas que ao invés de compartilhar delas, preferem guarda-las para si próprios... até o dia em que a mentira escapar ao seu controle e nesse dia, quando a verdade lhes for necessária, não será forte o suficiente.
Os textos considerados "apócrifos" (são chamados assim porque não são "canonizados" pelo Vaticano) encontrados em Nag Hammadi, Mar Morto (por exemplo) e muitos outros achados arqueológicos têm tanto valor de estudo EM SUA ÍNTEGRA quanto qualquer outro livro considerado "sagrado" nessa ou naquela religião.
Conta-se que muitos textos (como o Talmud de Jmmanuel, supostamente escrito por Judas Iscariotes num período surpreendentemente após a suposta cruscificação do "ungido") desapareceram misteriosamente durante a sua tradução... outros textos foram queimados por ordem por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria (em 367 d.C.) por serem considerados textos com "tendências heréticas". O bispo seguia uma resolução do Concílio de Bispos de Nicéia, reunida em 325 d.C. e outros ainda, teriam sido queimados ainda na antiga Biblioteca de Alexandria (leia mais em "Cosmos" de Carl Sagan), por parte do Império Romano (representado pelo César, assassinado logo depois) no entanto especula-se que grande parte dessa biblioteca encontra-se guardada cuidadosamente em algum lugar, ou dividida em várias partes espalhadas pelo mundo.
Por trás das verdades, sempre haverão muitos interesses de que estas jamais cheguem ao grande público, pois o que está em jogo podem ser rachaduras nos pilares de um poder imperial incalculável de mais de 2000 anos... Poder esse, tão imenso quanto obscuro.
Alcançar a verdade não é uma tarefa fácil... ainda que seja apenas para suprir uma necessidade pessoal... a sede da curiosidade.
(E estranhamente o Blogger não quis entrar online quando eu quis postar esse texto da primeira vez.)

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