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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Afinal de contas, o que guia nossos atos?
Penso que há somente dois modos de agir:
O primeiro, é através da lógica, da razão, dos argumentos pesados e estudados cuidadosamente... agir guiado pela razão, pela pureza de pensamento nos leva na imensa maioria das vezes, a decisões corretas das quais dificilmente nos arrependemos.
O segundo modo de agir, é guiado pela intuição, pelo impulso, pelo instinto.
Apesar de a nossa espécie ainda existir no planeta graças a esse modo de agir, é também o mesmo modo de agir que certamente a exterminará no futuro.
Quando não se usa a razão, ou não se tem equilíbrio racional suficiente para agir dessa forma, seja lá quais forem os motivos (sono, embriaguez, carência afetiva, pressa, pressão psicológica, etc.) agimos por impulso. E é aí que surgem alguns de nossos maiores erros.
A escolha por essa ou aquela religião, partido político, time de futebol, tipo de música ou mesmo relação afetiva, normalmente é feita através do impulso... causado muitas vezes, aliás, por algo que nos cativa, nos encanta, nos ilude.
Sim... ilude!
Se fôssemos agir pela razão, não escolheríamos religião alguma além das nossas próprias crenças pessoais ("Mil monges, mil religiões" como se pode ler nas entradas de certos templos tibetanos);
Se agíssemos apenas pela razão, certamente haveriam muito menos pertidos políticos... (ou ao invés disso, algum tipo de regime anárquico funcional?);
Se fôssemos todos partidários do Sr. Spock de "Jornada Nas Estrelas", sequer nos interessaríamos por música...
Acho que a esse ponto, o(a) leitor(a) já deve ter compreendido o ponto onde quero chegar... ou seja... que grande parte das nossas decisões, se dão muito mais pelas emoções ligadas ao prazer, do que pela boa lógica ou pelo bom senso.
Assim fazemos também com nossas relações afetivas: Acumulamos um monte de valores em nossas mentes, em sua grande maioria, valores "ideais", fantasias poéticas... como se fossem elementos de uma poderosa bomba que pode explodir ao menor estímulo compatível com esse tipo de pensamento e então caímos numa armadilha... um grande mal que nos magoa, nos queima, nos consome... facilmente detonado por algum lapso de bom senso, como o que ocorre por exemplo, sempre que um homem e uma mulher se encontram em estado de grande carência afetiva e de repente surge uma oportunidade para ambos "desabafarem mutuamente", por assim dizer...
Projetar em alguém valores poéticos como "o ar que eu respiro" (por exemplo) é um sintoma do que eu chamo de "paixão destrutiva".
E já sofri muito com isso no passado... muito mesmo. E hoje sei que se há alguém no mundo que pode falar categoricamente sobre isso esse alguém sou eu. (Passei muitos anos da minha vida pensando nesse tipo de coisa e ainda reflito sobre os meus grandes erros nesse sentido... erros que sempre doem, mas que me fazem cada dia mais compreende-los melhor e a mim mesmo.)
É triste, mas a grande realidade é que o amor como somos condicionados a compreender (e a perseguir) desde crianças, na verdade não passam de valores impregnados em nosso cérebro, que nos faz "fantasiar", neutralizando qualquer capacidade de argumentação... aliás, funciona como uma espécie de auto-hipnose que se realimenta a cada vez que pensamos nos tais valores que nós mesmos idealizamos, mas que na imensa maioria das vezes estão muito aquém da realidade... é como um ópio ou alguma outra droga viciante.
Felizmente já passei dessa fase e hoje penso que o amor... o verdadeiro amor, é de fato, o amor próprio.
Eu não posso por exemplo, "completar" alguém, nem posso esperar que alguém "me complete"... O que posso (e preciso) é me concentrar em completar a mim mesmo para que eu possa enfim, compartilhar de mim mesmo com alguma mulher igualmente completa.
Legal... quem me vir falando desse jeito pode até pensar que sou imune às minhas emoções e que sempre sei exatamente o que estou fazendo... principalmente em minhas relações pessoais... Temo que não... ainda.
Lamentavelmente continuo constatando que não sou imune às minhas emoções e continuo cometendo erros gravíssimos nesse sentido... os mesmos erros que já cometi no passado: Erros que magoam, que iludem, que doem, que destroem... mas felizmente agora, aprendi a recobrar a razão a tempo de reorganizar a minha mente... pode ser um passo para não errar mais.
Quisera eu poder consertar os meus erros todos nesse sentido! (Talvez hoje, eu teria algumas amigas felizes ao meu lado, ao invés de ex-namoradas magoadas que nem querem saber se eu ainda existo.)
Se você for mulher, aqui vai um aviso dado de coração: não se apaixone por mim. Use a razão ao invés do coração para saber antes, se vale mesmo a pena o risco de "quebrar a cara"... olhe primeiro onde está pisando para não levar um belo tombo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

(Leia este post, preferencialmente ouvido a música "Hallelujah" do Deep Purple... Esse merece. Se quiser também acender um incenso pra se sentir meio hippie... esteja à vontade!)

Bom, o fato é o seguinte... após alguns conflitos e quebra-paus, finalmente o update do meu site "Picolo's Online!" de NOVEMBRO de 2004 está online... "um pouco" atrasado, graças a algumas pequenas confusões técnicas típicas do nossa amada terrinha... Felizmente agora está tudo normal.
O motivo pelo qual eu sugeri a música acima, é paradar o "clima" à grande novidade desse novo update é a inclusão de um "timeline", onde eu conto sobre algumas das minhas experiências com o mundo da informática e computação gráfica desde 1982.
Outra novidade nesse novo upgrade, é na sessão "tech", onde resolvi mostrar que também andei fazendo umas peripécias com eletrônica e contei como eu fiz para transcodificar um velho Atari VCS importado para PAL-M e como pús saídas de áudio e vídeo composto RCA num Atari 2600. (Cara... eu adoro esses videogames velhos!)
Apesar das mudanças, esse update ainda é "beta"... Sempre faço um update desse tipo antes da versão final, para que os bugs e mancadaspossam ser detectados pelos(as) leitores(as) e visitantes atentos que me avisam do que percebem. (E desde já agradeço.)
A versão final desse update pode demorar um pouco a sair, uma vez que estou metido numa série de trabalhos que realmente estão me ocupando todo o meu tempo e de quebra, consumindo algum sono... ao menos não fico pensando muita besteira enquanto estou ocupado.
Algumas coisas que ainda tenho de fazer no meu site:
1 - Checar a sessão "links"... tem muita coisa velha lá alé de broken links...
2 - Procurar erros de datas e gramática. Na pressa, sempre são as últimas coisas que percebemos.
3 - Preparar mais fotos para a sessão "timeline".
4 - Trocar alguns trabalhos da sessão "portfolio" e produzir um portfolio em vídeo para download (sem querer abusar do espaço que o Yunes me cede para hospedar o meu site).
5 - Fazer um upgrade na página do yunes.com antes que o Yunes perceba que tem um monte de broken links por lá...
Enfim... é isso aí.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Uns me rotulam como "gênio", outros como "louco", e aparentemente, muitos me vêm como alguém que tem todas as respostas, ainda que eu responda simplesmente um "não sei".
E é justamente esse "não sei" que me assusta.
Muitas das coisas que me ensinaram desde criança e que acabaram por se tornar meus valores e princípios de vida, os quais tenho me dedicado desde então, se mostraram falsas (como já citei no passado aqui mesmo nesse blog). Sobretudo na religião e na política... que hoje, já sei que no fundo é a mesma coisa.
Com o passar dos anos, descobri que a religião sempre foi uma forma de controle e de imposição de idéias e valores ao bel-prazer de quem a cria.
Certamente de todas as armas da terra, a religião é a mais poderosa.
Fazer as pessoas crerem nas coisas sem questionar as transforma num poderoso exército pronto a agir muito mais por instinto e pela paixão do que pela razão, embora cada elemento desse "exército" tenha a mais profunda convicção de que sabe exatamente o que está fazendo.
Ter o conhecimento sobre essas coisas, tem despertado a atenção de uma certa sociedade secreta que de tempos em tempos tenta chamar a minha atenção, como que tentando me convidar a fazer parte dela, mas há um ponto fundamental que me impede, além de vários outros pontos que ferem os meus princípios de pensamento.
O ponto é que tudo o que tenho descoberto nos últimos anos, tem me feito questionar também se de fato existe um Deus onipotente e justo como o que me falam desde criança.
Até quero crer que exista, mas creio que certamente nem de longe se parece com o que me pregaram... justo, bondoso e sempre disposto a fazer seus filhos felizes... acho mais fácil acreditar numa força ora boa ora ruim, que tende a equilibrar as coisas do Universo, mas nem sempre muito justamente.
De que outra forma explicar as imensas diferenças sociais no mundo?
Para mim, é inaceitável que um Deus justo e caridoso permita com todo o seu poder, que enquanto alguns poucos possam ter silenciosamente todo o controle econômico e social sobre mais da metade do planeta, outras tantas pessoas no mundo morram de fome.
Mas isso é só uma parte...
O mundo de hoje, está um caos generalizado, em que os povos todos... legiões de alienados, se degladiam pela sobrevivência, absolutamente conformados com as condições impostas por seus governantes, julgando serem incapazes de mudar justamente essas condições. (OK! Confesso que não me considero muito diferente desses alienados, mesmo porque tenho consciência de sem opção ser mais um.)
Ora... não somos todos "filhos de Deus"? Porque as diferenças sociais precisam ser tão grandes?
Pior ainda: por que os "que mandam" têm o direito de fazer tudo o que querem e toda a legislação trabalhando apenas para eles? Ou lei é feita para justificar roubo, corrupção, privação de direitos de liberdades das mais diversas por parte apenas de uns poucos, como se fosse algo como "a palavra de Deus"?
E o pior, é que falam tanto em "democracia", como se fosse alguma palavra mágica... mas a verdadeira democracia é outra coisa.
Para mim, a democracia só existe quando existe total liberdade de pensamento, não alienação de massas, condicionamento por obrigação social, ou imposição pelas leis criadas por alguns apenas para proveito de si próprios, como acontece tanto no capitalismo quanto no socialismo.
É imperativo, senão emergencial que os pensadores (se é que sobraram alguns) se manifestem novamente no mundo e que apresentem novas idéias de regime social.
Costumo dizer que sou um anarquista "com os pés no chão"... e creio que a única forma de alcançar algo próximo desse regime anárquico utópico conhecido entre os acadêmicos como "anarquia", é através do profundo conhecimento pelos povos de seus direitos, e principalmente, das conseqüências de seus atos perante a sociedade, para que todos possam se respeitar e se valorizar como indivíduos ao invés de bonecos, para o desenvolvimento de um mundo realmente civilizado, ao invés de lutarem entre si como animais pela sobrevivência individual.

E aqui vai a minha contribuição para a famosa lista de citações conhecida como "Shit Happens":

"Milagres não acontecem com freqüência. Merda acontece.
E o que eu quero mesmo é um milagre... um muito especial."