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domingo, 2 de janeiro de 2005

Tenho esperanças de conseguir superar isso... Eu acho... Bom! Na verdade, eu não sei.
Dizem que é um mal que atinge os capricornianos típicos... remoer o passado.
É estranho, mas não tenho muito controle sobre isso.
As lembranças me assombram... a todo momento, me vejo tendo recordações de momentos divertidos, agradáveis... talvez alguns desconfortáveis ou tristes, mas... eles aparecem como se tivessem sido a única coisa que vivi na vida.
Na verdade, às vezes penso que de fato tive muito poucos momentos em que eu pude realmente sentir algo de bom na vida e esses momentos se tornaram parte de mim. É a única coisa que poderei carregar comigo dessa vida... lembranças.
Tento lembrar de outras coisas boas e de fato houveram alguns momentos bons para recordar. Mas esse tempo, esse período de tempo... cerca de quatro anos em trinta e quatro, continuam em minha mente, como se representassem tudo o que realmente teve de algum valor em minha existência.
Já se passaram quase dois anos e eu ainda não consegui me conformar com o fato de que cosegui destruir tudo isso em cerca de um mês, somado a outros erros da minha parte, em sua maioria fortemente causados pelas circunstâncias, me fazendo crer que, se Deus existe, parece ter feito de tudo para que as coisas terminassem como terminaram, apesar de minhas orações.
Acho que superestimei uma força desconhecida do universo, que dizem ser capaz de tudo, de vencer quaisquer barreiras.
Dizem que Deus é amor... Bom... O amor realmente é uma força desconhecida, inexplicável... muito boa, mas muito mais destrutiva... e de propósitos absolutamente incompreensíveis.
A vida é assim... você leva a maior parte dela para encontrar um motivo para viver, aí você encontra e em um curto período de tempo, você descobre que não está preparado para viver o que desejou a vida toda, porque quase nada dá certo e por isso, você decide desistir... para passar o período posterior se arrependendo... período esse que pode se estender pelo resto da vida.
Eu mereço. Eu errei. É "bem-feito" pra mim...
Ontem, o primeiro dia de 2005, eu amanheci na casa da família de um amigo meu de longas datas, após um jantar de reveillon...
Passei a noite toda acordado, conversando, vendo filme... nada sobre o assunto desse texto de hoje, mas...
De manhã, com o sol já brilhando, comentei que desde aquele dia em que cometi o tal erro, eu só tinha visto o sol da manhã umas 4 vezes em cerca de dois anos.
Contei a ele que aquele sol, me deixava triste, porque me lembrava dos dias em que eu saía cedo de casa para ir a São Paulo, ver alguém que hoje, espero estar muito mais feliz do que eu.
A decisão que tomei... o erro que cometi, certamente o maior da minha vida até agora, foi por esse propósito.
E quem se importa?
Quero crer que ela está feliz... deve estar... eu acho... Bom! Na verdade, eu não sei.

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