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quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Se você telefona para alguém e as palavras não saem, talvez seja necessário ir pessoalmente!
Não tenha medo de encontrar uma pessoa querida que já não vê a tempos, ou de simplesmente falar com essa pessoa, ainda que seja por telefone.
Talvez a pessoa do outro lado deseje exatamente isso. Talvez esteja com saudades e não saiba mais como falar com você, ou talvez desconheça as circunstâncias que te cercam atualmente... Já pensou nisso?
É claro que nós sempre esperamos pelo pior, pois estamos condicionados a isso, mas... o mundo precisa desse tipo de "quebra de regras"... enfim.
Falo, falo... mas eu mesmo confesso ser incapaz desse tipo de atitude...
Esses dias recebi um telefonema... Fiquei falando "alô" sei lá quantas vezes esperando alguma resposta, mas... minha intuição me dizia que eu não teria mesmo uma resposta, como se eu soubesse quem era do outro lado.
Não quero falar sobre isso... é pessoal. Me limito a dizer aqui que é uma pessoa a quem eu desejo tudo de bom e que se estiver lendo esse texto, deixo um recado: não tenha medo de mim. Abra o jogo, se solte, desabafe. Pois se guardar para si o que queria dizer, pode estar jogando fora uma oportunidade muito importante.
2006 vem aí e tem tudo para ser um ano de grandes mudanças.
É uma boa hora para refletir sobre o passado, reorganizar nossas idéias, nossas lembranças... jogar fora as besteiras que fizemos no passado, ficar só com as coisas boas que fizemos e usar isso a nosso favor.
Tradicionalmente, o começo de um novo ano, marca o início de um novo ciclo, independente do antigo.
Aproveite o momento para consertar tudo o que puder, pedir desculpas se necessário, chorar, gritar, abraçar quem você ama, beijar...
Deixe as broncas de lado, as raivas, as picuinhas, os erros... Busque o que realmente importa... agarre-se a isso e comece uma vida nova com o ano novo.
Faça a coisa certa! Faça o que é lógico... e se sentir que o que sente que é certo apesar da lógica, arrisque!
A vida só se vive uma vez. Dê a si, motivos para comemora-la. Motivos para abrir um enorme sorriso e se sentir vivo(a).
A todos... Feliz Ano Novo! Feliz Vida Nova!

sábado, 24 de dezembro de 2005

Eu costumo ser meio estúpido quando fico irritado...
Cheguei em casa, tomei um banho, falei com minha mãe ao telefone, e tentei quebrar umas castanhas-do-pará com um quebra-nozes... Já que o quebra-nozes não quebrava castanhas, o sangue subiu... lá fui eu pegar um "discreto" alicate de pressão que o meu avô deve ter comprado lá pela década de 50 e que me lembro que era capaz de amassar elos de correntes, entre outras coisas... enfim, quebrei as tais castanhas... Agora, mais relaxado, posso escrever um pouco neste que provavelmente será o último post de 2005.
Como todos os anos, tento terminar o ano sem dever nada pra ninguém, mas graças ao "sistema" isso é impossível... os planos para começar 2006 já começam com pagamento de contas... IPVA e Seguro Obrigatório: dinheiro jogado no lixo... aliás, usado contra mim mesmo, aplicado na instalação de radares e cemáforos com foto que só servem mesmo é para roubar mais dos meus esforços.
Se o dinheiro que os brasileiros gastam anualmente com IPVA e Seguro Obrigatório fossem gastos por exemplo na compra de tapetes, teríamos todos os acostamentos das estradas brasileiras cobertos de tapetes vermelhos em apenas um ano. (Note que não fiz os cálculos para afirmar isso... deixo esse desafio aos meus amigos matemáticos de plantão.)
2005 não foi o melhor ano da minha vida, nem mudei grande coisa na minha vida, o que me deixa naturalmente bastante frustrado.
Mas comecei as mudanças, o que já considero uma pequena vitória.
Com os cursos que comecei a fazer, voltei a freqüentar o seleto "circo" da alta-tecnologia. Eu uma das palestras que fui valeu ver a cara de surpresa de um sujeito que já não me via nessas palestras a pelo menos uns 8 anos... Ha-ha-ha!!! Parecia ter visto um fantasma!
Não tenho expectativas para 2006. Poucas são as certezas sobre coisas que estão por vir... Cansei de fazer planos para ve-los frustrados. Cansei de acreditar em milagres... enfim, cansei.
A idade está começando a pesar e a cada dia que passa, me sinto mais "Highlander", contando histórias, dando conselhos... É... estou ficando velho. É a única certeza que tenho.
Se eu juntar todas as grandes conquistas que consegui em 2005, chegarei à conclusão de que não conquistei praticamente nada pra mim. No máximo, ajudei algumas pessoas a conseguirem suas conquistas. Essas sim, alcançaram grandes feitos. Pelo menos uma, eu posso dizer que realmente mudou de vida... Vida aliás, que consegui salvar, embora isso tenha incluído experiências um tanto constrangedoras... felizmente é passado.
Alguns amigos continuam me dizendo que eu preciso de uma namorada e eu até acho que eles têm razão, mas não posso sair por aí "à caça" assim "de bobeira". Preciso ser exigente... aliás, mais exigente do que nunca, uma vez que com a idade, o perigo de essa próxima ser "a definitiva" aumenta consideravelmente. Mas confesso que as perspectivas nesse sentido não são nem um pouco animadoras.
Digamos que mulheres "do meu tipo" estão extremamente escassas no "mercado". (Quase 3 anos depois, ainda acho que mandei embora a última da espécie.) E sinceramente, não sou do tipo propenso a se meter em "aventuras"... Sempre me dei mal nessas coisas.
Além disso tem outros fatores: Estou numa fase de início de mudanças nos rumos da minha vida e não sei no que isso vai dar.
Tenho um pouco de medo de tudo ir para o buraco com uma simples bobeira da minha parte... e pior ainda: de arrastar alguém comigo para o buraco.
Tenho gradualmente mudado de visual, buscando um estilo que impôe mais respeito, tento abandonar o meu lado "moleque" com um certo pesar, mas as mudanças têm um preço... muito alto, aliás.
2005 para mim caracteriza-se por isso: pela primeira vez em muitos anos consigo sentir alguma pequena mudança. Nada radical como eu gostaria, mas firme... embora eu ainda não saiba no que isso vai dar, como já disse.
Ah! Eu odeio essa época... só existem incertezas!
É uma época falsa, recheada de beijos e abraços falsos, festas de aparência, filmes cheios de histórias bonitas que estão longe de corresponderem às realidades da vida...
Não existem contos de fadas, não existem finais felizes, não existem milagres.
Só existe mentira, frustrações, opressão... não adianta tapar o sol com uma peneira, nem tentar disfarçar o mundo sob máscaras como promessas de governantes ou palavras de algum líder religioso.
As verdades que ninguém tem coragem de falar nessa época, é que a vida é uma guerra constante para tentar sobreviver e as pessoas passarão toda a sua vida tentando te passar para trás o tempo todo... mentindo, enganando, arquitetando meios para tirar vantagem...
Passei a minha vida acreditando em finais felizes, em milagres, em Deus... essas coisas.
Em 2005, com quase toda a minha vida jogada no lixo, me toquei disso tudo e tudo isso acabou para mim. E as mudanças estão finalmente começando.
Tarde demais.

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Notícias rapidinhas...
(Porque estou sem inspiração para escrever hoje.)

Economia:
Segundo o Banco Mundial (BIRD), o Brasil é um dos piores países do mundo para se investir em novos empreendimentos, ocupando o 119o. lugar dos 155 países pesquisados. A culpa disso (volto a repetir aqui nesse blog) é a carga tributária, considerada A MAIOR DO MUNDO.
Ainda segundo o Banco Mundial, uma empresa no Brasil consome em média 2600 horas por ano única e simplesmente para pagar impostos. O Segundo lugar fica com a Ucrânia, onde as empresas consomem em média 2185 horas por ano para pagar impostos. Cameroon (república que graças ao Galvão Bueno ou sei lá que outro comentarista de futebol influente é chamada aqui do Brasil de "camarões" pela mídia), ficou num distante terceiro lugar (1300 horas/ano).

Internacional:
Em um congresso em Hong Kong da OMC (Organização Mundial do Comércio) cuja sede fica na Suíça, pra variar (já falei bastante sobre quem manda no mundo ocidental em outros posts, né?), fala-se muito para se chegar ao óbvio: a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
É claro que os países pobres vão sair perdendo e os ricos continuarão fazendo o que bem entenderem com toda a arrogância e imbecilidade que o poder lhes concede, deixando transparecer mais um brilhante exemplo de que o regime capitalista mundial como conhecemos só serve para criar rivalidades ao invés de união.
Mais uma vez digo que o mundo precisa de um novo regime em que as distâncias sociais não sejam tão grandes e os diversos segmentos da sociedade tenham o seu devido valor como partes de um todo ao invés de serem tratados como forças individuais concorrentes... Nah! Deixa pra lá!

Astrologia:
Em alguns jornais famosos, o último jornalista a entregar a matéria para o fechamento da edição é encarregado de redigir o texto do horóscopo do dia.
E vocês querem que eu acredite em horóscopo?
Ah! Qualé!!!

Moda:
A moda está gerando uma catástrofe de proporções monumentais: milhares de jovens mulheres que hoje usam roupas de "cintura baixa" e calçados que as forçam a manter as pontas dos pés levantados se tornarão mulheres com pneuzinhos extras e pés deformados no futuro.
A moda deforma fisicamente MESMO!
Alguém aí já notou que as jovens de hoje não têm mais nem cintura nem bunda???
Quadril e cintura virou tudo uma coisa só! Um horror!

E querem que eu mantenha o bom humor? É ruim, hein!?

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Sem dúvida, os valores da sociedade são altamente mutáveis. Mas com o tempo, muitas coisas boas vão se perdendo enquanto muitas coisas ruins têm se criado. Isso é uma tendência natural do ser humano, cuja capacidade de avaliar conseqüencias é limitada, embora o orgulho não seja.
Aparentemente, as mulheres costumam ter atitudes mais inteligentes nesse sentido, embora seus conhecidos costumes consumistas denunciem seu outro lado...
Mulheres são seres maravilhosos... podem ser tão hipnoticamente encantadores quanto destruidores maliciosos.
Seus hábitos e reações, sempre são uma imensa incógnita para o sexo oposto, o que pode ser tanto apaixonante quanto intimidante.
Mas certas coisas observáveis denunciam ainda que subjetivamente que tipo de mulher ela é.
O simples modo de sorrir, de olhar, de caminhar muitas vezes define o jeito de uma mulher, tornando-a atraente, ou não.
Ontem observei uma mulher que considero muito linda... Eu já a tinha visto uma vez e mesmo trocado umas poucas palavras eu já pude facilmente observar sua excelente educação e simpatia e passei a admira-la, embora talvez ela não saiba (mesmo tendo piscado para mim... acho, ou se admirado digamos... com a minha forma metódica de tentar resolver problemas).
Se não estivéssemos numa situação tão eticamente rígida, certamente a convidaria para jantar... (se ela não for comprometida, claro). Eu adoraria saber mais sobre ela, conhece-la melhor. Mas pelo pouco que tenho observado, muito poucas mulheres que conheço e/ou tenho observado têm tanta classe, estilo, jeito... Puxa! Espero poder ve-la mais vezes! É difícil defini-la.
Adoro mulheres... esse é o meu mal. A maioria das mulheres que observo, parecem-me tão "desequilibradas", ou "sem jeito"... é como se sempre estivessem tentando esconder alguma coisa, mas ela... não parece ter problemas com isso.
Mas como sou azarado... ela não pôde ficar por lá muito tempo. Nem conversamos. Certamente ela tinha seus compromissos e eu não passo de uma "sombra" na multidão... Ao menos na aparência. Pela ética, é preciso manter isso nesse momento.
O futuro é incerto, mas tenho uma estranha sensação de que a verei de novo. Quem sabe?
Essa semana fiquei pensando nas palavras de Frank Miller sobre raras mulheres hoje saberem de fato, caminhar usando sapatos de salto alto, classificando isso como "uma arte quase perdida".
De fato, a maioria das mulheres que os usa, apenas os usa. Conseguem andar com eles até que muito naturalmente, mas muito poucas conseguem usa-los para caminhar com elegância.
Meu texto de hoje é uma homenagem a essas raras mulheres elegantes, educadas... mulheres que encantam sem precisar esforço, ou produções especiais. Às mulheres inteligentes, observadoras, charmosas.
Mulheres existem aos montes. Mas essas, são especiais. E estão cada dia mais raras.
Um grande beijo a todas.

Ah... à essa mulher que piscou para mim (se ler este texto), uma piscadinha também... ao menos por enquanto. ;-)

domingo, 13 de novembro de 2005

Cara... eu adoro falar sozinho!
Podem me chamar de maluco... às vezes também penso que deve ser mesmo meio doido... também trabalhando com o tipo de coisa que eu trabalho... que diga-se de passagem, às vezes exige uma concentração que deixaria qualquer mestre de yoga simplesmente pirado.
Mas eu costumo falar sozinho mesmo, é quando pratico um dos meus hobbies... remasterização da áudio.
Adoro pegar velhas gravações da minha coleção e "limpa-las", re-equaliza-las, filtra-las "n" vezes até que fiquem do jeito que eu gosto.
É desafiador, mas muito prazeroso quando o resultado satisfaz.
Geralmente faço isso quando estou me sentindo só. Talvez por isso mesmo falo muito sozinho nessas horas.... e olha que são muitas horas... às vezes perco toda a tarde de um domingo, ou de um sábado nisso.
Geralmente só percebo o tempo que fiquei nisso por causa do estômago me obrigando a parar para me alimentar.
E de fato, um exercício de concentração... para não pensar nada. Uma fuga... talvez da mesmisse, talvez da solidão... Sei lá.
Várias vezes pensei em fazer disso uma profissão para substituir a prostituidíssima computação gráfica em que me especializei em 20 anos de experiência, mas não quero estragar esse que é um dos poucos prazeres que ainda posso curtir na vida.
Além disso, não quero ficar escravo de prazos impossíveis para esse tipo de trabalho, uma vez que apenas algumas horas de áudio digital na orelha é o suficiente para não conseguir perceber mais detalhes do som... assim sendo, uma música pode levar meses para ficar realmente legal... É comum por exemplo, não se perceber que se está usando excesso de compressão, ou perde-se a referência para equalizar a música de modo a manter a harmonia.
Os trabalhos mais difíceis são as gravações mais antigas... algumas oficialmente "inexistentes" como BB King e Jimi Hendrix tocando "Like a Rolling Stone", são achados que para mim se equiparam a achar uma obra de um Van Gogh da vida forrando um galinheiro. Essa gravação por exemplo, certamente foi gravada em fita cassette na década de 60 durante algum ensaio... acho que essa realmente vai me dar trabalho por meses... mas não me importo. Afinal, poderei dizer que sou um dos poucos no mundo a ter essa gravação remasterizada... e certamente bem mais nítida que a gravação do cassette original.
Os trabalhos de remasterização mais tranqüilos são de músicas da década de 80... parecia haver um cuidado especial na gravação original das mesmas, somado à inacreditável onda criativa provinda da década de 60 e às tecnologias de áudio e música eletrônica dos anos 80.
Nos anos 90, esse impulso criativo começou a se perder em função das vontades gananciosas das gravadoras num lamentável prejuízo artístico... enfim... nunca se vendeu tanto flashback quanto agora, né?
Imagino quantos grandes talentos sequer arriscaram se enveredar pela música... Quantas canções, sons novos, batidas emocionantes, solos virtuosos deixaram de ser revelados aos nossos ouvidos nos últimos 15-20 anos?
Remasterizando esses flashbacks, tenho me deparado com sons que na época, eu não percebia... detalhes embora perdidos no tempo, que talvez significassem a razão de sua "magia"...
A forma como os sons eram explorados era outra... havia espaço para transportar a imaginação e "viajar" entre as ondas... Hoje, ao ouvir esses sons, é como estar lá de novo, vendo outros detalhes das mesmas paisagens.
Incrível como a música consegue fazer nossa imaginação viajar no tempo!
E é uma pena que é só a imaginação.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

É tradição o comércio se aproveitar das emoções humanas para vender de tudo, seja no "Dia dos Namorados", no "Dia dos Pais", Dia das Mães", "Dia de Finados"...
Essa semana, entre as apresentações do curso que estou fazendo, foram citadas algumas frases de incentivo, mas tem uma que me perturba profundamente: "A saudade a gente mata".
Aí eu pergunto: e em dias como hoje... Finados...???
Como matar saudade de alguém que já não se encontra mais presente?
Por essas e outras que considero os livros de auto-ajuda um imenso monte de bobagem.
Todos nós sentimos saudades de alguma coisa: dos tempos de criança, de alguém que se foi, de um grande amor perdido no tempo, de bons momentos vividos e que jamais voltarão a se realizar... enfim.
Mas explorar esse tipo de sentimento visando lucro é um ato cruel, frio, criminoso... enfim, a essência do mundo em que vivemos hoje, infelizmente.
É bem claro que o materialismo fugiu do controle e as pessoas estão cada dia mais competitivas, concorrentes ao invés de unidas com o propósito de desenvolver a humanidade para garantir a sobrevivência futura da espécie.
Esse mesmo materialismo que desumaniza o ser humano, é também o responsável pela degradação do planeta, pelos desequilíbrios da natureza que reage com toda a sua fúria através de mudanças climáticas cada vez mais imprevisíveis e destrutivas.
Esse mesmo materialismo é o responsável por milhares de pessoas no mundo passando fome enquanto o peixe está contaminado, os vegetais envenenados, a vaca louca e o frango gripado.
Notem que não estou usando o termo capitalismo, porque considero tanto o capitalismo quanto o socialismo/comunismo como "farinha do mesmo saco" nesse sentido. E ainda não sei qual dos dois se apresenta de forma mais sínica.
Estou me sentindo muito triste hoje.
Triste, com muita saudade de uma pessoa que sei que não posso abraçar de novo;
Triste, com um mundo cada dia mais caótico, falso, irresponsável e inconseqüente... e o que é pior: nos contamina, fazendo-nos pensar que isso tudo é "normal";
Triste comigo mesmo, que me sinto completamente impotente diante dessa situação toda.
É muito frustrante ser tão utopista e querer "consertar o mundo" e o máximo que posso fazer é uma mísera parte, incluindo esse blog, onde tento apontar o quanto ignoramos a nós mesmos e o quanto somos todos responsáveis por tudo isso.
Quem dera eu pudesse voltar atrás com os meus erros, pudesse reescrever a história da minha vida sem ter coisas com as quais eu me arrependesse, nem lágrimas entre as páginas!
Quero recomeçar a minha vida. É só o que posso fazer.
Luto por isso todos os dias, mas sinto que mesmo que eu consiga alcançar o tão sonhado sucesso, ainda me faltará uma coisa muito importante... É a maldição de quem comete erros que não se pode consertar: carregar o peso desses erros consigo pelo resto da vida.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Após várias tentativas de dormir, me revirando na cama após mais uma das minhas já costumeiras e nem um pouco saudáveis "desregulagens" de horários de sono, concluí que eu queria estar conversando com alguém agora... "Mas com quem eu poderia conversar às 4:32 da manhã?" - pensei.
Então decidi escrever um pouco, para tentar espantar a insônia.
A vida de um homem solitário não é nada fácil.
Trabalhar, estudar, manter um apartamento em ordem e rezar para não ter problemas com o carro faz parte da rotina.
Ontem, estive na "Tech Town" em Hortolândia... um condomínio sediado pela IBM, AT&T e outras empresas de tecnologia, fazendo um teste de inglês e outro de Q.I. que eles chamam de "prova de raciocínio lógico".
Não sei o quanto acertei dessas provas, mas passei no exame e agora estou para fazer o curso presencial em outro pólo tecnológico aqui da região: CPqD, onde ficava a antiga Telebrás.
Ainda não sei como vou distribuir os meus horários, nem sei como vou fazer para arrumar tempo para dormir, mas tenho certeza de que o investimento valerá a pena. Tanto que pretendo dar TOTAL prioridade nesse curso, pois sinto que preciso mesmo me aprimorar mais nesse campo... além disso, já faz muito tempo que não invisto nesse tipo de coisa... vários anos, aliás.
De certa forma, me sinto voltando um pouco às minhas orígens.
Digo "um pouco", porque não tenho mais grandes pretensões em mente... na verdade, nem sei exatamente por quê estou investindo nisso, mas como aprender coisas novas nunca é demais... além disso, preciso mesmo respirar outros ares, sentir outros ambientes, ver outras caras, conhecer outras pessoas...
O que me assusta é não saber exatamente em que chão estou pisando, nem onde esse caminho vai dar.
No filme "Pirates of Silicon Valley", John Di Maggio, o ator que fazia o papel de Steve Ballmer se referia à IBM como "Ivan o Terrível, Vlad o empalador, Gengis Khan... tudo junto num só". E de repente eu me via ali, na boca do "monstro", caminhando distraidamente pelos cerca de 500m entre a portaria e o "prédio 32" onde fui fazer as provas, observando a movimentação tranqüila dos funcionários voltando do almoço, e das cargas e descargas de containers imensos de um lado, chafarizes do outro... estranhamente me sentindo à vontade, mesmo nunca tendo estado ali e não fazendo a menor idéia de onde ficava o tal "prédio 32".
Eu tinha lembranças das coisas que a "baixinha" me contava da T-Systems (antiga Debis Systemhaus, ou Debis-Humaitá), onde chegou a trabalhar a uns 3 anos atrás.
As semelhanças eram bastante claras para mim. "Padrão" - pensei.
Tento pôr em minha mente que lembrar-me dela não me ajuda em nada. Principalmente "a essa altura do campeonato"...
Aliás, pensar em qualquer coisa relacionada a relacionamento afetivo nessa fase, seria improdutivo.
Sem tempo, sem relacionamento.
Ainda mais com os horários malucos que tenho de fazer... e certamente sem grana, pra "ajudar".
Acho que de certa forma, me senti na IBM como a "baixinha" se sentia na T-Systems.
É como um vazio no meio do nada.
Agora, a IBM sabe que eu existo... e talvez, graças às avaliações, saibam mais sobre mim do que a Apple, a Adobe e a Strata já souberam no passado.
Mas não sei ainda se isso é bom ou ruim.
O que tenho a perder afinal?

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Dia 5 agora, o jogador de io-iô Ryan Monson, conhecido mundialmente como "Harry Houdini" suicidou-se.
Dizem que foi suicídio por causa de uma garota, mas pouco se sabe sobre isso.
O que se sabe é que suicídios por questões relacionadas à solidão são comuns, envolvendo inclusive pessoas famosas, como por exemplo o cartunista Péricles de Andrade Maranhão, criador do legendário personagem "Amigo da Onça", publicado na revista "O Cruzeiro" entre 1943 e 1962.
Péricles, assim como muitos outros, suicidou-se numa noite de reveillon, época em que o número de suicídios sempre aumenta dramaticamente.
Mas não quero falar de suicídio hoje.
Quero falar de outro assunto: "como manter relacionamentos".
Arranjar um relacionamento é fácil, porém, arranjar um bom relacionamento é difícil... Muito difícil. Só que muito mais difícil é manter um relacionamento.
É quase uma "missão impossível" no "campo de batalha" em que o mundo em que vivemos se tornou... E lamentavelmente a falta de esperanças e as incertezas do futuro estão ganhando essa guerra.
O texto de hoje é mais voltado para os homens, por estes serem naturalmente mais "desligados" e menos desenvolvidos culturalmente nesses assuntos do que as mulheres... Digo isso por experiência própria... aceitem um conselho: façam o que eu digo, não façam o que eu fiz.
Mas creio que algumas dicas sejam interessantes para as mulheres também, pois em geral, elas adoram tentar descobrir como os homens pensam.
Bom, aqui vão as dicas:

1 - Escolha com cuidado, ou poderá se arrepender pelo resto da vida.
Não caia no papo de que você "precisa" ter alguém... Isso não é nenhuma obrigação, embora a sociedade viva nos cobrando.
Tudo bem que a Mãe-Natureza te deixe maluco... isso faz parte e talvez você até acabe se suicidando num reveillon por causa disso, mas a máxima "antes só do que mal acompanhado" não é "máxima" à toa.
E não estou me referindo apenas a um corpo bonito não... TODO o conteúdo precisa ser "equilibrado" de acordo com as características do relacionamento que você está preparado para ter.

2 - Você precisa estar preparado para começar o seu relacionamento, pois nenhum relacionamento deixa de vir acompanhado de grandes responsabilidades.
Se você começar um relacionamento sem estar devidamente preparado, vai terminar como eu aqui... escrevendo um blog chato ou pior: se suicidando num final de ano.
Sabe? A sociedade não prepara os homens para relacionamentos. Prepara-os para "caçar mulher", mas não ensina como cuidar delas.
Se tiver (como eu tenho) um trabalho que você nunca tem como prever que horas estará em casa e quanto tempo poderá se dedicar à sua parceira, sugiro que procure outro emprego antes de começar qualquer relacionamento sério.
Vai por mim: mulher precisa ter seu homem SEMPRE por perto, ou ela terá em mente que você "não a quer", "não a ama"... e aí sobra espaço para os "ricardões" de plantão... geralmente homens bem menos responsáveis que o trabalhador dedicado que se mata para tentar sobreviver no inferno capitalista.
Procure passar TODO o seu tempo com ela... inclusive o tempo que você não dispõe.

3 - Tenha boas fontes de renda e procure manter sua economia estável.
Podem dizer o que quiserem! Um relacionamento sólido precisa de infraestrutura sólida.
Mulher precisa de emoções como viagens ou jantares em lugares diferentes... exóticos... e tem também os eventos da parte dela, como os aniversários das amigas, churrascos em cidades distantes e outras coisas desse tipo que naturalmente consomem algum dinheiro imprevisto, tornando-se necessário alguma reserva para essas coisas.
Não é à toa que as mulheres quase sempre preferem os homens mais ricos... (Duvido que haja algum homem que nunca tenha observado isso.)

4 - Procure um relacionamento com uma mulher que more perto.
Viagens são desgastantes, cansativas, estressantes tanto para ele, quanto para ela e em alguns casos, muito caras.
Se ela fizer uma viagem para ve-lo, as chances de você encontra-la mal-humorada são grandes.
Se você fizer uma viagem para ve-la, vai exigir de você as energias que gastou com a viagem. (Prepare o extrato de guaraná!)
Se você não consegue encontrar uma única mulher interessante na cidade onde mora e não tiver escolha além de procurar em outras cidades, estados, países, galáxias... Minha sugestão é: tente mudar-se para perto dela.

5 - Atenção e memória.
Aqui está um ponto difícil... As mulheres julgam muito os homens quanto às coisas que estes conseguem observar e notar nelas.
Se ela mudou a cor do cabelo de preto-ébano para preto-carbono você precisa reparar imediatamente.
E não basta ter colorimetria ocular mais precisa que um colorímetro digital de última geração!
Você precisa saber até qual perfume ela usou no 7o. encontro que vocês tiveram anos atrás... e perceber nuances de humor inacreditavelmente sutís.
Semana passada, o namorado de uma amiga minha não sabia dizer como ela gostava de seu café... (e eu sabia)
Disse a ela para não se preocupar, pois esse tipo de "desatenção" é absolutamente normal nos homens. (Eu, hein?)

6 - Comunicação.
Telefone para ela pelo menos uma vez por dia.
As companhias telefônicas agradecem as necessidades femininas...

7 - Nem pense em terminar seu relacionamento.
Basta um único comentário nesse sentido para que as falhas de comunicação comecem e de repente tudo vai por água abaixo quando você menos espera.

8 - Na cama, procure aprender mais... sempre.
E acredite... nada lhe será mais satisfatório do que a satisfação de seu par.
Aprimore-se nesse sentido e seja sempre muito cuidadoso(a).

9 - Após o início do namoro, siga essas dicas. Após casados... continue seguindo essas dicas.
Não tem jeito... Mudanças acontecem durante a vida a dois... surgem as rotinas e a compreenção mútua torna-se mais desafiadora para ambos.
Conversar bastante é sempreum bom exrcício, portanto, procure construir seu relacionamento com alguém com quem você goste muito de conversar... assim sempre terão alguns assuntos, por mais bobos que esses possam parecer.

10 - Cuidado com as fofocas.
Mulheres são seres "territoriais": e os homens são seu território... e defendem isso com unhas e dentes.
A melhor coisa a fazer é tomar muito cuidado para que não surjam argumentos para dar início a alguma fofoca.
Basta sair com uma amiga e pronto... lá estará a sua companheira de "bode" porque a cidade inteira soube de alguma coisa que ela não sabia.
Se alguma mulher que não seja a sua parceira lhe dirigir a palavra, ou olhar para você de forma estranha, é bom estar preparado para uma boa conversa... e nem comece com o clássico "eu posso explicar" que essa não cola.

Bom... acho que é isso... ao menos até eu descobrir mais coisas a respeito.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Mais uma vez pego um assunto atual para dar a minha opinião aqui no Picolo's Blog...
Fala-se muito no referendo em que se pretende decidir (?) se o comércio de armas e munições será ou não proibido no Brasil e eu me pergunto se esse tal referendo é realmente necessário, uma vez que praticamente inexistem argumentos lógicos à favor da proibição.
Ao invés disso, apenas apelos emocionais do tipo "preserve a vida", "o mundo é lindo", "a vida é bela"... como se você não precisasse se preocupar em se defender no meio do campo de batalha em que o "país" em que vivemos se tornou.
Por outro lado, são muitos os argumentos em favor de se continuar a se comercializar armas de fogo e munições são muitos.
Há inúmeras estatísticas provando cientificamente que os índices de violência subiram desastrosamente nos lugares onde se aplicaram a política do desarmamento.
O número de acidentes com armas de fogo também é menor onde o porte legal de armas de fogo é acompanhado de treinamento.
E é aqui que eu quero chegar: o que deveria estar se discutindo não é se se deve ou não comercializar armas e munições e sim, COMO efetuar esse comércio.
Não adianta vender a arma e não treinar o comprador quanto ao seu uso correto, cuidados no manuseio/manutenção, atitudes com relação à segurança, etc.
Além disso também tem a questão psicológica: tem muito babaca por aí que com arma na mão vira valentão querendo atirar em todo mundo.
É preciso avaliação psicológica seríssima além de avaliação de histórico do candidato a comprador.
Nas forças armadas, os soldados não ganham armas sem treinamento adequado, ou podem acabar morrendo pelas suas próprias armas. (Geralmente quem mais morre dessa forma ou são os "valentões", ou são desleixados que não deram importância às instruções de uso.)
E por falar em forças armadas, os criminosos estão muitíssimo bem armados... e pode-se contar nos dedos das mãos quantas têm algum registro "quente" em algum lugar.
Creio que o argumento mais forte contra essas políticas de desarmamento seja justamente esse: se você fosse um bandido e tivesse alguma dúvida quanto à capacidade de reação de sua vítima, você o atacaria? Teria alguma dúvida ainda que não tivesse "nada" a perder?
E se tivesse certeza absoluta de que sua vítima não teria condições de reagir? Como você agiria se fosse bandido?
A essa altura do campeonato, o leitor já deve ter percebido que eu quero ter o direito de estar preparado... Quero o ter o direito de comprar minha Walther PPK, minha Uzi 9mm com mira à laser, meu lança-mísseis portátil e principalmente, meu treinamento israelense de combate militar, porque se for depender da segurança pública "garantida" pelo Governo, eu estou roubado... aliás, quem é mesmo que tem me roubado desde que nasci???
Na minha opinião, política de desarmamento só é interessante para quem não precisa se defender de bandido, porque tem toda a "máquina" de guerra do Estado o protegendo legalmente por leis que ele mesmo faz.
Povo fácil de controlar é aquele que não tem como reagir, né?
Quem será que quer nos roubar afinal?

(?) Ah... eu ía me esquecendo... eu já escrevi aqui no meu blog a muito tempo atrás sobre como resultados de eleições podem ser manipulados, né?

Clique aqui e veja um link legal sobre o assunto... com enquete e tudo!

sábado, 24 de setembro de 2005

Mais de uma vez eu disse que o povo dos EUA não têm culpa dos atos de seus governantes.
Quando o governo dos EUA se recusou a assinar o Tratado de Kyoto, certamente não conseguia imaginar que a natureza poderia se vingar com tamanha fúria.
É bem verdade que muito já se disse sobre o Katrina, e certamente ainda se dirá muito sobre o Rita.
De lamentos a piadas, o fato é que o caso é muito sério.
Mas o que mais está marcando na opinião internacional, certamente é a comparação da atuação do governo Bush quanto aos casos desses dois furacões, ao imediatismo de sua atuação após o já pra lá de comentado 11 de setembro. (Eu é que não gostaria de estar na pele desse cara agora...)
Mas pessoalmente, acho que a política estadunidense, deveria ser colaborativa ao invés de imperativa.
É muito mais saudável para TODOS NÓS, habitantes do planeta Terra, lutarmos mutuamente pela nossa sobrevivência e pelo equilíbrio geral do habitat em que vivemos ao invés de lutarmos entre nós pelo vício de procurar cada vez mais poder...
O que venho a anos tentando mostrar aqui nesse blog é exatamente isso: o quanto a humanidade pode buscar esse equilíbrio, ainda que seja através de pequenas coisas de cada vez, bastando para isso apenas boa vontade e bom-senso da parte de cada um de nós.
Mas infelizmente não é esse o intuito da humanidade que eu vejo.
O que vejo, é sempre a busca por "ser superior", "subjulgar", "tirar vantagem"... e para isso, os meios são os mais inimagináveis, intrincados, sofisticados... variados em todos os tipos e tamanhos.
Vão desde alguém tentando tirar vantagem em cima de alguém em algum negócio até as estratégias para tomar um território ou controlar uma economia ou um mercado.
Desde tempos imemoriais, a espécie humana se divide em dois tipos: controlados (ou a "grande massa") e controladores. (Esses últimos podem ser gente conhecida da política, ou não.)
Os controlados são a imensa maioria, seguidora dos exemplos dos controladores e motivados pela emoção ao invés da razão, seja através de notícias nem sempre verdadeiras, de histórias contadas da forma mais "interessante" ou através da religião, que justifica tudo o que não é racional.
Pessoalmente penso que se Deus existe, não se parece em absolutamente nada com o pregado por qualquer que seja a corrente religiosa.
Falando logicamente, é muito mais admissível um "equilíbrio universal da natureza" do que um ser benevolente que vive nos atirando obstáculos que somos obrigados a ver como "provações", fugindo assim da real natureza dos fatos e simplesmente aceitando sem discutir tudo o que nos acontece. E o que é pior: somos condicionados a isso desde a infância.
Você duvida? Se você vem de uma família religiosa, experimenta passar um mês sem citar a frase "Graças a Deus"!
Você verá que a força do hábito é de fato, muito forte.
E são justamente nossos hábitos que temos de mudar, embora seja extremamente confortável se manter neles.
Já perdi muito por causa dos meus hábitos. Estou tentando muda-los, mas sozinho, é muito mais difícil.
É sempre muito mais fácil para as outras pessoas notarem nossos defeitos. Mas também é mais fácil entender certos jogos, não fazendo parte dele.
Uma pena.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Coisas para você pensar...
Responda rápido: Quanto dinheiro você tem na sua conta bancária, exatamente? (Não vale consultar extrato!)
Quanto você tinha em em agosto do ano passado? Alguma idéia? Não?
Você já parou para pensar que o Governo controla a sua conta bancária melhor que você?
Eles sabem o quanto você tem, o quanto você tinha e tem registros precisos de cada centavo de seu histórico... para quê?
Oras... para cobrar impostos, o que mais?
Alguma vez você já parou para calcular o quanto você gasta em impostos, taxas e tarifas por ano e comparou com o quanto você consegue juntar para simplesmente sobreviver?
Nessas horas, me pergunto qual é a diferença entre "pagar proteção" ao crime organizado e pagar impostos...
Alguém aí já parou para pensar que se não houvesse tanta burocracia, haveria uma arrecadação MUITO maior do que existe hoje?
Naturalmente haveria uma transparência muito maior e assim, um melhor (e bota melhor nisso) aproveitamento do montante arrecadado... montante que É NOSSO!!!
Mas não existe NENHUM interesse por parte dos nossos governantes em simplificar a arrecadação de impostos e tornar o uso do NOSSO DINHEIRO mais nítido... o motivo é simples: para cada novo imposto, taxa, tarifa, tributo, ou roubo legalizado garantido por leis que eles mesmos fazem. seja lá o nome que tiver, sempre haverá um ou mais de seus integrantes desviando uma parte. E mais: MESMO QUE SEJA ILEGAL, dá-se um jeito de nos empurrar o "gasto extra" goela abaixo, fazendo com que "muitíssimo democraticamente" sejamos OBRIGADOS a pagar impostos como o CPMF, por exemplo, só para não citar outros...
Também não há interesse algum em mostrar como as coisas funcionam... ou alguém aí já teve alguma vez, alguma aula na escola sobre "como declarar seu imposto de renda" ou como não se perder (e esquecer de pagar, consequentemente tendo de pagar multa depois e sabe-se lá o que mais) as incontáveis tarifas, impostos, taxas, tributos... enfim, contas cada dia mais obscuras?
Pois é... você pode até se perder, mas o Governo sabe muito bem como controlar o seu dinheiro (o nosso, na verdade). E a tendência é controlar a nós mesmos, em todos os sentidos.
No ritmo em que a coisa anda, talvez daqui a uns 40 anos, quando todos nós tivermos chips como os RFID implantados em nossos corpos, tenhamos de pagar impostos sobre o ar que respiramos, sobre a água que bebemos, ou sobre as vezes em que fizermos sexo.
Sinceramente, eu não quero que meus filhos vivam um futuro desses... Isso não é vida!
Viver, é ter liberdade, não ser escravo de um sistema corrupto.
Viver é ter sonhos e esperança de realiza-los, não se sentir dia após dia como uma engrenagem de uma máquina podre.
Infelizmente, é o que nós - a grande massa - nos tornamos: escravos de um sistema, peças de uma imensa máquina que só funciona em função de umas poucas peças inúteis.
A bem da verdade, é que estamos tão condicionados a sermos meras e simples peças desse sistema, que nem temos vontade de nos recusar a sair dele.
Se tentássemos, veríamos tanta coisa...
Para encerrar o meu post de hoje, deixo aqui vai uma leitura complementar, de autoria do polêmico escritor David Icke: "Dinheiro vindo do nada".

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Começo o meu post de hoje, peço desculpas aos frequentadores assíduos deste blog, por eu não ter escrito com a freqüencia costumeira.
O motivo é que estou "apanhando" num curso para me instruir quanto à operação de mainframes, bem como sistemas de processamento centralizado de alta disponibilidade, entre outras coisas.
Sei que para algumas pessoas isso pode parecer estranho, principalmente pelo fato de os mainframes serem uma modalidade de computadores inventada pela IBM a mais de 40 anos e até a pouco tempo atrás eram considerados obsoletos.
Pois bem... os "dinossauros" da informática estão ressuscitando e com força total (e com nomes bem sugestivos como T-Rex) , apesar das dificuldades de aprendizagem de operação dos mesmos, e o motivo desse retorno é muito simples: a revolução da microinformática, evoluiu para uma mistura de torre de babel com bola de neve por uma série de motivos que acabam por fazer dos microcomputadores, soluções muitas vezes pouco confiáveis mais parecidas com videocassettes (que enroscam as fitas de vez em quando) do que com ferramentas de trabalho.
A verdade é que com a "popularização descontrolada" da microinformática, os computadores pessoais que antes eram ferramentas de estudo e diversão para nerds passou a ser um PRODUTO DE CONSUMO ASSUMIDO para a grande massa. Então, quando buscamos alguma solução séria, profissional e confiável, na imensa maioria das vezes, terminamos esbarrando na necessidade quase que absoluta de uso de um certo "sistema operacional", porque "o mundo todo só fala essa linguagem", apesar dos pesares.
Outro dia mesmo, eu estava visitando o consultório endo-odontológico de um amigo meu, cujas tecnologias são pioneiras na América Latina e lá estava ele dizendo que infelizmente o sistema operacional que ele estava usando era "uma mer..." mas que ele "não tem escolha", pois TODOS os softwares de controle dos sistemas e aparelhos dele SÓ RODAM nesse sistema.
Grandes corporações, instituições militares e governamentais, entre outras que necessitam de sistemas altamente confiáveis e que não podem se dar ao luxo de "trombarem" com dificuldades geradas por vírus, spywares, adwares e principalmente por usos indevidos dos usuários, têm optado por voltarem seus olhos para velhas soluções, aparentemente mais simples, porém eficientes.
Além disso, existem "zilhares" de softwares escritos "no tempo do onça" com seus respectivos bancos de dados ainda em uso e cujos donos desse investimento todo não irão redesenvolver tudo do zero feito um usuário que formata o HD para reinstalar tudo atualizado... ou seja, o efeito "torre de babel" continua existindo, infelizmente. Mas ao menos a bola de neve está sob controle... ao menos por enquanto.
Pessoalmente penso que pelo que tenho observado ao longo de todos esses anos de experiência com computadores, creio que os caminhos e arquiteturas da informática deveriam ser repensados cuidadosamente, pois nem os microcomputadores estão confiáveis e eficientes como deveriam, num total disperdício de recursos em nome do consumo de massa, nem os computadores de grande porte e alta confiabilidade estão tão simples de usar como o HAL9000 do filme "2001 - Uma Odisséia no Espaço", ou amigáveis como o LCARS da série "Jornada Nas Estrelas - Nova Geração".
Aparentemente a modalidade de computadores que mais está se acertando é representada pelos portáteis, em especial os embutidos em telefones celulares, mas como estão são produtos de consumo... eu não apostaria minhas fichas tão cedo.
Os mainframes de hoje são máquinas modernas, rápidas e confiáveis, mas opera-las definitivamente não é fácil, nem mesmo para pessoal experiente com computadores. E os termos técnicos usados são um oceano de siglas de significado obscuro, o que dificulta imensamente qualquer treinamento.
De qualquer forma, a sensação que fica é a humanidade aos poucos finalmente está percebendo que soluções baseadas no marketing estão cada vez mais se mostrando menos eficientes na prática, ou seja, não basta ser bonito, moderno, etc. e tals... tem de funcionar na prática. E bem.
Penso que talvez não tenhamos percebido essas coisas a tempo e que talvez em uns 10 anos, sofreremos um verdadeiro colapso nos sistemas de informação se nada for feito e quem tiver consciência disso hoje, pode se dar bem amanhã.
Quem sabe?

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Prosseguindo com a minha série de previsões apocalípticas...
Esses governos "responsáveis" e "honestos" aos quais nos submetemos querem nos enfiar chips de tudo quanto é jeito para monitorar nossas vidas e roubar de nós um dos poucos direitos que nos restam: privacidade.
Agora o Governo do Brasil quer OBRIGAR os motoristas a usar chips colados nos para-brisas dos veículos.
Sinceramente, qualquer um que OBRIGA alguém a qualquer coisa não tem o direito de falar em democracia, palavra que os políticos adoram usar em suas campanhas.
Aliás, falando em campanhas, um bom exemplo, pode ser coisa pequena (tipo um Land Rover... Caso algum desses políticos queiram me dar um desses de presente...) Bom, sempre digo que os exemplos partem de cima, ou seja, dos nossos superiores em poder... Quando somos crianças, buscamos nossos pais como exemplos. Já quando crescemos... Bom, nem precisa dizer, né?
Como todo brasileiro já está pra lá de acostumado com essas histórias de escândalos na política que nunca acabam em nada é de se imaginar o porquê de o brasileiro ter a má fama internacional que tem com relação à confiabilidade.
Mas voltando ao assunto... com que moral o Governo do Brasil faz campanhas publicitárias nos dizendo como devemos nos comportar e ainda por cima nos OBRIGAR a alguma coisa?
Já não fazemos a nossa parte como cidadãos, trabalhadores e PAGADORES DE IMPOSTOS (um monte deles... a maior taxa tributária do planeta, diga-se de passagem)?
Não sei pra que tanto estardalhaço com relação à tal "crise" de que falam tanto. "Crise", inclusive que não me surpreende nem um pouco.
Aliás, se você observar cuidadosamente os números da economia, perceberá que ela nunca esteve tão bem (enquanto o Governo não governa porra nenhuma atolado na própria sujeira).
A conclusão que eu chego disso, é que não precisamos de um Governo para nos consumir através de impostos, taxas e tarifas que JAMAIS voltam efetivamente para nós, contribuintes. Se voltassem com juros e correção monetária, o mínimo que cada brasileiro ganharia seria um Land Rover e estradas com acostamento em tapete persa.
Agora falando em nível internacional... se não bastassem os problemas que já temos com o Governo do Brasil, é estranho como se fala tão pouco no terrorismo em nível mundial que os EUA têm promovido com sua expansão militar pelo mundo, plantando bases militares para rastreamento de comunicações eletrônicas, construindo escolas com as quais certamente implantarão idéias contra seus inimigos (ou países que pretendem invadir) exatamente como os nazistas fizeram durante o seu Reich e bradando aos quatro cantos que são os mocinhos bonzinhos e que o resto do mundo todo é mau... Ridículo! Porque não assumem logo que estão desesperados para se manter no poder, caramba!?
Poder é controle e ponto final. Seja político, estratégico, econômico, cultural... não importa.
Todos os impérios que tentaram controlar tudo isso de uma só vez, falharam, sucumbiram e dizimaram antes, populações inteiras.
E por falar em dizimar populações inteiras, não é preciso ser muito inteligente para perceber que o Brasil é meio que "quintal" dos EUA, pois nosso "governo fantoche" já é controlado por eles desde que nos emprestaram (junto com os ingleses), o dinheiro com o qual compramos de Portugal o nosso título de "país independente".
Agora juntemos as peças... bases americanas cercando o Brasil, séries de escândalos do governo vindo a público, países vizinhos sendo "manipulados" culturalmente... só falta desarmarem a população para que a desordem se inicie em larga escala, se apresentando como um "motivo internacional" para "intervenção" (leia-se: "invasão militar estrangeira").
Convém lembrar que praticamente em todos os lugares onde a população foi desarmada, os índices de violência aumentaram dramaticamente, quando a população indefesa não foi perseguida e dizimada ou por invasões estrangeiras, ou pelas próprias forças armadas que deveriam protege-la, em nome de alguma "revolução".
Me pergunto se os chineses e japoneses não estariam esperando os EUA dominarem todo o mundo ocidental para tomarem os EUA... afinal de contas, nenhum império dura para sempre.

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Como será o futuro?
Você pára para pensar nisso de vez em quando?
Pois bem... prepare-se, pois o que vou escrever aqui hoje pode até parecer bobagem, portanto, imprima isso, copie para lugares seguros, mostre a seus amigos.
Não tenho medo de arriscar me passar por "paranóico", por "bobo", ou de ser ridicularizado por esse texto e é exatamente por isso que peço para que você o imprima e guarde para ler no futuro e ver que tenho razão.
Quando se fala em "teoria da conspiração", a primeira coisa que vem à cabeça da grande maioria das pessoas é que "essas coisas não existem", que "é uma grande bobagem"... mas pense bem nas seguintes perguntas: Quantas operadoras de cartões de crédito existem no mundo? Quantos fabricantes de microprocessadores? Você consegue viver sem o seu CIC e seu RG? Por quanto tempo? A Lei e a Justiça são mesmo iguais para todo mundo? Você já ouviu falar em "Nova Ordem Mundial*"? E em "chip sub-cutâneo"?
Pois bem... E se eu te dissesse que num futuro próximo, seu CIC, RG, seus cartões de banco além de diversos outros documentos e papéis, serão substituídos por um único chip implantado sob a pele? Não seria ótimo você se livrar de todos esses documentos?
Imagine: se apresentar em qualquer banco, loja, entidade pública ou privada sem carregar documento algum e poder comprar e vender sem precisar de recibos ou de papéis, ser identificado sem ter de apresentar documentação alguma, ser socorrido em caso de emergência já se sabendo seu tipo sangüíneo, suas alergias... e se fosse seqüestrado, poderia ser localizado quase que instantaneamente através de uma rede de satélites... seria maravilhoso, não?
Mas isso tem um preço.
A imensa maioria desses documentos foram impostos pelo Estado, pelo Governo... é CIC, RG, RA, Cartão do cidadão, cartão isso, cartão aquilo, certidão de casamento, certidão de nascimento, certificado de alistamento, escritura de imóvel, papel para isso, papel para aquilo...
Quem controla o dinheiro também é o Estado, o Governo... mesmo através de entidades particulares "parceiras".
Esse mesmo Governo, também controla direta ou indiretamente TODOS os meios de comunicação de massa, capazes de possibilitar a "reversão de atitudes, mudança de comportamento, memorização de marca, slogans, etc." (trecho extraído da "Tabela de Preços da Rede Globo, de outubro de 1998 a março de 1999", página 35, que fala sobre novelas e shows).
Recentemente, através da própria Rede Globo, na novela "América", falou-se do tal chip, que no meio tecnológico já não é novidade alguma a muito tempo. Aliás, é bastante comum criadores de gado, avestruzes e outros animais usarem de tal aparato para controle de seus rebanhos).
Parece-me bastante óbvio que com apresentações dessa forma, ainda que numa ficção, preparam a grande massa para isso como algo "perfeitamente normal", apresentando apenas as maravilhas, mas não se falando sobre o lado ruim disso.
Com os tão falados atentados de 11 de setembro de 2001 (em que certos dados parecem-me muito mal contados, diga-se de passagem), surgiu a "guerra contra o terrorismo", promovida exatamente pelo mesmo governo que promove confusões de ordem religiosa e social em outros países, que esparrama suas bases militares pelo mundo invadindo países indiscriminadamente sem justificativa alguma além de documentos forjados não por "cismarem" que esse ou aquele país podem ser como dizem "uma ameaça à paz mundial" e sim para poder tomar conta de fatores estratégicos como água, energia e comunicação em nível mundial... que diz promover a "liberdade" e a "democracia" e passa com toda a sa arrogância por cima da ONU num monumental exemplo de desrespeito à paz e à ordem mundial, numa trajetória de ditadura de sua própria "Nova Ordem Mundial*".
Quer saber como será o futuro?
Você usará o tal chip. Não poderá viver sem ele, quer queira, quer não queira. Não terá escolha, pois todo mundo será obrigado a usa-lo... você, seus filhos, sua família, amigos, irmãos, colegas... todo mundo.
Você será localizado(a) onde quer que esteja e poderá ser assassinado(a) se o "sistema de governo" assim desejar, por pessoas que como você, não terão mais direito algum de expressão, de formular idéias, de criar, de inventar coisas novas, de inovar, de enfim, ser um indivíduo.
Você será apenas mais um número entre bilhões, com toda a sua vida controlada em nível de pensamento para satisfazer a "uma dúzia" de novos "führers", novos "faraós", novos "reis", novos "papas", novos "imperadores" anônimos... senhores supremos que se apresentarão como o "Grande Irmão"... sempre aparentemente tão zeloso e preocupado com cada um de nós.
Democracia?
Liberdade?
Se daqui a uns 40 anos você ainda tiver esse texto escondido em algum lugar e puder le-lo e ver que eu tenho razão, de nada ele adiantará, pois provavelmente serão bem poucas as pessoas que saberão ler e principalmente entender.
E daqui a 80 anos, talvez nem saibam como começou a tal "guerra contra o terrorismo".
Você se lembra de como começou a Primeira Guerra Mundial por exemplo? Tem certeza absoluta de como foi? Será que contaram a História da forma como realmente aconteceu?
Pois bem... o biochip existe... o último modelo para uso humano de que tive notícia se chama BT952000, mede 7mm de comprimento e 0,75mm. Funciona com uma bateria de lítio recarregada automaticamente através da transformação do calor do corpo em energia elétrica. (Há incontáveis artigos na internet sobre esse chip, escritos por seguidores e representantes de vários grupos religiosos que se baseiam na Bíblia Sagrada. Como são muitos e aparentemente concordantes sobre esse assunto, deixo apenas um link aqui sobre o assunto, de uma escola de teologia.)
E como já escrevi antes, não tenho como mudar o mundo, infelizmente. Você tem?

Aos religiosos, só um lembrete:

"A segunda Besta faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam uma marca na mão direita ou na fronte. E ninguém pode comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta, ou o número de seu nome."
(Apocalipse 13:16-17, editora Paulus, Edição Pastoral)

* Esse link é de um site chamado "The Black Vault" que se propõe a colecionar e arquivar documentos militares e governamentais e torna-los públicos. O autor e fundador do site vive recebendo visitas da CIA, FBI, NSA...

sábado, 30 de julho de 2005

Eu já disse que eu não queria escrever sobre CPI, mensalão, essas coisas, mas já que sei que todo mundo quer saber a minha opinião sobre isso, aqui vai. (Mas já vai um aviso: estou de mau humor, hoje... me aguentem!)
Uma vez um grande amigo meu disse uma frase que achei extremamente sábia: "Quanto mais tempo a justiça demora, menos justiça se faz."
Nem precisa dizer que concordo com isso em gênero, número e grau.
A bem da verdade, não há justiça no Brasil. Há sim, punições absurdas para pequenos delitos e um protecionismo igualmente absurdo para grandes "crimes de colarinho branco".
Não é preciso muito para perceber que os papéis estão invertidos e que o cidadão de bem é sempre o grande lesado, uma vez que muito "democraticamente" se vê FORÇADO a pagar todos os cento e sei lá quantos impostos, taxas e tarifas para ver o resultado honroso de seus esforços nas vergonhosas cuecas de quem deveria representa-lo, defender seus interesses, enfim...
Como o país todo (se é que algum dia isso foi de fato um país) só fala em CPI, vamos conceituar umas coisas aqui.
Primeiro, CPI tecnicamente não é nenhum julgamento e sim uma espécie de reunião entre os parlamentares para lavar a roupa suja para depois sim, enviar os responsáveis (ou os bodes espiatórios, como preferir) à "justiça" devidamente nomeada e preparada por eles mesmos de um jeito ou de outro, embora ninguém nunca saiba exatamente como.
Segundo, CPI não é nenhum palanque, embora hajam parlamentares que insistam em ver dessa forma. Normal... Ninguém lá percebe mesmo que perguntas repetidas, acusações desnecessárias assim como protecionismo pretencioso "não dão Ibope". Aliás, o povo do Brasil já deve estar se perguntando se alguém nessas CPIs consegue mesmo perceber alguma coisa.
Pessoalmente, eu preferiria resolver essas coisas de forma bastante simples, afinal de contas a lei não deveria ser igual para todo mundo?
Em primeiro lugar nem deveria haver CPI coisa alguma... Eles são nossos empregados, oficialmente pagos com o nosso dinheiro certo? Justa causa neles! RUA! Antes de qualquer coisa!
Em segundo lugar, furto é julgado pela justiça comum certo? Desvio de dinheiro público pra mim é furto! Sinceramente, não vejo diferença alguma entre o político corrupto e o trombadinha, exceto pelo tamanho do crime que deveria ser punido proporcionalmente, mas ao invés disso, é protegido por lei.
Agora analisemos as CPIs... geralmente começam a se reunir alguns dias após a detecção das irregularidades... nesse meio-tempo, pode-se muito bem apagar rastros, destruir provas, queimar arquivos... Depois começam os intermináveis interrogatórios que mais parecem discursos de campanha... enquanto os envolvidos secretamente ficam jogando as "batatas quentes" uns para os outros até que estas se esfriem ou que sejam devidamente dissimuladas. Algumas até aparecem nesse meio-tempo, mas acaba virando purê no final das contas.
O resultado final geralmente termina com um bode espiatório julgado por juízes comprados com purê de batata e que depois acaba em alguma "prisão domiciliar" que acaba funcionando como um asilo de luxo, com mordomias, policiamento 24horas...
Olha... quer saber? Nem perco o meu tempo indo atrás de notícias relacionadas a essas coisas que já sei como terminam.
Prefiro voltar meus olhos para coisas mais preocupantes, como a instalação de uma base terrorista no paraguai por parte dos EUA, que querem tomar posse do Aquífero Guarani. Talvez explodam Itaipú numa dessas, afinal de contas, todo mundo está careca de saber que quando se quer invadir um território, você corta primeiro a água e a energia elétrica desse território... a comunicação também (que aliás, já é deles, de certa forma).
Isso está nos livros de estratégia! Qualquer bom estrategista militar sabe disso: corta-se energia, água e comunicação antes de qualquer invasão.
Aliás, o termo que o governo dos EUA prefere usar é "libertação", assim como a China já usou esse termo para invadir o Tibet (veja também o filme "Sete Anos no Tibet") e os EUA, muito "democraticamente" invadiu o Iraque com provas forjadas, passando por cima da ONU na cara dura (veja também o filme "Farenheit 11/9").
Sinceramente, eu não sei como os outros países da OTAN ainda não se encheram desses caras e continuam defendendo o território deles que aliás, só está sendo defendido pela OTAN, enquanto Bush brinca de xerife espalhando suas forças militares pelo mundo numa desesperada tentativa de impôr algum valor a uma nação endividada com uma moeda sem lastro em franca decadência e com moral internacional em baixa.
De certa forma sinto falta dos tempos da Guerra Fria... ao menos tínhamos a certeza de que se estourasse alguma guerra mundial, seríamos simplesmente vaporizados do mapa ao invés de escravizados por algum regime "democrático" de algum país que se acha alguma "raça superior"... isso não parece familiar?
Quer saber? O mundo que se exploda! Eu tô na minha! Só quero beber o meu vinhozinho aqui, em paz...
Foda-se! Não vou conseguir mudar o mundo mesmo!

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Acho que vou falar de mim hoje. Afinal, o objetivo desse blog é mostrar a ignorância da humanidade, inclusive a minha, não é?
Não pretendo repetir aqui as coisas que já estão escritas lá no meu outro site, o sempre abandonado "Picolo's Online", que carece de um update a muito tempo, mas não ligo mais para isso.
Aliás, não ligo mais para um monte de coisas que antes eram importantes para mim.
Uns dizem que eu peguei todos os meus grandes talentos e enterrei numa cova bem funda, outros, ao lerem os textos desse blog, podem me achar muito "'aspero" em minhas críticas aos caminhos atuais que a humanidade está tomando na atualidade e que certamente terão suas conseqüências no futuro.
Quem me conhece, sabe que eu não sou nenhum "revolucionário", ou coisa parecida e muito menos agressivo como pessoa, embora às vezes temos de ser fortes em nossas convicções se quisermos fazer alguma diferença. E esse é aí que mora o meu grande mal.
Já houve época em que eu acreditava que podia fazer alguma diferença; que se eu trabalhasse bastante poderia ter uma vida melhor; que se eu amasse muito alguém seria o bastante para podermos ficar juntos pelo resto de nossas vidas; que se eu fizesse coisas que ninguém mais fazia, essas coisas teriam mais valor que as coisas comuns e que se eu estudasse coisas que ninguém procurasse entender, eu teria o conhecimento ao meu favor.
Já houve época em que eu acreditava no futuro, na vida, nas pessoas, nas religiões que pratiquei... já houve época em que eu acreditava em Deus!
Hoje, tenho muita dificuldade em acreditar em qualquer coisa.
Todos os grandes projetos dos quais participei (e olha que já me meti em projetos realmente grandes), foram por água abaixo.
Tudo o que ajudei a construir, acabei perdendo, de um jeito ou de outro, feito a "casa popular" que os meus pais compraram e eu ajudei quando criança a transforma-la numa casa espaçosa, bonita e confortável, carregando blocos de concreto um a um, envernizando caibros, parafusando caixas de força... Hoje olho para a calosidade no meu polegar esquerdo, resultado daqueles trabalhos e me lembro de que tivemos de vender a casa para pagar uma dívida do irmão do meu pai e é por isso que eu jamais compro nada a prestação e não ligo quando me dizem que nunca vou ter nada na vida se não fizer dívidas.
Posso não ter muitas posses, mas tenho o orgulho de não dever nada a ninguém.
É um dos poucos orgulhos que tenho na vida.
Pode não ser lá grande coisa, mas para mim, tem muito valor.
Tenho muito orgulho das coisas que sei fazer bem feito, mas já não me importo com o quanto significam para o mundo.
Sei que já treinei algumas pessoas que estão fazendo sucesso e me orgulho disso e que nem de longe sou pago de acordo com o que vale o meu trabalho, mas não tenho mais ânimo para tentar coisas novas. Na verdade, freqüentemente me vejo como um imenso fracasso, mas se me serve de consolo, sei que não sou o único no mundo a se sentir assim.
Às vezes penso que minha missão na Terra é apenas observar, já que não consigo mesmo mudar o meu destino, o meu karma, a minha sina...
Há pessoas que afirmam que eu mudei muita coisa, mas na verdade não fui eu. O que fiz, foi só mostrar o caminho a quem tinha forças para caminhar.
Aliás, muito mais força do que tenho.
Uma vez, uma garota me puxou da cadeira para que eu dançasse com ela, porque eu me sentia como estou me sentindo hoje: insignificante diante da imensa massa de ignorância que esse mundo se tornou.
Aquele gesto, me trouxe esperanças... e mesmo essas esperanças, já se foram.
Vivo os meus dias como um observador solitário.
Deixo minhas impressões aqui nesse blog para quem quiser ler e não ligo se as pessoas têm algum interesse nisso ou não.
Não sei como se lembrarão de mim depois que o meu dia chegar... mas até lá, vou observando... fazendo a minha parte como conselheiro, confessor, amigo... é só o que eu sei fazer que parece ter algum valor real nesse mundo.
Minha formação sempre foi muito rígida no sentido de disciplina, de caráter, de ter sempre certeza das coisas... Não posso mudar o que sou, nem fazer com que o mundo à minha volta seja assim.
Por isso sou revoltado, frustrado... Puxa! Que velho chato estou me tornando!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Estou ficando irritado com a imensa enxurrada de quinquilharias digitais que a indústria não para de lançar ou de relançar como se fosse coisa nova.
O pior é que muitos desses "gadgets" não passam de brinquedinhos que só servirão para alimentar o stress nosso de cada dia com a eternizada busca de drivers pela internet que nem sempre existem para as plataformas que o usuário usa, nem compatível com a versão do sistema operacional, bem como o desespero por cabos e adaptadores para plugar a "árvore de natal" de forma que ela funcione sem que nenhum chipset conflite com outro.
Fazer toda essa tralha funcionar está se tornando um desafio cada dia maior enquanto a indústria cria necessidades muito mais psicológicas do que reais e as pessoas tendem a buscarem as novidades mais por medo subconsciente de exclusão social do que por real necessidade.
Você consegue enumerar quantos modelos novos de tocadores de MP3, de PDAs e câmeras digitais surgiram nos últimos 2 anos? E desses, quantos foram apenas "redesenhados" para se parecerem com versões "aprimoradas" do mesmo produto? (OK! Algumas dessas quinquilharias tiveram real aprimoramento, como mais memória, ou mais velocidade, mas... não tenho percebido melhoras tão significativas de um modo geral.)
Pra piorar as coisas, os telefones celulares estão cada dia mais parecidos com canivetes suíços digitais, substituindo PDAs, câmeras digitais (embora com resolução e qualidade ótica sofrível) e tocadores de MP3, fazendo com que um gadget substitua 3... e estão evoluindo rápido! A Próxima geração de celulares vem aí... com câmeras de 7 megapixels e 10GB de memória... diga-se de passagem, mais memória que muito PDA "poderoso" por aí...
Aparentemente só os computadores não estão seguindo o mesmo ritmo de evolução: continuamos rodando o lastimável Windows porque a grande maioria dos fabricantes dessa tranqueirada toda não faz drivers nem software para outras plataformas mais sólidas como o MacOS X, ou mesmo para sistemas operacionais gratuitos como as centenas de "distribuições linuxóides" por aí... aliás, tá aí o principal motivo desse tipo de sistema ficar "preso" apenas a servidores, roteadores e quando muito a sistemas para escritório... uma pena.
O usuário comum quer simplicidade (mesmo porque a grande maioria vê na operação de um mouse um dos maiores desafios ao intelecto humano, mas quer ter e usar tudo o que a mais moderna tecnologia tem a oferecer... sem ler manual algum. Aliás, sem ler coisa alguma).
Não bastassem as pragas digitais modernas (vírus, spyware, adware, "usuare"), ainda temos de lidar com os bugs de aparelhos que já nascem mortos, ou com uma vida útil muitíssimo curta, graças à imensa corrida para ter-se sempre o "mais novo"... o quê mesmo?
A meu ver, quem realmente sai ganhando com tudo isso são os fabricantes (cada dia mais omissos de responsabilidade sobre o que "despejam" no mercado), a mídia que fatura promovendo tudo isso e só. O consumidor mesmo, obtém pouco benefício, ficando mais "enrolado" em baixar drivers e softwares mais recentes ou procurar adaptar seus "gadgets" ao seu atual sistema.
Se de uma hora para outra nosso consumidor hipotético conseguisse trocar tudo o que já tem por tudo o que há de mais moderno, certamente não conseguiria integrar tudo ou no mínimo, perderia muito tempo de sua vida para conseguir... tempo suficiente para descobrir que tudo o que adquiriu tornou-se obsoleto.
E foi-se tempo, e foi-se dinheiro, e foram-se momentos preciosos de sua vida... para quê? Será que compensa?

sábado, 25 de junho de 2005

Aí... Se você espera que eu perca o meu tempo escrevendo sobre Mensalão, CPI, corrupção no Governo, etc. só porque tá na mídia a ponta do iceberg que TODO BRASILEIRO sabe que existe e caga nas calças admitir principalmente porque TODO BRASILEIRO sabe que essas coisas sempre "acabam em pizza" até porque os responsáveis pela corrupção são os responsáveis diretos ou indiretos por TODO o sistema legislativo dessa colônia de exploração internacional que se finge de país e até assume com o pomposo slogan "Um País de Todos", vai tirando o seu cavalinho da chuva.
Prefiro falar de outras coisas hoje, até porque a mídia já está se ocupando desse assunto... Se você quiser ler sobre isso, vai visitar o site dos Terráqueos, do Universo Offline (a menos que você pague) ou do Bobo.com.
Hoje, eu resolvi mudar um pouco o "esquema" e falar decoisas absolutamente sem explicação na vida cotidiana... Pequenas coisas que a gente nunca pára para pensar a respeito, até porque não tem a mínima lógica perder tempo com isso, afinal... pra que gastar fosfato à toa? (Pra arrumar assunto para um blog, claro! Só um blogueiro nerd até a última hemácia para perder seu tempo escrevendo sobre isso.)
Alguém aí já reparou por exemplo que meninas bonitas só aparecem na rua quando você está dirigindo atrasado para o serviço? E a estranha propriedade desse tipo demomento de elas desaparecerem de seu campo de visão quase que instantaneamente? Já notou?
E quando tem duas meninas passeando na rua... uma delas linda de morrer que imediatamente chama a sua atenção e outra que mais parece o Godzilla, a bonita sempre acaba saindo do seu campo de visão misteriosamente?
Cara! É incrível como sempre aparece um poste, um orelhão, uma árvore, um arbusto, um ônibus, ou o que é pior: o Godzilla... sempre na frente, tampando a visão.
Eu não sei se as garotas têm esse tipo de sensação de vez em quando com relação aos rapazes, nem sei se é encanação minha, mas... Gente! É impressão minha ou o Universo parece conspirar para que eu não olhe para essas beldades na rua?
Olha... não me entendam mal... Não sou de mexer com as meninas na rua, nem de ficar reparando... aliás, tenho fama de discreto e gosto de ser assim. Mas é impossível negar que gosto de olhar para elas... É gostoso, alegra o momento... mas caramba! Lei de Murphy nisso também não, né?
E o pior é que estou tendo a péssima impressão de que os "Godzillas" estão se multiplicando nessa droga de metrópole de comportamento provinciano metido a besta... aliás, falando exotericamente, essa cidade é puro desequilíbrio harmônico e é esse o assunto do qual pretendo falar hoje.
Qualquer bom especialista sério em algumas daquelas medicinas tradicionais asiáticas, diria algo desse tipo, assim como povos que para nós, podem parecer primitivos, embora carreguem consigo um conhecimento ancestral muito além da nossa compreenção "urbanóide".
Certa vez, levaram uns pagés a São Paulo que ao se depararem com o rio Tietê, choraram, apontando para o rio e dizendo: "isso é morte".
Conversando com um amigo meu esses dias, ele me contou de um livro japonês de acabamento gráfico absolutamente impecável sobre água.
Disse-me ele, que viu fotos feitas com microscópio eletrônico, da água de várias amostras diferentes de água obtidas em vários lugares e em condições adversas e que uma comparação chamou muito a atenção dele: a mesma água, mas distribuída em recipientes separados... um deles submetido a música clássica tranqüila e outro a gravações de sons agressivos, como gente gritando, palavras chulas, acidentes, explosões, sons de armas, etc.
A amostra do primeiro recipiente apresentou as moléculas da água distribuídas harmonicamente, enquanto a amostra do segundo recipiente, uma ordem completamente desconexa.
Como a maior parte do nosso organismo é formada de água, é de se imaginar os efeitos disso.
Efeitos aliás, que têm sido estudados pelos povos asiáticos a milênios, mas que aqui no ocidente ainda é novidade... ou o que é pior: apresentados como mais uma "bandeira capitalista" para vender algum "aparelho polarizador" de algum tipo ou serviços e tratamentos de saúde "baseados no reequilíbrio energético"... blá-blá-blá...
Aos capitalistas: eu não brincaria com esse tipo de coisa assim. E mesmo que hajam provas científicas quanto a eficácia de certos aparelhos, desconhece-se os efeitos posteriores ou colaterais dos mesmos...
Tenho observado que os japoneses, são muito preocupados com a saúde. Tenho impressão de que bem mais do que a maioria dos outros povos asiáticos... talvez pelas altas taxas de mortalidade por câncer... sei lá. Mas são os que mais oferecem esse tipo de produto.
Um perfeito contraste com Índia e China central, que apelam muito mais para práticas medicinais extremamente antigas...
Sabe... penso que se às vezes você sente crises emocionais aparentemente sem motivo, talvez possa ser um dos efeitos do mundo desequilibrado à nossa volta.
Afinal de contas, a maior parte do cérebro é água. A que tipo de equilíbrio você tem submetido a sua água?

sábado, 18 de junho de 2005

Hoje vamos falar de mídia e sociedade.

Caso 1 - Camisinha:
A cada ano que passa, aumenta o número de meninas que engravidam antes dos 18 anos, bem como o número de homens que se infectam com alguma doença venérea (embora só se fale sobre a AIDS na mídia).
Falta de informação? Não. A mídia está aí, divulgando o uso da camisinha para quem quiser ver. Aí surge a grande pergunta: Por quê essas campanhas não funcionam como se espera?
Bom... A resposta pode ser mais simples do que se imagina. (Por que será que as pessoas têm tendência de ter medo de falar a verdade sobre as coisas?)
O fato é que camisinha é broxante. E ninguém fala isso em campanha publicitária
O clássico papo de comparar o ato com camisinha a chupar bala com papel é só a ponta do iceberg.
Na hora do "wholla lotta shakin' goin' on", pouca gente lembra da camisinha e se lembra, surge a pausa para pensar e aí, o sangue volta para o cérebro para oxigena-lo... enfim. Não inventaram nada mais broxante.
Camisinha é que nem guarda-chuva: não funciona tão bem quanto se espera, mas não inventaram nada mais eficiente. (Exatamente como o funcionamento das campanhas para promove-las.)

Caso 2 - Campanhas publicitárias do governo:
Alguém acredita no governo? Sim. Mais por esperanças do que por lógica, é verdade. É como religião... ou você acredita e morre por ela, ou a observa friamente e pode até aprender alguma coisa.
E uma coisa que se aprende observando as religiões, é que elas são como drogas... se as pessoas recebem doses maciças, ficam dependentes e facilmente controláveis.
Pessoas com boa oxigenação cerebral de repente podem fazer observações e relaciona-las a fatos antigos, distantes.
Sabe... nunca vi tanta campanha publicitária do governo como nos últimos anos... e a dose está aumentando a cada dia.
Já está se assemelhando muito a um outro governo muito antigo... o governo nazista. Famoso pelas inflamadas campanhas de marketing... muitas técnicas modernas de persuasão publicitária nasceram durante o período nazista.

Caso 3 - Democracia:
É engraçado como algumas palavras se tornam chavões não correspondendo exatamente à realidade dos fatos.
Palavras como "democracia" e "liberdade" são as mais empregadas no marketing de governos autoritários e imperialistas.
Fica mais fácil vender a idéia de usar um par de algemas quando se diz que isso irá liberta-lo(a).
É só ter fé e deixar as coisas rolarem... sem camisinha mesmo.

Caso 4 - Ignorância e omissão:
Ser ignorante é fácil... a única exigência é: não pensar.
Basta passar a vida discutindo futebol (se for homem) ou novela (se for mulher), e encher a cara em todas as baladas que puder ir.
No entanto, isso é uma opção. Existem outras.
A minha é ficar aqui, escrevendo este blog. E hoje eu não sei o que escrever.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

E o "Dia dos Namorados" vem aí... mais uma data inventada pelo comércio pra vender por apelo emocional... e pra variar... Alguns amigos tendem a me dizer que preciso arrumar uma namorada, etc. e tals...
Não sei se preciso. Tenho minhas dúvidas.
Cobranças sociais à parte, estou satisfeito com as minhas experiências relacionadas a amor, sexo, companheirismo, etc.
Já tive três namoradas incríveis, entre elas a melhor namorada que um homem poderia ter tido.
Já arranjei encrencas... Bom, na verdade, as encrencas é que vêm na minha direção e eu, como tenho coração mole já sofri muito com isso e concluí que é hora de dar um basta.
Já me arrependi de muita coisa e quebrei muitos dos meus próprios princípios... alguns de forma irremediável.
Já tomei prejuízos muito além do material, do psicológico, do espiritual...
Não posso dizer que não vivi experiências nesse sentido. Experimentei bem... da alegria, do prazer, da tristeza e da solidão.
Dia dos Namorados? Não... muito obrigado. Não sei se nasci para essas coisas.
As conseqüências dos relacionamentos na minha vida sempre foram as mais desastrosas possíveis.
Recentemente, em meio à saudade de alguns bons momentos do que considero o melhor dos meus relacionamentos (pelo menos o que funcionou melhor por mais tempo), reabilitei uma velha conta de e-mail que a minha namorada usava para se comunicar comigo... assim, do nada, ainda que ninguém use a tal conta... com o mesmo username, a mesma senha... Francamente, não espero receber nenhuma mensagem proveniente dessa conta de e-mail e sei que pode parecer bobagem da minha parte, mas essa bobagem inexplicavelmente me ajudou a me sentir melhor.
Aliás, nessas coisas... acho que só existe o inexplicável mesmo. E inexplicavelmente, tudo deu errado.
Incrível, não? Mas é a mais pura verdade.
E é por isso que não espero que de uma hora para outra as coisas comecem inexplicavelmente a dar certo.
Para que esperar se nada dá certo mesmo?
Esperança e vida são duas palavras sem sentido para mim... e parecem se fundir numa mesma coisa.
Infelizmente, eu não sei como fazer para essas coisas funcionarem e invejo os que conseguem.
Aliás, não invejo não.
Torço para que consigam que sempre funcionem e que saibam aproveitar bem, pois raramente, muito raramente, dois pontos no universo se encontram em perfeito equilíbrio e harmonia.
Não estou falando se sexo, de paixão, de carinho, de atenção.
Estou falando de milagres aqui.
De momentos em que nada mais importa, nem mesmo o tempo ou o espaço.
Aceitem um conselho por experiência própria: aproveitem esses momentos. Serão a única coisa de real valor em suas vidas... mesmo que não as viva mais.
Quanto à história do comércio e os presentes... ora... que se dane!

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Ao contrário do que diz qualquer dicionário, o termo "democracia" para qualquer governo significa "eu mando e você obedece".
O governo dos EUA adora rechear seus discursos com esse termo. E muito provavelmente eles venham a dominar o mundo com isso.
Como se não bastasse pisar sobre o cadáver da ONU pra bombardear o Iraque e roubar o controle sobre o petróleo além de encher de dinheiro o rabo da família Bin Laden que indiretamente é o maior fornecedor de armas do governo dos EUA, que agora quer "monitorar" os países da América Central e América do Sul com o apoio da OEA.
Olha... francamente, eu não tenho nada a ver com isso, mas falar um pouco de verdade é bom:
Não vai demorar muito para que gente com o mínimo de intelecto seja perseguida e executada como nos tempos das inquisições.
Depois de tudo o que já escrevi nesse blog, periga até eu mesmo acabar sendo perseguido sem ter nada a ver com a história... basta algum "figurão" metido a "Senador Palpatine" lá, seja na Casa Branca, na Suíça ou no Vaticano cismar que gente como eu pode ser uma ameaça por perceber os movimentos desse jogo de xadrez e simplesmente registrar suas opiniões e observações pessoais (como faço aqui no meu blog), que posso me declarar morto... feito algum Cavaleiro Jedi depois da "ordem 66". (Se você não entendeu nada, você não viu Star Wars-Episódio 3.)
Cara... a única coisa que eu faço na vida é tentar sobreviver em meio a esse regime corrupto, cínico e cara-de-pau.
Eu tenho evitado ler jornais e ver telejornais por causa disso: fico muito "puto" da vida! Certas notícias me fazem lembrar sempre de que apesar dos meus esforços para ser alguém navida, eu não passo de mais uma gota de óleo na "máquina do Estado".
Aí eu fico pensando... se acabarem com os nerds... o que seria desses governos tão "brilhantes"?
Pra começo de conversa, sem os nerds, nenhum computador no mundo funcionaria por muito tempo. Assim sendo, os milhões da corrupção ficariam sem controle e aí, ao invés de certos políticos encherem o rabo de dinheiro da "comissão" por venda de armas, por exemplo, encheriam o rabo com... bom, deixa pra lá!
Talvez uma parte da população gradativamente já esteja tendo suas mentes "lavadas" para terem uma certa aversão aos nerds, se comportando irritadas com sua mera presença.
Quer saber? Eu tenho coisas mais interessantes para pensar do que estudar os mecanismos que geram esse comportamento.
Coisas como... algum jeito de conseguir sobreviver com tanto imposto para pagar (torcendo para que não inventem mais impostos ou aumentem de novo as tarifas dos já existentes), ou como conseguir mais dinheiro para pagar as minhas contas.
Pena eu não ter como me exilar em outro planeta!
Talvez fosse legal ensinar os ETs sobre como são os pensamentos humanos... difícil vai ser explicar por que tem tanta gente se comportando tão "igualzinho".

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Dormir é gostoso... a gente se sente seguro(a), relaxado(a), protegido com sonhos de um mundo cada dia mais infernal, intolerante... intolerável...
O calor dos cobertores tranquiliza como o ventre materno e o travesseiro conforta nossas cabeças cheias de vontades, esperanças, aspirações, crenças, traumas...
O travesseiro é o nosso maior confessor... e o mais confiável, com certeza.
Já pensou se os travesseiros falassem? E se fossem fofoqueiros então? Já pensou?
Quantas lágrimas já apararam? Quantas cenas presenciaram? Quanta coisa teriam visto, ou até participado?
Até quando se fala dormindo, os travesseiros são testemunha.
Mas quem fala alto mesmo é a preguiça... numa época de friozinho gostoso então...
Ah! Como é bom ficar na cama, livre do mundo, livre do caos, da desordem, de perseguições, de burocracia, de barulho ,de stress...
Certamente a cama é o melhor remédio para tudo: quando se fica doente, não há quem não receite um bom repouso como parte do tratamento!
Não me admiro de a cama ser um símbolo... um "lugar ideal"... como um "ninho" para o encontro máximo do carinho dos casais... seja dormindo "de conchinha", abraçados, ou mesmo esgotando as energias para enfim, dormirem felizes.
Não há poltrona de cinema mais confortável e tranquilo que a cama de dormir... com um aparelho de TV por perto, claro... Um bom vídeo, uma pipoquinha... talvez falte companhia para alguns, mas quando não falta... no mínimo, é a melhor possível. (E não tem "lanterninha"!)
Se você tem um dia cansativo, busca sua cama.
Se precisa sair dela mais cedo para algum compromisso, sente falta dela.
Se não consegue segurar suas lágrimas por algum motivo, também a busca.
Para os desiludidos, frustrados e tristes, sair da cama não é uma tarefa fácil.
Do berço ao leito de morte, a cama certamente é nossa melhor companheira ao longo da vida.
Talvez um dia eu me deite para dormir... e nunca mais me levante.
Quem sabe o destino um dia me abençõe... e eu nunca mais acorde... de um sonho bom?

sexta-feira, 27 de maio de 2005

Atendendo a pedidos, vamos falar mal das meninas de Campinas (ao menos das que merecem).
No último post, andei usando um termo para me referir ao grau do relaxamento das meninas de Campinas com idade abaixo de aproximadamente 32 anos.
A comparação com o tradicional monstro japonês "Godzilla" não é ao acaso.
Das características femininas que mais agradam, a elegância, a educação, o cuidado com o próprio aspecto... eu não sei qual está sendo mais deixado de lado.
Não estou dizendo que as meninas de Campinas sejam feias, mas tornaram-se relaxadas, arrogantes, extremamente antipáticas e sem o mínimo de caráter ou personalidade.
Basta alguma personagem de novela usar algum par de calçados ridículos que no dia seguinte lá estão todas elas usando aquela coisa horrorosa nos pés e achando que estão "abafando" ou que estão "na moda", enquanto que o fabricante (que pagou muito bem para que a tal personagem usasse aquela coisa ridícula) faz a festa.
Essas "mulheres teleguiadas" podem até achar que "estão na moda" só por causa da novela, mas aposto que estilistas famosos que concordam comigo (um deles - Ronaldo Ésper - até declarou na TV a sua opinião sobre os tais tamancos de E.V.A. dos quais estou me referindo, comparando-os a "tijolos").
Outro exemplo são as calças de cintura baixa.
Gente... dane-se a "moda"! Essas calças não valorizam o quadril da mulher. Ao contrário, destacam gordurinhas que muitas vezes nem existem, mas que parecem existir, devido à cintura dessas canças sempre ficar muito apertada.
Definitivamente não é qualquer mulher que fica bem em calças desse tipo. Só as muito... mas muito magras mesmo, beirando a anorexia e ainda por cima tem de ter uma cintura ainda mais fina e convenhamos... numa cidade com cerca de um milhão de habitantes, devem haver só umas 12 ou 13 adolescentes com essas características.
Claro que esses são só alguns exemplos que considero de mau gosto. Quem quiser usar essas coisas que use! nada contra! É apenas a minha opinião pessoal. (Lembrem-se de que é um homem quem está dando essa opinião, meninas!)
Pessoalmente, acho bonito quando uma mulher sabe combinar suas roupas de modo harmônico, sem exageros ou modismos toscos. Quer ser "alternativa"? Aprenda com as "góticas"! (Que na década de 80 eram conhecidas como "dark" por causa do uso quase que exclusivo da cor preta.)
Muitas dessas "góticas" conseguem combinar seu jeito exótico com sensualidade com uma facilidade assombrosa. (Mas existem excessões.)
Deixemos as vestimentas de lado... há coisas muito mais sérias a respeito do relaxo dessa mulherada: antes de tudo, educação. E isso tá maus.
Mulher elegante, não fala alto, a menos que seja muito necessário ou esteja muito zangada... (embora algumas definitivamente não consigam se controlar na cama e... bom, deixa pra lá.)
Mulher elegante não anda feito macaco de jardim zoológico. Pode-se facilmente identificar uma mulher educada a longas distâncias simplesmente por sua forma de caminhar.
Tenho uma amiga psicóloga (especialista em sexualidade humana) que tem uma teoria interessante a respeito: imagina que essa forma de caminhar, agir e se vestir, talvez seja uma forma de atrair um similar do sexo oposto, e cá entre nós... essa molecada está cada dia mais parecendo um bando de bandidos, do que "urbanóides" adeptos do "street wear" ou "skate wear"... modismos aliás, de preços até que bem salgados.
Conheço bastante gente adepta dessas modas que correspondem claramente às características de nossos tempos atuais, portanto, não estou sendo "careta", apenas tentando observar mais um retrato do caos em que nos encontramos.
Num mundo em que cada vez mais as aparências são nosso "cartão de visita", um pouco de bom senso vai bem.
Falando nisso... deixa eu ir ver como anda meu guarda-roupa... acho que preciso "reforma-lo"...

domingo, 22 de maio de 2005

Tudo bem que Campinas tem fama de cidade de gente fresca e tudo mais... (Mas não vamos generalizar... um dos meus melhores amigos é campineiro e assim como eu, detesta o comportamento "campinóide").
Mas se tem uma coisa que eu realmente posso chamar de frescura é a maldita mania de cortar o lanche no meio.
Com excessão das megafranquias de lanchonetes, TODAS as lanchonetes de Campinas, sem exceção cortam o lanche no meio. E isso inclui lanchonetes de shopping centers, padarias e até aqueles traillers adaptados.
Se o lanche é pequeno, prensado, ou preparado num pão consistente como baguete ou pão francês, ainda é razoavelmente compreensível, mas em pão de hambúrguer??? Assim o lanche esparrama todo na primeira tentativa de pôr condimento adicional! Será que ninguém percebe isso não?
Existe uma teoria de que essa mania surgiu com dois bares muito populares de Campinas que inventaram uma "moda" o que o povo daqui chama meigamente de "boquinha de anjo", que consiste em preparar um lache na baguete, prensá-lo, corta-lo ao meio longitudinalmente, dispor as partes lado a lado e cortar de novo em pedacinhos pequenos, fazendo o lanche parecer um monte de mini-lanchinhos teoricamente "espetáveis" com palito. (Mas nem tanto... experimenta pegar um pedaço de um lanche desses no palito!)
Resumindo: lanche em Campinas não se come com as duas mãos e sim com dois dedinhos. (Agora me diz que isso não é coisa de fresco! Na minha terra isso tem um nome: vi-a-da-gem.)
Como se não bastasse, basta pedir para não cortar o lanche, certo?
Errado. Eles cortam assim mesmo, na maioria dos casos e ainda deixam metade da alface para fora do lanche.
E tem mais: Procure pedir lanches que não precisam de mais do que uma "modificação". Para exemplificar o que estou falando, se você disser algo como "Vê aí um "Super-CheeseGodzila" sem corte e sem vinagrete aí!" das duas uma: ou eles cortam, ou põem a droga do vinagrete... e se bobear, mandam o Godzilla entregar o lanche. (Geralmente mandam.)
Bom... aquele meu amigo campineiro de que falei agora a pouco está igualmente indignado lá em Sta. Catarina... lá o pepino é outro... aliás, pepino é o problema.
Todo lanche de lá tem pepino e ele odeia pepino.
Ele pede para tirar o picles do lanche e... lá vem lanche com picles... (Ao menos sem o Godzilla, espero.)
Cara... Desse jeito as "McMegafranquias" internacionais de junk-food vão continuar crescendo... aliás, nunca precisei pedir para não cortar um "McSeiLáOquê".
Tudo bem que até me considero meio grosseiro em minhas refeições... até me sinto meio "viking" de vez em quando ao comer coxas de frango segurando-as com as mãos (e olha que isso é "chique" segundo livros de etiqueta), mas que em Campinas são poucos os lugares com bom atendimento em fast-food, isso é.
Outra coisa que me deixa indignado é por que o "padrão campinóide de preparo de lanche" é o chamado "boquinha de anjo" com tanto "Godzilla" na cidade... Cara... a impressão que eu tenho é que a mulherada daqui anda cada dia mais relaxada! Tá complicado!
Mas isso já é assunto para outro post.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Hoje é aniversário do chefe... Amanhã, aniversário da minha "ex".
Falar do chefe é puxa-saquismo... o que não faz nem um pouco o meu gênero.
Falar da minha "ex"... é inconveniente.
Vou falar então do meu novo celular...
Depois de 6 anos de uso, resolvi aposentar o meu velho LGC-330W e comprei de um amigo, um Nokia 3100 com 3 meses de uso.
Estou francamente surpreso com o quanto esses aparelhos acumularam de recursos nos últimos 6 anos.
Lembro-me de que quando comprei o meu primeiro aparelho, seu grande destaque era o tamanho diminuto do mesmo, perante os "tijorola" da época...
Eu não ía comprar um aparelho, mas acabei comprando para ter comunicação em caso de emergências... Sabe como é... filho único, levando a namorada para um distrito vizinho de carro no meio da madrugada... (Olha eu, falando da minha "ex"...)
No final das contas, me acostumei com a comodidade de ter um aparelho para me comunicar com alguém (meio que à moda "Star Trek"), sempre que precisava, ou tinha excesso de créditos para gastar.
Era gostoso atender o aparelho, quase sempre no mesmo horário, e ouvir a voz da... (olha eu de novo, falando da minha "ex"...) embora nem sempre o serviço fizesse o "enlace" ("link") da comunicação lá muito rápido, de forma que ficávamos falando "alô" um para o outro por um tempo...
Hoje a tecnologia mudou... o "link" é bem mais rápido, pode-se fazer downloads, navegar pela net... embora as tarifas para esse tipo de brincadeira sejam absolutamente proibitivas (além das sacanagens das operadoras paranos roubar descaradamente), o que me fez comprar um cabo USB para o meu novo aparelho, através do qual "descarrego" um monte de coisas que baixo na net para dentro dele sem precisar pagar pelo serviço que nem sempre funciona a contento.
É incrível como num display de míseros 128x128 pixels possam ser reproduzidos versões diminutas de jogos clássicos como Arkanoid, Boulder Dash, Prince Of Persia ou Vampire Killer (que o fabricante insiste em continuar chamando de "Castlevania", com o qual esse jogo ficou mais conhecido graças à sua popularidade nos Nintendinho de 8 bits, embora tenha sido lançado quase que simultaneamente para a plataforma MSX, onde surgiu o primeiro protótipo ainda com o nome "Vampire Killer", anunciado aliás, antes da versão Nintendo).
Claro que existem aparelhos muitíssimo mais sofisticados, como os Nokia N-Gage, capazes de emular arcades, tocar MPEG3, vídeo, rário FM, etc., etc.
Os celulares são vendidos como uma comodidade, mas em alguns casos, são um iconveniente e tanto... principalmente quando você está dirigindo e te ligam... fica aquele "tamagochi" fazendo barulho e você não pode atender porque está o trânsito, ou está no meio de um sono profundo conseguido a duras penas após dias de trabalho sem descanso e algum cliente maldito te liga à 7 da manhã (isso porque você foi dormir lá pelas 4:30...5:00...) Ou pior ainda... quando você está finalmente com a sua namorada (olha eu falando da "ex" de novo...) e o chefe (agora estou falando do chefe, só pra variar...) te liga num sábado para terminar algum serviço que não pode esperar até a segunda-feira.
Alguns serviços acho bastante dispensáveis num celular... coisas como chat... Há coisa mais inútil num celular do que chat?
Para chat, há vários sites na internet... embora não espere encontrar formas de vida inteligente neles... a menos que seja por puro acaso do destino, como foi comigo a 6 anos atrás, pouco antes de comprar o meu primeiro celular, para a minha ex poder me ligar, o meu chefe poder atrapalhar alguns finais de semana em que eu podia ficar com ela e as operadoras estorquirem o dinheiro dos finais de semana perdidos.
O chefe... ainda é o mesmo. A operadora mudou (e me sacaneia mais que a outra)... a namorada... Bom... pensando bem, acho que vou voltar ao mesmo chat em que nos conhecemos... quem sabe encontro alguma forma de vida inteligente por lá???