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quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Cara! O Windows é um lixo!!! Como é que um software que se vende pomposamente como "sistema operacional" consegue "bombar" a si próprio assim, à toa, sem motivo algum?
Num dia, seu computador está absolutamente perfeito, funcionando impecavelmente bem e no outro ao liga-lo, o sistema operacional diz que parte dele mesmo está danificada... Como pode?
Ontem, eu cheguei em casa cansado, mas pronto para editar uns vídeos quando dei de cara com um computador que apresentava exatamente esse sintoma... resultado... perdi a noite toda reinstalando tudo e lá se foram os meus vídeos...
Eu até entendo que toda a complexidade dos modernos softwares os torna mais sujeitos a bugs, mas... no mínimo um mero boot no sistema, é coisa absolutamente idiota!!!
Aliás, alguém aí parou para analisar o inferno que a informática se tornou em nossas vidas ao invés de ajuda-la, como se propunha tanto na década de 80? (O DOSMASTER MSX, que eu fiz no final dadécada de 80 nunca teve esse problema... aliás, ao contrário do MSX-DOS, o DOSMASTER já estava preparado contra o bug do milênio... viu Bill?)
Fala-se muito em crackers, chamando-os erroneamente de hackers, mas eles são só a ponta do iceberg. Os maiores responsáveis pela falta de seguraça dos sistemas de informação hoje, é causada propositadamente pelos próprios fabricantes, que não só condenam práticas que eles mesmo já praticaram (e muito) no passado, como ainda por cima, faturam horrores levantando a bandeira da "segurança de informação"... Ha!
Fora os incontáveis vírus que se proliferam aos montes nos computadores pessoais mais comuns, ainda temos os spywares (que vasculham todo tipo de informação a seu respeito sem que você saiba), os adwares (que tentam te vender de tudo poluindo o seu monitor com propaganda inútil e ainda por cima consumindo preciosos bytes dos downloads dos sites que você visita, bem como processamento e memória...), os malwares (software feito para detonar o seu sistema e aporrinhar a sua vida de propósito), além dos worms (programas que se multiplicam dentro dos seus HDs consumindo processamento e espaço em disco), ainda temos de nos preocupar com a eterna mania dos grandes fabricantes de software de nos vender programas incompletos que a toda hora pedem upgrade online (e dá-lhe downloads intermináveis... como se todo mundo fosse obrigado a ter uma conexão T3+ em casa...)
Se ainda fosse um ou outro, mas TODOS os grandes fabricantes de software (e quase todos os pequenos também) usam dessa prática... Caramba!
Atualizações realmente necessárias? Nem sempre. Na grande maioria das vezes não passa de estratégia de Marketing para "vender" a idéia de que o produto "está melhor" quando na verdade, está mais lento, mais demorado para carregar, consumindo mais memória, mais espaço em disco e te enchendo de recursos absolutamente inúteis que certamente você nunca vai realmente precisar.
Enquanto os grandes fabricantes continuam tentando encher os nossos HDs de lixo, a comunidade do software livre está "correndo por fora" e aos poucos, tomando posse de certos nichos, como sistemas operacionais para servidores, roteadores e superprocessamento. O próximo passo (a muito longo prazo) é o escritório... mas a passos de tartaruga, porque os usuários desse nicho são muito viciados e têm muito pouca boa vontade para mudanças, infelizmete.
Mas não restam dúvidas de que o software livre (ou de "código aberto", como o chamamos) representa o próximo ciclo, a próxima onda revolucionária da informática. Não há como negar isso e quem não se preparar, ficará para trás.
Essa semana, após a última "bomba" do "sistema operacional" do meu computador pessoal, preparei duas partições extras no meu HD para um segundo sistema... aliás, só não migrei ainda para esse outro sistema, porque o nicho em que trabalho, ainda não está coberto pelo software livre.
O dia em que a Adobe Systems, Inc. (o segundo maior fabricante de software do mundo) portasse seus famosos e poderosíssimos softwares de produção de mídia para os sistemas abertos... começaria a "Operação Kill Bill" por aqui... eu formataria o meu HD no mesmo dia para prepara-lo para o novo sistema, sem a menor sombra de dúvida.
Quantas horas você já perdeu da sua vida só fazendo upgrades, downloads de upgrades e reinstalações de sistemas???
Francamente, a vida é muito curta para disperdiçarmos com esse lixo!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Sabe de uma coisa? Eu odeio essa época do ano!
Final de ano é um saco!
Tudo no trabalho é imprevisível... embora normalmente não haja absolutamente nada pra fazer nessa época, mas todas as festas são absolutamente previsíveis... essas coisas me fazem morrer de tédio!
Se eu for escrever sobre esse período de festas por aqui, vou acabar escrevendo praticamente as mesmas coisas que escrevi o ano passado (vide segunda-feira, 22 de dezembro de 2003). Ano aliás, que eu gostaria de esquecer.
2004 foi para mim, um ano sem grandes realizações, sem grandes mudanças, sem novos amores, ou novas paixões.
Foi um ano que veio e foi, sem nada de tão especial.
Termino 2004 como comecei 2004... talvez um pouco menos "falido", por assim dizer, mas com menos perspectivas e planos.
Apesar de ser muito conhecido e ter muitos colegas, pouca gente eu posso chamar de grandes amigos. E um dos meus grandes amigos vai tentar a vida em um lugar muito distante, de modo que o verei menos.
Em compensação, há um outro grande amigo que está para voltar para Campinas, após tentar a vida num lugar muito distante.
É estranho como o universo age... Parece tentar manter um certo equilíbrio nas coisas.
Digo... parece, apenas.
Começarei 2005 com um monte de responsabilidades e nenhum plano em especial.
2005 não promete ser muito diferente de 2004, embora eu queira crer em algum tipo de mudança.
Não é bom eu alimentar planos com esperanças. Planos assim, não saem nunca do campo dos sonhos.
Sonhar é preciso, mas no momento, só posso desejar Boas Festas aos leitores deste blog.
Sucesso e muita felicidade a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Você já sonhou coisas simplesmente deliciosas e acordou frustrado porque tudo não passou de um sonho?
Acho que todos nós já passamos por isso.
Os sonhos acontecem durante um período de sono que a ciência chama de REM (Rapid Eye Movement) e bla-bla-bla... não vamos nos prender a dados técnicos sobre isso.
Bom, para mim, os sonhos não passam de um tipo de "defragmentação" dos dados do cérebro... mais ou menos como a gente faz com os HDs de nossos computadores de tempos em tempos. Uma forma de otimização dos dados... por isso, quando uma pessoa passa muito tempo sem dormir, começa a ter problemas de concentração, a ficar "lento"... É! A natureza também precisa fazer manutenção em suas criações de vez em quando!
O problema é quando você passa a preferir os sonhos à sua vida real, porque nos sonhos, você de repente, pode vivenciar tudo o que não pode na vida real, mas também corre o risco de viver pesadelos.
É delicioso poder se lembrar de bons sonhos, como beijos apaixonados, ou algo mais íntimo... mas é horrível acordar com um pesadelo.
De qualquer forma, minha curiosidade tem me surpreendido nos últimos tempos, com uma pergunta... Por que voltei a ter sonhos após tantos anos sem conseguir me lembrar de te-los tido enquanto dormia?
Para mim isso é um total mistério.
Interpretação dos sonhos (desculpem-me freudianos), é a maior furada!
Não acredito que se possa interpretar necessidades, vontades ou as "raízes" de qualquer coisa relacionada à vida ou ao comportamento através dos sonhos.
No entanto, em várias culturas antigas e tribos indígenas, os sonhos sejam algo como "linguagem da natureza", que nos transmite mensagens à sua maneira, para que só nós mesmos, os sonhadores, possamos interpretar com nossos corações, com nossas almas e não com palavras.
Talvez esses povos estejam muito mais certos do que a ciência supõe, embora não façamos a menor idéia de quanto.
Pense bem... que tipo de sensação você sente após sonhar? Já passou o dia todo pensando num sonho que teve?
Já tentou entender o porquê de um simples sonho mexer tanto com suas emoções?
A mãe-natureza vive me surpreendendo... quem sabe que outro tipo de surpresa ela reserva?

domingo, 5 de dezembro de 2004

Até bem recentemente, o termo nerd era visto de forma pejorativa.
O primeiro registro da palavra "nerd" que se conhece, é do livro para crianças "If I Ran the Zoo", de Theodor Seuss Geisel. No livro, "nerd" referia-se a uma criatura muito estranha, muito parecida com o "grinch", também criado pelo mesmo autor.
Na verdade, creio que todo nerd tem um pouco de Grinch... Bom isso não vem ao caso agora.
O fato é que de uns tempos para cá, tenho observado uma valorização súbita dos nerds diante da sociedade. Não sei ainda se é pelo alto nível de sofisticação tecnológica que o mundo à nossa volta tem alcançado (e sem os nerds, as pessoas comuns teriam sérios problemas de manuseio dessas "traquizumbas tecno-virótico-bombásticas" a que estão submetidas quer queiram, quer não queiram), ou se é porque um dos homens mais ricos do mundo se diz nerd (na verdade, trata-se de uma vergonha para os verdadeiros nerds, que preferem trata-lo como "geek"... mas na verdade, ninguém sabe definir com precisão o que é o quê).
Não sei... só sei que de repente, nunca vi tanta gente falando de nerds... É texto na internet falando que nerd é bom de cama, é jornal inglês falando que "supernerds" vão dominar o futuro, entre outras coisas.
Bem... É verdade que os nerds carregam em suas costas, uma grande responsabilidade chamada conhecimento.
Costuma-se dizer que "conhecimento é poder"... Bom... vejamos...
Se a TV de hoje já manipula (muito além da conta) as mentes da grande massa, num futuro não muito distante, a TV digital poderá significar o ápice da alienação global.
As pessoas se sentarão em suas casas diante da TV e verão seus programas de TV "personalizados" e poderão interagir com eles, alcançando um nível de realismo nas informações que receberem, capaz de convence-las de qualquer coisa.
Atores virtuais e fatos virtuais serão comuns, assim como a imensa quantidade de notícias manipuladas que recebemos todos os dias.
E mais: poderão fazer compras com ela, se comunicarem através dela... mais ou menos como a internet permite hoje.
Poderão votar, julgar... e serem persuadidas em suas decisões, induzidas a acharem sempre certo o que quer que façam.
Será "o" instrumento do "sistema".
Os nerds poderão ser a excessão.
Enquanto "1" e "0" continuarem sendo de domínio público, sua curiosidade poderá abrir as cortinas do "sistema" e mostrar-lhes como tudo isso funciona... e aí, será o conhecimento dos nerds contra o conhecimento do "sistema".
"Se um pouco de conhecimento é perigoso, quanto conhecimento é necessário para se manter seguro?" (Essa frase eu vi num filme.)