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segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Galera... aqui estou eu de novo falando sobre relacionamentos humanos.
Como o ser humano insiste em complicar as coisas, não?
Quando eu nasci, falava-se apenas em apenas dois sexos: heterosexual masculino e heterosexual feminino.
O tempo foi passando... o mundo se modernizando, se sofisticando...
E hoje, já se fala em heterosexual masculino, heterosexual feminino, homosexual masculino, homosexual feminino, bisexual masculino, bisexual feminino, pansexual masculino, pansexual feminino, transexual masculino, transexual feminino, polisexual masculino, polisexual feminino, hermafrodifas, travestis, cross-dressers... e sabe-se lá o que mais já existe por aí...
Na verdade, muitas das atuais "designações sexuais" (chamemos assim) são manias ou resultado de desejos sexuais de causas muito mais psicológicas que biológicas, reflexo direto do mundo bizarro em que vivemos.
Parece-me cada dia mais claro que as relações homem-mulher têm se tornado cada dia mais complexas (e naturalmente mais difíceis) desde a chamada "revolução sexual".
O motivo é simples: homens e mulheres vêm as coisas em "dimensões" muito diferentes.
Exemplo: certa vez, uma garota queria preparar uma surpresa para o namorado no dia do seu aniversário.
Ele morava em outra cidade e ambos estavam trabalhando, de modo que eles não poderiam se ver naquele dia. Então, ela procurou numa lista telefônica por uma doceria perto do local de trabalho do namorado, mandou entregar-lhe um bolo de chocolate (embora a doceria não fizesse entregas em circunstâncias normais), pagou via depósito bancário, enviou um fax confirmando o depósito à doceria que entregou o bolo ao namorado, com um bilhete ditado por telefone.
Claro que esse rapaz nunca conseguiu esquecer-se disso. Mas aqui vai a pergunta: quando um rapaz pensaria em fazer algo assim?
Por mais apaixonado que estivesse, um homem normalmente não concentraria todas as suas energias em um movimento desse tipo... não faz parte de sua natureza, pois está sempre mais voltado à manter as coisas em ordem, a pagar as contas, a tentar juntar dinheiro para o futuro... Já a mulher, quase sempre volta suas atenções para o companheiro, para a família... é o que faz a vida a dois ser complementar, mas graças a isso, certamente o homem se limitaria a um telefonema para depois entregar um presente pessoalmente, ou algo assim, deixando a mulher na expectativa... se decepcionando... e contando um ponto a menos para que a relação continue.
Já vi isso bem de perto. Até soprei as velinhas do bolo... e até hoje não consegui imaginar alguma surpresa à altura, mesmo depois de o nosso relacionamento ter "avinagrado" de vez. (E acredite... não foi por falta de vontade.)
A pelo menos uns dez mil anos o homem tem sido moldado socialmente para ser como uma espécie de "provedor", enquanto a mulher tem evoluído para ser um "apoio", se voltando sempre muito mais ao lar do que à caça das provisões. E só a cerca de 30 ou 40 anos que alguns lugares começaram a se inverter, vindo a serem tidos como "normais" só "agora", na última década (mais ou menos).
Essa inversão de papéis têm misturado pontos de vista com relação a pontos-chave das relações, fator esse, somado à imensa abundância de informações presente nos dias de hoje (entre outras coisas), vêm criando valores confusos, cada dia mais individuais e com efeitos muito mais individualistas do que promotores das uniões conjugais.
As pessoas cada dia mais buscam experiências novas... experiências em sua maioria, '"impossíveis", se depender do apoio do(a) parceiro(a), indo do "tradicional" ao bizarro, do "comum" ao absurdo... sem o mínimo pudor, enquanto se mantém as aparências.
Entender essa heterogenia sexo-socio-cultural do mundo moderno é um desafio.
Prever as conseqüências disso então...
Quer saber de uma coisa? Eu ainda adoro bolo de chocolate!

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