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quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Véspera de eleição é mesmo um período mágico, não?
Tudo o que nenhuma entidade governamental fez em quatro anos tenta fazer "parecer" que fez muito nos últimos seis meses; todos os números que representam a quantidade de empregos e os valores que apontam para crescimento econômico se tornam positivos (embora nenhum investidor estrangeiro se meta a besta de arriscar investir por essas bandas sem ter certeza absoluta de que a coisa não é passageira... ou como diria Joelmir Betting, "Dinheiro estrangeiro é como o vento. Só entra onde tem saída") e até os dados negativos são apresentados pelos especialistas que aparecem nos telejornais.
Aliás, todas as redes de TV, redes de rádio, jornais e agências de notícias, pertencem direta ou indiretamente a gente ligada ao poder, o que torna esses meios potencialmente influentes na decisão da maioria dos eleitores.
Creio que cada eleitor tem o seu jeito próprio de escolher os seus candidatos, seja por meios investigativos, observativos, ou intuitivos. Mas assina sem perceber seu próprio certificado de ignorancia ao apresentar desculpas do tipo "vou votar nesse segundo colocado nas pesquisas para que o primeiro colocado não se eleja".
Francamente, não acredito em pesquisas e ignoro COMPLETAMENTE todos os números referentes à eleição quando estou escolhendo meus candidatos. E isso inclui números de emprego, crescimento econômico, estatísticas do tipo "pesquisa de boca de urna" ou mesmo número de buracos tampados (mal e porcamente com pedregulhos e piche) nas ruas da cidade para "disfarçar" uma administração ruim e corrupta.
Acredito que os sucessores já foram escolhidos e a forma como os números são apresentados (somado aos montantes de investimento em marketing político), fazem a grande maioria das pessoas crerem que esse ou aquele candidato está realmente ganhando nas pesquisas, de modo que o resultado das eleições não seja tão surpreendente para a grande parte da massa.
O fato é que para mim, a "festa da democracia" não passa (e nunca passou) de uma grande farsa, promovida pelo "sistema". E maior prova disso é que a dita "democracia" dá de frente com o fato de o voto ser OBRIGATÓRIO. (E notem que TODOS os votos são computados num único lugar, centralizado.)
No entanto, prometi a mim mesmo que jamais me arrependeria das escolhas dos meus candidatos e os escolho uma só vez, mantendo minha escolha inclusive no segundo turno, em que, se por acaso meus candidatos não chegarem, os que o disputarem não terão o meu voto.
Mesmo que o sistema seja uma farsa e que os sucessores já estejam eleitos pelos "amigos do rei", eu insisto em escolher EU MESMO os meus candidatos, independente da força das técnicas de marketing, indução por maioria, mensagens subliminares, influência da mídia (eu mesmo faço parte da produção da mesma), ou qualquer outro tipo de influência.
Não tenho intenção de mudar a opinião do(a) leitor(a) com relação à sua intenção de voto.

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