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sábado, 31 de julho de 2004

Tenho observado muitos blogs, fotologs e quase sempre as pessoas aparecem fotografadas em algum bar, ou danceteria, ou boate... em fotos quase sempre cheias de pessoas ostentando copos de bebida e várias fazendo merchandising gratuito das marcas de sua preferência, mostrando claramente o rótulo das latas. (Notem que raramente a bebida em questão não é alcoólica... e o pior é que a grande maioria dessas pessoas ainda tentam voltar para casa dirigindo...)
Francamente, não consigo entender como é que 98% da população de Campinas entre 21 e 33 anos conseguem encontrar prazer em freqüentar lugares extremamente barulhentos e cheios de gente cheirando a cerveja, cigarro ou alguma outra droga (incluindo uma miscelânea de perfumes um mais forte que o outro).
Estou começando a entender por que aparentemente eu atraio muito mais as garotas asiáticas do que as ocidentais. (Se entro em alguma loja e entre as vendedoras houver alguma asiática esteja certo de que é ela que vem em minha direção... Já fiz esse teste várias vezes... Ainda bem que gosto das asiáticas, mas também gosto das ocidentais, embora só tenha namorado asiáticas... deve ser alguma coisa de karma... sei lá!)
Aparentemente, a grande maioria das ocidentais não busca (como a maioria das asiáticas que conheci, inclusive as minhas "ex"), tranqüilidade e conforto. Parecem buscar apenas baladas, agitos, aventuras... apesar de clamarem aos 4 ventos que buscam seriedade num relacionamento... Ha! A única coisa que vão encontrar nesses lugares são homens apenas a fim de sexo e mesmo assim, não sei até que ponto uma mulher pode achar prazeroso transar com um cara embreagado cheirando a cigarro. (E depois ainda querem que o cara ligue para seu telefone na manhã seguinte, quando já tiver "caído" a ficha da imensa mancada, enquanto cuida da dor de cabeça da ressaca... Ha-ha-ha!!!)
Ah! Tem mais! Entre as conversas mais "intelectuais" dessas turmas o assunto mais freqüente é "recursos dos aparelhos celulares"... É triste, mas as pessoas sem perceberem estão se identificando socialmente mais pelo modelo do aparelho que usam do que pelo que são como pessoa... (Por favor, me poupem! Tenho um "velhão"LGC-330W que me serve muito bem e se não fosse por questões emergenciais, eu nem o teria, portanto, não pretendo troca-lo a menos que compense muito... algo tipo... bateria custando mais caro que um aparelho novo...)
A grande verdade é que esses "points" se tornaram algo como "o único lugar onde se pode paquerar", ou seja, aparentemente as pessoas perderam noção de que os relacionamentos podem acontecer no dia-a-dia quando menos se espera, ao invés de reservarem espaço para isso "apenas" nas baladas, onde as pessoas gastam dinheiro que não têm para se produzirem e parecerem ser o que não são... (O que esperar o que disso?)
Se você parar e analisar friamente, perceberá que as pessoas estão tão condicionadas a se bloquearem de tudo à sua volta diariamente, que estão se comportando exatamente iguais, inclusive contra a própria vontade apenas por questões de indução social. E tá aí algo que me irrita profundamente: ser forçado a ser "igual" ao resto da massa... freqüentando os mesmos lugares, nos mesmos horários vestindo-me do mesmo jeito... (Alguém aí já leu "1984"?)
É preciso ser muito forte para não ceder à indução social que a sociedade nos impõe como se fosse "uma obrigação", gerando circunstâncias tão falsas como as conseqüências dos atos dos que cedem... Há uma palavra para isso: alienação.

a.lie.na.ção
s. f. 1. Ato ou efeito de alienar. 2. Cessão de bens. 3. Desarranjo das faculdades mentais. 4. Arrebatamento, enlevo. 5. Indiferentismo moral, político, social ou mesmo apenas intelectual.
(Dicionário Eletrônico Michaelis)


Por essas e outras que até segunda ordem, me declaro "solteirão convicto".
Embora hajam garotas simplesmente deslumbrantes freqüentando esses lugares, o que eu busco numa mulher vai muito além da aparência.
Se uma mulher quiser me mostrar que é inteligente, que tem sensibilidade e bom gosto, basta me dizer que prefere um encontro mais íntimo e tranqüilo como um jantar, cinema ou uma visita para tomar um vinho, do que o agito, o barulho e a total falta de privacidade para uma boa conversa certamente muito mais produtiva...
Ou você prefere gritos ao seu ouvido em meio a um monte de ruídos ensurdecedores ao invés de sussurros carinhosos de alguém interessante?

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