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segunda-feira, 28 de junho de 2004

Olha só como os humanos são ilógicos:
O homem é estimulado desde criança a ser o "grande caçador sexual", além de naturalmente ter muito mais intimidade desde a infância com suas genitais do que a mulher por questões óbvias.
A mulher por sua vez, é estimulada desde criança a fugir das coisas relacionadas ao sexo... (Tira a mão daí, menina!)
Para a mulher (que precisa de um espelho para poder ver suas genitais), a intimidade com o assunto se torna bastante difícil.
OK! Terminadas as premissas, fica a pergunta: como esperar que funcione naturalmente um relacionamento em que um quer e o outro não?
E nem adianta me vir com esse papo taoísta (apesar de eu respeitar muito a forma de pensar dos taoístas), de que é da natureza do casal, viver em harmonia... Talvez isso funcione lá, na Ásia, mas aqui no ocidente, onde o único equilíbrio que existe é o dos profissionais circenses, não é bem assim que a coisa funciona.
Aí você vai me dizer que o jeito é o homem se manifestar e sempre correr atrás de mulher, exatamente como lhe foi estimulado desde a infância certo? Vai perguntar se elas gostam desse tipo de homem.
Quer saber? A grande verdade é que elas não sabem o que querem. De um lado, "não pode", "é feio", "é sujo", enfim... Mas do outro, a mulher também tem desejos e vontades de modo que há um enorme abismo entre seu comportamento social e suas vontades reprimidas. Por isso a cada dia a aproximação se torna mais difícil. (Fora outros fatores como violência, doenças, etc.)
Note que estou falando de relacionamentos reais, não das "ilusões descartáveis" que nascem nas baladas (Embora existam excessões), onde aliás, as aproximações até que são relativamente fáceis, como se a nossa sociedade reservasse apenas as baladas como os únicos lugares possíveis para aproximações de relacionamentos. (E onde é que fica a criatividade?)
Ora, há muitos outros lugares e formas de aproximação além das baladas.
Pode até ser que tudo o que estou falando não pareça fazer muito sentido, mas onde eu moro, faz e muito.
Campinas é uma cidade muito famosa pelo povo folgado de nariz empinado (e não sou só eu quem está dizendo isso não).
Claro que há excessões, mas que a imensa maioria do povo daqui age dessa forma, age.
Vou citar uns exemplos:
Se você olha para alguém, a pessoa vira o rosto. Se você diz bom dia, ninguém responde. Se você tenta abordar alguma menina e diz "oi" ela vai embora. Campinas é assim.
Tá duvidando? Entra num canal de chat de Campinas e tenta conversar com alguém!
Em pouco tempo você descobrirá que só tem as panelinhas, adolescentes sem o mínimo de vocabulário para um diálogo inteligente, um pequeno grupo de solitários desocupados passando tempo enrolando as pessoas e uns poucos curiosos de fora de Campinas.
Por essas e outras que eu detesto esse povo!!! Ainda bem que tem excessões. Esses, eu respeito e admiro, pois não é nada fácil conviver com o povo esquisito dessa cidade. Povo esse que só vive de aparência, embora as aparências não enganem ninguém, mas ninguém se toca disso, o que sinceramente, acho aburdamente ridículo!
Bom... O que esperar de uma cidade que tem pontos de ônibus em rotatórias e faixas para pedestres que terminam em guard-rails?
Resumindo... o povo de Campinas é tão criativo e natural quanto apresentadores de telejornal lendo textos no teleprompt... Aliás, até se parecem com eles.
Cara... Isso dá nos nervos!!! Sinto falta de ver pessoas de verdade! Não um bando de zumbis metidos a personagens de TV.

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