Translate

quinta-feira, 10 de junho de 2004

Junho certamente é o mês mais romântico do ano.
Friozinho combinado com as tradicionais festas da época, que vão desde o Tanabata Matsuri do outro lado do mundo até as festas juninas do ocidente e é claro, não deixando de mencionar as clássicas simpatias para o santo casamenteiro (Sto. Antonio), brincadeiras como o "correio elegante"...
Essas coisas todas só me fazem lembrar do passado.
Ao menos aprendi a valorizar algo muito raro hoje em dia numa mulher... um comportamento meigo e inocente como o de uma criança. Mas hoje em dia, nem as crianças têm mais esse tipo de inocência.
Tá aí algo que eu realmente sinto falta...
Às vezes penso que essa inocência é o que faz o grande charme de uma mulher e certamente chama mais a minha atenção do que um decote pronunciado ou belas formas de um corpo feminino bem cuidado... não que essas coisas não afetem a parte mais primitiva do meu cérebro como em qualquer outro homem, mas é como uma "mágica"...
E por falar em mágica, passado e romantismo... daqui a alguns dias será o "Dia dos Namorados" e cairá num sábado... aliás, nada me faz acordar cedo num sábado. Só coisas importantes na minha vida.
Coisas boas... e coisas nem sempre tão boas. Eu não gosto dessa época.
Foi numa época dessas, em que ao invés de comemorar, vi os meus sonhos se forem... E desde então, nunca mais consegui ver o sol da manhã com alegria e então o tenho evitado. Aliás, tenho evitado todo o período da manhã.
Engraçado... o que para muitos é como uma dádiva, para mim é como uma maldição.
Por quanto tempo?
O tempo que eu merecer, eu acho... o tempo que Deus achar que eu devo merecer... Sei lá.
Parece que "pagar a conta" é a minha sina.
Não sei o que fazer, ou o que pensar... o mundo está um lixo mesmo!
Além disso, milagres não acontecem. Acontecem?
Houve tempos em que eu já acordei cedo nos sábados... motivado pela inocência, pelo prazer, pela "mágica" de que eu estava falando...
Se eu pudesse voltar ao passado, certamente faria tudo de novo. Cometeria outros erros (admito que eu praticamente só cometi erros no passado) e talvez até fizesse alguma coisa de certo.
Eu não merecia mesmo tanta dedicação, tanta paixão, tanta audácia... afinal, o que eu significava? Uma obrigação? Um desafio pessoal? Um castigo?
Bom... O que eu significo agora? Para quem?

Nenhum comentário: