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sexta-feira, 14 de maio de 2004

14 de maio... Impossível esquecer essa data, embora eu não tenha o que comemorar. Mas há uma pessoa que tem. Uma pessoa que hoje, em minha vida, só existe sob a forma de lembranças... deliciosas, aliás.
É bem verdade que essa mesma pessoa responsável por essas lembranças, de tempos em tempos me fazia sentir completamente idiota (um dos motivos que me fará jamais esquecer essa data).
Trata-se de uma mulher que eu amei muito, embora ela mal conseguisse sentir a minha presença, talvez ofuscada pela própria luz enquanto eu nunca tenha passado de uma mera sombra.
Eu queria saber dela, como está, se está bem, se encontrou a felicidade que procurava... eu poderia enviar um e-mail, ou dar um telefonema... mas creio que nem a minha mera lembrança hoje, seria bem-vinda. Devo mais parecer um "fantasma" em suas lembranças do que algo desejável. (Por isso, me limito a esse desabafo... Como se resolvesse alguma coisa.)
Ter terminado o meu relacionamento com ela ainda me deixa perplexo, apesar de fazer quase um ano, ainda não aprendi a conviver com isso.
Me "abrir" de novo como me eu abria com ela tornou-se um desafio, mas sei que é necessário, pois não vejo outra saída... Como diria a minha vó, "acabou-se o que era doce".
Aprendi a duras penas que felicidade, é um estado de espírito. Não dá para "ser" feliz e sim "estar" feliz. E estive feliz com ela em muitos momentos. Vários deles, inesquecíveis como o 14 de maio...
Se foi um erro terminarmos o nosso relacionamento, eu ainda não sei. Mas mante-lo certamente teria sido muito difícil diante das circunstâncias e eu não podia mais aceitar ser um "lastro" em sua vida, um "obstáculo" ao seu desenvolvimento pessoal e profissional. Embora ela não me visse dessa forma, eu sentia isso e a única coisa que eu podia fazer, eu fiz.
Mal que vem pra bem? Quem sabe? O destino não nos avisa de suas surpresas, sejam elas boas ou ruins.
Mas certamente o mundo em que vivemos hoje, torna os relacionamentos cada dia mais difíceis, a ponto de termos de abrir mão de nossas felicidades para que possamos sobreviver... para pagar as contas de um mundo arrogantemente falso e ignorantemente ganancioso. Graças a isso, acredito que muita gente teve de terminar como eu.
Ainda não sei se conseguirei sentir momentos felizes semelhantes aos que ela me proporcionou de novo. Estou pagando para ver, com esperanças que talvez existam muito mais em minha imaginação do que em realidades práticas que eu possa viver agora, nesse instante.
No momento, a única coisa que posso fazer por ela é desejar silenciosamente no meu canto, que ela tenha um feliz aniversário e que seja muito feliz, pois ela merece e muito.

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