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terça-feira, 27 de abril de 2004

Afinal de contas...
Por que os ricos quererem ficar mais ricos?
Por que os poderosos sempre querem mais poder?
Vivo me perguntando esse tipo de coisa.
Biologicamente o rico e o pobre são exatamente iguais... Tá certo que o rico é bem mais nutrido graças à alimentação melhor, tem mais base de conhecimento e cultura graças à educação de melhor qualidade e será sempre melhor posicionado profissionalmente, uma vez que todo mundo tende a puxar o saco dos ricos...
É melhor ser rico afinal? Claro! Para poder sair na balada sem medo de gastar o quanto quiser, pegar toda a mulherada e fazer festas regadas a todo tipo de drogas e orgias para na manhã seguinte acordar arrebentado de ressaca, depressão e talvez alguma doença venérea, reforçando o mau-humor para descarregar nos subordinados... (Belo exemplo!)
O pobre por sua vez, não tem tempo nem dinheiro para a balada... aliás, trabalha até tarde para conseguir pagar as contas referentes à própria subsistência.
Eu me lembro de ter visto uma reportagem na TV certa vez, sobre um dos restaurantes mais caros do país, que tinha entre seus pratos, uma carne assada, preparada com um pó de ouro pulverizado sobre ela...(Isso mesmo! Ouro!) Provavelmente para realçar o brilho da gordura que entupirá as coronárias do rico com colesterol. Ouro... veja só!
Tanto a comida do rico quanto a do pobre irão parar no mesmo esgoto sujo cheio de baratas, ratos e (segundo a lenda urbana) crocodilos... (Ha!)
O ouro não é assimilado pelo organismo, logo a natureza dará a ele o devido valor... descarga abaixo.
Sabe? Se você tiver de escolher entre um quilo de ouro ou um litro de água potável você pode até escolher o ouro, mas qualquer outro animal da Terra escolherá a água. Tamanha é a ignorância e a capacidade de distorção de valores que o ser humano tem graças à sua cultura de poder, de ter, de buscar ser melhor que os outros, ou... (não sei o que é pior) parecer melhor que os outros.
A frustração do pobre é não conseguir ser mais do que socialmente é, pois como não tem posses, não nada representa na nossa podre cultura materialista.
Já a depressão do rico muitas vezes vem de não saber o que fazer com o poder, ou com as posses.
Dos dois, o mais tranqüilo, por incrível que pareça é o pobre. O rico vive com medo. Vive visado... temendo sequestros, assaltos... e ainda teme a ira dos inconformados com a distância social que os separa...
Há ricos que trabalham (e muito), que lutam, que buscam o bem do próximo. Mas infelizmente, não são os que detêm o poder. Esses últimos... merecem toda a desinteria do ouro que puderem comer, todo o estrago da droga que puderem tomar, todas as doenças que puderem contrair... pois dos prazeres desses, nasce a fome, a morte e o luto... se são ricos é graças ao suor dos que morrem nas ruas, nos cemáforos, nos barracões das favelas.
Aos ricos que fizeram por merecer, meus aplausos.
Aos hipócritas, minhas vaias.

quarta-feira, 21 de abril de 2004

A minha máxima continua valendo: "Se todos os nerds do mundo se unissem, seriam a maior e mais eficiente rede de informações da Terra." E sinceramente, seriam a maior pedra no sapato dos governos ocultos que formam o chamado "Sistema" que realmente governa a Terra.
Sabe? Estou me referindo ao mesmo "Sistema" que pôe e tira presidentes do poder independente dos resultados das eleições, seja no primeiro ou no terceiro mundo; do "Sistema" que bisbilhota nossas mensagens e comunicações eletrônicas diariamente (incluindo esse blog, que nesse exato momento já deve estar sendo monitorado pelo ECHELON e deixando alguns caras bastante estressados cada vez que eu logo aqui no Blogger...) enfim, o "Sistema" que controla a mídia e determina sistematicamente quem vai ganhar ou perder uma copa do mundo, ou uma corrida de formula 1, que determina a criação de leis que só sirvam aos interesses do caos, ou de interesses próprios, que arquiteta guerras além do controle da ONU e que a faz se calar diante de seus interesses e que promove perseguições religiosas, guerras "santas", detém o ouro das divisas do mundo e guarda os conhecimentos sobre sua existência, bem como os conhecimentos que podem revela-lo ao mundo, com os mesmos soldados.
Eu poderia escrever um livro sobre tudo isso e talvez a última notícia a meu respeito apareceria em algum tablóide dizendo que me suicidei ou que fui abduzido por alienígenas, ou mesmo morto por alguma bala perdida... quem sabe?
O tal "Sistema" é muito bem estruturado e muito bem preparado para cuidar de sua ocultação desde antes mesmo de Jesus Cristo ser cruscificado (eu poderia até iniciar uma perseguição religiosa agora, nesse exato momento, bem ao estilo Salman Rushdie, se dissesse como penso quem de fato ele representava diante do "Sistema".
Aliás, já tenho peças se encaixando a respeito de como esse "Sistema" se desenvolveu, desde os tempos do egito antigo e ainda especulo que possa ter nascido bem antes, com uma coisa chamada conhecimento.
Reparem só: Por que só os poderosos tinham o direito à leitura e a escrita naquela época e sempre quem tomava o poder tratava imediatamente de mandar perseguir e queimar livros?
LIVROS!!!
Foi assim com o Império Romano em relação à Biblioteca da Alexandria, foi assim durante o "Período das Trevas" em que a "Santa Inquisição" perseguia livros, bruxos e cientistas condenando-os todos à fogueira, foi assim durante o período nazista, Revolução Comunista...
O que há de tão perigoso nesses livros afinal?
O que se esconde na Biblioteca do Vaticano, que precisa estar constantemente vigiada por soldados suíços?
Talvez como construir armas, ou provas matemáticas capazes de explicar o que há antes do chamado "Tempo de Planck" (10^-44seg. da orígem do Universo, em que não há como calcular o tempo linear, porque matematicamente, a matéria inexiste dentro dos atuais conceitos de Física).
Ou ainda, como controlar as massas à sua vontade, fazendo delas seu poder inconsciente... exércitos capazes de lutar até a morte pela pura paixão, por uma crença, por algo apresentado como uma verdade sagrada e única que precisa prevalescer a todo custo...
O fato é que essas massas inconscientes vivem assim, de novela, futebol, sexo e bebidas, muito mais do que de consciência, lógica, inteligência, tolerância...
Com isso, os valores do mundo se distorcem... e de repente, um telefone celular (aparelho que até a pouco mais de uma década a humanidade vivia muito bem sem ele) vale mais que uma vida humana.
Culpa do Governo? Da Sociedade? Ou do Sistema?

sábado, 10 de abril de 2004

Hoje decidi dar uma pausa e falar de mim um pouco...
Dentre as coisas que mais me marcaram na vida, nada me marcou mais do que o profundo desejo de alguém para que eu vivesse mais do que ela.
E ela me disse esse desejo, porque por algum motivo, eu sentia que não viveria muito tempo.
De fato, já não sinto mais a minha vida como sentia.
Dia após dia, tenho me perguntado se ainda estou vivo.
Saudade? Com certeza. Mas é um preço que tenho de pagar.
Dizem que um amor perdido é uma doença que se cura com um novo amor.
Não sei. Eu já amei muito. Demais, eu diria.
Tive três ex-namoradas e uma paixão destrutiva, que acabaram por fazer de mim um homem que tem medo de amar. Ou seja, um fracasso absoluto na vida amorosa.
Talvez por isso mesmo eu mantenha esse blog mal-humorado, com ares saudosistas.
Sabe aquele papo que diz que se você tem azar no jogo tem sorte no amor? Se a teoria fosse verdadeira, a recíproca também seria.
Mas eu não jogo nada direito a não ser io-iô (que não dá dinheiro algum, por isso, não adianta se iludir...) e nunca ganhei na loteria (os únicos jogos de azar permitidos no Brasil são controlados pela máfia local, ou seja, o Governo do Brasil e a bandidagem... que no fundo acaba sendo a mesma coisa).
Parece que a única coisa que sei fazer direito é mexer com computadores. E cá entre nós, isso não parece muito animador quando todo mundo diz mexer com isso graças às "escolas de informática", que aceitam qualquer aluno para qualquer curso, sem o menor critério quanto aos pré-requisitos, resultando em batalhões de responsáveis pela existência dos Postulados de Picolo. (Ao menos tá aí algo que tende a se perpetuar para a história da humanidade...)
Culpa dessas "escolas"? Em parte sim. O fato é que ou elas fazem isso, ou não sobrevivem (como aliás nenhuma instituição capitalista do "país") perante ao absurdo sistema econômico-tributário brasileiro, cuja carga é a maior do mundo e com retorno insignificante a ponto de o "contribuinte" sempre ter de providenciar pelos seus próprios meios coisas que o Estado promete fazer com o dinheiro do mesmo.
Aliás, a informática de hoje se tornou uma Torre de Babel, cheia de máquinas cada dia mais poderosas, cada dia mais frágeis, cada dia mais consumistas e que não há mais sistema operacional que se preste para rodar a incalculável quantidade de formatos de arquivos e mídias digitais que se criou e se cria a cada dia (e que podem até estar bisbilhotando a vida do usuário sem ele saber).
O futuro num cenário desses não é dos mais animadores.
As conversas com os amigos passam a parecer repetitivas, pela falta de coisas novas para conversar, porque nada mais se produz de novo e freqüentemente tenho impressão de que todo mundo busca desabafar cada dia mais... (O que indica que não sou só eu que estou descontente com o mundo em que vivo.)
Ao observar as pessoas pelos locais públicos sempre observo um vazio muito grande em olhares preocupados, aglomerados de pessoas buscando distrair e comemorações feitas meramente por questões sociais... Porque no fundo, não há o que comemorar.
O que observo é o caos se formando... um mundo cada dia mais burocrático, confuso, perdido entre papéis, obrigações supérfluas, perigos novos dos novos tempos, medo, incertezas, incompatibilidades...
É cada vez maior o desafio de manter a serenidade sem se tornar louco, ou o juízo perante as necessidades.
Ao meu ver, a humanidade não pode continuar seguindo esse ritmo, ou caminhará para a própria destruição, o que parece inevitável.
O sistema capitalista como conhecemos, responsável por tudo isso um dia implodirá, pois não haverá quem comprar o volume de produção, porque o capital do mundo não se distribui da mesma forma que a cultura do consumo ilógico e predatório, que já começa a comprometer os recursos da nossa única nave espacial chamada Terra.
Quisera eu poder oferecer conforto e segurança a um grande amor... O melhor que pude fazer, foi oferecer uma chance melhor de sobrevivência.
Mais de uma vez, a felicidade de quem amei, custou a minha própria.
Me pergunto o que eu vou viver agora. Talvez eu tenha uma chance de começar tudo de novo. Uma vida completamente nova... Sei lá.
Ainda tenho esperanças de renascer como pessoa e mesmo, de amar de novo... mas para viver em que mundo?