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segunda-feira, 1 de março de 2004

Poucos posts neste blog fizeram tanto sucesso quanto aquela vez em que falei de sexo.
E poucas foram as vezes em que falei do próprio. (Só uma, se me lembro bem... Estou sem paciência para revirar o "Arquivo Picolo".)
Bom, o carnaval já acabou e agora é só esperar... em nove meses um monte de gente vai nascer, graças à imprudência desses dias, somada à apologia ao sexo em que se tornou a mídia televisiva, com novelas absolutamente fora da realidade e produções comerciais vulgares, com som repetitivo e locução "resmungosa"... Enfim, cada um se vira como pode, né? Não é fácil vender o seu peixe, cobra, aranha... enfim.
Um homem vivendo sozinho (como é o meu caso) pode parecer algo bizarro numa sociedade dessas. Mas por outro lado, pode ser um sinal de razão em meio à loucura, o caos e a desordem em que o mundo se encontra.
O fato de um homem como eu, morar e viver sozinho, sem uma companheira, seja pelas circunstâncias da vida, seja por escolha própria, seja por estar cansado de ver sempre os mesmos padrões de comportamento por parte do sexo oposto, ou seja lá por que for, não faz desse indivíduo uma aberração.
Se o amor não estiver presente, nenhuma relação se faz necessária.
Ninguém é obrigado a nada!
Por exemplo: Eu não preciso estar transando com alguém para poder dizer que sou homem. Não preciso afirmar a minha masculinidade para ninguém! Por isso eu não vejo motivo algum para sair numa noite de carnaval única e simplesmente para procurar mulher. (O mesmo se aplica a freqüentar bares e casas noturnas... Essa mentalidade só serve aos interesses dos donos desse tipo de estabelecimento.)
Ao meu ver, a nossa sociedade toda está o caos que está, devido justamente à falta de razão a que ela se submete e à incrível capacidade de se deixar persuadir, seja pela mídia, seja pelas opiniões alheias, seja pelos costumes, ou mesmo pela religião ou partido político.
É um mal (que eu aprendi aduras penas) deixar a paixão interferir na razão.
Infelizmente, o amor surge justamente da paixão ao invés da razão. Por isso somos todos tão irracionais.

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