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domingo, 28 de março de 2004

E cá estou eu, usando um computador obsoleto para escrever...
Uma pena os sites de internet hoje estarem cada dia mais complexos e exigirem cada vez mais recursos supérfluos que nos obrigam a usar browsers constantemente atualizados. Do contrário, eu poderia estar usando velhos browsers sem problema algum.
Uma pena também os "web-designers" brasileiros acharem que só existe Windows e que só existe o Mico$oft Internaut Explöder como web browser...
Lembro-me perfeitamente que a uns 5 anos atrás, eu usava qualquer browser para acessar um certo site de chat, (onde conheci a minha "ex"... enfim...) e hoje, nesta mesma máquina, eu brigo para encontrar algum browser que consiga acessar todos os recursos daquele mesmo chat sem problemas.
Para piorar, não fizeram nenhum browser novo que funcione nessa máquina, uma vez que o sistema operacional (Mac OS "clássico") é considerado "morto".
Estou usando experimentalmente o sistema operacional BeOS e o browser NetPositive para postar este texto... Aliás, o BeOS é um dos sistemas operacionais mais perfeitos que já conheci, mas como "tudo o que é ruim vira padrão"... a Be foi comprada pela Palm e "morreu" também.
Bom, "morreu" em termos. Há movimentos sérios para recriar sistemas baseados no BeOS (www.beunited.org), dentre os quais o OpenBeOS (www.openbeos.org) se mostra um exemplo de desenvolvimento de sistema de código-aberto. (Desculpem, fãs de Linux, mas vocês têm muito o que aprender com esses caras quanto à organização e padronização.
Seja como for, os softwares de código aberto têm um detalhe que passa despercebido pelo usuário comum: privacidade.
Digam o que disserem - nenhum governo do mundo expôe seus dados mais sigilosos a sistemas operacionais que não sabem como funcionam. E os sistemas de código aberto podem ser preparados "sob encomenda", sem "spywares", ou "cavalos de Tróia" que já vêm de fábrica, como o "Alexia" ou um certo tocador de mídia digital, entre outras coisas que já estou avisando a vários anos.
Os grandes fabricantes de software, bem como os usuários, deveriam aproveitar o momento para avaliar outros sistemas.
Muitas soluções melhores, mais baratas e mais confiáveis podem se esconder por trás das opções dos nerds "escovadores de bits", que dificilmente têm problemas com vírus, crackers (hackers "do mal"), etc. justamente por saírem do "padrão".
Acho que usuários como eu, somos a maior "pedra no sapato" dos sabotadores de sistemas.

terça-feira, 23 de março de 2004

Acaba de sair num telejornal hoje... tem um brasileiro trabalhando na NASA. Os robozinhos que "passeiam" por Marte têm um toque verde-amarelo.
Por que um brasileiro? Essa é fácil! Basta ver o tipo de buracos que temos em nossas ruas aqui no Brasil! Um certo "jeitinho" que só existe no Brasil, é o responsável pelas mágicas que fazem o brasileiro sobreviver aos trancos e barrancos... E bota mágica nisso!
Ninguém ainda conseguiu me explicar como é que um brasileiro consegue manter uma família com um salário mínimo e um deputado ou senador não consegue se manter com o suado dinheirinho que doamos todo dia para que ele possa trabalhar... coitadinho.
Pois bem, Um desses "jeitinhos" é o que estou fazendo agora, navegando através de um computador "aposentado" a pelo menos uns 2 anos. E graças a um "jeitinho", lá se foi a motherboard do meu "supercomputador" que projetei com a ajuda de 11 técnicos escolhidos a dedo ao longo de 6 meses...
Felizmente a tecnologia desenvolvida no que chamamos de "Projeto Anubis", ainda segue por caminhos previstos no projeto, que se transformou em realidade a cerca de 2 anos. (E como o projeto previa a sua substituição em 2 anos, creio que estamos precisamente dentro dos planos.)
O que não estava nos planos, é o projeto ter tido o fim que teve, bem como não ter a verba disponível para o "Projeto Anubis II", que poderia ser ainda mais revolucionário que o primeiro. (Eu planejava algo como dois processadores de 64 bits operando com vias múltiplas de dados... deixa pra lá).
Hoje, andei pesquisando as modernas motherboards e concluí que muitas delas estão "entupidas" de recursos absolutamente supérfluos... Inúteis mesmo! Não vale a pena pagar por recursos que não serão usados. Eu prefiro me voltar a motherboards expansíveis quanto a processamento, memória e armazenamento... que é o que realmente tem tido evolução na microinformática nos últimos 23 anos...
(Não estou descartando som ou video, apenas deixando claro que estou descartando as "comercialidades" e apostando nas reais necessidades... e coisas como som e vídeo já estão dando resultados bastante satisfatórios.)
A princípio pretendo aproveitar o que já tenho, proveniente do "Anubis-Protótipo 1", numa nova motherboard, provavelmente evolucionada da "segunda opção" à motherboard escolhida para sustentar o Anubis original.
Digo isso, porque o projeto original foi tão cuidadosamente analisado e desenvolvido, que ainda hoje se mostrava perfeitamente funcional, não sendo portanto necessária a evocação do "Projeto Anubis II"... ainda. Mesmo porque, sem verba, sem chance.
OK! É um "jeitinho"? Sim.
Mas eu sou brasileiro... também sei fazer "mágica", mas... tenho dúvidas se isso é tão bom assim.
Não é o meu modo de trabalhar.
Gosto de projetos realmente sólidos e confiáveis... Infelizmente vivo no Brasil, onde tudo é proibitivo.

domingo, 14 de março de 2004

Neste blog, eu sempre falo de coisas revoltantes, tristes, irritantes... Falo sobre as mentiras que contam para nós, sobre como somos explorados, como nossos pensamentos são "guiados"... Falo sobre a realidade do mundo que eu vejo, que eu observo e que afeta a todos nós.
Hoje, num momento de solidão, resolvi escrever sobre algo diferente.
Resolvi escrever sobre o nosso motivo de viver, de lutar, de reclamar... o motivo que nos faz ter esperanças, que nos faz sentir que se vive, ou mesmo escrever um blog com observações sobre coisas que acabam por nos privar de viver de fato, o que realmente importa, como os momentos com os filhos, filhas, amigos, amigas, enfim, com quem se ama.
O mundo de hoje, caótico como está, está privando com as circunstâncias que nos impõe, justamente de viver esses momentos, destruindo lares, relações, vidas.
É claro que estou falando do amor ao invés das coisas que nos têm privado de vive-lo. (Quem sabe agora, as pessoas possam entender os motivos pelos quais escrevo este blog?)
Sabe? O amor, o verdadeiro amor, não se escolhe... Até que me provem o contrário, ninguém escolhe nascer com esta ou com aquela mãe, ou sentir ou não dor no coração quando se perde uma pessoa amada, ou um ente querido, ou mesmo quando as circunstancias inviabilizam relacionamentos... enfim.
Assim como o amor, nosso destino também nos foge à escolha. Se assim fosse, eu queria ganhar sozinho na loteria, viajar o mundo inteiro e nunca mais ter de me desesperar para conseguir pagar minhas contas.
Todos nós um dia passamos por experiências destrutivas, como a paixão por exemplo.
Certa vez eu me apaixonei por uma garota de uma forma tão "destrutiva" que acabei por me tornar um problema em sua vida. Eu a desejava muito... mas não estava preparado para ela, que além de não me corresponder, ainda andou sendo vítima de intrigas... fortes mentiras a meu respeito, que acabaram por me fazer o homem "isolado" que sou hoje, ou seja... tenho muito poucos amigos (me refiro àqueles amigos que a gente sabe que pode contar sempre)... alguns são da opinião de que essa minha paixão foi o que destruiu o meu futuro... e com razão.
Levei seis anos para conseguir me envolver de novo com alguém, que conseguiu me mostrar que eu poderia amar de novo, mas novamente as circunstancias inviabilizaram tudo. Ela morava muito longe e eu não estava preparado para ela.
Cerca de um ano depois, tive uma namorada "revolucionária" na minha vida, que me mostrou que nunca se pode dizer nunca com relação a coisas que a gente sempre pensa que nunca vai fazer... Infelizmente, o namoro durou pouco e o seu destino seguia um caminho diferente do meu, que alguns meses depois, me levou a uma namorada maravilhosa, que apesar de sempre me criticar muito, me ajudou a aparar muitas das "arestas" do meu comportamento... Como as anteriores, amei-a muito... o melhor que pude por quatro anos. Digo o melhor que pude, porque no começo, eu ainda tinha dificuldades para entender como eu estaria amando de novo... As experiências acabaram me mostrando que se você quer amar alguém que te ama, o amor acontece, sem explicação compreensível nenhuma.
Mas novamente, não estávamos preparados para as circunstancias e acabamos por nos separar... decisão que me rende lágrimas até hoje...mas é o preço que mereço pagar para que ela possa ser feliz.
O amor nos faz fazer coisas estranhas... Ela não seria feliz comigo, embora nos amássemos muito. Eu me esforçava demais para conseguir agrada-la e isso a magoava, assim como o meu jeito de ser distraído... que a fazia se sentir como se eu nem existisse. Por isso ela resolveu seguir outro caminho.
Continuo torcendo para que ela consiga ser feliz. Ela merece, embora a essa altura, eu deva estar morto para ela. (Será melhor assim... meras lembranças do meu ser a traria lágrimas, como as dela ainda me trazem.)
Hoje, tenho um relacionamento no mínimo misterioso, para não dizer estranho nas madrugadas pela internet com uma mulher talentosíssima, incrivelmente inteligente e sensível que ainda sofre muito com um passado trágico que sinceramente, ela não merecia.
Essa mulher, sem que nunca tivéssemos nos visto pessoalmente, tem me ajudado muito... Se não fosse por ela, eu já teria desistido de acreditar na vida a muito tempo...
Mas isso é uma outra história, ainda por ser vivida... e o desenrolar dos fatos, só o destino conhece. Independente das nossas vontades e sentimentos.
O motivo pelo qual contei um pouco da minha história hoje, caro(a) leitor(a), é que se você acha que nunca mais poderá amar alguém... Nunca diga "nunca". A vida é para ser vivida. Jamais pense que tem o controle do seu destino, ou ele lhe trará circunstancias que lhe provarão o contrário.

segunda-feira, 8 de março de 2004

Dia internacional da mulher... Hummm... Não é todo dia?
Nós homens não passamos de uns idiotas. Uns tolos que pensam que "mandam" alguma coisa...
Duvida? Pois bem!
Fora os estúpidos covardes que batem nas mulheres para fingirem que são homens de verdade, quem manda mesmo na comunidade masculina são as mulheres.
Não dá pra questionar: não há como derrotar a ilimitada capacidade de chantagem emocional que elas dominam a milhares de anos. E... homem de verdade, ao sempre querer agradar a mulher (o que caracteriza um homem de verdade e as mulheres nunca se vêm satisfeitas com esse tipo de coisa por maiores que sejam os esforços que você faça), sempre se encontra dando mancadas aqui, ou ali...
Coisas que para nós são absolutamente "bobas" podem significar um "mundo" para elas... e elas lutam com unhas e dentes para isso... geralmente aplicando os seus inevitáveis ataques emocionais que nos fazem finalmente nos sentir os idiotas que somos por natureza.
Por isso, hoje me pergunto se fazer algum esforço para agradar uma mulher vale a pena... (Planejo continuar insistindo pra ver no que dá.)
Talvez seja por isso que elas reclamam que tá faltando homem no mundo. (Hahaha!)
O fato é: hoje tem mais mulheres no mundo do que homens (ao menos os que gostam de agradar mulher)... a maioria dos que surgem, ou se suicida, ou trai a nobre causa da natureza mudando de lado, o que pessoalmente não considero uma idéia muito saudável... enfim, cada um na sua, né?
Há ainda os insistentes como eu (ou doentes, se preferir), que apesar dos pesares ainda insiste em apostar no destino, embora isso possa parecer ilógico, ou mesmo inexato demais.
Infelizmente, a vida é feita de circunstâncias ao invés de sentimentos, portanto, se você (homem) se sentir frustrado com alguma(s) circunstancia(s) da vida que dificultem as coisas ou mesmo as impeça em seu relacionamento e sua parceira não consegue entender isso, achando que você não a quer, não a ama mais, ou que a está ignorando, passe a se preocupar sériamente, mesmo que isso seja absolutamente normal na nossa sociedade atual. (Experiência própria.)
Dane-se suas contas, seu emprego, sua vida, sua casa, seu carro, sua família...!!!
À partir desse momento só existe a sua mulher, nada mais... aí ela lhe dirá com todo o jeitinho único que só uma mulher consegue: "Estou com uma doooor de cabeça hoje!!!"
(Que... pôxa!!!)

segunda-feira, 1 de março de 2004

Poucos posts neste blog fizeram tanto sucesso quanto aquela vez em que falei de sexo.
E poucas foram as vezes em que falei do próprio. (Só uma, se me lembro bem... Estou sem paciência para revirar o "Arquivo Picolo".)
Bom, o carnaval já acabou e agora é só esperar... em nove meses um monte de gente vai nascer, graças à imprudência desses dias, somada à apologia ao sexo em que se tornou a mídia televisiva, com novelas absolutamente fora da realidade e produções comerciais vulgares, com som repetitivo e locução "resmungosa"... Enfim, cada um se vira como pode, né? Não é fácil vender o seu peixe, cobra, aranha... enfim.
Um homem vivendo sozinho (como é o meu caso) pode parecer algo bizarro numa sociedade dessas. Mas por outro lado, pode ser um sinal de razão em meio à loucura, o caos e a desordem em que o mundo se encontra.
O fato de um homem como eu, morar e viver sozinho, sem uma companheira, seja pelas circunstâncias da vida, seja por escolha própria, seja por estar cansado de ver sempre os mesmos padrões de comportamento por parte do sexo oposto, ou seja lá por que for, não faz desse indivíduo uma aberração.
Se o amor não estiver presente, nenhuma relação se faz necessária.
Ninguém é obrigado a nada!
Por exemplo: Eu não preciso estar transando com alguém para poder dizer que sou homem. Não preciso afirmar a minha masculinidade para ninguém! Por isso eu não vejo motivo algum para sair numa noite de carnaval única e simplesmente para procurar mulher. (O mesmo se aplica a freqüentar bares e casas noturnas... Essa mentalidade só serve aos interesses dos donos desse tipo de estabelecimento.)
Ao meu ver, a nossa sociedade toda está o caos que está, devido justamente à falta de razão a que ela se submete e à incrível capacidade de se deixar persuadir, seja pela mídia, seja pelas opiniões alheias, seja pelos costumes, ou mesmo pela religião ou partido político.
É um mal (que eu aprendi aduras penas) deixar a paixão interferir na razão.
Infelizmente, o amor surge justamente da paixão ao invés da razão. Por isso somos todos tão irracionais.