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domingo, 8 de fevereiro de 2004

Meu lema de vida é simples: "Simplicidade é igual a controle e eficiência." (qualquer semelhança com os Postulados de Picolo 10 e 12 não é nenhuma coincidência.)
Na minha opinião, tudo o que é complicado pode ter um propósito escondido.
Os sistemas operacionais de hoje, por exemplo, têm uma estrutura tão complexa que os programadores não conseguem mais ter acesso direto ao hardware, tendo de ficar completamente na dependência de bibliotecas, drivers e outras tecnobaboseiras, muitas vezes de confiabilidade questionável (que podem até estar espionando você enquanto navega pela internet, acessa sua conta bancária, lê seus e-mails, etc.)
Da mesma forma, os mecanismos governamentais (e principalmente tributários) de certos países, como o Brasil, por exemplo, que tem uma quantidade assombrosa de impostos taxas, tarifas e multas diferentes, que juntos, formam a maior carga tributária do planeta (que acredite, é bem maior do que os cerca de 40% apresentados pela imprensa, que só contabilizou os impostos diretos) e cujo retorno é absolutamente invisível aos olhos do contribuinte, que é FORÇADO PERANTE A LEI, a paga-los SEM ALTERNATIVA e de forma tão "democrática" quanto um estupro.
Aliás, a palavra "democracia" é freqüentemente utilizada, como se de fato fosse posta em prática.
Palavra pomposa, bonita, elegante... significa "forma de governo na qual o poder emana do povo", segundo a maioria dos dicionários.
Peraí! Eu sou parte do povo e não quero pagar impostos que não retornam para mim sob a forma de benefícios, bem como os salários daqueles que são nossos empregados (e que recebem muito mais do que precisam, diga-se de passagem), que criam leis contra nós mesmos e à favor únicamente de si próprios. E aí?
Para aqueles que acham que eu não faço a minha parte, além de postar minhas reclamações publicamente através do meu blog, acabei de enviar um e-mail ao Presidente da ABRAPI, sugerindo deixar pública, uma lista bem simples dos impostos, taxas e tarifas que pagamos no Brasil, com o destino correspondente do dinheiro arrecadado, que possa estar disponível para consulta pública por qualquer contribuinte.
Duvido que essa lista um dia se torne viável, embora seja um direito do cidadão, saber o que é feito do seu dinheiro. Não é?
Ah! Outra coisa complicada... Alguém aí já tentou lutar pelos seus direitos garantidos claramente pela Constituição, quando o réu é o Governo? A complicação é tamanha que dificilmente você recebe um direito garantido por lei em vida.
Benoit Mandelbrot estava certo: "Tudo tende ao caos".

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