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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

Esperar... Parece que a minha sina é esperar.
Esperar por isso, esperar por aquilo...
Tá certo! Sou um cara extremamente pacato e de fato, não gosto de fazer absolutamente nada correndo riscos. (Do jeito que sou azarado, eu acabaria morto numa roleta russa... no primeiro disparo.)
O futuro ainda é incerto, mas eu sou resultado do meu passado. Não há como fugir disso, ou fingir que não aconteceu.
Na profissão, fui um pioneiro, um dos primeiros a estudar tecnologias de imagem digital, além de ter acompanhado o nascimento da microinformática no Brasil, inovando, desenvolvendo, estudando, ensinando, encontrando soluções a pelo menos 18 anos.
Para muitos, me tornei o que as revistas especializadas chamam de "guru"... uma espécie de celebridade de referência técnica.
E daí? Bom... Num país em que tudo relacionado à tecnologia segue rigorosamente os "Postulados de Picolo", me parece perfeitamente óbvio que a minha experiência profissional não vale lixo algum para quem de fato pode pagar bem pelos meus serviços, ou seja... a indústria, caso eu venha a prestar consultoria de informática para a indústria algum dia (o que não é difícil de acontecer, graças à imensa quantidade de incompetentes acadêmicos sem experiência alguma atuando no setor).
Quanto ao mercado de serviços... "prostituído" como está, há uma farta a oferta de "serviços de imagem" a preços absurdamente baixos, porém de qualidade duvidosa, o que dificulta muito a decisão de empresas sérias prestadoras desse tipo de serviço a investirem na atualização de equipamentos, me fazendo crer que esse tipo de serviço oferecido por parte de empresas especializadas tende ou a desaparecer (se não se mexerem), ou a perder muito espaço (como já está acontecendo) para o "mercado cinza", formado por uma legião de aventureiros que a cada dia oferece novas "enxurradas" de ofertas desse tipo no mercado.
Os profissionais sérios e experientes, buscarão novas alternativas, mas poucos serão os apontados como os "escolhidos" para esses nichos isolados de mercado. Talvez eu tenha alguma oportunidade nesse campo... coisas além do lugar comum...
Já na vida... Bom... De tanto buscar soluções, estudar, desenvolver, pesquisar, consertar e com isso, tentar pagar as minhas contas, sinto que não vivi o que deveria. Que não tive muitas das experiências de vida que eu deveria ter tido e que (temo) seja muito tarde para vive-las.
Sinto que preciso parar um pouco e me dedicar mais a esse meu outro lado. Mas se eu parar, periga eu não conseguir me recuperar do rombo financeiro que me quebrou nos últimos meses.
Estou passando por um forte dilema em minha vida.
Dá vontade de jogar tudo pro ar e começar uma vida nova, sem absolutamente nada a ver com o que passou. Mas isso não se faz da noite para o dia, nem deixa de envolver riscos.
É uma "roleta russa".
Alguém aí tem um pé-de-coelho? De coelha também serve!

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