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terça-feira, 20 de janeiro de 2004

Você se decepciona cada vez que liga o televisor à procura de alguma coisa interessante para ver?
Se a resposta é sim, é porque de fato, há muito pouca coisa de interessante para se ver na TV e o motivo é bem simples: coisas interessantes são coisas curiosas, inteligentes, excitantes (não estou me referindo às mulheres seminuas... ou mesmo inteiramente nuas no meio da programação).
Os comerciais, cada dia mais apelativos e menos inteligentes refletem a programação das emissoras.
Nada contra as mulheres na TV, mas contra a banalização da beleza feminina, bem como a repetição de fórmulas e chavões mais batidos que massa de pão sovado...
Em nenhum tipo de programa de televisão se percebe mais isso do que nos programas humorísticos...
A imensa maioria desses humorísticos são formados de quadros repetidos exatamente da mesma forma toda semana e alguns desses quadros existem a mais de 20 anos.
É impressionante como as grandes redes continuam perdendo sua chance de apostar na inteligência do telespectador, tentando formar gerações de alienados (cada vez menos pensantes e consequentemente consumidores piores) ao invés de tentar formar um mercado consumidor crítico exigente (e que consequentemente seria melhor pagante além de multiplicadores de opinião)...
Ao invés disso, preferem produzir a atrofia intelectual das massas, perdendo assim a chance de garantirem para o futuro, eficiência de vendas dos comerciais que divulgariam.
Os efeitos disso já se sente... se vê muita propaganda e pouca eficiência de vendas, além de pouco poder aquisitivo na imensa maioria da sociedade, hoje teleguiada por programas humorísticos sem graça, novelas recheadas de temas absurdamente distantes da realidade e comerciais irritantemente idiotas.
Às grandes emissoras... meus parabéns por estarem assinando o fim do futuro de seu mercado como o conhecemos.

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