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quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Cara! O Windows é um lixo!!! Como é que um software que se vende pomposamente como "sistema operacional" consegue "bombar" a si próprio assim, à toa, sem motivo algum?
Num dia, seu computador está absolutamente perfeito, funcionando impecavelmente bem e no outro ao liga-lo, o sistema operacional diz que parte dele mesmo está danificada... Como pode?
Ontem, eu cheguei em casa cansado, mas pronto para editar uns vídeos quando dei de cara com um computador que apresentava exatamente esse sintoma... resultado... perdi a noite toda reinstalando tudo e lá se foram os meus vídeos...
Eu até entendo que toda a complexidade dos modernos softwares os torna mais sujeitos a bugs, mas... no mínimo um mero boot no sistema, é coisa absolutamente idiota!!!
Aliás, alguém aí parou para analisar o inferno que a informática se tornou em nossas vidas ao invés de ajuda-la, como se propunha tanto na década de 80? (O DOSMASTER MSX, que eu fiz no final dadécada de 80 nunca teve esse problema... aliás, ao contrário do MSX-DOS, o DOSMASTER já estava preparado contra o bug do milênio... viu Bill?)
Fala-se muito em crackers, chamando-os erroneamente de hackers, mas eles são só a ponta do iceberg. Os maiores responsáveis pela falta de seguraça dos sistemas de informação hoje, é causada propositadamente pelos próprios fabricantes, que não só condenam práticas que eles mesmo já praticaram (e muito) no passado, como ainda por cima, faturam horrores levantando a bandeira da "segurança de informação"... Ha!
Fora os incontáveis vírus que se proliferam aos montes nos computadores pessoais mais comuns, ainda temos os spywares (que vasculham todo tipo de informação a seu respeito sem que você saiba), os adwares (que tentam te vender de tudo poluindo o seu monitor com propaganda inútil e ainda por cima consumindo preciosos bytes dos downloads dos sites que você visita, bem como processamento e memória...), os malwares (software feito para detonar o seu sistema e aporrinhar a sua vida de propósito), além dos worms (programas que se multiplicam dentro dos seus HDs consumindo processamento e espaço em disco), ainda temos de nos preocupar com a eterna mania dos grandes fabricantes de software de nos vender programas incompletos que a toda hora pedem upgrade online (e dá-lhe downloads intermináveis... como se todo mundo fosse obrigado a ter uma conexão T3+ em casa...)
Se ainda fosse um ou outro, mas TODOS os grandes fabricantes de software (e quase todos os pequenos também) usam dessa prática... Caramba!
Atualizações realmente necessárias? Nem sempre. Na grande maioria das vezes não passa de estratégia de Marketing para "vender" a idéia de que o produto "está melhor" quando na verdade, está mais lento, mais demorado para carregar, consumindo mais memória, mais espaço em disco e te enchendo de recursos absolutamente inúteis que certamente você nunca vai realmente precisar.
Enquanto os grandes fabricantes continuam tentando encher os nossos HDs de lixo, a comunidade do software livre está "correndo por fora" e aos poucos, tomando posse de certos nichos, como sistemas operacionais para servidores, roteadores e superprocessamento. O próximo passo (a muito longo prazo) é o escritório... mas a passos de tartaruga, porque os usuários desse nicho são muito viciados e têm muito pouca boa vontade para mudanças, infelizmete.
Mas não restam dúvidas de que o software livre (ou de "código aberto", como o chamamos) representa o próximo ciclo, a próxima onda revolucionária da informática. Não há como negar isso e quem não se preparar, ficará para trás.
Essa semana, após a última "bomba" do "sistema operacional" do meu computador pessoal, preparei duas partições extras no meu HD para um segundo sistema... aliás, só não migrei ainda para esse outro sistema, porque o nicho em que trabalho, ainda não está coberto pelo software livre.
O dia em que a Adobe Systems, Inc. (o segundo maior fabricante de software do mundo) portasse seus famosos e poderosíssimos softwares de produção de mídia para os sistemas abertos... começaria a "Operação Kill Bill" por aqui... eu formataria o meu HD no mesmo dia para prepara-lo para o novo sistema, sem a menor sombra de dúvida.
Quantas horas você já perdeu da sua vida só fazendo upgrades, downloads de upgrades e reinstalações de sistemas???
Francamente, a vida é muito curta para disperdiçarmos com esse lixo!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Sabe de uma coisa? Eu odeio essa época do ano!
Final de ano é um saco!
Tudo no trabalho é imprevisível... embora normalmente não haja absolutamente nada pra fazer nessa época, mas todas as festas são absolutamente previsíveis... essas coisas me fazem morrer de tédio!
Se eu for escrever sobre esse período de festas por aqui, vou acabar escrevendo praticamente as mesmas coisas que escrevi o ano passado (vide segunda-feira, 22 de dezembro de 2003). Ano aliás, que eu gostaria de esquecer.
2004 foi para mim, um ano sem grandes realizações, sem grandes mudanças, sem novos amores, ou novas paixões.
Foi um ano que veio e foi, sem nada de tão especial.
Termino 2004 como comecei 2004... talvez um pouco menos "falido", por assim dizer, mas com menos perspectivas e planos.
Apesar de ser muito conhecido e ter muitos colegas, pouca gente eu posso chamar de grandes amigos. E um dos meus grandes amigos vai tentar a vida em um lugar muito distante, de modo que o verei menos.
Em compensação, há um outro grande amigo que está para voltar para Campinas, após tentar a vida num lugar muito distante.
É estranho como o universo age... Parece tentar manter um certo equilíbrio nas coisas.
Digo... parece, apenas.
Começarei 2005 com um monte de responsabilidades e nenhum plano em especial.
2005 não promete ser muito diferente de 2004, embora eu queira crer em algum tipo de mudança.
Não é bom eu alimentar planos com esperanças. Planos assim, não saem nunca do campo dos sonhos.
Sonhar é preciso, mas no momento, só posso desejar Boas Festas aos leitores deste blog.
Sucesso e muita felicidade a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Você já sonhou coisas simplesmente deliciosas e acordou frustrado porque tudo não passou de um sonho?
Acho que todos nós já passamos por isso.
Os sonhos acontecem durante um período de sono que a ciência chama de REM (Rapid Eye Movement) e bla-bla-bla... não vamos nos prender a dados técnicos sobre isso.
Bom, para mim, os sonhos não passam de um tipo de "defragmentação" dos dados do cérebro... mais ou menos como a gente faz com os HDs de nossos computadores de tempos em tempos. Uma forma de otimização dos dados... por isso, quando uma pessoa passa muito tempo sem dormir, começa a ter problemas de concentração, a ficar "lento"... É! A natureza também precisa fazer manutenção em suas criações de vez em quando!
O problema é quando você passa a preferir os sonhos à sua vida real, porque nos sonhos, você de repente, pode vivenciar tudo o que não pode na vida real, mas também corre o risco de viver pesadelos.
É delicioso poder se lembrar de bons sonhos, como beijos apaixonados, ou algo mais íntimo... mas é horrível acordar com um pesadelo.
De qualquer forma, minha curiosidade tem me surpreendido nos últimos tempos, com uma pergunta... Por que voltei a ter sonhos após tantos anos sem conseguir me lembrar de te-los tido enquanto dormia?
Para mim isso é um total mistério.
Interpretação dos sonhos (desculpem-me freudianos), é a maior furada!
Não acredito que se possa interpretar necessidades, vontades ou as "raízes" de qualquer coisa relacionada à vida ou ao comportamento através dos sonhos.
No entanto, em várias culturas antigas e tribos indígenas, os sonhos sejam algo como "linguagem da natureza", que nos transmite mensagens à sua maneira, para que só nós mesmos, os sonhadores, possamos interpretar com nossos corações, com nossas almas e não com palavras.
Talvez esses povos estejam muito mais certos do que a ciência supõe, embora não façamos a menor idéia de quanto.
Pense bem... que tipo de sensação você sente após sonhar? Já passou o dia todo pensando num sonho que teve?
Já tentou entender o porquê de um simples sonho mexer tanto com suas emoções?
A mãe-natureza vive me surpreendendo... quem sabe que outro tipo de surpresa ela reserva?

domingo, 5 de dezembro de 2004

Até bem recentemente, o termo nerd era visto de forma pejorativa.
O primeiro registro da palavra "nerd" que se conhece, é do livro para crianças "If I Ran the Zoo", de Theodor Seuss Geisel. No livro, "nerd" referia-se a uma criatura muito estranha, muito parecida com o "grinch", também criado pelo mesmo autor.
Na verdade, creio que todo nerd tem um pouco de Grinch... Bom isso não vem ao caso agora.
O fato é que de uns tempos para cá, tenho observado uma valorização súbita dos nerds diante da sociedade. Não sei ainda se é pelo alto nível de sofisticação tecnológica que o mundo à nossa volta tem alcançado (e sem os nerds, as pessoas comuns teriam sérios problemas de manuseio dessas "traquizumbas tecno-virótico-bombásticas" a que estão submetidas quer queiram, quer não queiram), ou se é porque um dos homens mais ricos do mundo se diz nerd (na verdade, trata-se de uma vergonha para os verdadeiros nerds, que preferem trata-lo como "geek"... mas na verdade, ninguém sabe definir com precisão o que é o quê).
Não sei... só sei que de repente, nunca vi tanta gente falando de nerds... É texto na internet falando que nerd é bom de cama, é jornal inglês falando que "supernerds" vão dominar o futuro, entre outras coisas.
Bem... É verdade que os nerds carregam em suas costas, uma grande responsabilidade chamada conhecimento.
Costuma-se dizer que "conhecimento é poder"... Bom... vejamos...
Se a TV de hoje já manipula (muito além da conta) as mentes da grande massa, num futuro não muito distante, a TV digital poderá significar o ápice da alienação global.
As pessoas se sentarão em suas casas diante da TV e verão seus programas de TV "personalizados" e poderão interagir com eles, alcançando um nível de realismo nas informações que receberem, capaz de convence-las de qualquer coisa.
Atores virtuais e fatos virtuais serão comuns, assim como a imensa quantidade de notícias manipuladas que recebemos todos os dias.
E mais: poderão fazer compras com ela, se comunicarem através dela... mais ou menos como a internet permite hoje.
Poderão votar, julgar... e serem persuadidas em suas decisões, induzidas a acharem sempre certo o que quer que façam.
Será "o" instrumento do "sistema".
Os nerds poderão ser a excessão.
Enquanto "1" e "0" continuarem sendo de domínio público, sua curiosidade poderá abrir as cortinas do "sistema" e mostrar-lhes como tudo isso funciona... e aí, será o conhecimento dos nerds contra o conhecimento do "sistema".
"Se um pouco de conhecimento é perigoso, quanto conhecimento é necessário para se manter seguro?" (Essa frase eu vi num filme.)

domingo, 21 de novembro de 2004

Sinto saudades de acordar desanimado como acordei hoje, e ser chacoalhado por uma garota brincalhona dizendo "acooooordaaaaa".
É... Coisas assim fazem a diferença entre estar vivo e continuar desanimado, preso à cama pelas correntes das lembranças e pelo peso da certeza de vivenciar mais um dia sem grandes emoções.
Sinto falta de acordar com um beijo, após dormir exausto e de acaricia-la até que adormeça.
Sinto falta de momentos inesquecíveis, de risos, sorrisos, brincadeiras e coisas sérias.
De "dar uma força", de transformar lágrimas em sorrisos, de chorar junto... e assim, não me sentir sozinho.
A solidão sempre me acompanhou durante quase toda a minha vida. E graças a isso, eu nunca soube como não viver só.
Já se passou um ano e sete meses do término do meu último relacionamento e até agora, não consegui me livrar da sensação de ter cometido o maior dos erros de toda a minha vida: o de simplesmente aceitar a solidão, para dar a ela a chance de ter a felicidade que eu sentia que não podia dar a ela.
Ao invés de procura-la, prometi a mim mesmo não incomoda-la e com isso, tenho tentado me acostumar com a idéia de que eu nunca mais a verei novamente... como se isso me ajudasse em alguma coisa.
Não tenho tido êxito ao tentar esquece-la, mesmo tentando ocupar a minha mente com outras coisas, ou passando madrugada após madrugada todas as noites, conversando online com uma garota misteriosa que apesar de nunca ter se mostrado em carne e osso, ao menos me ajuda a não pensar bobagens.
Nesses últimos dezenove meses, voltei a estudar eletrônica, programação assembler, voltei a jogar io-iô, me tornei um conhecido colecionador de informações e cartuchos de Atari 2600, pesquisei sobre sociologia, li livros, reformei parte do apartamento... até em balada eu fui.
Tornei-me muito observador e observei que fiquei muito exigente, ou que passei a ver muito mais os defeitos dos comportamentos das mulheres, talvez por algum tipo de instinto de auto-defesa, sei lá.
O fato é que a cada dia que passa, sinto-me mais irritado com os comportamentos que observo e estou começando a evitar o contato.
Francamente, não vejo esperanças de derrotar essa sensação de "vazio".
Se é porque eu nunca encontrei a pessoa certa para me ajudar com isso, sinceramente, tenho minhas dúvidas.
Talvez eu devesse mandar todo mundo de vez à m... e deixar de levar a vida tão a sério, de ser tão "certinho"... Não sei. Só me dei mal com isso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Desta vez eu tenho mais de um assunto para comentar no meu blog...

Kraftwerk no Brasil

Pela segunda vez, os pioneiros da música eletrônica vêm se apresentar no Brasil. Veja bem... estamos falando de MÚSICA ELETRÔNICA aqui, não de MÚSICA MECÂNICA.
Digo isso porque infelizmente o povo brasileiro é facilmente influenciável pela mídia, que muitas vezes sem o mínimo compromisso de se aprofundar no assunto até por questão de prazos de entrega, acaba por desinformar mais do que informar à respeito. (O que me deixou muito irritado...)
A três dias atrás, veiculou-se uma reportagem em todo o território nacional, atribuíndo ao Kraftwerk, a responsabilidade de terem sido os criadores do gênero musical tocado em tudo quanto é danceteria do mundo e que na verdade, tem orígens muito mais da parte dos DJs do que da parte dos músicos e engenheiros de som do Kraftwerk.
Quem for ao show do Kraftwerk esperando MÚSICA MECÂNICA", ou seja, som de "bate-estaca" e "bife na chapa" vai se decepcionar amargamente.
Em compensasão, os fâs de MÚSICA ELETRÔNICA, irão simplesmente se deliciar com a harmonia dos sons sintéticos cuidadosamente dispostos ao longo das músicas como os dentes das engrenagens de um relógio suíço.

Re-eleição de Bush

A pergunta que muitos se fazem sobre o que vai acontecer na Casa Branca nos próximos quatro anos tem uma resposta muito simples... ao menos para mim. Uma coisa é certa e sinceramente, haja papel higiênico.
Quando Bush disse que iria invadir o Iraque eu já tinha comentado aqui no meu blog o que iria acontecer.
A tal "guerra de 4 dias" de Bush ainda não terminou (apesar de ele insistir em dizer que está tudo acabado e tal... embora ainda esteja morrendo um monte de soldado por lá até hoje).
Agora, tenho fontes que me dizem que as intenções de Bush agora são de recuperar a influência dos EUA na Ásia.
Pois bem... Enquanto ninguém conseguir me provar que Deus disse "Faça-se a luz neste quatro de julho", acredito que os EUA poderão ter sérios problemas com a China num futuro bem próximo.
Os maiores impérios da Terra ruíram por se acharem poderosos demais para ruírem, todos cegos pelo brilho da própria arrogância.
É mais fácil um dragão cozinhar uma águia do que o contrário, não acha?

Atualização de Picolo's Online

Após um longo e tenebroso período sem alteração alguma, o site Picolo's Online está para ser atualizado, finalmente.
Desde a última alteração, ocorreram coisas em minha vida pessoal que não me deixaram muito entusiasmado a atualiza-lo. Na verdade, pensei até em desativa-lo, mas depois de 11 anos no ar, seria muito triste simplesmente "apaga-lo".
Passei todo esse período pensando muito a respeito e tomei coragem para atualiza-lo em 31 de outubro (dia das "bruxas"), meio que para "espantar os maus fluídos" que me desanimaram de atualiza-lo por tanto tempo, mas após vários dias tentando acessar o servidor onde está hospedado sem sucesso por estranhíssimos problemas técnicos do provedor, estou no aguardo do "sinal verde" para publicar a versão atualizada do meu site pessoal, porém fugindo um pouco do foco da minha profissão e buscando valorizar um pouco mais as minhas experiências com informática, eletrônica, áudio, vídeo, etc. e tentando resgatar um pouco das orígens do site, ou seja, trazendo de volta um pouco mais o lado discontraído para não dizer nerd.
Não quero mostrar nessa atualização, apenas o meu lado profissional, mas também um pouco do que foi a evolução desse lado profissional ao longo dos anos.
Picolo's Online é um site de um nerd para nerds e sempre foi assim.
Enquanto a próxima atualização não sai... Ainda há o Picolo's Blog!

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Não há no mundo uma criatura mais complexa e imprevisível que o ser humano.
Cada indivíduo tem seus valores, motivos e estados de espírito que podem variar extremamente de uma hora para outra, ou se desenvolvendo ao longo da vida, através de experiências, observações, trocas de idéias, ou mesmo através da simples intuição.
Pessoas que muitas vezes julgamos nossos amigos podem deixar de se-los de uma hora para outra.
Como eu disse, os valores das pessoas são diferentes e cada um entende as coisas de um jeito, à sua própria e única maneira.
Uma atitude de ser sempre educado por parte de uma pessoa nem sempre pode ser interpretado como tal por outra, certamente menos... por assim dizer... provida de bom senso, talvez até mesmo reagindo com certa agressividade. Arrogância e ignorância sempre acompanham esses indivíduos, lamentavelmente. E com isso, a humanidade não evolui: não há trocas de idéias, nem aprendizado mútuo.
Uma coisa que eu soube dos indús e que eu admiro muito: apesar da imensa diversividade religiosa da Índia, não há grandes conflitos de orígem atribuída à religião, como ocorre por exemplo nos países do Oriente-Médio.
Lá, é muito comum um indivíduo se sentir feliz a falar sobre seus valores, explicar sobre as coisas que acredita, sobre seus princípios e também são muito curiosos quanto aos valores uns dos outros... princípios de cada um, respeitados, admirados e principalmente, compreendidos.
Creio que isso, faz dos indús um povo extremamente bem-educado e acima de tudo, valioso como humanos que são.
Aqui, do outro lado do mundo, o que vale é o individualismo, o orgulho próprio... Ao contrário da Índia, aqui o que vale é a aparência das coisas... a todo e qualquer custo.
Brasileiro é um estranho tipo de pobre que ostenta... que quer parecer rico, poderoso... como se de fato fosse.
Deve ser uma forma de não se sentir tão impotente diante do fato de que sozinho, nada pode fazer para de fato ser o que deseja.
Assim, sem sentido algum, em meio à luta pela sobrevivência, apelam para a agressividade sem lógica, gratuita... muitas vezes para se mostrarem... no desespero de parecerem ser mais do que são de fato, porém, esse efeito é sempre momentâneo e fatalmente lhes traz efeitos contrários e muito mais devastadores a longo prazo.
Ninguém tem a ganhar com a ignorância. Mas a maioria da humanidade insiste em investir nela.
Não é de admirar que alguns simplesmente desistem da sociedade e passam a viver sozinhos, a buscarem cada vez mais o isolamento enquanto o resto da sociedade caminha para a total e completa demência psíquica, caos absoluto e posteriormente, a própria destruição.
Me pergunto se a humanidade ainda tem esperança de se curar desse mal.

domingo, 24 de outubro de 2004

Segundo Arthur C. Clarke, "se você nunca viu um OVNI, ou você não olha para o céu, ou vive no mundo das núvens".
De fato... as estatísticas são absolutamente incontestáveis, embora haja muita gente que não acredite em sua existência e com razão.
Além é claro das incontáveis formas de se abafar fatos diante da grande massa e de controlar tudo o que vai ou não para a mídia, o governo parece ser o único que tem todo tipo de informação a respeito sob seu total e absoluto controle... parece.
Há quem tenha provas muito concretas da existência tanto de objetos voadores não identificados, como de seres dotados de tecnologias muito superiores às que conhecemos, no entanto, essas provas dificilmente vêm a público, justamente por seu valor, capaz de abalar muito do que se tenta abafar através dos meios de comunicação de massa.
Histórias documentadas de aparições, abduções, implantes, avistamentos, etc. têm sido registradas ao longo de praticamente toda a história da raça humana, embora somente após a Primeira Grande Guerra houve um interesse mais profundo nesse sentido, sobretudo com relação a informações de caráter estratégico-militar e infelizmente, por causa também de aproveitadores.
Aliás, esse é o grande problema da ufologia séria no mundo: além da imensa dificuldade de se aplicar alguma metodologia científica para a pesquisa séria sobre experiências sobre as quais não há como manter praticamente nenhum tipo de controle, há uma imensa quantidade de fraudadores, tentando levar vantagens sobre todo o caráter "místico" que se formou ao redor do tema, que de místico, só tem mesmo as incontáveis suposições e expeculações à respeito.
Matematicamente, as possibilidades de existência de vida inteligente extraterrestre são expressivas demais para serem ignoradas, principalmente se levarmos em conta que não conseguimos nem conhecer todas as espécies de seres em nosso próprio planeta... pior ainda... desconhecemos até o que pode existir nos oceanos... (Aí podemos começar a falar dos relatos de seres gigantescos, lulas gigantes, monstros marinhos, etc., etc.)
Os enganos também são constantes... balões (meteorológicos ou não), planetas próximos, aeronaves, formaçõe de núvens e até mesmo satélites podem ser confundidos com OVNIs, só como exemplo.
A imensa quantidade de fotos de OVNIs ou é fraudulenta, ou é feita de muito longe, sendo que muito poucas podem ser tratadas como autênticos desafios a peritos em imagens fotográficas.
E por falar em imagem, eu vivo tentando caçar imagens em alta resolução de OVNIs e ETs na internet e só o que consigo são imagens péssimas, minúsculas e com excessos de compressão, de modo que não há como fazer nenhum tipo de perícia técnica nelas.
Isso compromete (e muito) a moralidade dos que estudam ufologia a sério.
Sem falar nas imensas imagens fraudulentas que encontramos na rede... Frustrante.
Mas a culpa disso, é que tem muita gente ganhando com as fraudes e não se ganha nada com as pesquisas sérias... nada além de insônia, perseguição, encrencas com o governo e descrença popular... lamentável.

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Galera... aqui estou eu de novo falando sobre relacionamentos humanos.
Como o ser humano insiste em complicar as coisas, não?
Quando eu nasci, falava-se apenas em apenas dois sexos: heterosexual masculino e heterosexual feminino.
O tempo foi passando... o mundo se modernizando, se sofisticando...
E hoje, já se fala em heterosexual masculino, heterosexual feminino, homosexual masculino, homosexual feminino, bisexual masculino, bisexual feminino, pansexual masculino, pansexual feminino, transexual masculino, transexual feminino, polisexual masculino, polisexual feminino, hermafrodifas, travestis, cross-dressers... e sabe-se lá o que mais já existe por aí...
Na verdade, muitas das atuais "designações sexuais" (chamemos assim) são manias ou resultado de desejos sexuais de causas muito mais psicológicas que biológicas, reflexo direto do mundo bizarro em que vivemos.
Parece-me cada dia mais claro que as relações homem-mulher têm se tornado cada dia mais complexas (e naturalmente mais difíceis) desde a chamada "revolução sexual".
O motivo é simples: homens e mulheres vêm as coisas em "dimensões" muito diferentes.
Exemplo: certa vez, uma garota queria preparar uma surpresa para o namorado no dia do seu aniversário.
Ele morava em outra cidade e ambos estavam trabalhando, de modo que eles não poderiam se ver naquele dia. Então, ela procurou numa lista telefônica por uma doceria perto do local de trabalho do namorado, mandou entregar-lhe um bolo de chocolate (embora a doceria não fizesse entregas em circunstâncias normais), pagou via depósito bancário, enviou um fax confirmando o depósito à doceria que entregou o bolo ao namorado, com um bilhete ditado por telefone.
Claro que esse rapaz nunca conseguiu esquecer-se disso. Mas aqui vai a pergunta: quando um rapaz pensaria em fazer algo assim?
Por mais apaixonado que estivesse, um homem normalmente não concentraria todas as suas energias em um movimento desse tipo... não faz parte de sua natureza, pois está sempre mais voltado à manter as coisas em ordem, a pagar as contas, a tentar juntar dinheiro para o futuro... Já a mulher, quase sempre volta suas atenções para o companheiro, para a família... é o que faz a vida a dois ser complementar, mas graças a isso, certamente o homem se limitaria a um telefonema para depois entregar um presente pessoalmente, ou algo assim, deixando a mulher na expectativa... se decepcionando... e contando um ponto a menos para que a relação continue.
Já vi isso bem de perto. Até soprei as velinhas do bolo... e até hoje não consegui imaginar alguma surpresa à altura, mesmo depois de o nosso relacionamento ter "avinagrado" de vez. (E acredite... não foi por falta de vontade.)
A pelo menos uns dez mil anos o homem tem sido moldado socialmente para ser como uma espécie de "provedor", enquanto a mulher tem evoluído para ser um "apoio", se voltando sempre muito mais ao lar do que à caça das provisões. E só a cerca de 30 ou 40 anos que alguns lugares começaram a se inverter, vindo a serem tidos como "normais" só "agora", na última década (mais ou menos).
Essa inversão de papéis têm misturado pontos de vista com relação a pontos-chave das relações, fator esse, somado à imensa abundância de informações presente nos dias de hoje (entre outras coisas), vêm criando valores confusos, cada dia mais individuais e com efeitos muito mais individualistas do que promotores das uniões conjugais.
As pessoas cada dia mais buscam experiências novas... experiências em sua maioria, '"impossíveis", se depender do apoio do(a) parceiro(a), indo do "tradicional" ao bizarro, do "comum" ao absurdo... sem o mínimo pudor, enquanto se mantém as aparências.
Entender essa heterogenia sexo-socio-cultural do mundo moderno é um desafio.
Prever as conseqüências disso então...
Quer saber de uma coisa? Eu ainda adoro bolo de chocolate!

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Véspera de eleição é mesmo um período mágico, não?
Tudo o que nenhuma entidade governamental fez em quatro anos tenta fazer "parecer" que fez muito nos últimos seis meses; todos os números que representam a quantidade de empregos e os valores que apontam para crescimento econômico se tornam positivos (embora nenhum investidor estrangeiro se meta a besta de arriscar investir por essas bandas sem ter certeza absoluta de que a coisa não é passageira... ou como diria Joelmir Betting, "Dinheiro estrangeiro é como o vento. Só entra onde tem saída") e até os dados negativos são apresentados pelos especialistas que aparecem nos telejornais.
Aliás, todas as redes de TV, redes de rádio, jornais e agências de notícias, pertencem direta ou indiretamente a gente ligada ao poder, o que torna esses meios potencialmente influentes na decisão da maioria dos eleitores.
Creio que cada eleitor tem o seu jeito próprio de escolher os seus candidatos, seja por meios investigativos, observativos, ou intuitivos. Mas assina sem perceber seu próprio certificado de ignorancia ao apresentar desculpas do tipo "vou votar nesse segundo colocado nas pesquisas para que o primeiro colocado não se eleja".
Francamente, não acredito em pesquisas e ignoro COMPLETAMENTE todos os números referentes à eleição quando estou escolhendo meus candidatos. E isso inclui números de emprego, crescimento econômico, estatísticas do tipo "pesquisa de boca de urna" ou mesmo número de buracos tampados (mal e porcamente com pedregulhos e piche) nas ruas da cidade para "disfarçar" uma administração ruim e corrupta.
Acredito que os sucessores já foram escolhidos e a forma como os números são apresentados (somado aos montantes de investimento em marketing político), fazem a grande maioria das pessoas crerem que esse ou aquele candidato está realmente ganhando nas pesquisas, de modo que o resultado das eleições não seja tão surpreendente para a grande parte da massa.
O fato é que para mim, a "festa da democracia" não passa (e nunca passou) de uma grande farsa, promovida pelo "sistema". E maior prova disso é que a dita "democracia" dá de frente com o fato de o voto ser OBRIGATÓRIO. (E notem que TODOS os votos são computados num único lugar, centralizado.)
No entanto, prometi a mim mesmo que jamais me arrependeria das escolhas dos meus candidatos e os escolho uma só vez, mantendo minha escolha inclusive no segundo turno, em que, se por acaso meus candidatos não chegarem, os que o disputarem não terão o meu voto.
Mesmo que o sistema seja uma farsa e que os sucessores já estejam eleitos pelos "amigos do rei", eu insisto em escolher EU MESMO os meus candidatos, independente da força das técnicas de marketing, indução por maioria, mensagens subliminares, influência da mídia (eu mesmo faço parte da produção da mesma), ou qualquer outro tipo de influência.
Não tenho intenção de mudar a opinião do(a) leitor(a) com relação à sua intenção de voto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

A imensa maioria de nós ocidentais desconhece completamente as culturas orientais.
Culpa das sucessivas mudanças de poder a que a nossa civilização sofreu... e cada um desses "impérios" fez de tudo para que esquecêssemos os impérios anteriores, além de tentar ao máximo monopolizar o conhecimento com o intuito de manter o poder.
Foi assim com os egípcios, foi assim com os romanos, com o nazismo...
E com isso, a nossa história, nosso conhecimento e nossas linhas de pensamento se tornaram absolutamente dispersas, cheias de "tabús", de "medos", de "pecados", de "religiões" e de "verdades absolutas" defendidas com unhas e dentes pelas pessoas que se apegam a essas idéias sem entender os interesses por trás de cada uma delas.
As crenças e religiões sempre foram parte de estrutura de governo, responsável pelo controle das massas e não me refiro apenas às religiões como as que conhecemos, mas também às distrações, como por exemplo futebol, novela... coisas que criem assuntos absolutamente fúteis nas mentes das pessoas, fazendo com que estas se dispersem em intermináveis discussões que raríssimamente poderiam produzir algo de realmente útil.
É realmente incrível o quanto os valores são diferentes no mundo...
Na Índia por exemplo, não se discute os valores dessa ou daquela religião e ninguém tenta impôr seus valores às outras pessoas, no entanto, a curiosidade acerca do que as pessoas acreditam é muito grande.
Tenho um amigo que retornou de uma viagem à Índia a poucos meses e segundo ele, a maior beleza de lá é o povo, que apesar da simplicidade, nutre valores bastante reais e humanos, ao contrário de nós ocidentais que sempre temos tendência de achar que temos de trocar de telefone celular por um modelo mais novo... ou que o nosso time sempre deveria ganhar ou ter ganho esse ou aquele jogo, ou que determinado personagem de novela aprontou isso ou aquilo e por isso mesmo não merece... enfim... como se fosse fazer alguma diferença em nossas vidas.
O fato é que estamos ignorando (como aliás somos condicionados desde a infância a ignorar) fatos realmente importantes para as mossas vidas. A começar com o fato de que estamos constantemente sendo enganados pela TV, rádio, jornal... meios de comunicação pertencentes a gente direta ou indiretamente ligada ao Governo, sempre nos "empurrando" idéias e falsas linhas de pensamento goela abaixo numa desenfreada lavagem cerebral, sempre distorcendo a realidade para que pensemos que sempre está tudo bem.
Sempre que vejo alguma campanha institucional do Governo dizendo que estamos tendo récordes de produção, que o número de vagas de emprego aumentou, que não há mais inflação, o que vejo é a encarnação de um pesadelo descrito na obra "1984" de George Orwell.
As conspirações governamentais existem, sempre existiram... tudo para manter o poder. E para isso vale tudo.
Se você fez algum teste de Q.I. quando criança e não passou em algum vestibular de universidade pertencente ao Estado, pode ter sido "fichado" como "ameaça estratégica" desde criança e jamais saber disso.
O motivo é simples: sem título de "nível superior", sua voz não tem valor perante a sociedade e com isso, você não poderia se tornar por exemplo, um político ou estadista apto a tomar o poder algum dia, usando de alguma estratégia...
Os que hoje estão no poder, já fazem parte dele e portanto, não são uma ameaça e jamais serão.
Alcançar o poder é muito difícil e mante-lo, muito mais difícil.
A essa altura, me pergunto... O que aconteceria se uma nação aficcionada pelo poder resolvesse toma-lo?
E se essa nação não tivesse passado pelas conturbações políticas e constantes trocas de poder como a nossa civilização ocidental?
E se fosse uma das maiores potências do globo em população, poder bélico e econômico?
O pesadelo pode estar apenas começando.

domingo, 5 de setembro de 2004

O que é a música hoje em dia? O que ela se tornou?
A arte, principal característica da música, se perdeu em nome do comercialismo e se tornou um monte de clichês apresentados como coisas novas, como grandes revoluções que mal duram seis meses como moda comercial empurrada com a barriga pela mídia (aliás, sempre comprável pelos produtores e gravadoras), como lavagem cerebral... aliás, lavagem mesmo, no pior sentido da palavra.
Hoje somos forçados a ouvir um monte lixo cacofônico, não bastasse todo o barulho do mundo moderno.
Não culpo essas gerações mais novas que consomem tudo isso, como que dependentes de alguma droga (alguns até de fato o são), mas toda uma cultura que se formou em favor do imediatismo, do "atual", ignorando toda e qualquer referência que possa dar qualquer idéia de onde os músicos possam ter buscado inspiração para as suas obras.
É a cultura da ignorância se consolidando como uma obrigação social, para a glória do capitalismo.
É claro que gosto não se discute e tem gente que realmente curte essa ou aquela música boa ou ruim, sabe-se lá por quais motivos...
Mas fora esse porém, o que de fato falta no ouvinte moderno, são referências.
A cultura musical dessas gerações mais novas é muito pobre, ditada mundialmente por dois ou três canais de TV que exibem videoclips e ditando textos de divulgação que partem das gravadoras...
Não se vê mais grandes fenômenos musicais (só citando como exemplo de referência) como o álbum "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd, que a mais de 30 anos não sai da lista da Billboard dos 100 álbuns mais vendidos no mundo (segundo um amigo meu que considero um verdadeiro especialista em história do rock), mesmo sem nenhuma propaganda sobre esse trabalho após o seu auge... Como explicar algo assim?
Naquela época (1973) nem se sonhava com os modernos recursos de edição e gravação de áudio, nem com os inacreditáveis recursos de composição musica existentes hoje... Interface MIDI? Ha! Só foi inventada 4 anos depois! Softwares de edição e composição? Computadores com entradas de som? Isso tudo não passava de ficção científica na época.
Os mais poderosos recursos de música eletrônica existentes na época eram alguns raríssimos (e absurdamente caros) sintetizadores analógicos como Moog e Mellotron, e órgãos eletrônicos como o Hammond (que até hoje faz grandes "mestres" em música se "derreterem" com seu timbre firme e inconfundível).
Mas não se iluda: a simplicidade significava uma eficiência criativa que simplesmente inexiste no mundo de hoje, em que os músicos mais perdem tempo procurando o que querem entre os intermináveis menus e tentativas de compatibilizar teclados e sintetizadores (hoje emulados via software), do que efetivamente se concentrando em fazer música. (Tenho uma músicas registradas, das quais eu até poderia receber uns direitos autorais se as publicasse e sei bem como funciona essa forma de composição.)
Quando comprei um teclado profissional usado de um músico com vasta experiência em estúdio certa vez, ele me disse uma das maiores verdades sobre a música: "A magia da música está no erro. Se ela fica perfeita demais, não tem expressão, não tem alma, não tem vida."
A essas bandas de sucesso de hoje, que ajoelhem-se diante dos trabalhos daqueles verdadeiros mestres da música e que rezem para aprenderem algo!

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Não é fácil encontrar algum bom assunto para escrever num blog, sem ficar repetitivo.
Fico imaginando as dificuldades que um cronista deve ter para escrever no mínimo uma boa crônica por dia e ainda arrumar jeito de escrever livros... Esses caras para mim são os verdadeiros heróis da Literatura brasileira, não certos "imortais" que ostentam títulos graças a seus contatos, e poderes de influência.
Grandes escritores de verdade, ganham admiração por seus pontos de vista muitas vezes até óbvios... tão óbvios que nós, simples leitores nem nos tocamos, graças às pressões que do dia-a-dia nos impõe...
Imagino que esses gênios precisem frequentemente, buscar inspiração em outros lugares... como este blog, por exemplo.
Curiosamente, já vi algumas coincidências muito legais entre algumas das minhas observações e algumas crônicas publicadas algum tempo depois... não me importo com isso. Aliás, acho muito bom e me sinto honrado em ser tratado como uma dessas fontes de inspiração de escritores consagrados, que admiro muito e que, se quiserem, eu ficaria muito feliz em "trocar umas idéias", mesmo que por e-mail. (Se você fôr algum escritor como Luís Fernando Veríssimo, por favor, me escreva! Eu responderei com prazer!)
Muitas das minhas observações aqui do meu blog eu tirei das notícias... mas cansei delas, pois estava ficando muito irritado.
Hoje, busco minha inspiração em experiências de vida, atuais ou passadas... tentando entender como as pessoas costumam pensar ou agir e concluí que o ser humano é um ser absolutamente ilógico, com raríssimas excessões.
Muitas vezes nos pegamos agindo muito mais pela paixão do que pela razão... nos apegando a idéias como verdades absolutas... coisas como religião ou partido político, ou torcida de futebol.
Sem dúvida alguma, o ser humano é facilmente influenciável pela maioria, que é facilmente influenciável, se a maioria tem seus valores provindos do mesmo lugar... assim funciona a chave do que chamamos "controle de massa", em que milhares assumem as mesmas idéias e princípios, baseados na "maioria", que vê os mesmos programas de TV, ou os mesmos noticiários.
Agora, a "moda" são as comunidades virtuais como o Orkut, por exemplo.
A cerca de duas semanas só vejo gente falando sobre isso.
O lado bom, é que de repente, pode-se ter notícias de amigos que já se julgava perdidos no tempo. A má, é que todos os seus dados, hoje "públicos" de repente poderão ser usados contra você amanhã, porque hoje, os valores do Poder são uns. Amanhã, quais serão?
O que hoje é perfeitamente permitido, amanhã poderá ser punido como crime.
Já vimos isso várias vezes na História... Revolução Chinesa, Revolução Russa, Nazismo, Império Romano...
O "controle do pensamento" é um sonho antigo dos Governos. Hoje, uma realidade.
Qual será o pesadelo de amanhã?

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Já me disseram que eu disperdiço a minha vida.
A verdade é que eu nem sei mais se eu tenho uma vida para viver.
A muito tempo, é como se as minhas emoções fossem um bolo que tivesse sido levado de mim, e tivessem sobrado apenas migalhas...
É bem verdade que a solidão só agrava as coisas, então tenho procurado companhia, nem que seja apenas para conversar e não pensar no passado, mas às vezes isso é inútil. Como essa noite, por exemplo, em que eu não estava conseguindo dormir.
Tudo bem que eu esteja ficando madrugada após madrugada acordado e dormindo mesmo, só no período da manhã, mas dessa vez, a insônia foi mais forte.
Devo ter conseguido efetivamente "apagar" só lá pelas 6:40... para ter um pesadelo com a minha "ex"...
Sei que preciso vencer isso, mas o que fazer?
Uma psicóloga diz que essas coisas levam normalmente uns dois anos para serem superados, mas sinceramente, guardo seqüelas que vão muito além disso.
Seqüelas que se mostraram claramente através do pesadelo, do qual não me lembro dos detalhes, mas reflete bem a minha posição com relação aos fatos.
No pesadelo, eu agia feito um "fantasma" na vida dela, já em reconstrução... ficando ali, apenas observando, sem conseguir encontrar uma solução... um jeito de tentar dizer a ela o que eu sentia, sem prejudica-la mais do que a prejudiquei.
No pesadelo, eu era uma "sombra", pois ninguém me via, mas era como se ela pudesse me "sentir".
Em determinado momento, ela se se voltou para mim se afogando em prantos, com um nervosismo incontrolável, como que me forçando a dizer a ela o que ela já sabia.
Eu, sem saber como consola-la em seus prantos... enfim, me senti novamente como da última vez que a vi, acordado com o toque do telefone no meu quarto... que só tocou uma vez, me perturbando ainda mais...
Quem dera fosse ela!
Quem dera ela ainda me amasse como dizia tantas vezes... que me quisesse, mesmo com todos os meus defeitos que a irritavam tanto...
E principalmente, quem dera ela pudesse sentir, acreditar no que palavra alguma poderia traduzir... algo que para mim hoje, significa um passado de quatro dos melhores anos da minha vida, que se foram para sempre.
Tomara que ela esteja tendo mais sorte do que eu com relação a isso.

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

Sempre detestei baladas e casas noturnas... e ainda detesto, mas para não dizer que nunca estive numa balada daquelas "fortes", neste sábado eu resolvi "encarar" uma aventura digna de filmes como "Os Embalos de Sábado à Noite" (Saturday Night Fever), "Os Últimos Embalos da Disco" (The Last Days Of Disco), etc.
Eu já tive alguma experiência do gênero aqui mesmo em Campinas a muitos anos, mas nada tão intenso...
Foi a comemoração do aniversário de uma amiga minha, acostumada à vida noturna.
E só topei porque eu realmente precisava dessa experiência, ainda que fosse uma única vez na vida e acredite, não tenho a mínima pretenção de repetir esse tipo de aventura, apesar de alguns momentos muito agradáveis proporcionados pelas pessoas com quem eu fui... gente raramente humilde e sincera, embora acostumada com os "esquemas" desse "mundo" onde eu me senti absolutamente alienígena.
Uma dessas pessoas me convidou para comemorar seu aniversário no "Barcaça"... uma das incontáveis casas noturnas que se julgam "a casa noturna mais badalada de São Paulo". Isso mesmo! A história a seguir aconteceu em São Paulo, capital nacional da balada, cidade onde tudo é superlativo, inclusive as encrencas. Aliás, as falhas de estrutura de estabelecimento observadas aqui nesse post, poderiam ter sido registradas em qualquer outra dessas "casas noturnas mais badaladas de São Paulo" e duvido que seja diferente em qualquer outra delas.
Ao chegar em São Paulo, peguei o metrô e fui procurar a minha amiga... ela ainda estava se produzindo no salão de beleza, de onde fomos para sua casa... (Que guarda alguma semelhança com a bat-caverna... (Risos... Não posso falar muito não. Já morei em lugares muito semelhantes.)
Bom... aparentemente os planos deram errado e tivemos de ir até lá de metrô seguido de carona de uma amiga dessa minha amiga. Ao chegarmos, a típica fila para entrar, devidamente monitorada por seguranças, obviamente gerando um clima tenso logo na entrada. Clima esse reforçado pelo constrangimento da revista indivíduo por indivíduo, para evitar a entrada de armas no recinto.
O local, naturalmente barulhento e irritantemente apertado para a quantidade de gente, pecava claramente pela segurança... Certas coisas como aquecedores à gás muito próximos de materiais altamente inflamáveis me chamaram atenção logo que chegamos, lá pelas 21:40).
Foram reservadas duas mesas, mas lá só havia uma. Não haviam cadeiras para todos os convidados... reclamações e desentendimentos, logo de cara... aproveitei para explorar o local.
Haviam três ambientes na casa: O primeiro, onde passei a maior parte do tempo beliscando umas mandiocasfritas, bebendo água de côco (Qual é! Eu queria estar lúcido o tempo todo!) e conversando com uma amiga dessa minha amiga (uma morena lindíssima... acho que vou tentar lança-la na mídia e virar empresário dela...); o segundo que para mim pareceria um verdadeiro inferno se não fossem as "diabinhas" dançando entre luzes que não iluminavam nada, mas serviam para dar "flashes" altamente insinuantes de seus movimentos de dança e o terceiro, que não visitei, pois estava muito frio e eu não estava a fim de ficar exposto ao sereno.
Aliás, o ambiente todo era muito mal iluminado. Se não fossem as pequenas lâmpadas de óleo sobre as mesas do primeiro piso, não se enxergaria absolutamente nada (para o azar de uma mulher que sem notar, deixou a etiqueta da loja sair para fora do vestido... acho que ela pretendia devolve-lo após a balada...)
Sorte dos casais no segundo piso, em que não haviam mesas, pois no meio da balada, acabou a energia elétrica e a polícia teve de ser chamada para resolver pequenos impasses do tipo... infração do direito constitucional de ir e vir por parte da casa noturna que devido à insuficiência elétrica dos geradores para poder alimentar os guichês, não permitiu a saída das pessoas, aliás nem a entrada de pessoas era permitida, pois a casa já estava lotada. (Detalhe: nem mesmo os convidados "VIPs" podiam entrar.)
Isso aconteceu por volta de meia-noite... clima tenso, gente querendo sair pelas... chamemos de... saídas de emergência... mas os seguranças estavam atentos, aliás, deve ter sido uma noite muito tensa para eles... Vi agressões desnecessárias contra certas pessoas... e policiais fazendo anotações... (Por que nada disso me surpreendia?)
Essa minha amiga, coitada... a essa altura estava inconsolável pelo desastre de ver alguns de seus convidados do lado de fora... Pior: eles eram a nossa carona e não iriam esperar mais tempo.
OK! Após momentos de muita tensão (aliás, durante todo o período em que ficamos por lá, saímos por volta de 3:00 para efetivamente curtir o resto da noite, passeando de carro (com direito inclusive a uma espécie de racha com 5 pessoas no carro), jogando alguma conversa fora (finalmente sem termos de gritar uns com os outros devido ao barulho) e comendo cachorro quente prensado... Alívio para o estômago praticamente vazio.
Essa noite serviu bem para confirmar todas as minhas teorias a respeito desse tipo de vida noturna.
Acho que finalmente consegui entender melhor o que se passa com essas pessoas que freqüentam esses ambientes: é um vício... adrenalina... só sentem prazer sentindo emoções fortes, muito fortes. Notei que são pessoas que geralmente fumam e bebem muito e sentir emoções fortes são apenas mais um vício... que consome muito dinheiro, aliás.
Só sei que passei a sentir uma sensação muito estranha... e passei a sentir isso enquanto me preparava para voltar... algo como uma saudade muito forte que ainda sinto... Não sei... Me sinto muito diferente do que eu era até essa noite de sábado.
Se não for o fato de ter "passeado" por certas ruas de São Paulo que me trouxe certas lembranças, certamente pode ter sido o excesso de adrenalina... acho eu, afinal não estou acostumado a isso, né?
De qualquer forma, é bom estar de volta ao meu planeta.

sábado, 14 de agosto de 2004

Quando se pesquisa alguma coisa sobre a cultura de uma época, busca-se datas, nomes, autores, imagens, influências... como a música, por exemplo.
Música é cultura - isso é unânime.
Atualmente vivemos uma época em que a música nunca esteve tão ao alcance das pessoas, graças a tecnologias como internet e MPEG Layer 3 (ou MPEG-3, vulgo MP3).
No entanto, a imensa maioria dos arquivos em MPEG-3 têm sua documentação interna absolutamente distorcida pela total e absoluta preguiça por parte dos caras que os criam. Esses "ripeiros" meia-boca da vida, geralmente uma molecada ignorante que definitivamente mal sabem distinguir arte de barulho puramente comercial além de não saber dar valor à obra dos autores das músicas que ouvem.
Se por um lado a divulgação das músicas se tornou muito mais simples, descobrir o verdadeiro autor, intérprete ou data da obra tornou-se um desafio graças aos dados errôneos digitados à torto ou direito nos campos dos "tags" dos MPEG-3.
Como se não bastasse, os CDDBs da vida (imensos bancos de dados sobre gravações musicais em CDs de audio) pecam pelo mesmo problema.
Ao meu ver, isso reflete o grau de ignorância que as pessoas aceitam em si próprias.
Quer colecionar músicas? Vê se ao menos coleciona direito, né?
E por falar em colecionar músicas, tenho alguns amigos audiófilos que ouvem e colecionam MPEG-3, mas abominam a qualidade do som dos mesmos, alegando que estes servem como uma referência rápida às músicas e seus autores e naturalmente como eu, abominam essa falta de cuidado com relação a preencher corretamente os campos dos MPEG-3.
Agora, falando como audiófilo... o som dos MPEG-3 têm uma qualidade inferior à dos CDs, devido à compressão de dados e muitos são "ripados" com taxas de amostragem muito baixa, prejudicando mais ainda a qualidade do som, para ganhar nos tamanhos dos arquivos.
Antes, reclamávamos (e ainda reclamamos) que os sistemas digitais não conseguem reproduzir o áudio tão bem quanto os sistemas analógicos (apesar dos ruídos, DC offsets, estalidos de carga estática... enfim, áudio analógico é para "iniciados", como costuma-se dizer), sobretudo nos agudos, menos suaves e mais ásperos, causando um terrível cansaço auditivo.
Lembro-me de passar tardes inteiras na década de 80 ouvindo LPs e fitas cassette sem a menor cerimônia e hoje não consigo ouvir música da mesma forma (mesmo que sejam as mesmas, embora gravadas digitalmente) por mais de 3 horas sem sentir uma certa irritação que me faz fugir de lugares barulhentos e ruidosos...
Por conta disso, estamos testemunhando um fenômeno no mínimo curioso: uma certa invasão dos "sebos" em busca de velhas "bolachas pretas"... hoje vendidas a preço de banana...
Mas o fato é que o áudio digital veio para ficar. É prático, simples e barato... muito barato.
Aquela minúscia, aquele cuidado com preciosos e sofisticados equipamentos estão dando lugar a tocadores de MPEG-3 que se compra em camelôs.
Os equipamentos de som, antes verdadeiras obras de arte da engenharia de áudio, verdadeiras referências da tecnologia eletrônica analógica, hoje não passam de meia dúzia de chips ligados a circuitos básicos de amplificadores, descarregando o sinal em um sem-número de alto-falantes montados em caixas plásticas ressonantes, que mais vibram por todos os lados do que projetam o som para a sua frente.
Os chamados "sistemas surround", são uma excelente desculpa dos fabricantes para não deixarem de faturar com áudio como faturavam antes com licenciamento de tecnologias de redução de ruído, compensação de sistemas de mídia, etc. Hoje, há dezenas de sistemas como esse, cada um oferecendo pseudo-canais adicionais de áudio com seus "múltiplos processadores de sinal", mas a fonte continua sendo dois canais de áudio: esquerdo e direito.
Atualmente esse caos, está se extendendo ao vídeo... cada dia surgem mais e mais tocadores, incompatíveis com os novos CODECS e formatos digitais que se multiplicam feito bactérias, oferecendo cada dia menos possibilidades de edição devido à perda de qualidade de imagem a cada recompressão...
Me pergunto se essa infinidade de arquivos que temos armazenados em nossos HDs poderão ser pelo menos visualizados daqui a uns vinte anos de modo que possamos ao menos entender as imagens...

quarta-feira, 4 de agosto de 2004

Coisas muito estranhas acontecem dia a dia...
Hoje, recebi um e-mail entitulado "Amor", de um emissário identificado como "Amor".
Rastreei o e-mail até encontrar um servidor de suporte de um provedor gratuito. Aparentemente quem o enviou deve ter utilizado um daqueles sistemas de envio de e-mails anônimos.
Para aumentar o mistério, o envio foi feito para um endereço de e-mail muito antigo, embora do mesmo provedor, que mudou de nome e dono duas vezes depois daquela época...redirecionado automaticamente para o meu endereço atual.
O conteúdo, apenas uma frase, que mais tarde, descobri ser de Mahatma Gandhi: "Um covarde é incapaz de demonstrar amor; isso é privilégio dos corajosos."
Certamente não foi Mahatma Gandhi quem me enviou este e-mail, mas seja lá quem for, a frase omite os covardes, como se os covardes não amassem, ou não pudessem amar.
Aliás, é preciso muita coragem para assumir a própria covardia. E muita consciência para entender que covardia e coragem são apenas estados de espírito.
Se um dia você declarar o seu amor a alguém e esse alguém não acreditar em você, ainda que você tenha toda a coragem do mundo, terá perdido seu tempo além de se sentir tão insignificante e desprezado(a) que dificilmente terá coragem para isso outra vez. Principalmente se você tiver certeza de que trata-se do amor da sua vida.
Nesse caso, você não acreditará em mais nada, sua vida não terá mais motivação alguma e poderá ser apenas questão de tempo para seu que seu estado de espírito mude da coragem para enfrentar essa derrota à covardia que o(a) leva ao seu próprio fim.
Gente assim é fácil de identificar: se isola com facilidade, se dedica a coisas aparentemente sem sentido algum, lutam para fazerem só o que gostam ainda que isso não lhes dê lucro ou status algum... tudo no desespero de se sentirem vivos, pois no fundo, se sentem como puros zumbis, condenados a vagarem pelo mundo até o dia de sua morte.
Nesse desespero, alguns mudam conceitos, descobrem coisas novas e até conseguem certa notoriedade pelos seus feitos, mas a grande maioria morre na obscuridade... e basta uma leve mudança no estado de espírito... causada pela simples falta de um sorriso, pela falta de sonhos em que ainda acredite um dia poder realizar, ou por não sentir mais que se faz bem a alguém.
Muitos deram suas vidas para que a humanidade percebesse sua função na Terra, mas a humanidade nunca a percebeu de fato.
Milhares de mentes brilhantes na Terra já terminaram assim, pois para a humanidade, não passam de "loucos", "estranhos", "foras do esquema"... mas esses são os heróis que mudam o mundo.
São os que têm coragem de contrariar toda a humanidade, ainda que não tenham forças para expressar seus sentimentos como gostariam... e morrem assim.

sábado, 31 de julho de 2004

Tenho observado muitos blogs, fotologs e quase sempre as pessoas aparecem fotografadas em algum bar, ou danceteria, ou boate... em fotos quase sempre cheias de pessoas ostentando copos de bebida e várias fazendo merchandising gratuito das marcas de sua preferência, mostrando claramente o rótulo das latas. (Notem que raramente a bebida em questão não é alcoólica... e o pior é que a grande maioria dessas pessoas ainda tentam voltar para casa dirigindo...)
Francamente, não consigo entender como é que 98% da população de Campinas entre 21 e 33 anos conseguem encontrar prazer em freqüentar lugares extremamente barulhentos e cheios de gente cheirando a cerveja, cigarro ou alguma outra droga (incluindo uma miscelânea de perfumes um mais forte que o outro).
Estou começando a entender por que aparentemente eu atraio muito mais as garotas asiáticas do que as ocidentais. (Se entro em alguma loja e entre as vendedoras houver alguma asiática esteja certo de que é ela que vem em minha direção... Já fiz esse teste várias vezes... Ainda bem que gosto das asiáticas, mas também gosto das ocidentais, embora só tenha namorado asiáticas... deve ser alguma coisa de karma... sei lá!)
Aparentemente, a grande maioria das ocidentais não busca (como a maioria das asiáticas que conheci, inclusive as minhas "ex"), tranqüilidade e conforto. Parecem buscar apenas baladas, agitos, aventuras... apesar de clamarem aos 4 ventos que buscam seriedade num relacionamento... Ha! A única coisa que vão encontrar nesses lugares são homens apenas a fim de sexo e mesmo assim, não sei até que ponto uma mulher pode achar prazeroso transar com um cara embreagado cheirando a cigarro. (E depois ainda querem que o cara ligue para seu telefone na manhã seguinte, quando já tiver "caído" a ficha da imensa mancada, enquanto cuida da dor de cabeça da ressaca... Ha-ha-ha!!!)
Ah! Tem mais! Entre as conversas mais "intelectuais" dessas turmas o assunto mais freqüente é "recursos dos aparelhos celulares"... É triste, mas as pessoas sem perceberem estão se identificando socialmente mais pelo modelo do aparelho que usam do que pelo que são como pessoa... (Por favor, me poupem! Tenho um "velhão"LGC-330W que me serve muito bem e se não fosse por questões emergenciais, eu nem o teria, portanto, não pretendo troca-lo a menos que compense muito... algo tipo... bateria custando mais caro que um aparelho novo...)
A grande verdade é que esses "points" se tornaram algo como "o único lugar onde se pode paquerar", ou seja, aparentemente as pessoas perderam noção de que os relacionamentos podem acontecer no dia-a-dia quando menos se espera, ao invés de reservarem espaço para isso "apenas" nas baladas, onde as pessoas gastam dinheiro que não têm para se produzirem e parecerem ser o que não são... (O que esperar o que disso?)
Se você parar e analisar friamente, perceberá que as pessoas estão tão condicionadas a se bloquearem de tudo à sua volta diariamente, que estão se comportando exatamente iguais, inclusive contra a própria vontade apenas por questões de indução social. E tá aí algo que me irrita profundamente: ser forçado a ser "igual" ao resto da massa... freqüentando os mesmos lugares, nos mesmos horários vestindo-me do mesmo jeito... (Alguém aí já leu "1984"?)
É preciso ser muito forte para não ceder à indução social que a sociedade nos impõe como se fosse "uma obrigação", gerando circunstâncias tão falsas como as conseqüências dos atos dos que cedem... Há uma palavra para isso: alienação.

a.lie.na.ção
s. f. 1. Ato ou efeito de alienar. 2. Cessão de bens. 3. Desarranjo das faculdades mentais. 4. Arrebatamento, enlevo. 5. Indiferentismo moral, político, social ou mesmo apenas intelectual.
(Dicionário Eletrônico Michaelis)


Por essas e outras que até segunda ordem, me declaro "solteirão convicto".
Embora hajam garotas simplesmente deslumbrantes freqüentando esses lugares, o que eu busco numa mulher vai muito além da aparência.
Se uma mulher quiser me mostrar que é inteligente, que tem sensibilidade e bom gosto, basta me dizer que prefere um encontro mais íntimo e tranqüilo como um jantar, cinema ou uma visita para tomar um vinho, do que o agito, o barulho e a total falta de privacidade para uma boa conversa certamente muito mais produtiva...
Ou você prefere gritos ao seu ouvido em meio a um monte de ruídos ensurdecedores ao invés de sussurros carinhosos de alguém interessante?

quarta-feira, 28 de julho de 2004

Como é bom fazer parte de um oligopólio, não?
Cada vez que uma certa companhia telefônica resolve fazer alguma campanha para promover alguma nova versão dos seus serviços de banda larga (na prática, muito mais caros que qualquer conexão discada por motivos óbvios), um certo provedor de internet da mesma nacionalidade (para não dizer do mesmo dono) de repente tem a qualidade de seus serviços de conexão discada (que normalmente é excelente) simplesmente transformada num lixo, forçando o usuário a mudar de plano para um tal de "plano com acelerador" que aliás, nada mais faz do que fazer com que o link velho volte a funcionar como antes (e o que é pior: sem direito a volta e mais caro).
De uma hora para outra, a conexão passa a cair o tempo todo, o link de repente deixa de "transferir pacotes" e a lentidão inviabiliza compretamente certos serviços sérios.
Felizmente eu também tenho cadastro em outros provedores de conexão discada. (Infelizmente um desses usa os mesmos serviços do tal provedor.)
A propósito: existem serviços de conexão de "banda larga" equivalentes e muito mais baratos, dispensando inclusive o provedor.
Óbviamente esses provedores "alternativos" não têm tanto poder de marketing e o brasileiro contrata naturalmente o mais famoso...
Eu tenho impressão de que existem hoje muito poucos provedores "mesmo" de internet no Brasil.
Muitas "marcas" usam serviços terceirizados. Por exemplo: Yahoo Brasil e iBest usam os links da Brasil Telecom, assim como o IG usa os links do Terra.
Aliás, tem serviços gratuitos mais poderosos e eficientes que certos provedores pagos. (Por que tem um certo serviço de e-mail gratuito que oferece 100MB de espaço para e-mails enquanto o meu provedor que pago a anos só permite 30MB na conta principal e 10MB nas adicionais?)
Estou pensando seriamente em mandar o meu provedor a... e usar só serviços gratuitos.
Aliás, a internet está uma imensa montanha de lixo digital... uma infinidade de serviços de mensagens instantâneas proliferando um sem-número de recursos absolutamente inúteis, inutilizáveis, ou inseguros; milhares de downloads sob cadastro onde você não consegue habilitar o que baixou, incontáveis vírus, worms e cavalos de tróia "chovendo" em nossas caixas de e-mail, bem como malas-diretas entupidas de inutilidades que só nos fazem perder tempo precioso de nossas vidas, chats cheios de gente chata, ou falsa, ou pirralhada armando panelinhas... fora os desocupados que estão sempre lá... eu até tentei fazer uma lista dos nicks mais comuns para serem evitados, mas de repente eu posso estar prejudicando gente que de repente pode usar nicks semelhantes inadvertidamente... Optei por não comprar essa briga. Não compensa disperdiçar meu tempo com isso, no entanto, tenho feito minhas pesquisas no campo das relações humanas com resultados interessantes.
Os chats são um recurso muito interessante no mundo moderno... Permitem abordagens e aproximações fáceis, simples e rápidas, resolvendo o clássico problema de timidez de muitas pessoas, uma vez que estas não precisam nem mostrar a cara para tomar um fora...
Não creio que haja algum estudo conclusivo desse fenômeno social, ainda considerado novo, em fase de amadurecimento.
O que se sabe é que muitos relacionamentos têm surgido graças à poderosa capacidade de aproximação dos chats... relacionamentos que vão desde amizades e encontros casuais até namoros, casamentos...
Enfim...um conforto para solitários de toda espécie (incluindo os convictos).
No mundo violento e selvagem em que vivemos, a segurança de um terminal de computador é reconfortante.
Mas infelizmente, a natureza maligna do ser humano já tem invadido os canais de chat.
Há desde pessoas desocupadas tentando prejudicar as outras até chantagistas e todo tipo de aproveitadores...
Os mais aficcionados que me desculpem, mas para mim, a internet hoje reflete o mundo em que vivemos, ou seja, um verdadeiro caos.
Felizmente ainda acontecem boas coisas no meio dessa desgraça toda... o Blogger agora está permitindo recursos novos no meu blog. Coisas como inserção de imagens, por exemplo (ainda nem sei o que postar, quero estrear esse novo recurso com estilo... Hehehe!!!)

sexta-feira, 23 de julho de 2004

DEZ MOTIVOS PARA PREFERIR IO-IÔ AO FUTEBOL:

1 - Io-iô não tem cartola.
-- Pois é! Não tem o lobby dos dirigentes dos times de futebol, nem movimenta tanto dinheiro. Por isso mesmo é um esporte autêntico, jogado por gente que realmente gosta do esporte, não por um bando de conspiradores que transformam o esporte num teatro.

2 - Io-iô é um esporte mais barato que futebol.
-- Um io-iô 1A de referência como um Hitman, por exemplo custa mais barato que um par de chuteiras e um uniforme oficial, além disso, para jogar futebol decentemente você ainda precisa de uma bola oficial, traves, redes, um campo, e outros 43 jogadores também equipados com chuteiras e uniformes, bem como dois bandeirinhas e um árbitro pra tomar vaia da torcida.

3 - Io-iô é um esporte pacífico.
-- Não tem torcida organizada pra quebrar tudo... Aliás, os próprios ioiozeiros se encarregam disso: quebram io-iôs aos montes, detonam rolamentos, embaraçam cordinhas, quebram lâmpadas em shopping centers, abrem dois pontos na própria testa... Quem precisa de torcida pra quebrar tudo afinal?

4 - Io-iô é um esporte discreto.
-- Esperimenta levar dois times inteiros de futebol para praticar o esporte no escritório nos momentos vagos.

5 - Io-iô é um esporte radical.
-- Não tem ioiozeiro no mundo que já não tenha tomado porrada do io-iô e o Otávio Mesquita quase morreu fazendo uma reportagem sobre o esporte. (A galera que freqüenta os fóruns da Associação Brasileira de Io-iô sabe do que estou falando.)

6 - O io-iô é um esporte muito mais antigo que o futebol.
-- E apesar disso continua jovem, ou você já viu algum encontro de jogadores sêniors de 1A?

7 - Io-iô é um tremendo meio publicitário.
-- Fabricantes de io-iô podem fazer divulgação de seus produtos nomeando garotos-propaganda até em outros países mesmo sem vende-los por lá.

8 - Io-iô exige paciência.
-- Quem não tem paciência... que saia chutando tudo o que aparece pela frente, inclusive as canelas dos amigos... enfim... que vá jogar futebol!

9 - Com io-iô não sejoga na retranca.
-- No máximo, dá-se alguns nós.

10 - Ioiozeiro tem personalidade.
-- Claro! Jogar futebol todo mundo diz que joga. Quanta gente tem coragem de dizer que joga io-iô no país do futebol?

(Uma versão deste post se encontra também num fórum da ABI.)

terça-feira, 13 de julho de 2004

Orgulho é um lixo mesmo... fruto da competição selvagem em todas as áreas no mundo em que vivemos hoje, o orgulho nos faz cegos, nos faz arrepender e pior do que tudo, nos aprisiona na ilusão de que estamos certos de nossos atos, de que somos donos dos nossos destinos e que podemos muda-lo à nossa vontade.
Mas o orgulho das grandes corporações mantém altíssimos salários de executivos que pouco fazem além de prepararem apresentações o dia todo para falar um monte de bobagens e estatísticas em palestras para vender suas idéias "revolucionárias", "geniais" e absolutamente óbvias... tão óbvias que normalmente acabam virando livros de "sucesso gerencial", cheios de chavões de propaganda e marketing, apresentados orgulhosamente como portfolio de sucesso profissional, enquanto o mundo se afoga em lixo industrial e um monte de produtos supérfluos, para não dizer absolutamente inúteis.
O orgulho parece ser a chave do mundo competitivo em que vivemos... mostrar orgulhosamente os louros das vitórias é coisa que impressiona os outros, dá "status" e por isso mesmo, nem sempre os louros das vitórias são verdadeiros ou merecidos, o que faz do orgulho, o pai de muitas mentiras.
Poucos têm orgulho de serem humildes, porque humildade "é coisa de pobre" e não traz nada de "status", ou de "atração social".
Todos nós temos nosso lado orgulhoso e nosso lado humilde. O difícil é saber equilibrar os dois lados.
Quando se é humilde, a tendência é se tornar mais humilde. O mesmo ocorre com o orgulho. E ambos são difíceis de se "segurar".
São duas atitudes que nos levam a muitos erros em nossas vidas e que infelizmente escapam ao nosso controle facilmente.
Na minha opinião, é muito mais difícil combater o orgulho dentro de nós mesmos, porque dói admitirmos que erramos, que não deveríamos ter feito isso ou aquilo, ou que tomamos alguma decisão errada em nossas vidas.
Dói... mas algumas vezes, dói menos que as conseqüencias.
Eu já disse que o orgulho é pai de muitas mentiras.Inclusive sobre nós mesmos, sobre o que achamos estar certo, porque nós decidimos assim.
É verdade que a minha humildade me faz infeliz, mas o meu orgulho me fez muito mais infeliz e hoje, eu admito isso.
O post de hoje, eu dedico a uma pessoa muito especial, de quem eu contraí essa doença chamada orgulho da qual se algum dia essa pessoa conseguir se curar... talvez possa me encontrar de novo e perceber muito mais do que seu orgulho lhe permitia, mas isso para mim, é uma esperança perdida... porque eu também fui orgulhoso demais. E eu ainda não sei lidar com o orgulho.
Infelizmente, o mais provável é que o orgulho prevalesça (aliás, como na maioria das vezes) e que a humildade...

domingo, 11 de julho de 2004

É... O mundo dá muitas voltas. Como um io-iô.
Só que ao contrário do io-iô, eu não tenho como controla-lo, só observa-lo girando, às vezes de forma estranha...
Coisas muito estranhas acontecem... e passam por nós como areia entre os dedos.
Pequenos momentos, curiosos, ou familiares tipo "dèja-vu" (perdoem-me pela minha péssima tentativa de escrever francês, nem sei se é assim que se escreve)... enfim.
Ontem, por um momento, um breve momento, foi como se eu pudesse sentir mais uma vez, algo que a muito tempo eu não sentia.
Mas não posso me iludir... todas as coisas boas da minha vida não passam de ilusão, de momentos que um dia se perdem no tempo.
Eu não passo de um sonhador solitário perdido no mundo e a minha vida hoje não passa de um monte de lembranças.
É só o que realmente me resta.
Francamente, nem sei por que Deus, se é que existe, ainda me mantém vivo.
Nenhum dos meus projetos evolui, nada do que planejo dá certo, não consigo construir nada...
As únicas coisas que sei fazer bem, não dão dinheiro algum. No máximo, me distraem, me fazem não pensar nos problemas, no passado...
Vamos admitir: eu odeio esse mundo!
Por isso vivo tentando muda-lo... em vão.
Eu não consigo nem mudar a minha própria vida! Quanto mais mudar o mundo em que eu vivo...
Muitos revolucionários na história da humanidade já deram suas vidas em vão... mas o mundo continua o mesmo.
Eu deveria desistir desse blog, de contar às pessoas sobre o mundo em que vivem... Não fariam nada para muda-lo mesmo!
Eu deveria desistir da minha profissão... que nunca me permitiu construir alguma coisa realmente sólida na minha vida, como uma família, por exemplo.
Eu deveria desistir da vida, mas a minha vida... a quem pertence afinal?
O que mais posso fazer além de observar? Já que toda tentativa de mudança é inútil?
Não posso mudar o meu destino. Só esperar por ele.

quinta-feira, 8 de julho de 2004

Francamente, eu não sei sobre o que escrever hoje.
É tanta injustiça que a gente vê no mundo, tanta estupidez, tanta mentira, tanta ignorância que nem faço idéia de que mais escrever.
Tá certo que eu sou um utopista, que sempre quero tudo certinho, arrumadinho, funcionando direitinho e que tudo mais que foge a isso me deixa chateado. Por isso, me considero um cara chato.
O mundo de hoje parece-me um verdadeiro inferno e tudo o que posso fazer é desabafar no meu blog.
Os valores totalmente trocados... gente que trabalha mais ganha menos, gente que trabalha menos ganha mais, as concentrações de poder continuam sendo passadas de pai para filho, as distâncias entre os mais ricos e os mais pobres ficam cada vez maiores...
Não me importa o que dizem. Não acredito que essa ou aquela convicção política possa dar conta de mudar alguma coisa, uma vez que o poder não se encontra nas mãos de quem elegemos e sim na mão de uma pequena minoria, insensível e infelizmente, intocável.
Mandantes de crimes bárbaros morrem de velhos, impunes e ainda por cima admirados como se tivessem sido grandes "heróis da história".
Aos investidores estrangeiros eu posso apenas recomendar para que não acreditem no que nossos políticos dizem, ou nos números e estatísticas que o nosso governo apresenta.
Felizmente os investidores de hoje estão muito mais sensatos e muito menos suscetíveis a falsas informações, no entanto, onde temos muitos impostos, temos muitas dificuldades de que qualquer negócio possa se tornar viável. Por isso mesmo a cada dia temos menos investimentos no Brasil e os responsáveis capazes de mudar essa realidade preferem não abrir mão dos seus desvios de cada dia garantidos pela enorme complexidade do sistema que criaram ao longo de muitos anos de tradição que vem desde o período imperial.
Se você acha que o Brasil é a "terra das oportunidades", esqueça, a menos que seja um dos "amigos do rei".

segunda-feira, 28 de junho de 2004

Olha só como os humanos são ilógicos:
O homem é estimulado desde criança a ser o "grande caçador sexual", além de naturalmente ter muito mais intimidade desde a infância com suas genitais do que a mulher por questões óbvias.
A mulher por sua vez, é estimulada desde criança a fugir das coisas relacionadas ao sexo... (Tira a mão daí, menina!)
Para a mulher (que precisa de um espelho para poder ver suas genitais), a intimidade com o assunto se torna bastante difícil.
OK! Terminadas as premissas, fica a pergunta: como esperar que funcione naturalmente um relacionamento em que um quer e o outro não?
E nem adianta me vir com esse papo taoísta (apesar de eu respeitar muito a forma de pensar dos taoístas), de que é da natureza do casal, viver em harmonia... Talvez isso funcione lá, na Ásia, mas aqui no ocidente, onde o único equilíbrio que existe é o dos profissionais circenses, não é bem assim que a coisa funciona.
Aí você vai me dizer que o jeito é o homem se manifestar e sempre correr atrás de mulher, exatamente como lhe foi estimulado desde a infância certo? Vai perguntar se elas gostam desse tipo de homem.
Quer saber? A grande verdade é que elas não sabem o que querem. De um lado, "não pode", "é feio", "é sujo", enfim... Mas do outro, a mulher também tem desejos e vontades de modo que há um enorme abismo entre seu comportamento social e suas vontades reprimidas. Por isso a cada dia a aproximação se torna mais difícil. (Fora outros fatores como violência, doenças, etc.)
Note que estou falando de relacionamentos reais, não das "ilusões descartáveis" que nascem nas baladas (Embora existam excessões), onde aliás, as aproximações até que são relativamente fáceis, como se a nossa sociedade reservasse apenas as baladas como os únicos lugares possíveis para aproximações de relacionamentos. (E onde é que fica a criatividade?)
Ora, há muitos outros lugares e formas de aproximação além das baladas.
Pode até ser que tudo o que estou falando não pareça fazer muito sentido, mas onde eu moro, faz e muito.
Campinas é uma cidade muito famosa pelo povo folgado de nariz empinado (e não sou só eu quem está dizendo isso não).
Claro que há excessões, mas que a imensa maioria do povo daqui age dessa forma, age.
Vou citar uns exemplos:
Se você olha para alguém, a pessoa vira o rosto. Se você diz bom dia, ninguém responde. Se você tenta abordar alguma menina e diz "oi" ela vai embora. Campinas é assim.
Tá duvidando? Entra num canal de chat de Campinas e tenta conversar com alguém!
Em pouco tempo você descobrirá que só tem as panelinhas, adolescentes sem o mínimo de vocabulário para um diálogo inteligente, um pequeno grupo de solitários desocupados passando tempo enrolando as pessoas e uns poucos curiosos de fora de Campinas.
Por essas e outras que eu detesto esse povo!!! Ainda bem que tem excessões. Esses, eu respeito e admiro, pois não é nada fácil conviver com o povo esquisito dessa cidade. Povo esse que só vive de aparência, embora as aparências não enganem ninguém, mas ninguém se toca disso, o que sinceramente, acho aburdamente ridículo!
Bom... O que esperar de uma cidade que tem pontos de ônibus em rotatórias e faixas para pedestres que terminam em guard-rails?
Resumindo... o povo de Campinas é tão criativo e natural quanto apresentadores de telejornal lendo textos no teleprompt... Aliás, até se parecem com eles.
Cara... Isso dá nos nervos!!! Sinto falta de ver pessoas de verdade! Não um bando de zumbis metidos a personagens de TV.

terça-feira, 22 de junho de 2004

A cada dia que passa mais eu chego à conclusão de que o ser humano deve ter algum parentesco evolutivo com as ostras, tamanhas as ignorâncias que testemunho todo santo dia, principalmente na indústria de pré-impressão gráfica, onde os "cérebros de ostra", vulgos "ostralopitecos" (ou outro tipo de primata com cérebro de ostra), são os que imperam imponentes com toda a sua pomposa ignorância, arrogância e principalmente, total e absoluta falta de respeito para com aqueles que os fazem ganhar dinheiro aos montes.
Digo falta de respeito para não dizer coisa muito pior. (Acho que estou sendo muito "suave" neste post... Mesmo porque, a minha educação me impede de ser mais impetuoso, embora esse assunto mereça.)
Certos indivíduos, que certamente se julgam os "senhores absolutos da verdade universal" continuam esperando que se refaçam todos os seus "garranchos" milagrosamente, transformando-os em obras de arte de impecável perfeição e no mesmo tempo de preparo de um lanche num bom fast food...
Esse tipo de arrogância, de achar que o universo gira ao redor deles somada ao péssimo hábito de mostrar a eles onde erraram, faz com que estes sempre acabem por atrapalhar o bom andamento de bons serviços feitos por gente competente e que por isso mesmo, merecem ser tratados com o devido respeito.
Nem precisa dizer que por causa dos "ostralopitecos", bons profissionais desistem do mercado e excelentes profissionais são sempre prejudicados, uma vez que a "bomba" sempre estoura na mão desses "milagreiros", heróis anônimos capazes de missões impossíveis, de limpar todo o excremento das "crias" dos "ostralopitecos" e transforma-los em trabalhos "apresentáveis", na maioria das vezes com qualidade visual discutível... enfim, gosto não se discute.
A esses heróis anônimos, fica aqui o meu profundo respeito e que um dia possam ter o seu trabalho reconhecido, pois estes sim, são os verdadeiros artistas que tornam as "crias" dos "ostralopitecos" realmente possíveis.
Aos "ostralopitecos", especialmente a um, em especial que me fez perder o último sábado (que aliás, era aniversário da minha mãe) e que agora me faz ficar trabalhando até agora (e ainda nem tenho previsão de que horas vou sair daqui), fica a minha maldição: que seu orgulho se volte contra você e que o destino mostre o tipo de ser que você é.

sábado, 19 de junho de 2004

Hoje, um amigo me enviou uma mensagem dessas que circulam aos montes pela internet...
Geralmente eu não repasso mensagens assim, sem autor, nem objetivo algum além de divulgar conselhos que visam auto-estima ou como esse, que visa aproximar melhor as pessoas.
Só resolvi reproduzir aqui, porque eu sei muito bem o significado da expressão "muito tarde".
O texto original não tem título, mas eu prefiro chama-lo de "Talvez amanhã seja muito tarde".
Leiam com atenção e reflitam sobre cada frase. Talvez assim, você não cometa os erros que já cometi.

Se você está brigado com alguém, e ninguém faz nada para arrumar a situação... arrume você!
Talvez hoje essa pessoa ainda queira ser sua amiga, e se você não o fizer, talvez amanhã possa ser muito tarde...
Se você está apaixonado por alguém, mas essa pessoa não sabe ainda... diga!
Tavez hoje, essa pessoa também esteja apaixonada por você... e se você não disser hoje, talvez amanhã possa ser muito tarde...
Se você morre de vontade de dar um beijo em alguém... dê!
Talvez essa pessoa também queira um beijo seu... se você não der hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
Se você ainda ama uma pessoa que você acha que te esqueceu...diga!
Talvez essa pessoa sempre te amou, e se você não disser hoje, talvez amanhã possa ser muito tarde.
Se você precisa de um abraço de um amigo... Peça!
Talvez eles estejam precisando mais do que você, e se você não pedir hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
Se de verdade você tem amigos aos quais você aprecia... diga!
Talvez também te apreciem, e se eles se forem ou se afastarem, talvez amanhã possa ser muito tarde.
Se você gosta dos seus pais, e nunca teve a oportunidade de demonstrar... Faça!
Talvez hoje você possa demonstrar... mas se eles se forem, talvez amanhã possa ser muito tarde.

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Errata do último post: O Tanabata Matsuri se comemora no dia 7 de julho.
É uma bela história sobre Orihime e Kengyu, uma princesa e um príncipe condenados a viverem separados sob a forma de duas estrelas no céu.
Nessa época do ano, os orientais costumam pendurar pedidos em ramos de bambu que posteriormente são queimados para que estes cheguem até as estrelas.
Diz a lenda que Orihime e Kengyu concedem pedidos às pessoas na esperança de que sua maldição seja quebrada e eles possam se encontrar novamente um dia.
Curiosamente, as duas estrelas ficam de fato mais próximas nessa época do ano. Para nós, ocidentais, as duas estrelas que os japoneses chamam de Orihime e Kengyu são Vega e Altair.
Lendas à parte, a grande realidade é que a grande maioria de todos nós, seres humanos, vivemos sempre de esperanças e só.
Esperanças de uma vida melhor, de um mundo mais justo, de realizar sonhos, de ser abandonado pela tristeza e abraçado pela felicidade e pela alegria...
Mas a triste verdade, é que o mundo se tornou uma imensa guerra não declarada, de ser humano contra ser humano, sem que estes sequer saibam o que estão fazendo, absolutamente inconscientes das causas e das conseqüencias de seus atos.
Enquanto grandes massas lutam entre si no mais puro caos, manipuladas por poucos, todos desesperados em busca de vantagens, de consumo, de poder... de explorar o próximo de algum jeito, ainda que de modo ingênuo (de tão natural que isso se tornou), muito poucos de fato podem tirar proveito de todos os prazeres da Terra... infelizmente, sob as custas de muitos.
Enquanto um representante do poder inventa uma nova forma de acumular alguma riqueza, uma família perde o teto, uma criança deixa a escola para assaltar, roubar, matar... ou um idoso morre numa fila de algum posto de saúde... notícias comuns demais... nem aparecem mais nos jornais, onde mais aparecem as vidas sociais dos jogadores de futebol.
A espécie humana é a única na Terra que pensa ser racional.
É a única que pensa que pensa.
Aliás, pensar tem se tornado um privilégio para muito poucos.
O futuro pertence aos analfabetos funcionais, que sabem ler, escrever e até fazerem contas básicas de matemática, mas não serão capazes de compreenderem o significado de um problema.
Gerações desses indivíduos estão sendo formados hoje, e dominarão a Terra, como os dinossauros um dia dominaram.
Enquanto a ciência avança, a humanidade emburrece... em nome do individualismo.
Lamentável.

quinta-feira, 10 de junho de 2004

Junho certamente é o mês mais romântico do ano.
Friozinho combinado com as tradicionais festas da época, que vão desde o Tanabata Matsuri do outro lado do mundo até as festas juninas do ocidente e é claro, não deixando de mencionar as clássicas simpatias para o santo casamenteiro (Sto. Antonio), brincadeiras como o "correio elegante"...
Essas coisas todas só me fazem lembrar do passado.
Ao menos aprendi a valorizar algo muito raro hoje em dia numa mulher... um comportamento meigo e inocente como o de uma criança. Mas hoje em dia, nem as crianças têm mais esse tipo de inocência.
Tá aí algo que eu realmente sinto falta...
Às vezes penso que essa inocência é o que faz o grande charme de uma mulher e certamente chama mais a minha atenção do que um decote pronunciado ou belas formas de um corpo feminino bem cuidado... não que essas coisas não afetem a parte mais primitiva do meu cérebro como em qualquer outro homem, mas é como uma "mágica"...
E por falar em mágica, passado e romantismo... daqui a alguns dias será o "Dia dos Namorados" e cairá num sábado... aliás, nada me faz acordar cedo num sábado. Só coisas importantes na minha vida.
Coisas boas... e coisas nem sempre tão boas. Eu não gosto dessa época.
Foi numa época dessas, em que ao invés de comemorar, vi os meus sonhos se forem... E desde então, nunca mais consegui ver o sol da manhã com alegria e então o tenho evitado. Aliás, tenho evitado todo o período da manhã.
Engraçado... o que para muitos é como uma dádiva, para mim é como uma maldição.
Por quanto tempo?
O tempo que eu merecer, eu acho... o tempo que Deus achar que eu devo merecer... Sei lá.
Parece que "pagar a conta" é a minha sina.
Não sei o que fazer, ou o que pensar... o mundo está um lixo mesmo!
Além disso, milagres não acontecem. Acontecem?
Houve tempos em que eu já acordei cedo nos sábados... motivado pela inocência, pelo prazer, pela "mágica" de que eu estava falando...
Se eu pudesse voltar ao passado, certamente faria tudo de novo. Cometeria outros erros (admito que eu praticamente só cometi erros no passado) e talvez até fizesse alguma coisa de certo.
Eu não merecia mesmo tanta dedicação, tanta paixão, tanta audácia... afinal, o que eu significava? Uma obrigação? Um desafio pessoal? Um castigo?
Bom... O que eu significo agora? Para quem?

segunda-feira, 7 de junho de 2004

Em que acreditar no mundo em que vivemos?
Praticamente todas as notícias que lemos, ouvimos ou vemos todos os dias, seja em rádio, TV, jornais ou mesmo internet, vêm das mesmas agências de notícias!
Hoje, por exemplo, eu estava lendo uma matéria dizendo que a AIDS na verdade, não passa de uma incrível "máquina de fazer dinheiro"...
Sinceramente, não duvido.
A muitos anos tenho ouvido muita coisa a respeito, muita coisa mal contada aliás... muitas informações "dispersas", controversas... odeio esse tipo de falta de transparência com relação à orígem das informações.
Mas não estamos falando de AIDS aqui, ou de sua orígem e sim do modo como as informações chegam até nós.
Há um filme muito legal (infelizmente não me lembro o nome, mas creio ser "Manobras na Casa Branca") em que Dustin Hoffman faz um papel de um produtor de cinema contratado por um funcionário do Governo dos EUA para criar alguma matéria na mídia capaz de "abafar" um escândalo... e acaba criando para a mídia uma guerra de mentirinha contra a Albânia...
O fato é que vivemos num mundo falso, nos alimentando de mentiras e lusões todos os dias.
Desde criança tenho ouvido falar tanta coisa que mais tarde concluí serem falsas que acabei me tornando esse revoltado aqui... e o pior é que nem posso falar muito, pois ganho a vida com isso.
Já perdi a conta a muitos anos de quantas cicatrizes já apaguei, quantas pintas, estrias, celulites, pés-de-galinha... quantos dentes já clareei, quantos produtos "maquiei"... sejam para folhetos, catálogos, cartazes, banners, pôsteres, ou panfletos "entupidores de bueiro"...
E eu só faço isso com as fotos. Imagino o que devem fazer com o conteúdo.
No mercado de impressão e pré-impressão gráfica (incluindo agências), circula apenas uma fração do dinheiro que circula na mídia televisiva e telejornalística, pertencente praticamente em sua totalidade a gente ligada diretamente à política.
Não dá para acreditar nas notícias que lemos, ouvimos ou vimos. E é tão grande a quantidade de informações que recebemos todos os dias, que nem temos como verificar sua autenticidade. Assim, nos fica muito mais cômodo acreditarmos nas mentiras do que nas verdades.
Infelizmente, estamos condicionados a isso...

sexta-feira, 4 de junho de 2004

Ando tendo dificuldades para dormir...
Certa vez uma pessoa me disse que quando você tem dificuldades para dormir e não sabe por que, é porque alguém está pensando em você.
Ainda não sei o quanto há de verdade nessa afirmação (sei lá se algo relativo a fuso-horário, telepatia... deixa pra lá!), assim como também não sei o quanto há de real nas declarações feitas pelas mulheres. Aliás, entender os sentimentos das mulheres certamente é o maior desafio da história humana.
Incontáveis livros sobre o assunto, pouco ajudam...
Sabe? Pessoalmente acho que esses sentimentos mudam nas pessoas ao longo de sua vida, ao longo de suas experiências.
E como tenho notado que as pessoas geralmente gostam quando eu escrevo sobre coisas relacionadas a sexo e relacionamentos, resolvi dedicar esse post a dar alguns conselhos aos homens, à partir das minhas experiências de vida com relação às mulheres. (Por favor, mulheres, corrijam-me se eu estiver enganado!)
Aqui vão os conselhos:

1 - Não espere sexo, carinho ou atenção num relacionamento. Essas três coisas são conseqüências que só acontecem (não necessariamente nessa ordem), de acordo com o desenrolar natural das coisas.
2 - Não tente manter ou começar algum relacionamento por sentir falta ou por desejar essas coisas. Sei que é difícil, (ainda mais pela forma a meu ver infantil e primitiva com que nós homens somos induzidos socialmente) mas acredite: esse é o maior erro que um homem pode cometer.
3 - As mulheres adoram carinho e atenção. Gostam de se sentir desejadas, se sentir atraentes a quem as trata com carinho e atenção. À partir daí, talvez surja algum companheirismo e certamente alguma cumplicidade depois de algum tempo. Se somarmos tudo isso à uma constante admiração de ambas as partes, talvez possa surgir o tesão, o desejo... e aí, pode ser bom ter camisinhas por perto.
Elas têm tanta necessidade de se sentirem atraentes e desejadas que fazem de tudo... tingem os cabelos, se depilam, fazem implantes, se mutilam, torram pequenas fortunas em cremes, shampoos, perfumes, cosméticos... Aproveitando-se dessa característica delas, as "indústrias da estética" estão entre as que mais faturam...
4 - Chega de falso puritanismo! As mulheres gostam de sexo tanto ou mais do que o homem. Apenas não conseguem trata-lo isoladamente dos sentimentos. Só as "profissionais", mas tenho impressão de que elas não sentem prazer nisso. (Nunca contratei uma para saber. Odiaria transar com uma mulher, sabendo que ela não sente nada... deve ser muito broxante!)
O fato é que uma mulher excitada pode perder controle. (Ô coisa boa!) Meu conselho é: sempre tenha camisinhas por perto. Nunca se sabe quando você pode precisar de uma. (Mulheres, acreditem: homem excitado também perde o controle.)
5 - O desejo das mulheres se concentra no carinho, no respeito, na atenção e no companheirismo. Se você sente que não consegue dar alguma dessas coisas à sua parceira, ou você percebe que ela não consegue sentir essas coisas de você, mesmo que você se esforce, é um mau sinal.
6 - O conselho anterior também vale para as mulheres com relação aos homens. (Ou você acha mesmo que homem é movido só a sexo?)
7 - Se alguma mulher se declarar a você dizendo coisas como "eu te amo", meu amigo... cuidado. Elas têm o dom de derreter nossos corações com seus olhares meigos e pidonhos e nós sempre caímos nessa... Em primeiro lugar, o "amor" é um conceito tão subjetivo que nenhum dicionário na terra conseguiria defini-lo com clareza. Em segundo lugar, Quem garante que ela não lhe virá amanhã com a velha desculpa típica de todos os fins de relacionamento: "eu vi que era tudo ilusão..."???
8 - Seja honesto em tudo o que disser que agrade a ela. Omita as que não a agrade. Exemplo: se achar que algo na roupa dela não combina, sugira outra coisa ao invés de dizer coisas como "esse chapéu está horrível".
9 - Mulher é por natureza um ser possessivo com relação aos homens. As que não são possessivas ou são competidoras (competem contra as outras mulheres pela atenção... vide conselho "3") ou são vingativas. (Exceto as bissexuais.) No caso das vingativas, elas fazem coisas como derramar café no vestido das outras mulheres ou mesmo estimulam os ciúmes do companheiro, "dando mole" pra cima de outro homem... O comportamento dessas últimas é o mais imprevisível. (Novamente, aconselho ver o ítem "3" desta lista de conselhos.)
10 - Se ela quiser controlar demais a sua vida, ou acha que sua vida é fácil ou que você vive "dando mole" para as outras mulheres, leva-a com você feito um "tamagochi"! Quem sabe ela percebe o óbvio: nem tudo é o que parece. (???)

Terminando:
Se com esses conselhos eu pude ajudar alguém a salvar algum relacionamento, ou dei as "peças que faltavam" para alguém começar algum, essa minha noite em claro pode ter valido a pena.
Só espero não ser responsabilizado pelo fim de algum relacionamento por causa desses conselhos.

domingo, 30 de maio de 2004

Eu invejo as pessoas que podem falar com certeza absoluta que estão amando.
Já perdi a conta de quantas vezes eu me senti apaixonado na vida e é bem verdade que todos nós sempre passamos por alguma experiência do tipo "paixão destrutiva", que faz com que pensemos estar amando profundamente e um dia, ao cair na real, temos raiva de tudo... Já aconteceu comigo (bem mais do que só uma vez)... E creio, já aconteceu com todo mundo que conheço...
O problema, é que depois de uma experiência dessas, a gente começa a se questionar se não está embarcando em outra armadilha do destino desse tipo...
Garotas que diziam que me amavam, também já passaram pela minha vida. E não adiantou nada eu me apaixonar, me dedicar... amar mesmo!
Hoje elas tratam essas fases como "ilusão"... palavra simplista demais para justificar o que não se pode explcar.
Não há palavras capazes de se explicar o que se sente.
Eu poderia escrever durante décadas sem conseguir definir o que é o amor, o que é amar...
Em algumas antigas artes marciais, costumavam dizer que "o caminho não pode ser explicado ou definido e sim, experimentado".
Pois bem... Eu amei sim. Muito... Loucamente... E sempre que eu vivi essa experiência, tive de provar a mim mesmo que eu realmente estava amando. E amar, muitas vezes é dar a quem se ama a chance de ser feliz.
Infelizmente esse tipo de prova, para mim, sempre termina do mesmo jeito.
Geralmente as pessoas que eu penso que me amam terminam me deixando. E é assim que funciona.
Por isso tenho medo de amar de novo... de me deixar levar pelos sentimentos...
Tenho dificuldade em acreditar quando alguém diz que me ama. Como se todo amor fosse ilusão.
Quero crer que estou enganado, mas para mim, o amor é isso: ilusão deliciosa que um dia termina...
Eu queria que ao menos uma vez, esse sentimento, essa experiência não terminasse nunca.
Creio que todos nós buscamos isso a vida toda. Por isso tantos relacionamentos começam e terminam ao longo da vida.
Como se a vida fosse feita apenas para errar.
Sabe? Se a vida foi feita apenas para errar, só a própria vida poderá responder... Se ainda me sobrar vida para viver até lá.

sábado, 29 de maio de 2004

Eu tenho tentado manter uma certa regularidade no meu blog, postando ao menos uma vez por semana, mas acredite, é difícil postar idéias sem ser ofensivo a outras linhas de pensamento, sem ser direto demais, nem desabafar os meus problemas pessoais online.
Estou sem inspiração hoje. E não é por falta de idéia...
Idéias eu até tenho várias, mas são tantas e tão complexas e delicadas que eu nem sei por onde começar.
O problema de escrever sem inspiração, é que acabo "davagando" demais e começo a fazer um monte de frases desencontradas e mudando de assunto com muita facilidade.
Eu podia falar de política... mas o assunto é muito chato e eu não estou a fim de perder o meu tempo mostrando os podres do poder... não resolve nada mesmo!
Eu podia falar de como surgiram os poderes paralelos que controlam o mundo, mas eu trombaria de frente com as crenças religiosas das pessoas e elas geralmente não gostam de saber de certas verdades... preferem acreditar na versão da história ditada pelos conspiradores do que nos fatos históricos comprovados cientificamente pela arqueologia...
Eu poderia falar sobre o amor, mas a distancia entre o amor e o ódio é a mesma entre uma face e outra de uma lâmina afiada... e as feridas dessa navalha, são tão fundas, dolorosas e difíceis de cicatrizar que me doeria muito falar sobre isso hoje... as minhas feridas doem e muito.
Eu poderia falar da ignorância... afinal esse blog é feito para apontar exatamente isso: a ignorância das pessoas incluindo a minha.
Acho que hoje, eu prefiro ignorar tudo isso... Afinal, de que adianta me concentrar em apontar a ignorância do mundo e das pessoas se tenho certeza absoluta de que serei ignorado pela grande maioria? (Fora "meia-dúzia de seres conscientes...)
O fato é que graças a essa ignorância, a humanidade caminha para o seu fim... Fim merecido, aliás.
Desde criança ouço falar que "as coisas vão melhorar", que "o país vai crescer", que "o mundo vai ser melhor"... francamente, acho tudo uma grande mentira.
As coisas só pioraram, o Brasil nem é um país (já expliquei isso em outros posts...), o mundo está cada dia mais perigoso e nunca se viveu tão pouco quanto agora, embora hoje, haja muito mais tecnologia e informação disponíveis do que a uns dez ou vinte anos atrás, por exemplo. (Leia-se "viver" como "aproveitar a vida" ao invés de "mofar no trabalho" ou "isolar-se atrás das portas de casa" ou "esconder-se atrás de um monitor"...)
Francamente, o mundo hoje está cada dia mais parecido com uma enorme lixeira e nós somos o lixo.
Somos todos ignorantes e ignorados... Já que o mundo é isso, então... De que adianta eu perder o meu tempo escrevendo esse blog?
As guerras do mundo não vão cessar por causa de um post no meu blog, nem a criminalidade, nem a fome...
De que adianta eu fazer qualquer coisa se nada do que eu fizer mudará alguma coisa?
Dói muito ser ignorado. Mas não dói ser ignorante.