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segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

A saudade é a pior dor que um ser humano pode sentir... inimigo silencioso que sempre nos pega desprevinidos, desprovidos de defesa...
Coisas boas que a gente acaba lembrando mesmo sem querer e que sabe que nunca mais poderão ser vividas novamente doem muito...
Mágoas e feridas que insistem em não cicatrizar doem muito mais com isso. Principalmente nessa época do ano, em que tudo é falso e por isso mesmo, desejamos ardentemente um pouco de verdade... e acabamos por buscar em nosso íntimo, nossa alma, uma vez que tudo à nossa volta nos apresenta como "vazio", "sem alma".
Detesto final de ano! O Natal não é celebrado e sim comemorado... é a festa suprema do comércio...
Não há loja que não lote, nem trânsito que flua tranqüilamente nessa época.
E o ano novo é a época recordista em suicídios, homicídios e mortes em acidentes de trânsito.
Resultado: como poucas pessoas de bom-senso, prefiro ficar em casa... quieto no meu canto.
Este ano, não há como eu passar essa época com alguém especial... Nem sobrou dinheiro para viajar, tirar umas férias... de modo que certamente, só terei minhas lembranças como companhia mesmo que eu tente sair, ir a algum lugar, tentar distrair... Não dá para ignorar os fatos: não há como fugir do destino... Seja ele qual for.
Se estou desanimado ou triste, é por causa disso: não tenho como mudar o meu destino, a "missão" que o "Universo" me obriga a cumprir...
Faz parte da minha natureza desejar que as pessoas que merecem, sejam felizes. Não posso mudar isso.
Mas para que alguns possam ser felizes, sempre será necessário que outros não possam se-lo.
Essa é a minha vida... se é que posso chama-la assim.

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