Translate

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

Para quem não conhece os Postulados de Picolo, recomendo que dê uma atenção especial ao Segundo Postulado, que diz ""Se determinada marca é a mais falada ou conhecida, é porque tem alguem que faz algo melhor."
A muitos anos tenho tentado mostrar a quem quiser ver (porque a grande maioria se recusa, por questões, ou de lavagem cerebral gerada pelo poder das estratégias de marketing, ou por influência dos "multiplicadores de opinião" como vendedores "empurrões", ou revistas "técnicas" recheadas de matérias compradas), que nem sempre o que os fabricantes apresentam corresponde à realidade dos fatos.
O pior é que geralmente grandes potências líderes em seus segmentos costumam se empregar de artifícios assim.
A alguns dias atrás, um amigo meu levantou uma questão interessante de ser comentada... segundo esse meu amigo, a Intel está "crente" de que a tal da "Hyperthreading Technology (HT)", da Intel, "é um marco na história da computação porque possibilitou a multitarefa via hardware".
Eu não pude deixar de notar que esse meu amigo que, por mais cético que ele seja (e até certo ponto fâ do padrão Intel para processamento), se mostrou profundamente ofendido em seu intelecto, uma vez que foi um usuário de um computador que já oferecia recursos de multitarefa via hardware, lá por volta de 1992. Uma (hoje modesta) máquina de 32 bits conhecida como Amiga 500.
Desde que o "finado" (desculpem-me comunidade Amiga), foi descontinuado, várias potências da informática têm levantado a bandeira do multitasking via hardware, quando na verdade, nada mais fazem do que compartilhar o processamento via software, o que praticamente era impossível de se fazer com os recursos limitados do Amiga, que o fazia via hardware.
Era comum ao usuário de Amiga tocar música, formatar disquete e desenhar ao mesmo tempo, sem sofrer NENHUMA perda em desempenho de processamento, como ocorre freqüentemente com os computadores modernos. Sua única limitação nesse processo era a memória, mas... isso já é outra história.
Infelizmente a grande maioria das pessoas se deixa levar pela "conversa" dessas grandes potências, simplesmente por ignorar os fatos, ainda que venham de outras épocas, ou de linhas de evolução histórica já descontinuadas.
Ainda me pergunto se essas bobagens são divulgadas por causa de decisões do alto-escalão dessas grandes potências, ou por causa de estrategistas de marketing desinformados...
Quando se apresenta algo como "novo" ou "revolucionário"... fica esperto(a) aí, falou?

Nenhum comentário: