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quinta-feira, 11 de dezembro de 2003

Já que estamos entrando no que considero o período mais falso do ano... em que pessoas que não se conhecem se abraçam e se beijam fingindo ignorar o cheiro de cerveja, cigarro ou perfume barato; em que as famílias desunidas o ano todo resolvem se reunir para uma festa "em família" em que sempre acaba sobrando um monte de comida por dias e dias; época em que pessoas que deveriam estar juntas acabam se separando por motivos diversos, sejam profissionais ou econômicos, ou outros, acabam passando separadas; época em que muitas vezes as pessoas se apertam para presentear outras pessoas; enfim, tudo em nome do Natal.
Quer comemorar o Natal de verdade? Pelo amor de Deus, ao menos seja sincero(a)!
Abrace e beije quem você ama! Não só no Natal, mas sempre! Afinal, o Natal deveria ser isso mesmo: a celebração do nascimento de um homem que ensinou a milhões o quanto se deve amar, seja seu(sua) namorado(a), esposa, marido, amigo(a), parceiro(a), filhos, filhas, vizinhos, seja quem for, ame!
Nas festas, viaje se isso lhe fizer bem (mas faça-o com muita prudência); beba, se isso lhe agrada (mas com moderação e respeito às outras pessoas); transe com tesão, carinho, amor... (e camisinha); enfim, comemore, mas seja verdadeiro(a), respeite as pessoas à sua volta...
Enquanto você comemora, ao menos reserve um momento para meditar... pode haver alguém que esteja morrendo de fome enquanto você comemora, ou alguém se suicidando por se sentir só, ou alguém morrendo em algum acidente causado por imprudência, ou algum motorista bêbado, quem sabe?
Talvez alguém que tenha pago todas as suas contas em dia esteja falindo, perdendo o emprego... enquanto seus chefes de Estado comemoram com champagne importado e chocolates caros, talvez já planejando outra forma de extorquir esse coitado... que talvez termine por ser mais um dos que poderão morrer de fome no ano seguinte.
Se alguém enriquece, alguém empobrece. Isso é inevitável.
Cada novo bombom que sobra na mesa do poder, é mais uma criança num semáforo.
E geralmente, sobra muita, muita comida numa ceia de Natal.

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