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sábado, 1 de novembro de 2003

É madrugada...
Termina o halloween... Ou para nós, brasileiros, o "Dia do Saci", criado para combater o processo de "massificação cultural" ao qual estamos sendo submetidos diariamente.
Francamente, acho o costume do halloween uma brincadeira saudável e aprovo a versão brasileira, que resgata um pouco folclore que nos resta ao invés de divulgar cultura abóbora em terra da banana.
No entanto, existem influências "abóboras" muito mais nocivas à nossa cultura e que não são percebidas.
Frases e chavões, tratados como provérbios populares em meios de divulgação cultural como filmes, novelas, etc.
Coisas que acabam sendo tratadas como verdades absolutas ao invés de terem seu lado lógico analisado friamente.
Um dos motivos da existência desse blog é justamente o combate a essas "verdades" através da desmascaração de como essas "verdades" funcionam.
Um exemplo disso é a clássica frase típica de desenho animado: "O freguês (ou cliente) sempre tem razão."
O fato é que, nem sempre o cliente tem razão. Muitas vezes ele tem mais dúvida do que razão e um bom profissional ao sanar essas dúvidas através da verdade ao invés da "enrolação", acaba por ganhar a confiança do cliente e dar orígem à tão falada "parceria profissional".
Infelizmente é normal num país onde as pessoas desconfiam umas das outras, os clientes mandarem fazer isso ou aquilo do seu próprio modo, na base da "tentativa e erro" e depois culpar os "paus mandados" quando a coisa não dá certo. Azar dos "paus mandados", que ao se calarem e consentirem na consciência do eminente problema, perdem a confiança de seus clientes, que por sua vez, procurarão os serviços "aparentemente" mais "seguros", muitas vezes repetindo os mesmos erros, se não de forma pior.
Para mim, a frase "o cliente sempre tem razão" não só é uma das mais nocivas mentiras comerciais de todos os tempos como também uma sabotagem silenciosa às decisões empresariais.
No meu último post, há uma verdadeira lista de fatos que a maior parte dos estadunidenses ignoram.
Como acreditar num provérbio partido deles? Ou você prefere acreditar em abóboras?

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