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sexta-feira, 21 de novembro de 2003

Tópico 1 - io-iô:
Eu fui campeão de io-iô em Mogi-Mirim, lá por volta de 1983. (Grande coisa!)
Lá por volta de 1984-1985, eu perdi um campeonato. (Bem-feito pra mim!)
Hoje eu ainda jogo io-iô, como hobby. Não quero nem saber de campeonatos ou torneios. (Eu me sentiria ridículo no meio daquela molecada toda...) Mas adoro ensinar a molecada sobre io-iô. Tanto que me registrei na Associacão Brasileira de Io-iô e estou encomendando um io-iô muito especial... um que fazia parte da premiação eu deixei de ganhar naquele campeonato que perdi.
Em tempo... ainda acho questionáveis os critérios de avaliação desses campeonatos.

Tópico 2 - reforma do apartamento:

Tudo começou com uma necessidade de se reformar o sistema de esgoto do prédio onde moro. TODO o sistema de esgoto... coisa assim... absolutamente comum e corriqueira, num país que funciona na base da gambiarra.
Por uma semana inteira eu não dormi direito, não tomei banho direito e gastei uma pá de dinheiro em inseticida, uma vez que todas as baratas do sistema de esgoto do prédio vieram fazer uma convenção no meu banheiro... aliás, nem havia banheiro. Só uns buracos abertos (por onde vinham as famigeradas baratas) e um monte de terra em seu lugar quando voltei do serviço um dia desses...
A cada uma das baratas que eu matava (acho que foram mais de 200 naquela noite "em claro") eu amaldiçoava os responsáveis pelo projeto e construção do prédio onde moro.
Odeio baratas... sou sádico ao mata-las (o meu método predileto é jogar álcool hidratado nelas. Elas morrem em cerca de 40 seg.)
Agora não há mais baratas e a maior parte do piso da casa já foi trocado.
Mas a previsão é de a obra prosseguir por um loooongo tempo... em meio a poeira, areia, bagunça e muito, muito barulho.

Tópico 3 - auto-estima:
Tenho um projeto de melhora de auto-estima que estou adiando por falta de verba... Mesmo porque, com a reforma, não posso nem pensar em gastar dinheiro.
Espero que, com o término da obra, eu possa me sentir melhor para poder investir na minha auto-estima... a minha maldita auto-estima... aliás, a falta de auto-estima.
Não existe desgraça maior na vida de um homem do que não conseguir acreditar no futuro a ponto de desistir da própria felicidade. E acredite, Não há nada pior do que isso.


Conclusão:
Estou tentando reformar a minha vida e tudo o que está à minha volta, buscando as coisas que me dão algum prazer e tentando abrir novas possibilidades de objetivos na vida.
Tenho consciência de sem esses objetivos, a vida não faz nenhum sentido. E é aí que nasce o meu problema de auto-estima.
Eu sempre fui muito azarado em meus projetos de vida. Agora, estou buscando resgatar tudo o que eu não consegui no passado e que sei que é possível... pequenas coisas, pequenos sonhos do passado... coisas infantís, bobas e aparentemente sem sentido lógico algum.
Quem sabe esses pequenos sonhos sejam a isca para atrair de volta grandes sonhos que eu julgava definitivamente perdidos? (Olha eu... devaneando esperanças...)

domingo, 16 de novembro de 2003

Isso eu recebi numa dessas correntes de e-mail:

Você sabia que os deputados federais ganham...

Salário: R$ 12 mil
Auxílio-moradia: R$ 3 mil
Transporte: 4 passagens aéreas de ida e volta a Brasília/mês
13º e 14º salários: No fim e no início de cada ano legislativo
Verba para despesas comprovadas: R$ 7 mil
Verba para assessores: R$ 3,8 mil
90 dias de férias anuais e folga remunerada de 30 dias
Mais 35 mil por mês como verba de gabinete.
Direito a contratar 20 servidores para seu gabinete
E ainda vão receber R$ 25,4 mil para trabalharem durante o recesso?
O dinheiro sairá dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso!!!
Mostre sua indignação e envie este texto a todos os seus amigos e
conhecidos para que protestem junto aos deputados federais e senadores
E querem que você doe um pouquinho para o "Fome Zero"?
Suposições...
Suponha que exista uma estrada de cerca de 800km que liga Boa Vista a Manaus e que há nela um trecho de aproximadamente uns 200km referente a uma tribo indígena conhecida como Waimiri Atroari, por onde você não pode passar entre as 6:00 da noite e as 6:00 da manhã, se não tiver uma autorização especial da FUNAI, altamente burocrática... Até aí... normal, né?
Suponha que qualquer americano, inglês ou japonês, por exemplo, possa passar por essa tribo indígena em qualquer horário e que se você estiver com eles, também pode.
Suponha ainda que esses indígenas falam a língua nativa, inglês e francês, mas não falam português.
Suponha ainda que em algumas reservas você encontre as bandeiras dos EUA ou da inglaterra.
(Agora você sabe por que tem de pagar tão caro em royalties por derivados de plantas ou animais que só existem no Brasil, mesmo que você mesmo produza esses derivados.)
Agora... suponha que coisas assim não acontecem só com a biodiversidade, mas com as reservas minerais também.
Biopirataria ou conivência?
País soberano, ou colônia de exploração internacional?
Para encerrar: O Brasil tem petróleo igualzinho o Iraque. E ainda tem pedras preciosas, ouro, bauxita, cassiterita, urânio... Mas não foi invadido como o Iraque... enfim... Por que alguém invadiria seu próprio quintal?

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

Não é preciso ser nenhum especialista em engenharia de trânsito para perceber claramente que as alterações de trânsito efetuadas sumariamente pela EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, são de ordem absolutamente arrecadatórias.
Exemplo: Antes, um motorista que seguia pela Av. Império do Sol Nascente em direção do "Estacionamento 2" do Shopping Center Unimart, tinha de fazer uma conversão (se não viesse da Av. John Boyd Dunlop), como única alternativa para, na hora de sair do Estacionamento, não ter de "enfrentar" os cemáforos com foto da Av. John Boyd Dunlop.
Semáforos esses, que já foram responsáveis por um enorme número de discussões e pelo pedido de demissão de um juiz inconformado com a clara natureza arrecadatória (ao invés de educativa) dos mesmos. E mais: esse tipo de semáforo são considerados "obstáculos perigosos ao sistema de trânsito" em países desenvolvidos.
Mas, voltando ao Shopping Unimart, não há sequer uma chance de o motorista desavisado que entrar no trecho da Av. Império do Sol Nascente poder fazer a conversão sem ter de fatalmente dar a volta em torno do Shopping Center e "enfrentar" os tais semáforos.
Sensores de radar em finais de afluentes de vias principais (onde é comum acelerações "emergenciais" justamente para evitar acidentes) são os pontos mais escolhidos para serem implantados.
Outros lugares bastante comuns de instalação desses sistemas, são em subidas, onde com um pouco mais de aceleração, se aproveitaria a inércia do veículo e conseqüentemente se economizaria combustível e se evitaria uma troca de marcha.
Aliás, o próprio "Projeto Rótula" foi claramente concebido para que o trânsito ficasse mais tempo parado, bem como os trajetos mais longos... Os donos de postos de combustível agradecem.
Enquanto isso, nós, cidadãos continuamos sofrendo com ruas estreitas demais para a quantidade de veículos, incontáveis semáforos fora de fase, faixas de pedestres que terminam em um poste, caixa de correio ou pior ainda, um guard rail sem calçada, no meio de uma via principal, pontos de ônibus em rotatórias (pasmem!) e buracos... muitos buracos...
Fatos bastante divergentes do termo "desenvolvimento" constante no nome da empresa, não?
Só pra encerrar... um aviso aos funcionários que tomam as "decisões" da EMDEC... somos nós, moradores de Campinas que estamos pagando os seus salários.
Em nome dos cidadãos... Só queremos que vocês respeitem e honrem isso.

segunda-feira, 3 de novembro de 2003

E eu... continuo com meu "auto-tratamento" para tentar melhorar a minha auto-estima...
Passei ontem e hoje, mexendo com coisas relacionadas a audio e eletrônica para me distrair e à noite, tomei um banho, pus uma roupa mais "elegante" e saí para jantar num shopping aqui perto...
Não é a primeira vez que faço isso... Tentar ocupar a minha mente e passear por aí mais "alinhado", me ajuda a distrair a mente e me sentir alguém no meio da multidão.
Observo que sempre que eu saio assim, algumas garotas passam a dar aquelas olhadinhas de canto de olho... e até tem algumas que devem ficar com torcicolo... Mas não mexo com elas. Não me sinto motivado a sair "à caça"...
Ainda tenho muito a fazer por mim mesmo antes de qualquer coisa.
Problemas a resolver, coisas a mudar e tentar definir quais rumos devo seguir...
Eu até que estava me sentindo um pouco melhor, até que... bastou uma lembrança para eu voltar para casa e me fechar de novo.
Um brinquedo... um inocente ursinho de pelúcia branco numa vitrine foi o gatilho que me fez ver o quanto eu ainda estou longe de estar curado... do meu passado... de uma época em que eu ainda sentia vida em minha alma.
Talvez em algum lugar, um certo ursinho branco que dei de presente, esteja sendo melhor companhia do que eu.
Aos leitores(as), minhas desculpas pelo desabafo.
Mas que espécie de blog seria esse sem desabafos?

sábado, 1 de novembro de 2003

É madrugada...
Termina o halloween... Ou para nós, brasileiros, o "Dia do Saci", criado para combater o processo de "massificação cultural" ao qual estamos sendo submetidos diariamente.
Francamente, acho o costume do halloween uma brincadeira saudável e aprovo a versão brasileira, que resgata um pouco folclore que nos resta ao invés de divulgar cultura abóbora em terra da banana.
No entanto, existem influências "abóboras" muito mais nocivas à nossa cultura e que não são percebidas.
Frases e chavões, tratados como provérbios populares em meios de divulgação cultural como filmes, novelas, etc.
Coisas que acabam sendo tratadas como verdades absolutas ao invés de terem seu lado lógico analisado friamente.
Um dos motivos da existência desse blog é justamente o combate a essas "verdades" através da desmascaração de como essas "verdades" funcionam.
Um exemplo disso é a clássica frase típica de desenho animado: "O freguês (ou cliente) sempre tem razão."
O fato é que, nem sempre o cliente tem razão. Muitas vezes ele tem mais dúvida do que razão e um bom profissional ao sanar essas dúvidas através da verdade ao invés da "enrolação", acaba por ganhar a confiança do cliente e dar orígem à tão falada "parceria profissional".
Infelizmente é normal num país onde as pessoas desconfiam umas das outras, os clientes mandarem fazer isso ou aquilo do seu próprio modo, na base da "tentativa e erro" e depois culpar os "paus mandados" quando a coisa não dá certo. Azar dos "paus mandados", que ao se calarem e consentirem na consciência do eminente problema, perdem a confiança de seus clientes, que por sua vez, procurarão os serviços "aparentemente" mais "seguros", muitas vezes repetindo os mesmos erros, se não de forma pior.
Para mim, a frase "o cliente sempre tem razão" não só é uma das mais nocivas mentiras comerciais de todos os tempos como também uma sabotagem silenciosa às decisões empresariais.
No meu último post, há uma verdadeira lista de fatos que a maior parte dos estadunidenses ignoram.
Como acreditar num provérbio partido deles? Ou você prefere acreditar em abóboras?