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terça-feira, 30 de setembro de 2003

É inútil!
Não importa o quanto eu trabalhe, o quanto eu lute, o quanto eu me esforce para conseguir sempre o melhor e dar um bom exemplo... O mundo não funciona assim.
O ser humano nos últimos 10 mil anos, ainda não aprendeu que todas as pessoas são iguais.
Ainda não aprendeu que é bobagem ficar disputando entre si para ver quem consegue se impôr mais perante o próximo, seja por poder, seja por ostentação.
O indivíduos do Governo... só defendem os interesses dos grupos capitalistas ou do crime organizado, que são quem os pôe no poder como que num palco de marionetes... salvo raríssimas excessões "esmagadas" pelo sistema. Com isso, as leis se tornam cada dia menos justas, as distâncias sociais se tornam cada dia maiores e a mentira se torna cada dia mais a lei da sobrevivência.
Não se produz qualidade e sim quantidade, porque cada dia mais a imensa maioria (que aumenta a cada dia) tem cada dia menos poder de compra para comprar produtos de qualidade... Logo, cada dia se produz mais lixo e um dia morreremos afogados num imenso entulho.
Cada dia que passa, se vive menos as coisas boas da vida e gasta-se a vida para mover essa máquina de lixo movida à mentira que é a sociedade individualista em que vivemos... tudo porque "quem pode mais chora menos", mas que um dia, quem "pode mais" certamente sofrerá as conseqüencias disso, pois sua insegurança aumentará, mas culpará sempre o próximo ao invés de a si mesmo... Criatura ignorante!

domingo, 28 de setembro de 2003

As pessoas continuam me perguntando sobre o meu relacionamento com a minha "ex".
O que elas não sabem é o quanto esse assunto dói. Por isso, muitas vezes fico sem jeito.
Ainda tenho uma ferida muito grande para cicatrizar e, cada vez que toco no assunto é como sal direto na carne.
Tento instintivamente buscar modos de essa ferida doer menos e tenho tido uma grande ajuda madrugadas adentro, via internet... mas isso já é uma outra história. Prefiro não entrar em detalhes aqui, para não prejudicar quem me ajuda (e muito).
Estou para dar umas aulas nas tardes de sábado... para ajudar no orçamento e tentar ocupar a minha mente com outras coisas além das tarefas profissionais e domésticas (moro sozinho)...
Dizem que formávamos um casal bonito e certamente nos amávamos muito. Mas o fato é que não foi o suficiente.
Eu já não sentia mais a felicidade dela, embora eu fizesse de tudo para isso.
Me esforçava ao máximo para que ela pudesse ser feliz, mas tudo o que consegui foi provar a mim mesmo que eu não tinha competência para dar a ela o otimismo que sempre acabava me faltando, ou a "malícia social" que minha ingenuidade sempre insistiu em não cultivar.
Por mais que eu tenha tentado, minha natureza não me permite ser diferente. Por isso, vivia dando "mancadas" para com ela e sempre terminava me sentindo mais idiota do que antes.
Apesar de muitos me considerarem uma espécie de "gênio", o fato é que eu não sou muito esperto.
É bem verdade que conheço muita coisa, com profundidade de fazer inveja a muita gente, mas isso pra mim serve muito pouco... Ainda não aprendi três coisas que me fariam ser menos pessimista: a ganhar muito dinheiro honestamente (por isso continuo pobre), a ter "malícia social" sem ser espontâneo e verdadeiro e a manter junto de mim alguém que eu ame... que me ame.
Já tenho algumas cicatrizes e uma ferida ainda para curar. Por isso tento evitar o assunto.
Quero apenas viver o melhor que puder, embora eu sinta muita falta do calor de um abraço, ou de um beijo carinhoso de uma mulher apaixonada... Ha! Eu não mudo mesmo!
Se eu sou um gênio ou um perfeito idiota... a resposta é: eu sou os dois. E esses dois vivem se conflitando.
Se o gênio vencer, ótimo! Posso me tornar otimista!
Mas se o idiota vencer... será o meu fim.
Quem tiver peito para apostar... que o faça!

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Alguma vez você evitou jantar ou almoçar em uma praça de alimentação de algum shopping center por causa da música "ao vivo"?
Francamente! Praça de alimentação não é nenhum salão de carnaval!
Eu sou um defensor ferrenho da música ao vivo, porque gera empregos, revela talentos e valoriza a arte musical. Mas cá entre nós... Que arte há num super-batalhão de teclados e módulos de som sequenciados automaticamente via MIDI?
Okay! Pra compôr o arquivo MIDI não é nada fácil e exige realmente um conhecimento musical e tanto, além de um conhecimento bastante profundo de toda a parafernalha a ser seqüenciada, mas... alguma vez você viu algum desses "músicos" rodar alguma composição própria no sequenciador?
Na imensa maioria das vezes, tratam-se de arquivos baixados da internet, ou comprados em alguma loja de instrumentos musicais... E agora o pior: quando não se trata de alguma MPB (Música pra Pular Brasileira), trata-se de algum clássico do pop internacional que o "intérprete" canta com um "degolês" misturado com "portunhol" que dói profundamente aos ouvidos de um expectador um pouco mais exigente que o pessoal "nem aí".
E por falar em doer nos ouvidos, o volume do som também é um fator importante a ser levado em consideração.
Me lembro claramente da maravilhosa qualidade de som de uma apresentação dos músicos do "Exército Vermelho" da antiga União Soviética que vi certa vez, ao ar livre aqui no Brasil: Você podia ouvir todo o espectro do som audível claramente de qualquer lugar das arquibancadas e sem nenhum excesso de volume... Não se ouvia nenhum alto-falante rangendo por overload, fato bastante comum nas apresentações ao ar livre aqui no Brasil, devido à terrível mania que os brasileiros têm de não consultar um profissional especializado, como os russos certamente fizeram na instalação dos equipamentos. (E sou capaz de apostar que usaram bem menos equipamento e potência do que teriam usado se fossem instalar tudo simplesmente no "olhômetro", como qualquer brasileiro comum faria).
Muitas praças de alimentação de shopping centers sofrem de um mal crônico de ressonância, somada à disposição indiscriminada dos alto-falantes, multiplicada pelo excesso de volume dos amplificadores, menos um mínimo de bom senso, bem como um pouco de boa vontade.
Enquanto isso, tem engenheiros de som procurando trabalho e empresas especializadas em revestimentos absorventes de som sem um mercado para vender.
Os italianos têm uma frase boa para resumir essas coisas: "Porca miseria!"

sábado, 20 de setembro de 2003

O pioneirismo é uma palavra que me acompanha...
Comecei meus estudos em Computação Gráfica e produção de imagens digitais antes mesmo de esse termo ser usado. Às vezes, acho até que eu é que "traduzi" o termo e ele acabou "pegando", lá por volta de 1985. (Risos)
Fui o primeiro técnico em Campinas a tratar imagens em RGB com simulação CMYK especificamente para geração de impressos finais em CMYK, o primeiro a repetir essa dose em "Lab Color", o primeiro a adotar normas internacionais de calibragem para RGB e CMYK e participei de uma das primeiras (se não a primeira) equipe de desenvolvimento de sistemas de multimídia do país, quando essa palavra ainda estava sendo "ensaiada"...
Já adaptei PPDs para impressoras Postscript bem como até imagesetters "na unha", de modo a vencer certas limitações das máquinas... enfim.
Não raro, me dizem que sou bom na minha especialidade. Muito bom.
Mas pra mim não é o bastante. Eu também erro, apesar de estar sempre tentando me aprimorar, me especializar.
Alguns problemas aparentemente graves em imagens, aos olhos de outras pessoas, pra mim já soam como simples. E, hoje mesmo, resolvi um problema desses na primeira tacada...
É muito bom ser reconhecido pelo esforço de anos e anos de suor, lágrimas, olheiras, sono, dor nos olhos, alimentação ruim, conflitos, discussões e muitos quilômetros de imagens já percorridas pixel a pixel durante todos esses anos... mas também é bem verdade que não é todo dia que isso acontece, o que me desanima muito.
Muitas vezes eu quis parar, abandonar o meu trabalho... Mas tenho uma reputação a manter e uma responsabilidade muito grande.
Um dia eu terei de deixar a minha profissão. Sei que isso é inevitável...
Pois que seja com orgulho!
Quero deixar a minha marca, como uma lembrança de alguém que fez história, não de mais um ilustre desconhecido...
Muito menos me confundir com os incontáveis aventureiros que, seja pela ganância, seja por medo, ou desespero, tentam "abraçar o mundo" e aceitam fazer qualquer coisa, mesmo sem saber como. Vendendo coisas que não podem entregar...
Atitudes como essa, são as que "queimam" a imagem de quem tenta construir um nome na vida.
Infelizmente, alguns dos que me cercam, ainda agem assim.
Não sou como eles e me recuso a agir dessa forma. (O cliente é sempre mais esperto do que o comerciante pensa.)

"Você já viu um homem perito no seu trabalho? Ele será contratado para servir a reis e não a pessoas sem importância." (Provérbios 22, 29)

domingo, 14 de setembro de 2003

Eu me auto-classifico como "classic gamer" por ter testemunhado toda a evolução dos videogames domésticos e vivido os períodos mais marcantes dessa história, apreciando e admirando os bons trabalhos dos grandes mestres programadores, designers e dot-designers, bem como os grandes músicos especializados em músicas para jogos...
Tenho alguns grandes amigos que formei ao longo desse período e que admiravam os grandes jogos dos tempos dos MSX, assim como eu e que também acompanharam toda a evolução técnica e artística do mundo dos jogos eletrônicos.
Recentemente, um desses amigos me pediu para divulgar no meu blog, uma manifestação de sua indignação, da qual eu nem tenho como não compartilhar.
Eu já escrevi sobre isso até bem recentemente: sobre o fato de que antes, se faziam bons jogos eletrônicos com recursos limitadíssimos e a cada dia que passa, apesar da constante evolução tecnológica, a arte, a paixão, o esmero, o carinho com que os jogos eram feitos está gradativamente dando lugar a "criações" puramente comerciais, sem criatividade nenhuma.
Bons jogos ainda são produzidos... de simulação. Mas muito raramente se vê algo realmente novo.
O que se tem visto muito são remakes, repetições de velhas "fórmulas" e... (agora vem a parte triste) "aberrações" envolvendo jogos clássicos... E não se trata de paródias criativas e divertidas como "Parodius" (paródia da consagrada série "Gradius/Nemesis") ou "Famicle Parodic" (uma sátira aos jogos de naves como "Xevious", "Zanac" ou "Aleste")... Trata-se da "quebra de personalidade" que esses jogos adquirem aos olhos de um bom apreciador de jogos... desses que jogam pelo prazer de admirar a arte dos artistas gráficos e programadores, ou se emocionar com o clima da música que envolve o jogo.
Esse tipo de jogador, abomina atitudes meramente comerciais como dúzias de "continuações" do mesmo jogo sem praticamente nada de novo, ou a introdução de elementos absolutamente fora do contexto, como se fosse um parafuso jogado dentro de um relógio suíço, pelo próprio fabricante apenas para dizer que mudou o barulhinho dele...
O jogo "Metal Gear" original para computadores MSX foi um desses jogos que tiveram várias versões (entre elas a legendária "Metal Gear 2-Solid Snake) e uma série de variações desde a sua primeira aparição. Mas um soldado brincando de skate em plena missão certamente ofende profundamente a imagem que qualquer fâ da versão original tenha do fabricante.
Para quem quiser conferir a imagem e a manifestação desse meu amigo, ela está em inglês, em http://gallery.consumerreview.com/vgr/gallery/files/MGS2-S3.asp para quem quiser ler... Está assinada por "Carlão do Brasil".
Ao meu amigo Carlos, um recado... Infelizmente não temos muito o que fazer nesses casos, mas um bom chá de erva cidreira ajuda... (rs)

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

As lágrimas não resolvem nada.
O tempo continua passando e o meu sopro de vida continua se dispersando no ar.
Não adianta abaixar a cabeça, ou ouvirei uma voz ecoando em meu coração dizendo: "Levanta a cabeça! Você não é um perdedor!"
Será?
Até para nascer eu precisei de ajuda! (Parto cesariano...) Nasci errando, morrerei errando.
Quisera eu ser diferente... acertar sempre!
De que vale a vida de um homem justo, num mundo injusto?
Qual é o valor da verdade num mundo onde a mentira impera absoluta?
Já pensei em ser injusto ou mentiroso... a tentação é sempre muito grande, mas não nasci pra isso.
Num mundo falso e injusto, eu sou o próprio erro.
Ainda não sei qual é a minha missão nesse mundo, mas sei que gente como eu não vive muito tempo...
Um lugar público cheio de gente, geralmente parece vazio para mim. Mas outras vezes, tenho impressão de ser observado... como se eu fosse alguma aberração ameaçadora de alguma forma...
Vamos ver quanto tempo ainda resisto antes que esse mundo acabe de vez comigo!
Afinal, você conhece alguém que já tenha saído dele vivo?

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

Apesar do sucesso do meu blog, recentemente tenho sido incentivado a escrever sobre outras coisas, além das minhas tradicionais críticas ao "sistema", aos costumes sociais "implantados" como verdades absolutas, às mentiras divulgadas através dos meios de comunicação, à miopia profissional em diversos setores da economia e às minhas frustrações pessoais (entre elas, a de não conseguir mudar nada disso sozinho).
Me sinto muito inseguro sobre o que escrever hoje, pois há vários assuntos que eu gostaria de abordar.
Recentemente, recebi uma mensagem muito interessante sobre o tema "segurança".
Nela, dizia que todos nós somos inseguros e que segurança depende de uma "validação".
Diferente do termo usado em estatística, esse termo pode ser aplicado aos humanos como uma motivação, que pode ser sob a forma de elogios, ou pelo reconhecimento por um bom trabalho, ou ainda pelo valor de alguém como pessoa.
Mas infelizmente, nem sempre isso acontece. Estamos muito condicionados a parecermos "independentes", a nos "auto-afirmar" perante a sociedade em que vivemos que raramente elogiamos alguém, ou reconhecemos o seu valor.
Resultado: vive-se através de "máscaras", cria-se a atitude do consumismo, do "ter" ao invés de "ser". Como se os nossos objetivos como pessoas fossem se impôr diante da sociedade, ostentar luxo, como uma forma de intimidação pelo poder, ao invés de sermos verdadeiros.
Muitos tipos de depressão têm como causa principal, justamente a falta dessa "validação"... pode significar inclusive um motivo de vida para alguém.
Já fui várias vezes criticado em minha profissão porque eu tenho uma relação de sinceridade para com os meus clientes ao invés de fingir, simular, enfim... "enrolar". Ao contrário do que pensam, a sinceridade tem sido para mim, uma poderosa tática comercial, onde ao invés de se ganhar apenas na venda de produtos ou serviços, pode-se ganhar também amigos.
Esqueça a "Lei de Gerson" que dizia que a ordem era "levar vantagem em tudo"! Esse tempo já acabou, embora as pessoas ainda não entenderam que o falso só funciona uma vez, enquanto que a sinceridade funciona sempre!
Falando nisso, você já elogiou alguém hoje?
Já mencionou o quão bom foi o atendimento que recebeu em algum estabelecimento?
Já parabenizou algum bom serviço?
Ou simplesmente já disse a alguma pessoa que ama o quanto a ama?
Se ainda não, aproveite e o faça! Viva e dê vida a quem precisa!