Translate

quinta-feira, 28 de agosto de 2003

Perguntas sem resposta:

- Por que tem tanta agência de propaganda que tem nomes formados por três caracteres? (Quando não se enfatiza letras "perdidas" como "W Brasil" ou "Projeto A"?)
- Por que os "gênios" da programação de hoje têm dificuldades de fazer jogos criativos com todos os modernos recursos de desenvolvimento, memória e processamento quase sem limite enquanto que na década de 80 conseguia-se fazer jogos altamente criativos rodando com 8KB de memória e clock de menos de 2MHz?
- Já reparou que todos os vírus "do momento" se transmitem por meio de programas da Mico$oft? (E olha que eu avisei sobre essas coisas durante anos... mas como "Tudo o que é ruim vira padrão"...)
- Por que não existem novelas em que a história se passa no futuro e apenas no presente ou no passado? Seria para as pessoas não poderem imaginar como poderia ser o futuro?

segunda-feira, 25 de agosto de 2003

O que vai figurar na imprensa sobre a tragédia na base de Alcântara: foi um acidente.
O que realmente aconteceu: ninguém sabe, ninguém viu. Se alguém souber, permanecerá calado.

Fatos:
1 - O Brasil tem a base de lançamento de foguetes mais bem localizada do mundo;
2 - Acordos de parceria em tecnologia aeroespacial entre Brasil e Ucrânia estavam em andamento até o acontecimento.
3 - Os EUA querem usar a base de Alcântara a muito tempo, de "mão beijada" (o que não é difícil, sendo que eles indiretamente, são os principais donos da colônia internacional de exploração "Pindorama");
4 - Os EUA têm o ECHELON, e com ele, podem obter informações estratégicas por aqui facilmente e têm condições de infiltrar agentes com facilidade em complexos militares de suas "colônias");
5 - Os técnicos envolvidos no desenvolvimento do VLS sabiam muito bem o que estavam fazendo;
6 - O programa espacial brasileiro sempre sofreu de falta de dinheiro e agora, com o acontecimento, além da falta de dinheiro, estima-se que levará cerca de 10 anos APENAS para reunir outro grupo técnico com a mesma competência, fora recomeçar todo o projeto do zero de novo;
7 - Se o VLS ficasse pronto, seria um concorrente fortíssimo no lançamento de satélites de comunicação e militares, além de fortalecer a moral dos países da América Latina perante os países do Primeiro Mundo.
8 - Os EUA praticamente detêm o monopólio desse mercado, que promete ser um dos mais promissores desse começo de século, devido à revolução das comunicações digitais;
9 - Com o "acidente" em Alcântara, o Brasil deixa de ser uma "ameaça comercial" num mercado dos EUA e passa a figurar internacionalmente como um fracasso nesse mercado.

Perguntas:
1 - Alguém aí duvida que os EUA podem aparecer com alguma "proposta" de "injeção de dinheiro" no programa espacial brasileiro em troca do uso da base de Alcântara, como se fossem os "heróis das Américas"?
2 - Será mesmo que não houve sabotagem?
3 - E as outras duas vezes em que o VLS explodiu?


sexta-feira, 22 de agosto de 2003

A cada dia que passa, me sinto mais "highlander"... Vejo o tempo passar, as pessoas cada dia mais desanimadas, desesperadas e ao mesmo tempo, individualistas... "cegas" perante o fato de que juntas, unidas, cada um fazendo o que sabe fazer de melhor, sem dispersões.
Já houveram tempos em que eu via as pessoas se aventurando menos, se especializando mais e, conseqüentemente, produzindo mais e melhor. Tempos em que se pagava menos impostos, conseguia-se comprar de tudo, apesar da inflação, havia criatividade nas artes ao invés do comércio "cara-de-pau"... enfim...
Que mundo nós estamos preparando para os nossos filhos, netos, bisnetos...???
Superpopulação, violência, fome???
A muito tempo excluí dos meus planos coisas como ter filhos.
Agora, me questiono sobre o meu próprio futuro.
Sinto falta de muitas das coisas boas que eu vivi até a bem pouco tempo. Coisas que nunca mais vou viver.
Já vivi épocas de culturas diversas... vi hippies de verdade, gente dançando nos tempos das discotecas, testemunhei toda a evolução da microinformática, dos videogames, ja fui campeão de yo-yo, já namorei, já amei...
O tempo passa, eu continuo observando... como se tudo passasse pelos meus olhos e eu não passasse de um mero observador, como se nada do que eu dissesse ou fizesse pudesse causar qualquer influência.
Não sei por que eu não consigo ter uma vida normal, por mais que eu me esforce, ou o por que de eu me sentir sempre tão inútil ao tentar olhar para o futuro, lembrando o quão pouco eu consegui fazer em minha vida toda até o momento.
Eu queria saber por que eu ainda estou vivo, se me sinto tão pouco vivo.
Existe alguém aí que saiba o que é isso?

quinta-feira, 14 de agosto de 2003

Como a falta de serviço é um saco!
Parece que o mês produtivo é só uma ou duas semanas!
Tem um ou outro "gato pingado", mas o fato é que o mercado está "morto". Falta dinheiro no mercado de propaganda...
Mas isso é conseqüencia da "prostituição" à qual esse mercado se submeteu, aceitando produzir qualquer coisa, com níveis de qualidade cada dia mais baixos, partindo de originais cada dia piores... na ilusão de que vendendo mais barato pra ganhar cliente tornará o cliente satisfeito.
Resultado: hoje, os clientes não acreditam mais em propaganda, porque não tiveram o resultado esperado com ela. Faltaram estratégias de campanha, que foram trocadas por malas diretas "à torto ou direito", bem como outros materiais feitos à partir de suposições, briefings que foram trocados por clip-arts... Enfim.
Propaganda de verdade, não é nem nunca foi fazer as coisas à partir do nada. Daí a importância das pesquisas, das estatísticas, das definições estratégicas para garantir o retorno do investimento do cliente.
Claro que isso tem um custo bem mais elevado. Mas quem não investe corretamente, joga seu dinheiro fora.
Infelizmente, tornou-se um vício muito nocivo fazer sem questionar, os trabalhos dos clientes que se metem a "publicitários" que chegam nas agências transformando-as em meras editoras de suas "criações", simplesmente porque precisa-se do dinheiro, ainda que menos que uma campanha de verdade possa fazer circular e consequentemente, deixando de fazer fluir dinheiro pelas diversas especialidades da "máquina produtiva" que envolve esse mercado.
Se o mercado não reagir, continuará morrendo.
E aí, profissionais especializados, irão tentar a vida vendendo coco na praia... enquanto nossos bueiros continuarão sendo entupidos por panfletos horríveis distribuídos por pessoas que arriscam suas vidas nos cemáforos... à toa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2003

As plataformas mudam, mas alguns jogos continuam os mesmos... Não é difícil encontrar títulos clássicos para videogames modernos. O motivo é simples: os jogos eram muito bons mesmo, apesar da simplicidade (e principalmente limitações) com que foram concebidos originalmente.
Isso pode parecer estranho, mas gosto muito mais dos jogos antigos que os atuais. E não é só por saudosismo não! É que esses jogos, cumprem o seu papel muito bem: desestressam, relaxam e divertem.
Nada de ficar em dúvida sobre qual botão apertar para matar o "space invader", ou pular o escorpião...
O fato é que raramente "dinossauros" como eu, que viveram no período "atariano", deixam de sentir o mesmo prazer que sentiam ao jogar velhos jogos daquela época, que divertem tanto quanto os jogos modernos e até mais, pois estes além de nos distraírem, nos trazem boas lembranças dos amigos, das músicas... da época.
Os velhos Atari 2600 até hoje ainda exercem um fascínio meio "mágico", ausente na grande maioria dos aparelhos mais modernos, poderosos e cada vez menos aproveitados, como aliás praticamente tudo no mundo da informática atual. (Não que estes não tenham seus méritos! Os jogos de simulação estão cada dia mais realistas!)
Sou capaz de apostar que se alguma dessas potências da indústria de entretenimento fizesse uma versão "Game Boy" do velho Atari 2600, com um módulo externo que permita o "loading" dos cartuchos originais para uma memória interna, onde o usuário pudesse "colecionar" seus jogos e acessa-los por um menu, bem como ainda através desse módulo, poder jogar seus jogos num televisor e usando os velhos joysticks CX-40, como o aparelho original... Certamente esse novo videogame de bolso seria um sucesso de vendas e exigiria uma tecnologia infinitamente mais barata e simples que os poderosíssimos supervideogames de bolso atuais... (Já imaginei todos os detalhes desse aparelho. Se algum fabricante se interessar, pode me contactar!)
Pra quem não viveu o período "atariano"... o Atari 2600 foi fabricado entre 1977 e 1989 e nos 5 anos considerados o seu auge, foram vendidos cerca de 5 bilhões de aparelhos, fora os clones de dezenas de outros fabricantes, bem como dezenas de outros récordes.
O fenômeno foi tão avassalador, que até hoje programadores continuam a fazer jogos para a plataforma (veja em Atariage) e inspirou o surgimento de um setor na indústria que hoje é o que mais fatura no mundo: o dos videogames. Sem falar no "sem-número" de empresas que surgiram desde então, dentre as quais podemos destacar a America Online, que começou alugando jogos de Atari 2600 através da linha telefônica através de um serviço conhecido como CVC Gameline...
Hoje, a marca Atari, pertence à Infogrames.
Vinte anos se passaram e ainda hoje, se ligam os melhores jogos de videogames norte-americanos a duas marcas: Atari e Activision...
Eu só vim a ter um Atari 2600, cerca de 20 anos depois de sua época. Ainda estou fascinado com o incrível aproveitamento de um hardware tão simples.
Já tenho 16 cartuchos e pretendo continuar colecionando-os... com orgulho.
Aos que se esqueceram seus velhos aparelhos no armário... tirem-nos dos armários, liguem para seus amigos e combinem uma tarde para se divertirem jogando videogame envelhecido, como quem degusta um bom vinho!