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segunda-feira, 21 de julho de 2003

Hoje eu tinha dúvidas sobre o que escrever. Decidi escrever sobre problemas que afetam a todos nós, ao invés dos que afetam só a mim. (Minha vida pessoal é problema meu.)
Falemos hoje, de uma das coisas sobre as quais já falei nesse blog e já alertei a muita gente que aconteceria: o aumento do poder da indústria das multas.
Hoje, esse "sistema" já tem TODO O PODER para multar QUEM QUER QUE SEJA e EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, graças à aprovação de uma nova lei, que permite TEORICAMENTE a autuação de veículos por excesso de velocidade, com radares móveis ou fixos, com ou sem um agente presente... E aqui vai mais uma previsão certeira: vão sair por aí, com câmeras digitais fotografando carros INCLUSIVE ESTACIONADOS e aplicando multas de agora em diante e nós, vítimas desse absurdo seremos forçados a pagar sem direito a recurso, pois será a nossa palavra contra a deles.
Lembremos que os radares fotográficos são PROIBIDOS em países do primeiro mundo, por serem considerados obstáculos perigosos ao sistema viário.
É claro que a aprovação dessa lei só se deve a um outro problema bastante conhecido dos brasileiros, que é a propina que os aprovadores desse tipo de lei recebem da "indústria" dos radares como por exemplo, uma "comissãozinha" pelos valores "arrecadados" de nossos bolsos.
Sem falar, é claro no semi-endeusamento que nossa tosca legislação dá aos juízes "propináveis" que podem simplesmente julgar à favor de quem eles bem entenderem, independente do que quer que seja... (Ao menos essa é a impressão que se tem do ponto de vista de um cidadão honesto!)
Não digo que não existam juízes ou políticos honestos. Apenas que estes são uma minoria ínfima, no meio de um mar de individualistas que não defendem os interesses de quem paga seus salários! São a escória mais podre da nossa sociedade, cujos cérebros lavados, desinfetados e "teleguiados" sequer têm coragem para se organizar e lutar por seus direitos.
É lamentável (e temo que irremediavelmente) que essa sociedade esteja caminhando para a sua ruína total e absoluta, por insistirem no individualismo ao invés da organização...

quarta-feira, 16 de julho de 2003

Como NÃO ser profissional no mercado gráfico ou publicitário:
1 - Economize na produção fotográfica e pague mais caro pra fazer manipulação de imagens depois.
2 - Nunca consulte profissionais especializados quanto à viabilidade dos projetos bem como melhor caminho para a produção final deles.
3 - Espere até o último momento antes do término do prazo para entregar o "abacaxi" na mão dos profissionais especializados, preferencialmente no final do expediente de sexta-feira, ou véspera de feriado! (E aproveite pra viajar para bem longe!)
4 - Use e abuse de clip-arts e fotos de domínio público. Preferencialmente usando os que vieram junto com seus CDs do software na última versão (que você nem sabe usar direito) e que provavelmente você comprou no camelô. Ah! não tem foto pra você usar? Baixa aquelas fotos da internet! Aquelas bonitinhas bem pequenininhas... Aproveita e usa na capa do trabalho!
5 - Venda seu serviço o mais barato que puder, de modo que seu concorrente jamais poderá bater o seu preço. Assim, você pagará os "pepinos" do próprio bolso.
6 - Sempre tenha em mente que se você não pegar o serviço, seu concorrente o fará. (Pois você mesmo assume ser incompetente demais para pegar serviços melhores.) Aceite tudo o que aparecer, por qualquer preço e qualquer prazo. Descubra depois o quanto você estourou o prazo, o quanto você tomou de prejuízo e principalmente o quanto você sujou o seu nome na praça com o "lixo" que acabou entregando como "arte final".
7 - Esconda a verdade e jamais seja sincero com seu cliente. Tenha sempre em mente que ele é bobo e não percebe que você o está "enrolando". Assim, você nunca ganhará seu respeito, nem sua confiança. Aí, espere o resto do mercado espalhar o quanto você "paga mico"!
8 - Fale sempre no termo "parceria", mas nunca ensine, conscientize ou informe seu cliente sobre como poderia ser melhor para ambos trabalharem. Nunca combine prazos ou condições melhores para entrega de material. Seja masoquista! Trabalhe sempre até tarde, espere seu cliente na madrugada de sábado para domingo e esqueça de dormir! Não se esqueça também de se alimentar só com pizza e cachorro quente e mesmo assim, se sentir muita fome! Afinal de contas, "o cliente sempre tem razão", não é?
9 - Não pesquise, não se informe, faça de conta que não sabe fazer as coisas no ambiente de trabalho e peça a todos os colegas para fazerem para você como "favor". Assim você irá para casa mais cedo enquanto seus colegas "ralam" no seu lugar.
10 - Jamais leia os blogs de profissionais da área. E se ler, jamais compartilhe as dicas que aprender com alguém. Assim, você estará contribuindo para que o ramo continue decadente, que você continue se desvalorizando no mercado e fazendo com que os bons profissionais o abandonem.

segunda-feira, 7 de julho de 2003

E o Brasil pode se orgulhar de ter sido apontado pela UNESCO como um dos países de pior ensino do mundo!
As crianças não aprendem a Língua Portuguesa naturalmente. Ao invés disso, aprendem "carioquês" e "baianês"... impostos pelos que "governam" esta colônia de "exploração internacional", através dos meios de comunicação de massa, que "empurram" idéias, conceitos e valores a uma população cada dia mais dependente desses meios e que justamente por isso, têm a cada dia, menos condições de argumentar, questionar... formar opinião.
Negar verdades não é exclusividade da mídia brasileira.
Isso já aconteceu no Egito antigo, na Alemanha nazista e acontece nos EUA, atualmente. E como sempre, as idéias que os "interessados" (leia-se: "quem tem o poder") sempre pregam idéias bonitinhas, mas falsas.
Exemplo: Por que os EUA podem ter armas nucleares enquanto o resto do mundo não pode? Eles são mais "bonzinhos" que os chineses (ou por que não citar também os coreanos), por exemplo?
Quer dizer então que os EUA são os "bonzinhos" enquanto o resto do mundo formam o "eixo do mal"? Ora, conta outra!
No Brasil a coisa funciona de forma semelhante, embora as idéias de valores sejam outras.
Exemplos: É mais interessante saber do futebol do que do aumento do preço das tarifas telefônicas; É mais importante saber quem vai ficar com quem na novela das oito do que se a inflação está realmente controlada... e por aí vai.
Agora a parte ruim: nós, os profissionais de mídia, fazemos parte disso. Se você também é um profissional de mídia, pense duas vezes sobre que tipo de idéia você está "vendendo". Um dia, essa "idéia" poderá ser usada contra você, sem você perceber.