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sexta-feira, 20 de junho de 2003

(Eu tenho por hábito, não citar nomes neste blog. Mas neste caso, abro uma excessão...)
Cara, eu não sei o que pensar! Aliás, tenho evitado isso hoje, desde que a Célia resolveu me deixar, dizendo que foi uma escolha minha. De fato dei as costas e deixei-a ir embora não fosse isso o que eu queria. Mas acho que talvez seja mesmo melhor assim...
O relacionamento já não estava indo bem como antes. E já estavam ficando cada vez mais comuns as manifestações de insatisfação por parte dela, como se forçando aos poucos o desfecho de hoje.
Ela foi a mulher que mais me amou (e a que eu mais amei embora ela jamais tenha realmente sentido esse amor da minha parte, acho eu). Aliás, logo no início do relacionamento, me lembro de ter contado a ela sobre o meu passado e avisado das dificuldades que tenho em expressar os meus sentimentos. (Não creio ter conseguido grandes melhoras nesse ponto.)
Não tenho medo de dizer publicamente que foi ela quem me proporcionou os melhores momentos da minha vida e sei que jamais vou esquece-los, mas nunca dei sorte nos meus relacionamentos e sempre sofri muito com isso. Por isso, tenho muito medo de me entregar por completo a eles, embora até já o tenha feito em alguns momentos, o que faz de mim, um homem muito infeliz na maior parte do tempo. É um mal que ainda preciso aprender a superar em mim mesmo e que certamente causou esse desfecho, pois ela nunca entendeu isso... porque eu não queria que ela participasse desse mal.
Enfim, espero que ela tenha melhor sorte e seja muito feliz. Mais feliz do que ela me fez nos nossos melhores momentos. É o mínimo que ela merece por tudo o que fez por mim.
Célia, muito obrigado pelos quatro anos do seu amor mais puro e por ter tido paciência para ser o que foi para mim: a melhor companheira que já tive.
Carinhosamente, seu "ex".

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