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sábado, 7 de junho de 2003

Certa vez, eu disse que nunca mais seria o mesmo se a minha namorada me deixasse.
De fato, estou me sentindo cada vez mais insensível e cada vez mais incrédulo em relacionamentos com compromisso.
"Gato escaldado tem medo de água fria."
Não sei se sou eu, se é "carma", ou sei lá o que, mas estou farto de me dedicar a alguém e alguma trapaça do destino nos afastar de alguma forma.
Da última vez, eu levei muito tempo para "abrir minha guarda" e acreditar mesmo que havia um relacionamento sério de ambas as partes.
Ainda não entendo o porque dessa "maldição" sobre mim, em que por mais que eu me esforce, por mais que eu me dedique e por mais que eu queira, as coisas simplesmente saem pela culatra e eu sempre acabo frustrado no meu canto.
No amor, não importa o quanto eu me dedique, me entregue, deseje, esforce... nunca é o suficiente para manter um relacionamento. Seja por mim mesmo, ou pelas circunstancias do destino.
E na profissão, embora eu seja relativamente conhecido como uma espécie de "lenda viva", nunca recebi valores condizentes com essa fama.
Em ambos os casos, eu sempre continuo tentando, tentando, tentando... Pouco importa o quanto eu acredite ou tente acreditar, os resultados sempre continuam os mesmos.
É como se a minha vida toda fosse uma imensa perda de tempo e... temo arrastar alguém comigo nisso.
Por isso mesmo, não gosto de impôr meus desejos, forçar situações ou exigir respostas.
Amar é muita coisa para definir. Entre elas, compreender, aceitar e deixar as coisas acontecerem... naturalmente.
Não podemos mudar o nosso destino, nem fugir dele.
Sempre que achamos que podemos muda-lo, pagamos muito caro por isso.
Comigo, pelo menos, sempre foi assim, sempre... e nunca foi diferente.

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