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sexta-feira, 27 de junho de 2003

Para um filho único, que se criou no isolamento, optando pela clausura, viver só pode ser uma opção natural, uma vez que assim, se eu "for para o buraco", falir, "afundar" de vez, pelo menos não terei a consciência pesada por ter "arrastado" alguém comigo. Principalmente se for alguém que não merece ter a seu lado um sujeito frustrado e reclamão, irritado com as injustiças do mundo podre em que vivemos, revoltado por se sentir impotente diante dessa imenso "avalanche" de "bolas de neve" sem fim em que a vida se tornou, graças à ganância desenfreada de uns poucos "donos do mundo" que se situam absolutamente inalcansáveis pela fome, pela miséria, pela violência, pelas LEIS que ELES MESMOS "ditam" à vontade e, como se não fosse o bastante, ainda "poluem" nossas mentes com incontáveis valores falsos, que só servem para confundir, dar falsas esperanças e eternamente fazer parecer que as coisas sempre tendem a melhorar por causa deles mesmos, que terminam exaltados por aqueles que exploram.
As tarifas telefônicas sobem 41%, assim como praticamente tudo no "país" e os índices inflacionários publicados nos jornais falam em "deflação".
Alguém aí já viu o documentário "Beyond The Citizen Kane", da BBC? Fala sobre o poder da influência de um certo canal de televisão brasileiro sobre a grande massa...
Eu gostaria muito de ver esse documentário, principalmente depois que eu soube que um dos produtores (ou idealizadores da reportagem), faleceu misteriosamente após a produção.
Pior ainda: por que esse documentário continua BOICOTADO NO BRASIL, cuja Constituição proíbe a sensura?
Como se sentir seguro do futuro num mundo assim?

sexta-feira, 20 de junho de 2003

(Eu tenho por hábito, não citar nomes neste blog. Mas neste caso, abro uma excessão...)
Cara, eu não sei o que pensar! Aliás, tenho evitado isso hoje, desde que a Célia resolveu me deixar, dizendo que foi uma escolha minha. De fato dei as costas e deixei-a ir embora não fosse isso o que eu queria. Mas acho que talvez seja mesmo melhor assim...
O relacionamento já não estava indo bem como antes. E já estavam ficando cada vez mais comuns as manifestações de insatisfação por parte dela, como se forçando aos poucos o desfecho de hoje.
Ela foi a mulher que mais me amou (e a que eu mais amei embora ela jamais tenha realmente sentido esse amor da minha parte, acho eu). Aliás, logo no início do relacionamento, me lembro de ter contado a ela sobre o meu passado e avisado das dificuldades que tenho em expressar os meus sentimentos. (Não creio ter conseguido grandes melhoras nesse ponto.)
Não tenho medo de dizer publicamente que foi ela quem me proporcionou os melhores momentos da minha vida e sei que jamais vou esquece-los, mas nunca dei sorte nos meus relacionamentos e sempre sofri muito com isso. Por isso, tenho muito medo de me entregar por completo a eles, embora até já o tenha feito em alguns momentos, o que faz de mim, um homem muito infeliz na maior parte do tempo. É um mal que ainda preciso aprender a superar em mim mesmo e que certamente causou esse desfecho, pois ela nunca entendeu isso... porque eu não queria que ela participasse desse mal.
Enfim, espero que ela tenha melhor sorte e seja muito feliz. Mais feliz do que ela me fez nos nossos melhores momentos. É o mínimo que ela merece por tudo o que fez por mim.
Célia, muito obrigado pelos quatro anos do seu amor mais puro e por ter tido paciência para ser o que foi para mim: a melhor companheira que já tive.
Carinhosamente, seu "ex".

quarta-feira, 18 de junho de 2003

O Governo diz que tivemos récorde de deflação.
A televisão divulga isso como sendo um fato verídico, certo?
Façamos um teste prático:
1 - Pegue dez produtos em sua dispensa que você tenha comprado o mês passado.
2 - Anote os preços de cada um deles.
3 - Volte ao mesmo supermercado onde você comprou esses produtos e compare os preços.
4 - A porcentagem média de aumento (ou queda, se você encontrar alguma) de preços bateu com o valor divulgado? Chegou sequer perto?
Acho que alguém está tentando nos engrupir...

segunda-feira, 16 de junho de 2003

A essa altura, acho que posso julgar que o meu relacionamento "foi pro espaço" mesmo, apesar de ainda ter umas coisas dela aqui em casa, bem como umas coisas minhas na casa dela... Acho que falta coragem para encarar a realidade.
Quanto a mim, acho que preciso descobrir mais uma vez, outra forma de amar...
O chat que tenho frequentado tem me trazido surpresas.
A cerca de 3 noites, tenho conversado com uma garota que na primeira noite usava o nickname "Sozinha". Coincidências à parte, (o meu último relacionamento começou quando direcionei a palavra para alguém muito especial que usou esse mesmo nick, a cerca de 4 anos atrás, no mesmo chat), tem algo nessa garota que me inquieta... Inteligência acima da média, uma auto-descrição que deixaria qualquer homem "empolgado" e uma história tão trágica que seria impossível não se sensibilizar com ela... e um comportamento apaixonado, carente e emocionantemente lindo.
Tecnicamente eu não tenho nada que me impeça de arriscar um novo relacionamento, mas... tão cedo? Será que estou preparado? (OK! Como qualquer homem, eu deveria estar, mas... eu não sou qualquer homem.)
Além disso, quando a esmola é muita, santo desconfia.
Acho que o melhor que eu posso fazer é continuar o papo e ver até que ponto eu posso ajuda-la a se sentir bem. Assim, ocupo a minha mente e isso me ajuda a me sentir melhor.
Agora, o que eu sinto por ela... ainda é muito cedo para saber. Afinal de contas a gente ainda nem se conhece!
Sabe? Já amei algumas vezes e ainda sinto esse amor em meu coração... Nunca termina.
Em cada relacionamento que eu tive, eu fui sincero até o fim, nunca escondi minhas limitações, ou meus defeitos e o que é pior: não deixei de ama-las, mesmo com o término dos meus relacionamentos, mesmo sem contato algum depois disso. Cada uma com seu próprio jeito, com suas próprias virtudes...
Talvez o compromisso, as circunstâncias, as coisas físicas do mundo material impeçam o seu desenvolvimento, mas...
Amores de verdade, mesmo após o fim dos relacionamentos, nunca terminam. Mesmo quando doem.

quinta-feira, 12 de junho de 2003

E hoje, é o "Dia dos Namorados", ou será que eu deveria chamar de "Apocalipse dos Nerds"?
Parece que todas as namoradas de nerds resolveram se unir em alguma "revolução" e deixar seus namorados!
A pouco mais de um mês, um amigo meu me contou ter terminado seu namoro. Hoje, um outro me ligou, dizendo que todos os amigos com quem ele trabalhou perderam suas namoradas, incluindo o "legendário" ilustrador gráfico Mário AV, que terminou um namoro de 6 anos em que sua namorada inclusive até morava com ele!
O meu caso é um pouco mais complicado: nada ainda está oficializado.
Uma crise, circunstancias que complicam tudo como distância e falta de dinheiro, orgulho de ambas as partes, silêncio...
Tudo começou porque ela resolveu começar a me evitar.
Assim sendo, estou só estou fazendo a minha parte, ficando aqui no meu canto, afinal de contas, me evitar é um direito que ela tem. Mas claro, toda ação desse tipo tem consequências. Como não fui eu quem escolheu evitar o diálogo... optei por "sumir" da vida dela até que sua vontade de falar comigo surja novamente... Se surgir.
Em outras épocas, eu manifestava muito mais o meu lado e sempre me dei muito mal com isso. Aprendi a aceitar a maré ao nadar contra ela, afinal a natureza tem razões que a gente desconhece.
Nunca brigamos. Não é o meu estilo. Não gosto de discutir ou de partir para a ignorância, mas acabo causando feridas mais profundas e permanentes que qualquer surra, através das próprias consequências dos fatos.
Isso me preocupa porque, sinceramente, ela não merece esse arrependimento.
Já que não há diálogo num relacionamento sério, as salas de bate-papo podem ser uma boa alternativa quando se busca algum.

terça-feira, 10 de junho de 2003

O "Dia dos Namorados" vem aí. Movimentando o comércio, juntando gente e fazendo os sentimentos das pessoas ficarem mais à flor da pele...
Eu ainda não sei o que pensar ou fazer neste "Dia dos Namorados". Aliás, acho que vou me sentir "deslocado" do mundo, pra variar.
Bom, tecnicamente não estou namorando ninguém, mas quem disse que os sentimentos são técnicos?
Não comprei nada pra ninguém, nem tenho planos de fazer absolutamente nada de especial para alguém. Não que não exista alguém especial, mas as circunstâncias me forçam a aprender a conviver com o meu "eu interior" de uma forma menos, por assim dizer... "expansiva". (Leia-se, guardar meus sentimentos para mim mesmo.)
Certas coisas na vida, por mais que tentemos, nunca conseguimos ignorar. No máximo, deixar guardado num cantinho da alma e aprender a conviver com aquilo, ali, te lembrando de coisas, de momentos, de sentimentos...
A saudade tem um gosto amargo. E às vezes dói a ponto de a gente se deixar levar pela imaginação... Ou como fuga, ou como vontade de viver aqueles momentos de novo.
Essa é a parte triste.

segunda-feira, 9 de junho de 2003

Se os vampiros existem, então eu sou um deles.
Não me alimento de sangue como os vampiros do cinema ou do romance de Bram Stoker, mas troquei o dia pela noite, evito sair no período da manhã e às vezes, me pego vagando pela casa toda apagada, feito um fantasma, um zumbi, ou um morto-vivo.
Tenho muito poucos amigos, gosto de roupas escuras e ando me sentindo cada dia menos humano.
Só que eu não sou um monstro, demônio ou amigo do diabo.
Eu não passo de um homem carente, frustrado e cansado, muito cansado.
Cansei de acreditar nas coisas, de lutar para alcançar ideais lúdicos (ou de não alcançar nada), de observar e aprender tanto sobre as coisas, a ponto de meus pontos de vista baterem tanto de frente com o que é apresentado à maioria das pessoas como verdades absolutas e necessidades sociais básicas, que acabei me tornando "anti-social".
Muito pouca gente no mundo têm pontos de vista semelhantes aos meus e observam as mesmas coisas.
Para mim, fica cada dia mais fácil entender a vida dos heremitas que desistem da sociedade...
Sou um filho-único... Mimado e protegido demais, como provavelmente a maioria dos filhos-únicos do mundo. Por isso mesmo, estou vivendo sozinho... para aprender a me virar e agir de forma mais independente. (Aliás, como alguém muito especial para mim sempre quis que eu fosse.)
Nessa semana que passou, algo inesperado aconteceu. Uma frase num biscoito da sorte me lembrou de que neste mundo, ninguém é uma "ilha", logo independência total pode ser uma utopia: "É sempre mais fácil para alguém resolver o problema do outro."
No ocidente, há um provérbio equivalente: "Uma mão lava a outra."
Deixa eu ver se entendi... Eu luto por independência enquanto o resto do mundo tenta ser como eu? É isso?

sábado, 7 de junho de 2003

Certa vez, eu disse que nunca mais seria o mesmo se a minha namorada me deixasse.
De fato, estou me sentindo cada vez mais insensível e cada vez mais incrédulo em relacionamentos com compromisso.
"Gato escaldado tem medo de água fria."
Não sei se sou eu, se é "carma", ou sei lá o que, mas estou farto de me dedicar a alguém e alguma trapaça do destino nos afastar de alguma forma.
Da última vez, eu levei muito tempo para "abrir minha guarda" e acreditar mesmo que havia um relacionamento sério de ambas as partes.
Ainda não entendo o porque dessa "maldição" sobre mim, em que por mais que eu me esforce, por mais que eu me dedique e por mais que eu queira, as coisas simplesmente saem pela culatra e eu sempre acabo frustrado no meu canto.
No amor, não importa o quanto eu me dedique, me entregue, deseje, esforce... nunca é o suficiente para manter um relacionamento. Seja por mim mesmo, ou pelas circunstancias do destino.
E na profissão, embora eu seja relativamente conhecido como uma espécie de "lenda viva", nunca recebi valores condizentes com essa fama.
Em ambos os casos, eu sempre continuo tentando, tentando, tentando... Pouco importa o quanto eu acredite ou tente acreditar, os resultados sempre continuam os mesmos.
É como se a minha vida toda fosse uma imensa perda de tempo e... temo arrastar alguém comigo nisso.
Por isso mesmo, não gosto de impôr meus desejos, forçar situações ou exigir respostas.
Amar é muita coisa para definir. Entre elas, compreender, aceitar e deixar as coisas acontecerem... naturalmente.
Não podemos mudar o nosso destino, nem fugir dele.
Sempre que achamos que podemos muda-lo, pagamos muito caro por isso.
Comigo, pelo menos, sempre foi assim, sempre... e nunca foi diferente.

quinta-feira, 5 de junho de 2003

As coisas boas da vida, têm fim.
Essa é a conclusão que eu cheguei essa semana.
Andei "juntando as peças" e concluí que a minha namorada resolveu terminar comigo, mais pelas circunstâncias às quais estamos ligados por questões de sobrevivência, do que por nossa própria vontade.
Não sei ainda se é coisa de "destino", "carma"... Mas está se tornando cada vez mais difícil de a gente se encontrar e isso nos magoa muito.
As atividades profissionais que eu exerço para sobreviver, praticamente me proíbem de me dedicar a ela como eu gostaria. E agora, com ela trabalhando numa cidade distante, tudo se tornou mais difícil, embora seja bom para ela ganhar seu próprio dinheiro, fortalecer sua auto-estima profissional... isso me tranqüiliza.
Mas dói ficar longe dela. E não é pouco.
Ela ainda não me disse diretamente que está terminando comigo, talvez porque possa se arrepender depois e, uma vez que ela toma uma decisão, seu orgulho a impede de voltar atrás...
De qualquer forma, nem precisa dizer que estou "de bode" e bastante confuso, ainda no torpor do choque.
Felizmente, os amigos têm me dado muita força e a vida continua... Mas... Que vida?
Enfim... Este é o mundo em que vivemos hoje!
Um mundo em que o amor acaba ficando de lado em nome da sobrevivência. :'-(