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sábado, 31 de maio de 2003

"Se Deus existe, por que eu prendi a minha língua na máquina de escrever?"
(Woody Allen)


Vamos questionar e principalmente, meditar profundamente sobre as idéias que temos sobre Deus:

1 - Se Deus é justo, por que eu trabalho de sol a sol e continuo pobre enquanto tem um monte de vagabundo desonesto enriquecendo (inclusive com o esforço do meu trabalho)?
2 - Se algo de ruim acontece e se diz que é "provação divina", então pra quê Deus precisa provar alguém se ele é onisciente?
3 - Se Deus é onipotente, então por que precisa nos "ensinar" através das tais "provações"?
4 - Se Deus nos quer tão bem, então por que tem tanta gente que morre de fome (incluindo cristãos assumidos que as igrejas evangélicas omitem em suas pregações)?
5 - A gente crê, porque nossos pais creram, nossos avós creram, nossos bisavós... A gente sempre se apóia em Deus, como uma esperança de que as coisas melhorem. E essas coisas? Melhoram de fato?
6 - Tudo o que a humanidade falou ou escreveu sobre Deus em toda a sua história, foi a própria humanidade que deduziu, supôs ou imaginou. Será que nós, seres humanos ignorantes e limitados não estaríamos inventando coisas demais sobre Deus?
7 - Se Deus é perfeito e fez o Homem à sua imagem e semelhança, então por que o Homem tem tanto defeito?

Manifesto Fundacionista:

Eu não posso dizer que milagres não existem, nem que não exista alguma "consciência", poder ou entidade superior que possa ter criado o universo ou que possa estar nos assistindo agora.
O que posso afirmar com a mais absoluta certeza é que nós, como seres humanos, não temos a menor idéia do que dizemos ou afirmamos sobre essa "consciência" ou qualquer que seja o nome pelo qual chamamos este ser que buscamos sempre que nos sentimos fracos ou impotentes.
A crença numa "consciência" superior, é uma busca individual, pessoal e única, como a história de uma pessoa, como o amor, ou qualquer outro sentimento, que mesmo compartilhado, ainda assim dependerá de interpretações pessoais e únicas, uma vez que cada um de nós tem seus próprios valores e seus próprios caminhos para trilhar.
Ser fundacionista é ter como fundamentos, a compreenção e o respeito às crenças alheias ao invés da pregação; e o auto-questionamento ao invés da adoração.
Cada indivíduo é único. Com sua própria e limitada consciência. E quem aprende a compreender isso, contemplando os limites de sua própria "consciência", aprende também buscar suas próprias respostas, tornando-se assim, outro fundacionista.

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