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segunda-feira, 31 de março de 2003

Acho que nessa época, quase todos os blogs do mundo falam na "Guerra do Golfo II - A Vingança de Bush".
Eu me recuso a comentar o quão insensata foi a decisão de partir pra ignorancia, uma vez que uma das características deste blog é ser terminantemente contra qualquer tipo de ignorancia.
Se eu fosse me prender a esse assunto, praticamente não sairia mais dele.
Os ditadores que se destruam por sua própria ignorancia, agora, se seus povos são culpados por isso é uma boa pergunta. O fato é que eles acabam se submetendo às vontades de seus líderes (querendo ou não).
Seria a submissão uma característica natural do ser humano? Ou ela se formou com o tempo?
Seja lá qual for a resposta, tudo no mundo pode mudar após essa guerra.
Podemos estar testemunhando o fim de um dos maiores impérios da história. E não foi por falta de aviso.
Os maiores impérios da terra sempre sucumbiram pela insensatez e ânsia de poder.
Foi assim com os egípcios, com os romanos, com os nazistas e agora, talvez seja com outro império que também tem a águia como símbolo.
Um império que já teve seus momentos de sensatez...

“Não podemos consertar tudo o que está errado aqui dentro e muito menos lá fora; portanto, não pode haver uma solução americana para cada problema no mundo.”
(John Fitzgerald Kennedy, Presidente dos EUA, morto em 1961.)

quarta-feira, 26 de março de 2003

O Brasil é um país independente, certo?
Será mesmo?
Historicamente, o Brasil pagou pelo reconhecimento de sua independência, sob a forma de uma dívida externa.
Em outras palavras: O Brasil hoje, é uma colônia de exploração internacional controlada por nossos credores internacionais (FMI), cujo maior acionista, são os EUA.
E o Governo do Brasil? É realmente soberano ou faz o papel de "caseiro"?
Vejamos... O Presidente não passa de uma espécie de "representante comercial", ou seja, não manda nada; Já os Deputados e Senadores têm todo o poder da legislação do "país" em suas mãos, podendo fazer e desfazer o que bem entenderem, atuando como "senhores feudais". São o segundo "poder paralelo" relativamente rumorizado pela imprensa.
Alguns são os maiores latifundiários do "país" e, claro, são contra a tal reforma agrária que nunca sai.
Outros, são os maiores fraudadores dos cofres públicos e, claro, são contra a tão desejada reforma tributária.
Quando um é pego com a "boca na botija", basta renunciar. Se não der, a lei permite que este escolha o juíz que vai "julga-lo"... E por aí vai.
Bom, já contamos mais ou menos como funcionam dois dos chamados "poderes paralelos" do "país".
Vamos ao terceiro: O grande empresariado.
Estes têm informações privilegiadas e controlam grande parte da economia interna do "país". Pagam menos impostos que o pequeno empresariado, mas pelo menos costumam manter o dinheiro no "país" e gerar empregos, ao contrário dos dois primeiros poderes paralelos.
E agora, o pior deles, e que controla o lado social: a bandidagem.
Crianças deixam de freqüentar a escola e os pequenos comerciantes fecham suas portas, por medo.
A lei os "protege", pois eles normalmente têm ligações diretas com o segundo "poder paralelo", quando não fazem parte dele.
Há também o poder da mídia, que tem como principal função, manter a imensa maioria da população distraída, hipnotizada por falsos valores e de olhos cada vez mais fechados quanto à atuação desses "poderes paralelos", gerando assuntos culturais de qualidade duvidosa, como quem vai ficar com quem na novela, ou quem vai ficar lanterninha no campeonato paulista...
E há quem acredite que os tais "poderes paralelos" não existem.
Será mesmo? Ainda há muito mais detalhes que eu não citei... ainda.

segunda-feira, 24 de março de 2003

Ser nerd é bem mais difícil do que parece.
Não conheço nenhum nerd que não seja "rotulado" pelas pessoas.
Socialmente somos tidos como loucos, desligados, distraídos, deslocados... É porque de fato, costumamos ser assim mesmo.
Profissionalmente, somos meio que viciados em informação e claro, isso tem consequências.
No meio social, muito pouca coisa nos parece idiota, bobo, ou desagradável.
Não costumamos ligar para regras de etiqueta, para status ou classe social. Ou seja, para nós, todos nós, humanos, somos iguais.
Talvez por isso mesmo, não tenhamos o dom de discernir o que pode ser desagradável para as outras pessoas.
Geralmente quem mais sente isso são nossas(os) namoradas(os). O que acaba por nos magoar bastante.
Esses sim, são heróis.
São as pessoas "normais" que nos ligam ao mundo "normal", que nos estimulam e nos dão a força de que precisamos para representarmos algo na sociedade que nos ignora, mas depende de nós, sem saber, pois todo o seu conforto, um dia foi inventado e desenvolvido por nerds.
Gente esquisita que costuma trocar o dia pela noite e trabalha enquanto o mundo à sua volta dorme.

sexta-feira, 21 de março de 2003

Cara! É impressionante!
Nem em tempos de guerra, com a internet saturada com três vezes a quantidade normal de acesos, esses cretinos param de enviar spams!
Meu! Esse tipo de contato só serve pra "queimar o filme" das empresas que se utilizam desse tipo de procedimento!
Eu por exemplo, não só estou boicotando TODAS as empresas que praticam spam, como convidando a todos os que lerem este blog a fazerem o mesmo.
O spam, ao contrário da mala direta convencional, faz você perder tempo precioso (e muitas vezes caro) de conexão, arrisca propagar vírus, enche seu saco com informações que não lhe interessam e você ainda tem de ter o trabalho de apaga-lo da sua caixa postal sabendo que mais tarde poderá voltar a aparecer outro.
Pior ainda: links do tipo "remover da mala direta" que não linkam com nada.
Spam deveria ser proibido por lei internacional e a punição aos infratores deveria ser, no mínimo, ir visitar cada uma das vítimas de seus spams pessoalmente para pedir desculpas!
E o telemarketing não fica longe disso não!
Mas o pior de tudo isso, é que a grana que essas empresas gastam com telemarketing, se gastassem com uma boa consultoria de marketing profissional, seguramente traria a elas muito mais retorno.
Se você pentelha a vida das pessoas com spams ou enche o saco delas contratando gente pra ficar ligando número por número da lista telefônica, desculpe a franquesa, mas você está sendo idiota.

quinta-feira, 13 de março de 2003

Compre, compre, compre...
Só isso que se vê na TV aberta!
Comerciais, merchandising, produções independentes sempre tentando vender alguma coisa...
Nada de útil na TV.
Reflexo de uma época em que "meia dúzia" de indivíduos da sociedade detêm 90% de seu poder de compra.
O resto da sociedade, sem dinheiro, desesperada para tentar pagar a inacreditável quantidade de impostos taxas e tarifas que nossos governantes nos impõem, não sabe mais de onde arranjar dinheiro para se manter em dia com suas contas.
Cada dia mais, a "vitrine virtual" representada pela televisão está se tornando mais e mais inútil.
Notícias? Bom, posso ler pela internet, né?
Agora, voltemos a essa "meia dúzia" de indivíduos. Quem são eles? Ora, quem manda nessa terra, lógico!
São os únicos caras que podem mudar alguma coisa, mas não querem abrir mão de nada do que têm.
Sempre será assim, até o dia em que não terão mais como explorar a nós, maioria subjulgada.

terça-feira, 11 de março de 2003

Cara!
Não imaginei que fosse levar tanto tempo pra fazer algumas das alterações sugeridas no meu site e no meu blog.
Estou morrendo de sono.
Vou dormir!
Boa noite, Pai! Boa noite mãe! Boa noite Mary Ann! Boa noite John Boy! (Odeio a família Walton! Ainda bem que não passam mais essa série na TV! Hahaha!)

segunda-feira, 10 de março de 2003

Retiro o que eu disse.
O Blogger/Blogspot não funciona tão bem assim com o M$-Internaut Explöder.
Na hora de republicar todos os arquivos com o novo template ele "se perde".
Ah! Como a informática atual é confiável...
Esse tipo de coisa não acontecia com o meu MSX.
Alguém aí já notou como o Blogger/Blogspot funciona bem com o M$-Internaut Explöder e muito mal com qualquer outro browser???
Eu uso Mozilla, exercitando a democracia na informática que alguns webmasters insistem em desprezar.
E se eu tivesse à minha disposição alguma outra plataforma que não tivesse o tal do browser que esses webmasters ignoram?
Uma plataforma como uma workstation Sun, ou SGI, por exemplo, ou se ainda, eu usasse um sistema operacional como o BeOS ou Linux?
Como eu faria o meu Blog?
Felizmente o básico do Blogger/Blogspot funciona em outros browsers, embora com algumas pequenas limitações, mas se você acessar meu blog via Mozilla, as imagens podem não aparecer.
Alguém aí sabe me dizer por que se o código é o mesmo?

sábado, 8 de março de 2003

Hoje, resolvi escrever sobre religião.
Esse assunto é bastante delicado e sempre gera controvérsias, porque assim como a política, pode ferir profundamente dois sentimentos humanos muito fortes (e ao mesmo tempo, primitivos): o orgulho e o desejo de fazer uma maioria.
Aliás, política e religião sempre foram assuntos muito ligados entre si, porque são portas para o poder.
Guerras já foram travadas em nome da religião e governos se formaram ou foram depostos por ela.
O assunto é tão perigoso que é proibido nas reuniões da maçonaria (pelo que me consta).
Como fundacionista, eu separo as religiões das crenças religiosas e assim, isolo as crenças individuais das pessoas (que eu respeito muito e acho que cada indivíduo tem todo o direito de crer no que bem entender), das religiões ou seitas, cujos princípios sempre partem das interpretações de poucos, que convencem muitos a convencerem muitos outros e isso torna-se um ciclo sem fim. E assim, pode surgir um poder mais social que espiritual.
Pessoalmente, prefiro acreditar na introspecção ao simplesmente aceitar as crenças alheias sem questionar.
Prefiro pesquisar, me informar, estudar e principalmente sentir, ao seguir linhas de pensamento impostas ou propostas.
Escrituras antigas têm um valor muito forte, mas as interpretações podem ser muito divergentes. E por isso mesmo, sujeitas a uma análise muito mais profunda do que uma simpes e breve leitura em grupo e aceitação geral da interpretação única de um indivíduo, perfeitamente humano e por isso mesmo, imperfeito e sujeito a erros ou distorções das linhas de pensamento e o que é pior: infelizmente na maior parte das vezes, em nome de um ser superior e perfeito, o que facilita a crença do grupo em sua interpretação individual.
Contextos históricos, condições de registro linguístico, política e economia da época, assim como outros fatores como guerras e perseguições devem ser levados em consideração.
Eu acredito no que eu descubro, no que eu conheço e busco o que ainda não conheço para conhecer melhor o que devo acreditar.
Só assim, posso evitar o efeito da Torre de Babel sobre minhas próprias crenças individuais.
Não acredito no homem e sim na verdade pura, que é a essência da religião em que eu acredito.