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sexta-feira, 31 de janeiro de 2003

Sempre existiu uma certa polêmica com relação ao software traduzido.
Geralmente as pessoas que gostam do software traduzido, nunca passaram pela experiência de traduzir um software.
Sinceramente, eu prefiro um software em bom inglês que em português "esquartejado".
É simplesmente ridículo você ver besteiras do tipo "mova o rato para que o apontador se deslize pelo écran" (manual de computador canadense em português de Portugal distribuído no Brasil) ou coisas bizarras como uma função do CorelDraw conhecida como "Endireitar Texto" (quer dizer que o Corel faz texto torto?) ou ainda ter de clicar em "Yes" a uma pergunta escrita em português.
Fora a "chacina linguística", existem os bugs da tradução, pois dificilmente um software é traduzido à partir dos códigos-fonte, ou seja, antes de virarem código de máquina.
Assim sendo, nada impede que algum "byte" possa ser apagado por acidente, ou trocado por parte de um texto que originalmente não cabia no espaço reservado para ele.
Em outras palavras: se você testa softwares, anote em seu caderninho: software traduzido NÃO SERVE DE REFERÊNCIA TÉCNICA em hipótese nenhuma, a não ser que você esteja testando exatamente a tradução em si.
Mas pior do que isso, é sistema operacional traduzido... como se originalmente já não tivessem bugs o suficiente...
Quem mais curte essas "caixas de Pandora" é a galera que alega não entender inglês (como se o imperialismo não as atingisse) ou, principalmente, a galera dos escritórios, cuja última preocupação é se isso faz diferença ou não, contando que seja exatamente como eles estão acostumados dos cursinhos de informática para iniciantes...
Aliás, os camelôs têm dado um apoio fundamental para dificultar a escolha por software de melhor qualidade.
Infelizmente, apesar de distribuírem mais software traduzido do que software bom (quando o CD funciona), eles estão mais bem preparados para informar o consumidor sobre os produtos que as garotas que as grandes potências do software contratam para apresenta-los ao público nas feiras de informática.
Não é hilário?

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