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quarta-feira, 31 de dezembro de 2003

Já que muito provavelmente este é o último post deste ano... me recuso a comentar as minhas retrospectivas, bem como minhas conclusões sobre o ano 2003. É passado! Acabou! Foi-se!
Foi um ano pior que 2002, que foi pior que 2001... enfim.
Mas as coisas vão mudar! 2004 vem aí!
O Presidente diz que tudo vai melhorar (aliás, o Governo sempre nos diz isso, mas nunca de fato, melhora. Ao invés disso, ele mesmo sempre toma todas as providências possíveis para que terminemos nossos anos cada vez com menos dinheiro em nossas contas, ou com dívidas cada vez maiores).
Os especialistas também dizem que a economia mundial tende a melhorar, uma vez que a guerra lá no Iraque acabou (Ha!).
Quer que eu diga o que vai acontecer em 2004? Eu digo (e dane-se o que os esotéricos dizem!):

- No final do ano, pelo menos dois canais de televisão apresentarão algum programa especial entitulado "Retrospectiva 2004".
- Se ainda estiver vivo, haverá uma transmissão de um programa especial de Roberto Carlos pela Rede Globo, que também transmitirá um programa especial com a Xuxa.
- O meu aniversário cairá num sábado e o mês de fevereiro terá 29 dias.
- Nossos governantes idealizarão mais artimanhas para fazer nosso dinheiro "sumir" dos nossos bolsos.
(E pra mostrar que eu sou um cara otimista...)
- Vou continuar jogando io-iô (recomecei a cerca de um mês ou dois, após ter prometido a mim mesmo em 1986 que não faria mais isso... mas as circunstâncias agora são outras...) e vou mudar de categoria... de Classic Style para Free Style (preciso comprar ao menos um io-iô especial para essa categoria... bem mais esportiva e complexa...)
- Como não consegui manter minhas namoradas orientais (embora uma delas até tenha conseguido milagrosamente me suportar por mais de 4 anos) muito provavelmente acabarei envolvido com alguma ex-modelo internacional loira extremamente inteligente (OK! Tingida tá valendo!), talentosa, bonita, atraente... de dar inveja até os ossos dos outros homens... enfim...
- Se eu ganhasse sozinho na loteria também, certamente ajudaria a minha auto-estima de vez. (Risos)
O fato é que cada ano nos reserva boas e más surpresas.
Passei maus bocados em 2003, grandes apertos, grandes problemas... mas consegui terminar o ano ainda vivo. ("vaso ruim não quebra", né?)
O que me alegra é que também passei por bons momentos e não há nada que impeça as boas surpresas de acontecerem também... ou seja, ainda existem esperanças de concretizar alguns sonhos. Talvez não os grandes sonhos, mas quem sabe... pequenos sonhos, que tenham o poder de dar algum valor à vida?
Quem sabe?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

Para quem não conhece os Postulados de Picolo, recomendo que dê uma atenção especial ao Segundo Postulado, que diz ""Se determinada marca é a mais falada ou conhecida, é porque tem alguem que faz algo melhor."
A muitos anos tenho tentado mostrar a quem quiser ver (porque a grande maioria se recusa, por questões, ou de lavagem cerebral gerada pelo poder das estratégias de marketing, ou por influência dos "multiplicadores de opinião" como vendedores "empurrões", ou revistas "técnicas" recheadas de matérias compradas), que nem sempre o que os fabricantes apresentam corresponde à realidade dos fatos.
O pior é que geralmente grandes potências líderes em seus segmentos costumam se empregar de artifícios assim.
A alguns dias atrás, um amigo meu levantou uma questão interessante de ser comentada... segundo esse meu amigo, a Intel está "crente" de que a tal da "Hyperthreading Technology (HT)", da Intel, "é um marco na história da computação porque possibilitou a multitarefa via hardware".
Eu não pude deixar de notar que esse meu amigo que, por mais cético que ele seja (e até certo ponto fâ do padrão Intel para processamento), se mostrou profundamente ofendido em seu intelecto, uma vez que foi um usuário de um computador que já oferecia recursos de multitarefa via hardware, lá por volta de 1992. Uma (hoje modesta) máquina de 32 bits conhecida como Amiga 500.
Desde que o "finado" (desculpem-me comunidade Amiga), foi descontinuado, várias potências da informática têm levantado a bandeira do multitasking via hardware, quando na verdade, nada mais fazem do que compartilhar o processamento via software, o que praticamente era impossível de se fazer com os recursos limitados do Amiga, que o fazia via hardware.
Era comum ao usuário de Amiga tocar música, formatar disquete e desenhar ao mesmo tempo, sem sofrer NENHUMA perda em desempenho de processamento, como ocorre freqüentemente com os computadores modernos. Sua única limitação nesse processo era a memória, mas... isso já é outra história.
Infelizmente a grande maioria das pessoas se deixa levar pela "conversa" dessas grandes potências, simplesmente por ignorar os fatos, ainda que venham de outras épocas, ou de linhas de evolução histórica já descontinuadas.
Ainda me pergunto se essas bobagens são divulgadas por causa de decisões do alto-escalão dessas grandes potências, ou por causa de estrategistas de marketing desinformados...
Quando se apresenta algo como "novo" ou "revolucionário"... fica esperto(a) aí, falou?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

A saudade é a pior dor que um ser humano pode sentir... inimigo silencioso que sempre nos pega desprevinidos, desprovidos de defesa...
Coisas boas que a gente acaba lembrando mesmo sem querer e que sabe que nunca mais poderão ser vividas novamente doem muito...
Mágoas e feridas que insistem em não cicatrizar doem muito mais com isso. Principalmente nessa época do ano, em que tudo é falso e por isso mesmo, desejamos ardentemente um pouco de verdade... e acabamos por buscar em nosso íntimo, nossa alma, uma vez que tudo à nossa volta nos apresenta como "vazio", "sem alma".
Detesto final de ano! O Natal não é celebrado e sim comemorado... é a festa suprema do comércio...
Não há loja que não lote, nem trânsito que flua tranqüilamente nessa época.
E o ano novo é a época recordista em suicídios, homicídios e mortes em acidentes de trânsito.
Resultado: como poucas pessoas de bom-senso, prefiro ficar em casa... quieto no meu canto.
Este ano, não há como eu passar essa época com alguém especial... Nem sobrou dinheiro para viajar, tirar umas férias... de modo que certamente, só terei minhas lembranças como companhia mesmo que eu tente sair, ir a algum lugar, tentar distrair... Não dá para ignorar os fatos: não há como fugir do destino... Seja ele qual for.
Se estou desanimado ou triste, é por causa disso: não tenho como mudar o meu destino, a "missão" que o "Universo" me obriga a cumprir...
Faz parte da minha natureza desejar que as pessoas que merecem, sejam felizes. Não posso mudar isso.
Mas para que alguns possam ser felizes, sempre será necessário que outros não possam se-lo.
Essa é a minha vida... se é que posso chama-la assim.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

Bem-feito!!! Ha-ha-ha!!!
Ontem foi a comemoração de 100 anos do badaladíssimo (pelos estadunidenses) suposto vôo de 12 seg. dos irmãos Wright, com presença do presidente George W. Bush, réplica do "Flyer" (com catapulta, trilho e tudo...) e, como já era de se esperar, a geringonça não só não saiu do chão como encalhou numa poça de lama.
Agora só falta darem a desculpa de que estava chovendo e que a umidade deixa o aparelho mais pesado...
Ora, eu já escrevi sobre esse papo de os irmãos Wright terem voado antes de Santos Dumont não passar de uma enorme propaganda enganosa com o objetivo de "injetar" confiança nos estadunidenses, que se sentiriam mais incentivados a se alistarem... enfim, como esse povo gosta de Guerra... (Não me refiro ao povo propriamente dito, e sim ao Governo dos EUA... sempre protegidinho em seus gabinetes...)
Enfim, tecnicamente o invento dos irmãos Wright não tem condições de voar por seus próprios meios, ao contrário do 14 bis... maiores informações: http://www.thefirsttofly.hpg.ig.com.br/
Daqui a uns 3 anos, será a nossa vez... E aí?

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

Só uma pergunta:
Como é que em apenas um dia após a prisão de Saddam Houssein (e olha que ele foi preso num domingo), já tem bonecos dele já com o "novo visual", ou seja, barbudo, à venda nas lojas de brinquedos dos EUA?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2003

Já que estamos entrando no que considero o período mais falso do ano... em que pessoas que não se conhecem se abraçam e se beijam fingindo ignorar o cheiro de cerveja, cigarro ou perfume barato; em que as famílias desunidas o ano todo resolvem se reunir para uma festa "em família" em que sempre acaba sobrando um monte de comida por dias e dias; época em que pessoas que deveriam estar juntas acabam se separando por motivos diversos, sejam profissionais ou econômicos, ou outros, acabam passando separadas; época em que muitas vezes as pessoas se apertam para presentear outras pessoas; enfim, tudo em nome do Natal.
Quer comemorar o Natal de verdade? Pelo amor de Deus, ao menos seja sincero(a)!
Abrace e beije quem você ama! Não só no Natal, mas sempre! Afinal, o Natal deveria ser isso mesmo: a celebração do nascimento de um homem que ensinou a milhões o quanto se deve amar, seja seu(sua) namorado(a), esposa, marido, amigo(a), parceiro(a), filhos, filhas, vizinhos, seja quem for, ame!
Nas festas, viaje se isso lhe fizer bem (mas faça-o com muita prudência); beba, se isso lhe agrada (mas com moderação e respeito às outras pessoas); transe com tesão, carinho, amor... (e camisinha); enfim, comemore, mas seja verdadeiro(a), respeite as pessoas à sua volta...
Enquanto você comemora, ao menos reserve um momento para meditar... pode haver alguém que esteja morrendo de fome enquanto você comemora, ou alguém se suicidando por se sentir só, ou alguém morrendo em algum acidente causado por imprudência, ou algum motorista bêbado, quem sabe?
Talvez alguém que tenha pago todas as suas contas em dia esteja falindo, perdendo o emprego... enquanto seus chefes de Estado comemoram com champagne importado e chocolates caros, talvez já planejando outra forma de extorquir esse coitado... que talvez termine por ser mais um dos que poderão morrer de fome no ano seguinte.
Se alguém enriquece, alguém empobrece. Isso é inevitável.
Cada novo bombom que sobra na mesa do poder, é mais uma criança num semáforo.
E geralmente, sobra muita, muita comida numa ceia de Natal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2003

Sinceramente, considero absolutamente necessário uma profunda investigação e fiscalização dos órgãos responsáveis pelo controle de trânsito, por parte de instituições federais.
Outro dia, observei alguns funcionários da EMDEC "canetando" sob os cemáforos com foto próximos ao Shopping Unimart... Aqueles mesmos já citados.
E francamente, duvido que o tal retorno fique pronto até o Natal.
Azar do Shopping Unimart, que deve ter tido as suas vendas prejudicadas em pelo menos 15% por causa do estacionamento lotado (porque o "estacionamento II" está inacessível graças à "obra prima" da EMDEC) e sorte da própria EMDEC, que certamente deve estar faturando bem com o trânsito extra sob seus preciosos cemáforos com foto, tidos em países de primeiro mundo como obstáculos perigosos ao sistema de trânsito e que, por isso mesmo são PROIBIDOS nesses países.
Como cidadão honesto, eu me sinto profundamente ofendido por atitudes como essa, unilateral, claramente corrupta e absurdamente cínica diante da sociedade, que em estado de torpor causado por esse tipo de absurdo já nem reage mais... torpor causado pelas lesões diárias que sofre por esse tipo de medida, efetuada justamente por quem deveria defender seus interesses, ou seja, seus próprios empregados.
Vou continuar de olho, publicando aqui tudo o que observo a respeito e repito: duvido que o tal retorno fique pronto antes do Natal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2003

E mais uma vez sobrou a conta pra mim...
Agora, falta dinheiro pra continuar a reforma e o bobão aqui é que vai pagar a conta. (Como se eu tivesse dinheiro suficiente pra isso...)
Vou passar meses sem um tostão no bolso, me alimentando de cachorro-quente, mas é melhor do que ficar devendo favor para aquele "mala" do "companheiro" da minha mãe.
Não vou dar a ele o direito de falar de mim, apesar de a minha mãe ter feito de tudo para que eu devesse favores para aquele palpiteiro irritante!
Ele constantemente julga as pessoas sem julgar a si próprio... Eu sei que tenho meus defeitos, que eu sou orgulhoso, chato e até preguiçoso... Mas nunca deixei de cumprir com minhas obrigações, com os prazos que combinei, ou de fazer sempre o melhor que posso em tudo o que eu sei fazer.
Francamente... só porque ele é velho, se acha no direito de dar palpite na vida das pessoas, como se fosse o "dono da verdade"... Ora essa! Isso merece um provérbio de minha autoria mesmo:

"Se idade fosse esperteza, tartaruga não virava sopa."

E por falar em esperteza...
Eu já citei sobre as obras arrecadatórias da EMDEC no meu blog (veja dia 14 de novembro).
Agora, pretendem fazer um retorno na Av. Império do Sol Nascente, para contornar o "tiro no pé" que deram, prejudicando claramente o Shopping Center Unimart (e principalmente, seus clientes, que se vêm forçados ao transtornante ritual de procurar vagas num estacionamento espremido). Só, que estima-se que o tal retorno fique pronto até o Natal.
Bom... vejamos... Não é justamente no Natal em que há o maior movimento no trânsito ao redor de grandes centros comerciais como Shopping Centers?
(Santa incompetência, Batman!)
Pra fazer o trânsito "emperrar" eles tomam medidas instantâneas; Pra "empurrar" os carros para as "máquinas de fazer multa" eles são especialistas, mas pra "desentulhar" o tráfego não há a menor pressa.

Sabe como se faz com buraco de rua em Campinas? Enfeita eles com lombadas (quebra-molas) em volta! (Risos)

terça-feira, 2 de dezembro de 2003

E a reforma continua...
Esta, foi a primeira noite em vários dias em que consegui novamente dormir no meu próprio quarto, apesar do cheiro de tinta e se é que 3 horas de sono pode ser chamado de "dormir".
As mudanças no meu quarto foram radicais no estilo, mas não houve mudanças de layout.
Porta e janela continuam horríveis (o dinheiro acabou)...
Não tenho ainda acesso à internet de casa e ainda não terminei de plugar todo o equipamento do "estúdio"... mas há uma certa satisfação ao ver o piso novo e o grafiatto azul "envelhecido" em duas paredes, dando um toque de classe no ambiente...
O resto da casa continua sendo mexido, de modo que nem posso pensar ainda em decoração.
Estou muito cansado, com sono, olheiras enormes, uma chatíssima dor no pé e uma sensação de vazio muito grande.
Ando procurando objetivos para perseguir assim que a reforma acabar.
Talvez isso me ajude a me sentir vivo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2003

Tópico 1 - io-iô:
Eu fui campeão de io-iô em Mogi-Mirim, lá por volta de 1983. (Grande coisa!)
Lá por volta de 1984-1985, eu perdi um campeonato. (Bem-feito pra mim!)
Hoje eu ainda jogo io-iô, como hobby. Não quero nem saber de campeonatos ou torneios. (Eu me sentiria ridículo no meio daquela molecada toda...) Mas adoro ensinar a molecada sobre io-iô. Tanto que me registrei na Associacão Brasileira de Io-iô e estou encomendando um io-iô muito especial... um que fazia parte da premiação eu deixei de ganhar naquele campeonato que perdi.
Em tempo... ainda acho questionáveis os critérios de avaliação desses campeonatos.

Tópico 2 - reforma do apartamento:

Tudo começou com uma necessidade de se reformar o sistema de esgoto do prédio onde moro. TODO o sistema de esgoto... coisa assim... absolutamente comum e corriqueira, num país que funciona na base da gambiarra.
Por uma semana inteira eu não dormi direito, não tomei banho direito e gastei uma pá de dinheiro em inseticida, uma vez que todas as baratas do sistema de esgoto do prédio vieram fazer uma convenção no meu banheiro... aliás, nem havia banheiro. Só uns buracos abertos (por onde vinham as famigeradas baratas) e um monte de terra em seu lugar quando voltei do serviço um dia desses...
A cada uma das baratas que eu matava (acho que foram mais de 200 naquela noite "em claro") eu amaldiçoava os responsáveis pelo projeto e construção do prédio onde moro.
Odeio baratas... sou sádico ao mata-las (o meu método predileto é jogar álcool hidratado nelas. Elas morrem em cerca de 40 seg.)
Agora não há mais baratas e a maior parte do piso da casa já foi trocado.
Mas a previsão é de a obra prosseguir por um loooongo tempo... em meio a poeira, areia, bagunça e muito, muito barulho.

Tópico 3 - auto-estima:
Tenho um projeto de melhora de auto-estima que estou adiando por falta de verba... Mesmo porque, com a reforma, não posso nem pensar em gastar dinheiro.
Espero que, com o término da obra, eu possa me sentir melhor para poder investir na minha auto-estima... a minha maldita auto-estima... aliás, a falta de auto-estima.
Não existe desgraça maior na vida de um homem do que não conseguir acreditar no futuro a ponto de desistir da própria felicidade. E acredite, Não há nada pior do que isso.


Conclusão:
Estou tentando reformar a minha vida e tudo o que está à minha volta, buscando as coisas que me dão algum prazer e tentando abrir novas possibilidades de objetivos na vida.
Tenho consciência de sem esses objetivos, a vida não faz nenhum sentido. E é aí que nasce o meu problema de auto-estima.
Eu sempre fui muito azarado em meus projetos de vida. Agora, estou buscando resgatar tudo o que eu não consegui no passado e que sei que é possível... pequenas coisas, pequenos sonhos do passado... coisas infantís, bobas e aparentemente sem sentido lógico algum.
Quem sabe esses pequenos sonhos sejam a isca para atrair de volta grandes sonhos que eu julgava definitivamente perdidos? (Olha eu... devaneando esperanças...)

domingo, 16 de novembro de 2003

Isso eu recebi numa dessas correntes de e-mail:

Você sabia que os deputados federais ganham...

Salário: R$ 12 mil
Auxílio-moradia: R$ 3 mil
Transporte: 4 passagens aéreas de ida e volta a Brasília/mês
13º e 14º salários: No fim e no início de cada ano legislativo
Verba para despesas comprovadas: R$ 7 mil
Verba para assessores: R$ 3,8 mil
90 dias de férias anuais e folga remunerada de 30 dias
Mais 35 mil por mês como verba de gabinete.
Direito a contratar 20 servidores para seu gabinete
E ainda vão receber R$ 25,4 mil para trabalharem durante o recesso?
O dinheiro sairá dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso!!!
Mostre sua indignação e envie este texto a todos os seus amigos e
conhecidos para que protestem junto aos deputados federais e senadores
E querem que você doe um pouquinho para o "Fome Zero"?
Suposições...
Suponha que exista uma estrada de cerca de 800km que liga Boa Vista a Manaus e que há nela um trecho de aproximadamente uns 200km referente a uma tribo indígena conhecida como Waimiri Atroari, por onde você não pode passar entre as 6:00 da noite e as 6:00 da manhã, se não tiver uma autorização especial da FUNAI, altamente burocrática... Até aí... normal, né?
Suponha que qualquer americano, inglês ou japonês, por exemplo, possa passar por essa tribo indígena em qualquer horário e que se você estiver com eles, também pode.
Suponha ainda que esses indígenas falam a língua nativa, inglês e francês, mas não falam português.
Suponha ainda que em algumas reservas você encontre as bandeiras dos EUA ou da inglaterra.
(Agora você sabe por que tem de pagar tão caro em royalties por derivados de plantas ou animais que só existem no Brasil, mesmo que você mesmo produza esses derivados.)
Agora... suponha que coisas assim não acontecem só com a biodiversidade, mas com as reservas minerais também.
Biopirataria ou conivência?
País soberano, ou colônia de exploração internacional?
Para encerrar: O Brasil tem petróleo igualzinho o Iraque. E ainda tem pedras preciosas, ouro, bauxita, cassiterita, urânio... Mas não foi invadido como o Iraque... enfim... Por que alguém invadiria seu próprio quintal?

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

Não é preciso ser nenhum especialista em engenharia de trânsito para perceber claramente que as alterações de trânsito efetuadas sumariamente pela EMDEC - Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, são de ordem absolutamente arrecadatórias.
Exemplo: Antes, um motorista que seguia pela Av. Império do Sol Nascente em direção do "Estacionamento 2" do Shopping Center Unimart, tinha de fazer uma conversão (se não viesse da Av. John Boyd Dunlop), como única alternativa para, na hora de sair do Estacionamento, não ter de "enfrentar" os cemáforos com foto da Av. John Boyd Dunlop.
Semáforos esses, que já foram responsáveis por um enorme número de discussões e pelo pedido de demissão de um juiz inconformado com a clara natureza arrecadatória (ao invés de educativa) dos mesmos. E mais: esse tipo de semáforo são considerados "obstáculos perigosos ao sistema de trânsito" em países desenvolvidos.
Mas, voltando ao Shopping Unimart, não há sequer uma chance de o motorista desavisado que entrar no trecho da Av. Império do Sol Nascente poder fazer a conversão sem ter de fatalmente dar a volta em torno do Shopping Center e "enfrentar" os tais semáforos.
Sensores de radar em finais de afluentes de vias principais (onde é comum acelerações "emergenciais" justamente para evitar acidentes) são os pontos mais escolhidos para serem implantados.
Outros lugares bastante comuns de instalação desses sistemas, são em subidas, onde com um pouco mais de aceleração, se aproveitaria a inércia do veículo e conseqüentemente se economizaria combustível e se evitaria uma troca de marcha.
Aliás, o próprio "Projeto Rótula" foi claramente concebido para que o trânsito ficasse mais tempo parado, bem como os trajetos mais longos... Os donos de postos de combustível agradecem.
Enquanto isso, nós, cidadãos continuamos sofrendo com ruas estreitas demais para a quantidade de veículos, incontáveis semáforos fora de fase, faixas de pedestres que terminam em um poste, caixa de correio ou pior ainda, um guard rail sem calçada, no meio de uma via principal, pontos de ônibus em rotatórias (pasmem!) e buracos... muitos buracos...
Fatos bastante divergentes do termo "desenvolvimento" constante no nome da empresa, não?
Só pra encerrar... um aviso aos funcionários que tomam as "decisões" da EMDEC... somos nós, moradores de Campinas que estamos pagando os seus salários.
Em nome dos cidadãos... Só queremos que vocês respeitem e honrem isso.

segunda-feira, 3 de novembro de 2003

E eu... continuo com meu "auto-tratamento" para tentar melhorar a minha auto-estima...
Passei ontem e hoje, mexendo com coisas relacionadas a audio e eletrônica para me distrair e à noite, tomei um banho, pus uma roupa mais "elegante" e saí para jantar num shopping aqui perto...
Não é a primeira vez que faço isso... Tentar ocupar a minha mente e passear por aí mais "alinhado", me ajuda a distrair a mente e me sentir alguém no meio da multidão.
Observo que sempre que eu saio assim, algumas garotas passam a dar aquelas olhadinhas de canto de olho... e até tem algumas que devem ficar com torcicolo... Mas não mexo com elas. Não me sinto motivado a sair "à caça"...
Ainda tenho muito a fazer por mim mesmo antes de qualquer coisa.
Problemas a resolver, coisas a mudar e tentar definir quais rumos devo seguir...
Eu até que estava me sentindo um pouco melhor, até que... bastou uma lembrança para eu voltar para casa e me fechar de novo.
Um brinquedo... um inocente ursinho de pelúcia branco numa vitrine foi o gatilho que me fez ver o quanto eu ainda estou longe de estar curado... do meu passado... de uma época em que eu ainda sentia vida em minha alma.
Talvez em algum lugar, um certo ursinho branco que dei de presente, esteja sendo melhor companhia do que eu.
Aos leitores(as), minhas desculpas pelo desabafo.
Mas que espécie de blog seria esse sem desabafos?

sábado, 1 de novembro de 2003

É madrugada...
Termina o halloween... Ou para nós, brasileiros, o "Dia do Saci", criado para combater o processo de "massificação cultural" ao qual estamos sendo submetidos diariamente.
Francamente, acho o costume do halloween uma brincadeira saudável e aprovo a versão brasileira, que resgata um pouco folclore que nos resta ao invés de divulgar cultura abóbora em terra da banana.
No entanto, existem influências "abóboras" muito mais nocivas à nossa cultura e que não são percebidas.
Frases e chavões, tratados como provérbios populares em meios de divulgação cultural como filmes, novelas, etc.
Coisas que acabam sendo tratadas como verdades absolutas ao invés de terem seu lado lógico analisado friamente.
Um dos motivos da existência desse blog é justamente o combate a essas "verdades" através da desmascaração de como essas "verdades" funcionam.
Um exemplo disso é a clássica frase típica de desenho animado: "O freguês (ou cliente) sempre tem razão."
O fato é que, nem sempre o cliente tem razão. Muitas vezes ele tem mais dúvida do que razão e um bom profissional ao sanar essas dúvidas através da verdade ao invés da "enrolação", acaba por ganhar a confiança do cliente e dar orígem à tão falada "parceria profissional".
Infelizmente é normal num país onde as pessoas desconfiam umas das outras, os clientes mandarem fazer isso ou aquilo do seu próprio modo, na base da "tentativa e erro" e depois culpar os "paus mandados" quando a coisa não dá certo. Azar dos "paus mandados", que ao se calarem e consentirem na consciência do eminente problema, perdem a confiança de seus clientes, que por sua vez, procurarão os serviços "aparentemente" mais "seguros", muitas vezes repetindo os mesmos erros, se não de forma pior.
Para mim, a frase "o cliente sempre tem razão" não só é uma das mais nocivas mentiras comerciais de todos os tempos como também uma sabotagem silenciosa às decisões empresariais.
No meu último post, há uma verdadeira lista de fatos que a maior parte dos estadunidenses ignoram.
Como acreditar num provérbio partido deles? Ou você prefere acreditar em abóboras?

terça-feira, 28 de outubro de 2003

Ao povo dos Estados Unidos da América:

Aula de Geografia:
01 - A América é composta de três continentes com mais de 20 países e não um só.
02 - A capital do Brasil é Brasília e seu idioma oficial é o Português.
03 - A maior parte da Amazônia, fica oficialmente território brasileiro, embora parte da floresta Amazônica fique também em território da Venezuela, Colômbia e Peru. Não numa área internacional inexplorada.
04 - A base espacial de Alcântara pertence ao governo do Brasil, não ao governo dos EUA.
05 - O Brasil não é apenas uma enorme floresta. E o metrô de São Paulo é mais sofisticado que o de Nova York.

Aula de História:
01 - Os irmãos Wright não inventaram o avião e sim um brasileiro na França chamado Alberto Santos Dumont.
02 - O primeiro computador a usar código binário não foi inventado pelo governo dos EUA e sim por um cientista alemão chamado Konrad Zuse, em 1936 (mas que só ficou pronto em 1938). Em tempo: o terceiro computador de Zuse já era de 64 bits... e isso foi em 1941!
03 - Os EUA perderam a Guerra do Vietnam.
04 - A primeira rede telefônica instalada do mundo foi instalada no Brasil, sob encomenda do imperador Dom Pedro I.
05 - A Guerra do Iraque ainda não acabou apesar da invasão a Bagdad. E até o presente momento, ninguém conseguiu encontrar armas químicas, biológicas ou nucleares no Iraque. Só petróleo.

Aula de Marketing:
O modo como as coisas são apresentadas às massas, guiam as linhas de pensamentos das pessoas para que elas contribuam com os interesses de quem as apresenta.

terça-feira, 21 de outubro de 2003

Se você acessou meu blog nos últimos tempos, deve ter notado que andei fazendo pequenas mudanças de layout...
Pois bem! Não é só isso.
Estou começando a mudar também o meu visual... Optando por escolher roupas menos "nerds" e um pouco mais "sociais".
Isso tudo faz parte de um plano que estou começando a pôr em prática para tentar melhorar a minha auto-estima e ajudar no meu marketing pessoal.
Infelizmente, as pessoas ainda compram livros e revistas pela capa e escolhem as pessoas que contratam pela aparência ao invés do profissionalismo.
Aquela máxima que diz "as aparências enganam" não é facilmente compreendida entre alguns peixes e outros animais irracionais que são atraídos pelas aparências das coisas.
O fato é que a minha falta de auto-estima já me levou ao fundo do poço e eu tenho todos os motivos do mundo para me sentir mal comigo mesmo.
Mas de todos os motivos, o que mais me desanima é que eu não consigo ver evolução alguma à minha volta, por mais que eu me esforce.
Hoje mesmo (ou melhor, ontem), eu mandei lavar meu carro e o pessoal do lava-rápido não conseguiu limpar a sujeira que as cigarras fizeram no vidro. (O meu carro fica estacionado numa vaga de estacionamento bem embaixo de uma dessas árvores que conforme a época do ano, ou solta folhinhas, ou solta resina, ou as cigarras se proliferam e o "pulverizam" 24 horas por dia com um líquido que seca e fica uma textura esbranquiçada muito difícil de limpar. Sem falar no cocô de pombo, morcego...)
Agora estão para quebrar o piso do meu apartamento pra trocar o sistema de esgoto... de modo que meu apartamento está parecendo um monte de entulho.
Pra ajudar... Ah! É melhor nem começar! A lista é tão grande que o Blogger "cortaria" o meu blog...
Bom... Antes o blog, né!?

segunda-feira, 13 de outubro de 2003

As mentiras são como construções feitas às pressas, para esconder a verdade.
Algumas são pequenas e basta mudarmos nosso ponto de vista e a verdade aparece.
Outras são enormes, mas como toda construção feita às pressas, cedo ou tarde surgem "frestas" ou "rachaduras", por onde podemos ver a verdade.
Geralmente elas desmoronam fácil, mas há aquelas mentiras grandes, imponentes, tão sólidas que até nos confundem, pois sempre tem gente vigiando, pra calafetar as frestas através da manipulação das informações e a indução do inconsciente coletivo.
As verdades que estas escondem, são perigosas para os mentirosos que as constroem, porque tiram deles o poder de esconder as frestas. Mas enquanto as pessoas não as percebem, continuam acreditando que essas "construções" são a verdade.
Por que os mentirosos investem tanto em construções desse tipo? Simples!
A resposta é o poder do controle político das massas, controlar o pensamento delas, faze-las crer no que se deseja que elas acreditem.
Cada indivíduo convencido de que a "construção" é sólida, significa mais um tijolo nela... mais massa para calafetar.
O mundo de hoje é cheio de construções assim.
Não se pode ter preguiça de ir ver as construções à partir de outros pontos de vista, principalmente se alguém já viu daquele ponto, nem deixar de ter a curiosidade de olhar entre as frestas.
Quando eu era criança, uma diretora de escola me deu a melhor lição da minha vida:
Ela disse que um cavalo usa viseiras para pensar que seu mundo é apenas o que ele vê, ou seja, apenas o que está à sua frente. E é assim que ele é guiado.
Se o cavalo pudesse ver mais do que lhe é mostrado, ele teria escolha de mudar de caminho quando quisesse e, com a força que tem, dificilmente seria controlado.

sábado, 11 de outubro de 2003

As pessoas muitas vezes me elogiam pelo meu trabalho, classificando-o como detalhado, caprichoso, etc.
Isso sem dúvida, é uma massagem no ego, mas não paga minhas contas.
Na verdade, eu sou um grande frustrado.
Tenho até um colega no serviço, que já me conhece a muito tempo e que costuma se referir a mim como "the unhappy man behind the image" ("o homem infeliz por trás da imagem").
Quando eu comecei a estudar tecnologias de computação gráfica, nem se falava nisso no Brasil. Não haviam cursos de computação gráfica e os computadores "gráficos" mais poderosos conseguiam imagens de no máximo 320x240 pixels com 16 cores. (E os mais comuns, quando não eram monocromáticos, ou seja, preto e branco, ãmbar ou outra cor de fósforo que o monitor tivesse e a resolução máxima mal chegava a uns 255x191 pixels).
Nessa época, eu via a oportunidade de me especializar e ser um pioneiro numa área antes de todo mundo... e fui. Mas só consegui entrar no mercado muito tarde, porque ou as pessoas nem sabiam do que se tratava, ou não queriam pagar os custos da nova tecnologia.
Eu deveria ter feito algo ligado à odontologia, medicina ou advocacia ao invés de me dedicar a alguma coisa que eu gosto...
O "patrão" vive me sugerindo fazer uns cursos para que eu volte a trabalhar no setor de multimedia... Ha! Como se eu já não soubesse que esse mercado não compensa para quem produz... Já trabalhei com essas coisas e multimedia não é feita através de uma única pessoa e sim através de uma equipe de produção, com cada indivíduo altamente especializado em cada área...
Esse mercado é uma enorme arapuca, onde tudo parece fácil a quem não faz parte da produção e muitas vezes, os caminhos para se chegar aos resultados não são exatamente o que poderiam ser camados de "ideais"...
Dizem que quando se chega à época em que um profissional começa a dar aulas, está no final da carreira. Eu estou me preparando para dar umas aulas...
Concluí que lutei muito pra não viver nada.
Se eu estudasse algo como História, Filosofia ou Teologia... não mudaria nada.
Minha vida escorregou entre os dedos das minhas mãos e agora, quero viver, mas não tenho o meu pé-de-meia feito, nem faço outra coisa tão bem profissionalmente...
Eu queria largar tudo isso de vez! Nunca mais mexer com computador!
Mas aí... eu viraria o quê? Um eremita?
Hummm... poderia ser massagista! Certamente ganharia melhor do que ganho hoje...

sexta-feira, 3 de outubro de 2003

O fanatismo invariavelmente consiste em seguir rigorosamente uma única linha de pensamento sem levar em conta nenhum outro ponto de vista em consideração.
Sempre temos a tendência de ignorar o que foge de nossa linha de pensamento, tratando como um desvio e que por isso mesmo deveria ser evitado.
O fato é que as coisas não são bem assim.
A uns 600 anos, achava-se que a Terra era chata como uma panqueca. Depois concluiu-se que era redonda, depois oval e agora semi-oval irregular.
Palmas para Francis Bacon com sua legendária frase "A verdade pertence ao tempo e não às autoridades"!
Respeito muito todos os que seguem fielmente seus princípios, pois isso lhes dá constância e estabilidade de pensamento. Mas sempre ao se trilhar um caminho, não devemos olhar apenas onde pisamos, ou podemos deixar de admirar a paisagem que o cerca, nos admirarmos com o quanto já trilhamos, ou mesmo nos prepararmos para o que ainda temos de trilhar.
Mesmo com um mapa na mão e certeza absoluta de qual caminho trilhar, não podemos prever os contratempos, obstáculos ou outras dificuldades, porque os mapas apenas nos mostram os caminhos e não as paisagens ao longo deles.
Nenhum de nós é dono da verdade. Nenhum de nós conhece MESMO o futuro. Temos nossas crenças apenas, mas por mais que tenhamos certeza do que cremos, muitas vezes nos decepcionamos com elas, pois muitas vezes, as coisas não são exatamente como esperávamos que fossem.
Antes eu seguia os mapas, olhava onde pisava e seguia em frente. Agora eu admiro mais as paisagens, penso duas vezes antes de cada passo e observo os obstáculos à minha frente com mais cuidado, pois eles nem sempre são o que parecem ser.
As experiências têm me feito mais cauteloso a cada decepção. Mas apesar disso, continuo me decepcionando, embora seguindo sempre o mesmo caminho do mapa. Caminho cada dia mais difícil.
Conselho de amigo por experiência própria: Tome sempre muito cuidado com o que pensa que sabe.

terça-feira, 30 de setembro de 2003

É inútil!
Não importa o quanto eu trabalhe, o quanto eu lute, o quanto eu me esforce para conseguir sempre o melhor e dar um bom exemplo... O mundo não funciona assim.
O ser humano nos últimos 10 mil anos, ainda não aprendeu que todas as pessoas são iguais.
Ainda não aprendeu que é bobagem ficar disputando entre si para ver quem consegue se impôr mais perante o próximo, seja por poder, seja por ostentação.
O indivíduos do Governo... só defendem os interesses dos grupos capitalistas ou do crime organizado, que são quem os pôe no poder como que num palco de marionetes... salvo raríssimas excessões "esmagadas" pelo sistema. Com isso, as leis se tornam cada dia menos justas, as distâncias sociais se tornam cada dia maiores e a mentira se torna cada dia mais a lei da sobrevivência.
Não se produz qualidade e sim quantidade, porque cada dia mais a imensa maioria (que aumenta a cada dia) tem cada dia menos poder de compra para comprar produtos de qualidade... Logo, cada dia se produz mais lixo e um dia morreremos afogados num imenso entulho.
Cada dia que passa, se vive menos as coisas boas da vida e gasta-se a vida para mover essa máquina de lixo movida à mentira que é a sociedade individualista em que vivemos... tudo porque "quem pode mais chora menos", mas que um dia, quem "pode mais" certamente sofrerá as conseqüencias disso, pois sua insegurança aumentará, mas culpará sempre o próximo ao invés de a si mesmo... Criatura ignorante!

domingo, 28 de setembro de 2003

As pessoas continuam me perguntando sobre o meu relacionamento com a minha "ex".
O que elas não sabem é o quanto esse assunto dói. Por isso, muitas vezes fico sem jeito.
Ainda tenho uma ferida muito grande para cicatrizar e, cada vez que toco no assunto é como sal direto na carne.
Tento instintivamente buscar modos de essa ferida doer menos e tenho tido uma grande ajuda madrugadas adentro, via internet... mas isso já é uma outra história. Prefiro não entrar em detalhes aqui, para não prejudicar quem me ajuda (e muito).
Estou para dar umas aulas nas tardes de sábado... para ajudar no orçamento e tentar ocupar a minha mente com outras coisas além das tarefas profissionais e domésticas (moro sozinho)...
Dizem que formávamos um casal bonito e certamente nos amávamos muito. Mas o fato é que não foi o suficiente.
Eu já não sentia mais a felicidade dela, embora eu fizesse de tudo para isso.
Me esforçava ao máximo para que ela pudesse ser feliz, mas tudo o que consegui foi provar a mim mesmo que eu não tinha competência para dar a ela o otimismo que sempre acabava me faltando, ou a "malícia social" que minha ingenuidade sempre insistiu em não cultivar.
Por mais que eu tenha tentado, minha natureza não me permite ser diferente. Por isso, vivia dando "mancadas" para com ela e sempre terminava me sentindo mais idiota do que antes.
Apesar de muitos me considerarem uma espécie de "gênio", o fato é que eu não sou muito esperto.
É bem verdade que conheço muita coisa, com profundidade de fazer inveja a muita gente, mas isso pra mim serve muito pouco... Ainda não aprendi três coisas que me fariam ser menos pessimista: a ganhar muito dinheiro honestamente (por isso continuo pobre), a ter "malícia social" sem ser espontâneo e verdadeiro e a manter junto de mim alguém que eu ame... que me ame.
Já tenho algumas cicatrizes e uma ferida ainda para curar. Por isso tento evitar o assunto.
Quero apenas viver o melhor que puder, embora eu sinta muita falta do calor de um abraço, ou de um beijo carinhoso de uma mulher apaixonada... Ha! Eu não mudo mesmo!
Se eu sou um gênio ou um perfeito idiota... a resposta é: eu sou os dois. E esses dois vivem se conflitando.
Se o gênio vencer, ótimo! Posso me tornar otimista!
Mas se o idiota vencer... será o meu fim.
Quem tiver peito para apostar... que o faça!

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Alguma vez você evitou jantar ou almoçar em uma praça de alimentação de algum shopping center por causa da música "ao vivo"?
Francamente! Praça de alimentação não é nenhum salão de carnaval!
Eu sou um defensor ferrenho da música ao vivo, porque gera empregos, revela talentos e valoriza a arte musical. Mas cá entre nós... Que arte há num super-batalhão de teclados e módulos de som sequenciados automaticamente via MIDI?
Okay! Pra compôr o arquivo MIDI não é nada fácil e exige realmente um conhecimento musical e tanto, além de um conhecimento bastante profundo de toda a parafernalha a ser seqüenciada, mas... alguma vez você viu algum desses "músicos" rodar alguma composição própria no sequenciador?
Na imensa maioria das vezes, tratam-se de arquivos baixados da internet, ou comprados em alguma loja de instrumentos musicais... E agora o pior: quando não se trata de alguma MPB (Música pra Pular Brasileira), trata-se de algum clássico do pop internacional que o "intérprete" canta com um "degolês" misturado com "portunhol" que dói profundamente aos ouvidos de um expectador um pouco mais exigente que o pessoal "nem aí".
E por falar em doer nos ouvidos, o volume do som também é um fator importante a ser levado em consideração.
Me lembro claramente da maravilhosa qualidade de som de uma apresentação dos músicos do "Exército Vermelho" da antiga União Soviética que vi certa vez, ao ar livre aqui no Brasil: Você podia ouvir todo o espectro do som audível claramente de qualquer lugar das arquibancadas e sem nenhum excesso de volume... Não se ouvia nenhum alto-falante rangendo por overload, fato bastante comum nas apresentações ao ar livre aqui no Brasil, devido à terrível mania que os brasileiros têm de não consultar um profissional especializado, como os russos certamente fizeram na instalação dos equipamentos. (E sou capaz de apostar que usaram bem menos equipamento e potência do que teriam usado se fossem instalar tudo simplesmente no "olhômetro", como qualquer brasileiro comum faria).
Muitas praças de alimentação de shopping centers sofrem de um mal crônico de ressonância, somada à disposição indiscriminada dos alto-falantes, multiplicada pelo excesso de volume dos amplificadores, menos um mínimo de bom senso, bem como um pouco de boa vontade.
Enquanto isso, tem engenheiros de som procurando trabalho e empresas especializadas em revestimentos absorventes de som sem um mercado para vender.
Os italianos têm uma frase boa para resumir essas coisas: "Porca miseria!"

sábado, 20 de setembro de 2003

O pioneirismo é uma palavra que me acompanha...
Comecei meus estudos em Computação Gráfica e produção de imagens digitais antes mesmo de esse termo ser usado. Às vezes, acho até que eu é que "traduzi" o termo e ele acabou "pegando", lá por volta de 1985. (Risos)
Fui o primeiro técnico em Campinas a tratar imagens em RGB com simulação CMYK especificamente para geração de impressos finais em CMYK, o primeiro a repetir essa dose em "Lab Color", o primeiro a adotar normas internacionais de calibragem para RGB e CMYK e participei de uma das primeiras (se não a primeira) equipe de desenvolvimento de sistemas de multimídia do país, quando essa palavra ainda estava sendo "ensaiada"...
Já adaptei PPDs para impressoras Postscript bem como até imagesetters "na unha", de modo a vencer certas limitações das máquinas... enfim.
Não raro, me dizem que sou bom na minha especialidade. Muito bom.
Mas pra mim não é o bastante. Eu também erro, apesar de estar sempre tentando me aprimorar, me especializar.
Alguns problemas aparentemente graves em imagens, aos olhos de outras pessoas, pra mim já soam como simples. E, hoje mesmo, resolvi um problema desses na primeira tacada...
É muito bom ser reconhecido pelo esforço de anos e anos de suor, lágrimas, olheiras, sono, dor nos olhos, alimentação ruim, conflitos, discussões e muitos quilômetros de imagens já percorridas pixel a pixel durante todos esses anos... mas também é bem verdade que não é todo dia que isso acontece, o que me desanima muito.
Muitas vezes eu quis parar, abandonar o meu trabalho... Mas tenho uma reputação a manter e uma responsabilidade muito grande.
Um dia eu terei de deixar a minha profissão. Sei que isso é inevitável...
Pois que seja com orgulho!
Quero deixar a minha marca, como uma lembrança de alguém que fez história, não de mais um ilustre desconhecido...
Muito menos me confundir com os incontáveis aventureiros que, seja pela ganância, seja por medo, ou desespero, tentam "abraçar o mundo" e aceitam fazer qualquer coisa, mesmo sem saber como. Vendendo coisas que não podem entregar...
Atitudes como essa, são as que "queimam" a imagem de quem tenta construir um nome na vida.
Infelizmente, alguns dos que me cercam, ainda agem assim.
Não sou como eles e me recuso a agir dessa forma. (O cliente é sempre mais esperto do que o comerciante pensa.)

"Você já viu um homem perito no seu trabalho? Ele será contratado para servir a reis e não a pessoas sem importância." (Provérbios 22, 29)

domingo, 14 de setembro de 2003

Eu me auto-classifico como "classic gamer" por ter testemunhado toda a evolução dos videogames domésticos e vivido os períodos mais marcantes dessa história, apreciando e admirando os bons trabalhos dos grandes mestres programadores, designers e dot-designers, bem como os grandes músicos especializados em músicas para jogos...
Tenho alguns grandes amigos que formei ao longo desse período e que admiravam os grandes jogos dos tempos dos MSX, assim como eu e que também acompanharam toda a evolução técnica e artística do mundo dos jogos eletrônicos.
Recentemente, um desses amigos me pediu para divulgar no meu blog, uma manifestação de sua indignação, da qual eu nem tenho como não compartilhar.
Eu já escrevi sobre isso até bem recentemente: sobre o fato de que antes, se faziam bons jogos eletrônicos com recursos limitadíssimos e a cada dia que passa, apesar da constante evolução tecnológica, a arte, a paixão, o esmero, o carinho com que os jogos eram feitos está gradativamente dando lugar a "criações" puramente comerciais, sem criatividade nenhuma.
Bons jogos ainda são produzidos... de simulação. Mas muito raramente se vê algo realmente novo.
O que se tem visto muito são remakes, repetições de velhas "fórmulas" e... (agora vem a parte triste) "aberrações" envolvendo jogos clássicos... E não se trata de paródias criativas e divertidas como "Parodius" (paródia da consagrada série "Gradius/Nemesis") ou "Famicle Parodic" (uma sátira aos jogos de naves como "Xevious", "Zanac" ou "Aleste")... Trata-se da "quebra de personalidade" que esses jogos adquirem aos olhos de um bom apreciador de jogos... desses que jogam pelo prazer de admirar a arte dos artistas gráficos e programadores, ou se emocionar com o clima da música que envolve o jogo.
Esse tipo de jogador, abomina atitudes meramente comerciais como dúzias de "continuações" do mesmo jogo sem praticamente nada de novo, ou a introdução de elementos absolutamente fora do contexto, como se fosse um parafuso jogado dentro de um relógio suíço, pelo próprio fabricante apenas para dizer que mudou o barulhinho dele...
O jogo "Metal Gear" original para computadores MSX foi um desses jogos que tiveram várias versões (entre elas a legendária "Metal Gear 2-Solid Snake) e uma série de variações desde a sua primeira aparição. Mas um soldado brincando de skate em plena missão certamente ofende profundamente a imagem que qualquer fâ da versão original tenha do fabricante.
Para quem quiser conferir a imagem e a manifestação desse meu amigo, ela está em inglês, em http://gallery.consumerreview.com/vgr/gallery/files/MGS2-S3.asp para quem quiser ler... Está assinada por "Carlão do Brasil".
Ao meu amigo Carlos, um recado... Infelizmente não temos muito o que fazer nesses casos, mas um bom chá de erva cidreira ajuda... (rs)

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

As lágrimas não resolvem nada.
O tempo continua passando e o meu sopro de vida continua se dispersando no ar.
Não adianta abaixar a cabeça, ou ouvirei uma voz ecoando em meu coração dizendo: "Levanta a cabeça! Você não é um perdedor!"
Será?
Até para nascer eu precisei de ajuda! (Parto cesariano...) Nasci errando, morrerei errando.
Quisera eu ser diferente... acertar sempre!
De que vale a vida de um homem justo, num mundo injusto?
Qual é o valor da verdade num mundo onde a mentira impera absoluta?
Já pensei em ser injusto ou mentiroso... a tentação é sempre muito grande, mas não nasci pra isso.
Num mundo falso e injusto, eu sou o próprio erro.
Ainda não sei qual é a minha missão nesse mundo, mas sei que gente como eu não vive muito tempo...
Um lugar público cheio de gente, geralmente parece vazio para mim. Mas outras vezes, tenho impressão de ser observado... como se eu fosse alguma aberração ameaçadora de alguma forma...
Vamos ver quanto tempo ainda resisto antes que esse mundo acabe de vez comigo!
Afinal, você conhece alguém que já tenha saído dele vivo?

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

Apesar do sucesso do meu blog, recentemente tenho sido incentivado a escrever sobre outras coisas, além das minhas tradicionais críticas ao "sistema", aos costumes sociais "implantados" como verdades absolutas, às mentiras divulgadas através dos meios de comunicação, à miopia profissional em diversos setores da economia e às minhas frustrações pessoais (entre elas, a de não conseguir mudar nada disso sozinho).
Me sinto muito inseguro sobre o que escrever hoje, pois há vários assuntos que eu gostaria de abordar.
Recentemente, recebi uma mensagem muito interessante sobre o tema "segurança".
Nela, dizia que todos nós somos inseguros e que segurança depende de uma "validação".
Diferente do termo usado em estatística, esse termo pode ser aplicado aos humanos como uma motivação, que pode ser sob a forma de elogios, ou pelo reconhecimento por um bom trabalho, ou ainda pelo valor de alguém como pessoa.
Mas infelizmente, nem sempre isso acontece. Estamos muito condicionados a parecermos "independentes", a nos "auto-afirmar" perante a sociedade em que vivemos que raramente elogiamos alguém, ou reconhecemos o seu valor.
Resultado: vive-se através de "máscaras", cria-se a atitude do consumismo, do "ter" ao invés de "ser". Como se os nossos objetivos como pessoas fossem se impôr diante da sociedade, ostentar luxo, como uma forma de intimidação pelo poder, ao invés de sermos verdadeiros.
Muitos tipos de depressão têm como causa principal, justamente a falta dessa "validação"... pode significar inclusive um motivo de vida para alguém.
Já fui várias vezes criticado em minha profissão porque eu tenho uma relação de sinceridade para com os meus clientes ao invés de fingir, simular, enfim... "enrolar". Ao contrário do que pensam, a sinceridade tem sido para mim, uma poderosa tática comercial, onde ao invés de se ganhar apenas na venda de produtos ou serviços, pode-se ganhar também amigos.
Esqueça a "Lei de Gerson" que dizia que a ordem era "levar vantagem em tudo"! Esse tempo já acabou, embora as pessoas ainda não entenderam que o falso só funciona uma vez, enquanto que a sinceridade funciona sempre!
Falando nisso, você já elogiou alguém hoje?
Já mencionou o quão bom foi o atendimento que recebeu em algum estabelecimento?
Já parabenizou algum bom serviço?
Ou simplesmente já disse a alguma pessoa que ama o quanto a ama?
Se ainda não, aproveite e o faça! Viva e dê vida a quem precisa!

quinta-feira, 28 de agosto de 2003

Perguntas sem resposta:

- Por que tem tanta agência de propaganda que tem nomes formados por três caracteres? (Quando não se enfatiza letras "perdidas" como "W Brasil" ou "Projeto A"?)
- Por que os "gênios" da programação de hoje têm dificuldades de fazer jogos criativos com todos os modernos recursos de desenvolvimento, memória e processamento quase sem limite enquanto que na década de 80 conseguia-se fazer jogos altamente criativos rodando com 8KB de memória e clock de menos de 2MHz?
- Já reparou que todos os vírus "do momento" se transmitem por meio de programas da Mico$oft? (E olha que eu avisei sobre essas coisas durante anos... mas como "Tudo o que é ruim vira padrão"...)
- Por que não existem novelas em que a história se passa no futuro e apenas no presente ou no passado? Seria para as pessoas não poderem imaginar como poderia ser o futuro?

segunda-feira, 25 de agosto de 2003

O que vai figurar na imprensa sobre a tragédia na base de Alcântara: foi um acidente.
O que realmente aconteceu: ninguém sabe, ninguém viu. Se alguém souber, permanecerá calado.

Fatos:
1 - O Brasil tem a base de lançamento de foguetes mais bem localizada do mundo;
2 - Acordos de parceria em tecnologia aeroespacial entre Brasil e Ucrânia estavam em andamento até o acontecimento.
3 - Os EUA querem usar a base de Alcântara a muito tempo, de "mão beijada" (o que não é difícil, sendo que eles indiretamente, são os principais donos da colônia internacional de exploração "Pindorama");
4 - Os EUA têm o ECHELON, e com ele, podem obter informações estratégicas por aqui facilmente e têm condições de infiltrar agentes com facilidade em complexos militares de suas "colônias");
5 - Os técnicos envolvidos no desenvolvimento do VLS sabiam muito bem o que estavam fazendo;
6 - O programa espacial brasileiro sempre sofreu de falta de dinheiro e agora, com o acontecimento, além da falta de dinheiro, estima-se que levará cerca de 10 anos APENAS para reunir outro grupo técnico com a mesma competência, fora recomeçar todo o projeto do zero de novo;
7 - Se o VLS ficasse pronto, seria um concorrente fortíssimo no lançamento de satélites de comunicação e militares, além de fortalecer a moral dos países da América Latina perante os países do Primeiro Mundo.
8 - Os EUA praticamente detêm o monopólio desse mercado, que promete ser um dos mais promissores desse começo de século, devido à revolução das comunicações digitais;
9 - Com o "acidente" em Alcântara, o Brasil deixa de ser uma "ameaça comercial" num mercado dos EUA e passa a figurar internacionalmente como um fracasso nesse mercado.

Perguntas:
1 - Alguém aí duvida que os EUA podem aparecer com alguma "proposta" de "injeção de dinheiro" no programa espacial brasileiro em troca do uso da base de Alcântara, como se fossem os "heróis das Américas"?
2 - Será mesmo que não houve sabotagem?
3 - E as outras duas vezes em que o VLS explodiu?


sexta-feira, 22 de agosto de 2003

A cada dia que passa, me sinto mais "highlander"... Vejo o tempo passar, as pessoas cada dia mais desanimadas, desesperadas e ao mesmo tempo, individualistas... "cegas" perante o fato de que juntas, unidas, cada um fazendo o que sabe fazer de melhor, sem dispersões.
Já houveram tempos em que eu via as pessoas se aventurando menos, se especializando mais e, conseqüentemente, produzindo mais e melhor. Tempos em que se pagava menos impostos, conseguia-se comprar de tudo, apesar da inflação, havia criatividade nas artes ao invés do comércio "cara-de-pau"... enfim...
Que mundo nós estamos preparando para os nossos filhos, netos, bisnetos...???
Superpopulação, violência, fome???
A muito tempo excluí dos meus planos coisas como ter filhos.
Agora, me questiono sobre o meu próprio futuro.
Sinto falta de muitas das coisas boas que eu vivi até a bem pouco tempo. Coisas que nunca mais vou viver.
Já vivi épocas de culturas diversas... vi hippies de verdade, gente dançando nos tempos das discotecas, testemunhei toda a evolução da microinformática, dos videogames, ja fui campeão de yo-yo, já namorei, já amei...
O tempo passa, eu continuo observando... como se tudo passasse pelos meus olhos e eu não passasse de um mero observador, como se nada do que eu dissesse ou fizesse pudesse causar qualquer influência.
Não sei por que eu não consigo ter uma vida normal, por mais que eu me esforce, ou o por que de eu me sentir sempre tão inútil ao tentar olhar para o futuro, lembrando o quão pouco eu consegui fazer em minha vida toda até o momento.
Eu queria saber por que eu ainda estou vivo, se me sinto tão pouco vivo.
Existe alguém aí que saiba o que é isso?

quinta-feira, 14 de agosto de 2003

Como a falta de serviço é um saco!
Parece que o mês produtivo é só uma ou duas semanas!
Tem um ou outro "gato pingado", mas o fato é que o mercado está "morto". Falta dinheiro no mercado de propaganda...
Mas isso é conseqüencia da "prostituição" à qual esse mercado se submeteu, aceitando produzir qualquer coisa, com níveis de qualidade cada dia mais baixos, partindo de originais cada dia piores... na ilusão de que vendendo mais barato pra ganhar cliente tornará o cliente satisfeito.
Resultado: hoje, os clientes não acreditam mais em propaganda, porque não tiveram o resultado esperado com ela. Faltaram estratégias de campanha, que foram trocadas por malas diretas "à torto ou direito", bem como outros materiais feitos à partir de suposições, briefings que foram trocados por clip-arts... Enfim.
Propaganda de verdade, não é nem nunca foi fazer as coisas à partir do nada. Daí a importância das pesquisas, das estatísticas, das definições estratégicas para garantir o retorno do investimento do cliente.
Claro que isso tem um custo bem mais elevado. Mas quem não investe corretamente, joga seu dinheiro fora.
Infelizmente, tornou-se um vício muito nocivo fazer sem questionar, os trabalhos dos clientes que se metem a "publicitários" que chegam nas agências transformando-as em meras editoras de suas "criações", simplesmente porque precisa-se do dinheiro, ainda que menos que uma campanha de verdade possa fazer circular e consequentemente, deixando de fazer fluir dinheiro pelas diversas especialidades da "máquina produtiva" que envolve esse mercado.
Se o mercado não reagir, continuará morrendo.
E aí, profissionais especializados, irão tentar a vida vendendo coco na praia... enquanto nossos bueiros continuarão sendo entupidos por panfletos horríveis distribuídos por pessoas que arriscam suas vidas nos cemáforos... à toa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2003

As plataformas mudam, mas alguns jogos continuam os mesmos... Não é difícil encontrar títulos clássicos para videogames modernos. O motivo é simples: os jogos eram muito bons mesmo, apesar da simplicidade (e principalmente limitações) com que foram concebidos originalmente.
Isso pode parecer estranho, mas gosto muito mais dos jogos antigos que os atuais. E não é só por saudosismo não! É que esses jogos, cumprem o seu papel muito bem: desestressam, relaxam e divertem.
Nada de ficar em dúvida sobre qual botão apertar para matar o "space invader", ou pular o escorpião...
O fato é que raramente "dinossauros" como eu, que viveram no período "atariano", deixam de sentir o mesmo prazer que sentiam ao jogar velhos jogos daquela época, que divertem tanto quanto os jogos modernos e até mais, pois estes além de nos distraírem, nos trazem boas lembranças dos amigos, das músicas... da época.
Os velhos Atari 2600 até hoje ainda exercem um fascínio meio "mágico", ausente na grande maioria dos aparelhos mais modernos, poderosos e cada vez menos aproveitados, como aliás praticamente tudo no mundo da informática atual. (Não que estes não tenham seus méritos! Os jogos de simulação estão cada dia mais realistas!)
Sou capaz de apostar que se alguma dessas potências da indústria de entretenimento fizesse uma versão "Game Boy" do velho Atari 2600, com um módulo externo que permita o "loading" dos cartuchos originais para uma memória interna, onde o usuário pudesse "colecionar" seus jogos e acessa-los por um menu, bem como ainda através desse módulo, poder jogar seus jogos num televisor e usando os velhos joysticks CX-40, como o aparelho original... Certamente esse novo videogame de bolso seria um sucesso de vendas e exigiria uma tecnologia infinitamente mais barata e simples que os poderosíssimos supervideogames de bolso atuais... (Já imaginei todos os detalhes desse aparelho. Se algum fabricante se interessar, pode me contactar!)
Pra quem não viveu o período "atariano"... o Atari 2600 foi fabricado entre 1977 e 1989 e nos 5 anos considerados o seu auge, foram vendidos cerca de 5 bilhões de aparelhos, fora os clones de dezenas de outros fabricantes, bem como dezenas de outros récordes.
O fenômeno foi tão avassalador, que até hoje programadores continuam a fazer jogos para a plataforma (veja em Atariage) e inspirou o surgimento de um setor na indústria que hoje é o que mais fatura no mundo: o dos videogames. Sem falar no "sem-número" de empresas que surgiram desde então, dentre as quais podemos destacar a America Online, que começou alugando jogos de Atari 2600 através da linha telefônica através de um serviço conhecido como CVC Gameline...
Hoje, a marca Atari, pertence à Infogrames.
Vinte anos se passaram e ainda hoje, se ligam os melhores jogos de videogames norte-americanos a duas marcas: Atari e Activision...
Eu só vim a ter um Atari 2600, cerca de 20 anos depois de sua época. Ainda estou fascinado com o incrível aproveitamento de um hardware tão simples.
Já tenho 16 cartuchos e pretendo continuar colecionando-os... com orgulho.
Aos que se esqueceram seus velhos aparelhos no armário... tirem-nos dos armários, liguem para seus amigos e combinem uma tarde para se divertirem jogando videogame envelhecido, como quem degusta um bom vinho!

segunda-feira, 21 de julho de 2003

Hoje eu tinha dúvidas sobre o que escrever. Decidi escrever sobre problemas que afetam a todos nós, ao invés dos que afetam só a mim. (Minha vida pessoal é problema meu.)
Falemos hoje, de uma das coisas sobre as quais já falei nesse blog e já alertei a muita gente que aconteceria: o aumento do poder da indústria das multas.
Hoje, esse "sistema" já tem TODO O PODER para multar QUEM QUER QUE SEJA e EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, graças à aprovação de uma nova lei, que permite TEORICAMENTE a autuação de veículos por excesso de velocidade, com radares móveis ou fixos, com ou sem um agente presente... E aqui vai mais uma previsão certeira: vão sair por aí, com câmeras digitais fotografando carros INCLUSIVE ESTACIONADOS e aplicando multas de agora em diante e nós, vítimas desse absurdo seremos forçados a pagar sem direito a recurso, pois será a nossa palavra contra a deles.
Lembremos que os radares fotográficos são PROIBIDOS em países do primeiro mundo, por serem considerados obstáculos perigosos ao sistema viário.
É claro que a aprovação dessa lei só se deve a um outro problema bastante conhecido dos brasileiros, que é a propina que os aprovadores desse tipo de lei recebem da "indústria" dos radares como por exemplo, uma "comissãozinha" pelos valores "arrecadados" de nossos bolsos.
Sem falar, é claro no semi-endeusamento que nossa tosca legislação dá aos juízes "propináveis" que podem simplesmente julgar à favor de quem eles bem entenderem, independente do que quer que seja... (Ao menos essa é a impressão que se tem do ponto de vista de um cidadão honesto!)
Não digo que não existam juízes ou políticos honestos. Apenas que estes são uma minoria ínfima, no meio de um mar de individualistas que não defendem os interesses de quem paga seus salários! São a escória mais podre da nossa sociedade, cujos cérebros lavados, desinfetados e "teleguiados" sequer têm coragem para se organizar e lutar por seus direitos.
É lamentável (e temo que irremediavelmente) que essa sociedade esteja caminhando para a sua ruína total e absoluta, por insistirem no individualismo ao invés da organização...

quarta-feira, 16 de julho de 2003

Como NÃO ser profissional no mercado gráfico ou publicitário:
1 - Economize na produção fotográfica e pague mais caro pra fazer manipulação de imagens depois.
2 - Nunca consulte profissionais especializados quanto à viabilidade dos projetos bem como melhor caminho para a produção final deles.
3 - Espere até o último momento antes do término do prazo para entregar o "abacaxi" na mão dos profissionais especializados, preferencialmente no final do expediente de sexta-feira, ou véspera de feriado! (E aproveite pra viajar para bem longe!)
4 - Use e abuse de clip-arts e fotos de domínio público. Preferencialmente usando os que vieram junto com seus CDs do software na última versão (que você nem sabe usar direito) e que provavelmente você comprou no camelô. Ah! não tem foto pra você usar? Baixa aquelas fotos da internet! Aquelas bonitinhas bem pequenininhas... Aproveita e usa na capa do trabalho!
5 - Venda seu serviço o mais barato que puder, de modo que seu concorrente jamais poderá bater o seu preço. Assim, você pagará os "pepinos" do próprio bolso.
6 - Sempre tenha em mente que se você não pegar o serviço, seu concorrente o fará. (Pois você mesmo assume ser incompetente demais para pegar serviços melhores.) Aceite tudo o que aparecer, por qualquer preço e qualquer prazo. Descubra depois o quanto você estourou o prazo, o quanto você tomou de prejuízo e principalmente o quanto você sujou o seu nome na praça com o "lixo" que acabou entregando como "arte final".
7 - Esconda a verdade e jamais seja sincero com seu cliente. Tenha sempre em mente que ele é bobo e não percebe que você o está "enrolando". Assim, você nunca ganhará seu respeito, nem sua confiança. Aí, espere o resto do mercado espalhar o quanto você "paga mico"!
8 - Fale sempre no termo "parceria", mas nunca ensine, conscientize ou informe seu cliente sobre como poderia ser melhor para ambos trabalharem. Nunca combine prazos ou condições melhores para entrega de material. Seja masoquista! Trabalhe sempre até tarde, espere seu cliente na madrugada de sábado para domingo e esqueça de dormir! Não se esqueça também de se alimentar só com pizza e cachorro quente e mesmo assim, se sentir muita fome! Afinal de contas, "o cliente sempre tem razão", não é?
9 - Não pesquise, não se informe, faça de conta que não sabe fazer as coisas no ambiente de trabalho e peça a todos os colegas para fazerem para você como "favor". Assim você irá para casa mais cedo enquanto seus colegas "ralam" no seu lugar.
10 - Jamais leia os blogs de profissionais da área. E se ler, jamais compartilhe as dicas que aprender com alguém. Assim, você estará contribuindo para que o ramo continue decadente, que você continue se desvalorizando no mercado e fazendo com que os bons profissionais o abandonem.

segunda-feira, 7 de julho de 2003

E o Brasil pode se orgulhar de ter sido apontado pela UNESCO como um dos países de pior ensino do mundo!
As crianças não aprendem a Língua Portuguesa naturalmente. Ao invés disso, aprendem "carioquês" e "baianês"... impostos pelos que "governam" esta colônia de "exploração internacional", através dos meios de comunicação de massa, que "empurram" idéias, conceitos e valores a uma população cada dia mais dependente desses meios e que justamente por isso, têm a cada dia, menos condições de argumentar, questionar... formar opinião.
Negar verdades não é exclusividade da mídia brasileira.
Isso já aconteceu no Egito antigo, na Alemanha nazista e acontece nos EUA, atualmente. E como sempre, as idéias que os "interessados" (leia-se: "quem tem o poder") sempre pregam idéias bonitinhas, mas falsas.
Exemplo: Por que os EUA podem ter armas nucleares enquanto o resto do mundo não pode? Eles são mais "bonzinhos" que os chineses (ou por que não citar também os coreanos), por exemplo?
Quer dizer então que os EUA são os "bonzinhos" enquanto o resto do mundo formam o "eixo do mal"? Ora, conta outra!
No Brasil a coisa funciona de forma semelhante, embora as idéias de valores sejam outras.
Exemplos: É mais interessante saber do futebol do que do aumento do preço das tarifas telefônicas; É mais importante saber quem vai ficar com quem na novela das oito do que se a inflação está realmente controlada... e por aí vai.
Agora a parte ruim: nós, os profissionais de mídia, fazemos parte disso. Se você também é um profissional de mídia, pense duas vezes sobre que tipo de idéia você está "vendendo". Um dia, essa "idéia" poderá ser usada contra você, sem você perceber.

sexta-feira, 27 de junho de 2003

Para um filho único, que se criou no isolamento, optando pela clausura, viver só pode ser uma opção natural, uma vez que assim, se eu "for para o buraco", falir, "afundar" de vez, pelo menos não terei a consciência pesada por ter "arrastado" alguém comigo. Principalmente se for alguém que não merece ter a seu lado um sujeito frustrado e reclamão, irritado com as injustiças do mundo podre em que vivemos, revoltado por se sentir impotente diante dessa imenso "avalanche" de "bolas de neve" sem fim em que a vida se tornou, graças à ganância desenfreada de uns poucos "donos do mundo" que se situam absolutamente inalcansáveis pela fome, pela miséria, pela violência, pelas LEIS que ELES MESMOS "ditam" à vontade e, como se não fosse o bastante, ainda "poluem" nossas mentes com incontáveis valores falsos, que só servem para confundir, dar falsas esperanças e eternamente fazer parecer que as coisas sempre tendem a melhorar por causa deles mesmos, que terminam exaltados por aqueles que exploram.
As tarifas telefônicas sobem 41%, assim como praticamente tudo no "país" e os índices inflacionários publicados nos jornais falam em "deflação".
Alguém aí já viu o documentário "Beyond The Citizen Kane", da BBC? Fala sobre o poder da influência de um certo canal de televisão brasileiro sobre a grande massa...
Eu gostaria muito de ver esse documentário, principalmente depois que eu soube que um dos produtores (ou idealizadores da reportagem), faleceu misteriosamente após a produção.
Pior ainda: por que esse documentário continua BOICOTADO NO BRASIL, cuja Constituição proíbe a sensura?
Como se sentir seguro do futuro num mundo assim?

sexta-feira, 20 de junho de 2003

(Eu tenho por hábito, não citar nomes neste blog. Mas neste caso, abro uma excessão...)
Cara, eu não sei o que pensar! Aliás, tenho evitado isso hoje, desde que a Célia resolveu me deixar, dizendo que foi uma escolha minha. De fato dei as costas e deixei-a ir embora não fosse isso o que eu queria. Mas acho que talvez seja mesmo melhor assim...
O relacionamento já não estava indo bem como antes. E já estavam ficando cada vez mais comuns as manifestações de insatisfação por parte dela, como se forçando aos poucos o desfecho de hoje.
Ela foi a mulher que mais me amou (e a que eu mais amei embora ela jamais tenha realmente sentido esse amor da minha parte, acho eu). Aliás, logo no início do relacionamento, me lembro de ter contado a ela sobre o meu passado e avisado das dificuldades que tenho em expressar os meus sentimentos. (Não creio ter conseguido grandes melhoras nesse ponto.)
Não tenho medo de dizer publicamente que foi ela quem me proporcionou os melhores momentos da minha vida e sei que jamais vou esquece-los, mas nunca dei sorte nos meus relacionamentos e sempre sofri muito com isso. Por isso, tenho muito medo de me entregar por completo a eles, embora até já o tenha feito em alguns momentos, o que faz de mim, um homem muito infeliz na maior parte do tempo. É um mal que ainda preciso aprender a superar em mim mesmo e que certamente causou esse desfecho, pois ela nunca entendeu isso... porque eu não queria que ela participasse desse mal.
Enfim, espero que ela tenha melhor sorte e seja muito feliz. Mais feliz do que ela me fez nos nossos melhores momentos. É o mínimo que ela merece por tudo o que fez por mim.
Célia, muito obrigado pelos quatro anos do seu amor mais puro e por ter tido paciência para ser o que foi para mim: a melhor companheira que já tive.
Carinhosamente, seu "ex".

quarta-feira, 18 de junho de 2003

O Governo diz que tivemos récorde de deflação.
A televisão divulga isso como sendo um fato verídico, certo?
Façamos um teste prático:
1 - Pegue dez produtos em sua dispensa que você tenha comprado o mês passado.
2 - Anote os preços de cada um deles.
3 - Volte ao mesmo supermercado onde você comprou esses produtos e compare os preços.
4 - A porcentagem média de aumento (ou queda, se você encontrar alguma) de preços bateu com o valor divulgado? Chegou sequer perto?
Acho que alguém está tentando nos engrupir...

segunda-feira, 16 de junho de 2003

A essa altura, acho que posso julgar que o meu relacionamento "foi pro espaço" mesmo, apesar de ainda ter umas coisas dela aqui em casa, bem como umas coisas minhas na casa dela... Acho que falta coragem para encarar a realidade.
Quanto a mim, acho que preciso descobrir mais uma vez, outra forma de amar...
O chat que tenho frequentado tem me trazido surpresas.
A cerca de 3 noites, tenho conversado com uma garota que na primeira noite usava o nickname "Sozinha". Coincidências à parte, (o meu último relacionamento começou quando direcionei a palavra para alguém muito especial que usou esse mesmo nick, a cerca de 4 anos atrás, no mesmo chat), tem algo nessa garota que me inquieta... Inteligência acima da média, uma auto-descrição que deixaria qualquer homem "empolgado" e uma história tão trágica que seria impossível não se sensibilizar com ela... e um comportamento apaixonado, carente e emocionantemente lindo.
Tecnicamente eu não tenho nada que me impeça de arriscar um novo relacionamento, mas... tão cedo? Será que estou preparado? (OK! Como qualquer homem, eu deveria estar, mas... eu não sou qualquer homem.)
Além disso, quando a esmola é muita, santo desconfia.
Acho que o melhor que eu posso fazer é continuar o papo e ver até que ponto eu posso ajuda-la a se sentir bem. Assim, ocupo a minha mente e isso me ajuda a me sentir melhor.
Agora, o que eu sinto por ela... ainda é muito cedo para saber. Afinal de contas a gente ainda nem se conhece!
Sabe? Já amei algumas vezes e ainda sinto esse amor em meu coração... Nunca termina.
Em cada relacionamento que eu tive, eu fui sincero até o fim, nunca escondi minhas limitações, ou meus defeitos e o que é pior: não deixei de ama-las, mesmo com o término dos meus relacionamentos, mesmo sem contato algum depois disso. Cada uma com seu próprio jeito, com suas próprias virtudes...
Talvez o compromisso, as circunstâncias, as coisas físicas do mundo material impeçam o seu desenvolvimento, mas...
Amores de verdade, mesmo após o fim dos relacionamentos, nunca terminam. Mesmo quando doem.

quinta-feira, 12 de junho de 2003

E hoje, é o "Dia dos Namorados", ou será que eu deveria chamar de "Apocalipse dos Nerds"?
Parece que todas as namoradas de nerds resolveram se unir em alguma "revolução" e deixar seus namorados!
A pouco mais de um mês, um amigo meu me contou ter terminado seu namoro. Hoje, um outro me ligou, dizendo que todos os amigos com quem ele trabalhou perderam suas namoradas, incluindo o "legendário" ilustrador gráfico Mário AV, que terminou um namoro de 6 anos em que sua namorada inclusive até morava com ele!
O meu caso é um pouco mais complicado: nada ainda está oficializado.
Uma crise, circunstancias que complicam tudo como distância e falta de dinheiro, orgulho de ambas as partes, silêncio...
Tudo começou porque ela resolveu começar a me evitar.
Assim sendo, estou só estou fazendo a minha parte, ficando aqui no meu canto, afinal de contas, me evitar é um direito que ela tem. Mas claro, toda ação desse tipo tem consequências. Como não fui eu quem escolheu evitar o diálogo... optei por "sumir" da vida dela até que sua vontade de falar comigo surja novamente... Se surgir.
Em outras épocas, eu manifestava muito mais o meu lado e sempre me dei muito mal com isso. Aprendi a aceitar a maré ao nadar contra ela, afinal a natureza tem razões que a gente desconhece.
Nunca brigamos. Não é o meu estilo. Não gosto de discutir ou de partir para a ignorância, mas acabo causando feridas mais profundas e permanentes que qualquer surra, através das próprias consequências dos fatos.
Isso me preocupa porque, sinceramente, ela não merece esse arrependimento.
Já que não há diálogo num relacionamento sério, as salas de bate-papo podem ser uma boa alternativa quando se busca algum.

terça-feira, 10 de junho de 2003

O "Dia dos Namorados" vem aí. Movimentando o comércio, juntando gente e fazendo os sentimentos das pessoas ficarem mais à flor da pele...
Eu ainda não sei o que pensar ou fazer neste "Dia dos Namorados". Aliás, acho que vou me sentir "deslocado" do mundo, pra variar.
Bom, tecnicamente não estou namorando ninguém, mas quem disse que os sentimentos são técnicos?
Não comprei nada pra ninguém, nem tenho planos de fazer absolutamente nada de especial para alguém. Não que não exista alguém especial, mas as circunstâncias me forçam a aprender a conviver com o meu "eu interior" de uma forma menos, por assim dizer... "expansiva". (Leia-se, guardar meus sentimentos para mim mesmo.)
Certas coisas na vida, por mais que tentemos, nunca conseguimos ignorar. No máximo, deixar guardado num cantinho da alma e aprender a conviver com aquilo, ali, te lembrando de coisas, de momentos, de sentimentos...
A saudade tem um gosto amargo. E às vezes dói a ponto de a gente se deixar levar pela imaginação... Ou como fuga, ou como vontade de viver aqueles momentos de novo.
Essa é a parte triste.

segunda-feira, 9 de junho de 2003

Se os vampiros existem, então eu sou um deles.
Não me alimento de sangue como os vampiros do cinema ou do romance de Bram Stoker, mas troquei o dia pela noite, evito sair no período da manhã e às vezes, me pego vagando pela casa toda apagada, feito um fantasma, um zumbi, ou um morto-vivo.
Tenho muito poucos amigos, gosto de roupas escuras e ando me sentindo cada dia menos humano.
Só que eu não sou um monstro, demônio ou amigo do diabo.
Eu não passo de um homem carente, frustrado e cansado, muito cansado.
Cansei de acreditar nas coisas, de lutar para alcançar ideais lúdicos (ou de não alcançar nada), de observar e aprender tanto sobre as coisas, a ponto de meus pontos de vista baterem tanto de frente com o que é apresentado à maioria das pessoas como verdades absolutas e necessidades sociais básicas, que acabei me tornando "anti-social".
Muito pouca gente no mundo têm pontos de vista semelhantes aos meus e observam as mesmas coisas.
Para mim, fica cada dia mais fácil entender a vida dos heremitas que desistem da sociedade...
Sou um filho-único... Mimado e protegido demais, como provavelmente a maioria dos filhos-únicos do mundo. Por isso mesmo, estou vivendo sozinho... para aprender a me virar e agir de forma mais independente. (Aliás, como alguém muito especial para mim sempre quis que eu fosse.)
Nessa semana que passou, algo inesperado aconteceu. Uma frase num biscoito da sorte me lembrou de que neste mundo, ninguém é uma "ilha", logo independência total pode ser uma utopia: "É sempre mais fácil para alguém resolver o problema do outro."
No ocidente, há um provérbio equivalente: "Uma mão lava a outra."
Deixa eu ver se entendi... Eu luto por independência enquanto o resto do mundo tenta ser como eu? É isso?

sábado, 7 de junho de 2003

Certa vez, eu disse que nunca mais seria o mesmo se a minha namorada me deixasse.
De fato, estou me sentindo cada vez mais insensível e cada vez mais incrédulo em relacionamentos com compromisso.
"Gato escaldado tem medo de água fria."
Não sei se sou eu, se é "carma", ou sei lá o que, mas estou farto de me dedicar a alguém e alguma trapaça do destino nos afastar de alguma forma.
Da última vez, eu levei muito tempo para "abrir minha guarda" e acreditar mesmo que havia um relacionamento sério de ambas as partes.
Ainda não entendo o porque dessa "maldição" sobre mim, em que por mais que eu me esforce, por mais que eu me dedique e por mais que eu queira, as coisas simplesmente saem pela culatra e eu sempre acabo frustrado no meu canto.
No amor, não importa o quanto eu me dedique, me entregue, deseje, esforce... nunca é o suficiente para manter um relacionamento. Seja por mim mesmo, ou pelas circunstancias do destino.
E na profissão, embora eu seja relativamente conhecido como uma espécie de "lenda viva", nunca recebi valores condizentes com essa fama.
Em ambos os casos, eu sempre continuo tentando, tentando, tentando... Pouco importa o quanto eu acredite ou tente acreditar, os resultados sempre continuam os mesmos.
É como se a minha vida toda fosse uma imensa perda de tempo e... temo arrastar alguém comigo nisso.
Por isso mesmo, não gosto de impôr meus desejos, forçar situações ou exigir respostas.
Amar é muita coisa para definir. Entre elas, compreender, aceitar e deixar as coisas acontecerem... naturalmente.
Não podemos mudar o nosso destino, nem fugir dele.
Sempre que achamos que podemos muda-lo, pagamos muito caro por isso.
Comigo, pelo menos, sempre foi assim, sempre... e nunca foi diferente.

quinta-feira, 5 de junho de 2003

As coisas boas da vida, têm fim.
Essa é a conclusão que eu cheguei essa semana.
Andei "juntando as peças" e concluí que a minha namorada resolveu terminar comigo, mais pelas circunstâncias às quais estamos ligados por questões de sobrevivência, do que por nossa própria vontade.
Não sei ainda se é coisa de "destino", "carma"... Mas está se tornando cada vez mais difícil de a gente se encontrar e isso nos magoa muito.
As atividades profissionais que eu exerço para sobreviver, praticamente me proíbem de me dedicar a ela como eu gostaria. E agora, com ela trabalhando numa cidade distante, tudo se tornou mais difícil, embora seja bom para ela ganhar seu próprio dinheiro, fortalecer sua auto-estima profissional... isso me tranqüiliza.
Mas dói ficar longe dela. E não é pouco.
Ela ainda não me disse diretamente que está terminando comigo, talvez porque possa se arrepender depois e, uma vez que ela toma uma decisão, seu orgulho a impede de voltar atrás...
De qualquer forma, nem precisa dizer que estou "de bode" e bastante confuso, ainda no torpor do choque.
Felizmente, os amigos têm me dado muita força e a vida continua... Mas... Que vida?
Enfim... Este é o mundo em que vivemos hoje!
Um mundo em que o amor acaba ficando de lado em nome da sobrevivência. :'-(

sábado, 31 de maio de 2003

"Se Deus existe, por que eu prendi a minha língua na máquina de escrever?"
(Woody Allen)


Vamos questionar e principalmente, meditar profundamente sobre as idéias que temos sobre Deus:

1 - Se Deus é justo, por que eu trabalho de sol a sol e continuo pobre enquanto tem um monte de vagabundo desonesto enriquecendo (inclusive com o esforço do meu trabalho)?
2 - Se algo de ruim acontece e se diz que é "provação divina", então pra quê Deus precisa provar alguém se ele é onisciente?
3 - Se Deus é onipotente, então por que precisa nos "ensinar" através das tais "provações"?
4 - Se Deus nos quer tão bem, então por que tem tanta gente que morre de fome (incluindo cristãos assumidos que as igrejas evangélicas omitem em suas pregações)?
5 - A gente crê, porque nossos pais creram, nossos avós creram, nossos bisavós... A gente sempre se apóia em Deus, como uma esperança de que as coisas melhorem. E essas coisas? Melhoram de fato?
6 - Tudo o que a humanidade falou ou escreveu sobre Deus em toda a sua história, foi a própria humanidade que deduziu, supôs ou imaginou. Será que nós, seres humanos ignorantes e limitados não estaríamos inventando coisas demais sobre Deus?
7 - Se Deus é perfeito e fez o Homem à sua imagem e semelhança, então por que o Homem tem tanto defeito?

Manifesto Fundacionista:

Eu não posso dizer que milagres não existem, nem que não exista alguma "consciência", poder ou entidade superior que possa ter criado o universo ou que possa estar nos assistindo agora.
O que posso afirmar com a mais absoluta certeza é que nós, como seres humanos, não temos a menor idéia do que dizemos ou afirmamos sobre essa "consciência" ou qualquer que seja o nome pelo qual chamamos este ser que buscamos sempre que nos sentimos fracos ou impotentes.
A crença numa "consciência" superior, é uma busca individual, pessoal e única, como a história de uma pessoa, como o amor, ou qualquer outro sentimento, que mesmo compartilhado, ainda assim dependerá de interpretações pessoais e únicas, uma vez que cada um de nós tem seus próprios valores e seus próprios caminhos para trilhar.
Ser fundacionista é ter como fundamentos, a compreenção e o respeito às crenças alheias ao invés da pregação; e o auto-questionamento ao invés da adoração.
Cada indivíduo é único. Com sua própria e limitada consciência. E quem aprende a compreender isso, contemplando os limites de sua própria "consciência", aprende também buscar suas próprias respostas, tornando-se assim, outro fundacionista.

segunda-feira, 26 de maio de 2003

Eu disse que visitaria alguma escola que dá cursos na área de computação gráfica para saber se precisam de instrutor!
Essa que eu visitei infelizmente não precisava... mas ao menos já gerei algum contato.
Quem sabe num futuro próximo...?
Vou continuar procurando... Uma hora, eu encontro a oportunidade adequada para assinar a minha carta de alforria.

domingo, 25 de maio de 2003

Lamento, mas hoje estou sofrendo de crise existencial.
Também! Moro sozinho, estou quase sem dinheiro, tenho um emprego que não me deixa ter uma vida própria (se é que consigo ter alguma vida tendo a profissão que tenho) e minha namorada não quer mais nem falar comigo. O que você esperava?
Tradicionalmente, eu escrevo neste blog sobre tudo o que me deixa de saco cheio, sendo uma dessas coisas, a minha própria ignorância.
Eu não posso ignorar que existem coisas acontecendo com alguém que amo, mas também não posso força-la a me dizer se ela não quiser.
A quatro anos que ela vem me ouvindo reclamar da vida pacientemente como ninguém e sou-lhe muito grato por isso e muitas outras coisas. Mas paciência tem limite e reconheço... que a minha também está se esgotando.
A qualquer momento, posso optar por largar o emprego, zerar de vez o meu dinheiro e... de quê isso iria ajudar? Ela já não quer mais nem falar comigo mesmo!
No meu lugar, o que você faria além de prender uma corda no pescoço?

sexta-feira, 23 de maio de 2003

Hoje, vieram me agradecer pelos esforços sobrehumanos para tentar suprir as necessidades das empresas envolvidas e pedir desculpas pela mancada.
Eu não consegui engolir essa.
Não é a primeira vez que isso acontece e a dez anos eu tento mudar esse tipo de coisa lá naquele ambiente de trabalho. Todas as tentativas foram em vão.
Duvido que as coisas mudem e as atitudes passem a ser profissionais.
Estou cansado de tudo isso!
Agora, estou com outro problema: apesar de ter passado o dia todo com sono por não ter conseguido dormir nos últimos dois dias, estou preocupado com a minha namorada.
Ela é muito especial para mim e estou com alguma dificuldade para obter notícias dela.
Por um lado, pode ser apenas stress e cansaço da parte dela, pois acaba de conseguir um emprego, mas acho que pode não ser "exatamente" o que ela procurava, talvez pela distância da residência ou outro fator qualquer...
Por outro lado, ela pode estar cansada de ver eu "me matando" do lado de cá sem tomar alguma atitude mais radical como a de pedir demissão, mandar tudo às favas e procurar outro emprego (não necessariamente nessa ordem).
Seja como for, segunda-feira eu vou ver se me informo numa dessas escolas de informática se não precisam de algum instrutor...
Estou com "coceira" para pedir demissão.
Não suporto mais ter de ficar longe das pessoas que eu amo, por conta das minhas obrigações profissionais, nem de sacrificar a minha vida por futuro nenhum.
Eu não tenho vocação para "aventureiro", mas não nasci para ser mártir.
Agora, depois de enviar um e-mail para a minha amada e "desabafar" um pouco, quem sabe eu possa dormir um pouco...

quinta-feira, 22 de maio de 2003

Outra madrugada no trabalho...
Acabo de sair de um estado clínico péssimo pra continuar me matando aqui no serviço.
Ao menos tenho jantado bem, mas juntei o café da manhã e o almoço.
Tenho duas refeições por dia e belisco algum junk-food de padaria no meio da tarde.
Essa é a minha dedicação para tentar entregar os serviços na medida do possível.
Eu planejo tudo para entregar direitinho num prazo "que dá", porque em geral, já é estreito demais, de modo que um erro pode resultar num atraso sério de cronograma.
Aí, a "direção" aceita pegar uma "bucha" titânica e enfia no meio de uma fila de serviços que já estava atrasada.
E o escravo aqui é que apanha... E só aceita por causa da falta de dinheiro.
Hoje, quase arrisquei tudo e pedi demissão.
Aparentemente, vou der de fazer isso mesmo, mais dia, menos dia.
Minha paciência já está no limite. Espero não explodir. Isso seria muito ruim.
Eu só quero uma vida normal!
Quero a minha namorada comigo, quero passear, ver televisão, ir ao cinema, viajar nas férias... como gente normal!
É pedir muito a Deus?

terça-feira, 20 de maio de 2003

Senhoras e senhores, desculpem-me, mas preciso usar um vocabulário chulo no meu post de hoje.
Eu luto todo o santo dia para que as pessoas do mercado gráfico ajam profissionalmente, mas um grande amigo meu bastante experiente em vida de birô (e que me recomendou sair dessa vida o mais rápido possível) tem toda razão: Esses caras são todos desajustados e não têm vida própria.
Eu vou além: alguns ganham a vida às custas dos esforços de outros.
Certos vendedores de nariz empinado que ganham rios de dinheiro vendendo serviços com prazos já esgotados e com aprovações de última hora, merecem perder tudo o que ganharam de uma só vez. E se Deus existe, é o que deveria acontecer.
Graças a esses cretinos, nós aqui da produção perdemos nossas vidas, nossa saúde, nosso convívio familiar, nossa conta bancária e nossa paciência, porque temos de entregar essas bostas no prazo.
Digo bostas, porque não há tempo para uma produção com qualidade.
Aí, nós aqui dos birôs, esfomeados e desesperados para pagar nossas contas, pegamos qualquer bosta, topamos qualquer bosta, fazemos qualquer bosta, o serviço acaba ficando uma bosta, o cliente diz "Que bosta!" e claro, se recusa a pagar pelos esforços sobrehumanos dos coitados que vivem na bosta e é exatamente por isso que continuam na bosta. Isso, quando o filho da puta do cara que vendeu essa bosta não perde o cliente.
Hoje, às 18:30, me chegam com um pacote de fotos que vai nos fazer atravessar a madrugada toda porque a feira Automec (cuja data já é sabida desde o ano passado) começa no domingo.
Logo, as fotos precisam ficar prontas esta noite.
Isso porque estamos saturados de outros serviços nas mesmas condições, com o cliente do nosso cliente já cobrando outras fotos...
Aí, graças a um desses vendedores de bosta, que só ficam com os louros da vitória às nossas custas e que duvido que vai atravessar a madrugada para acompanhar essa merda, simplesmente não tem coragem para chegar num cliente e dizer coisas do tipo "se você não liberar o material até certo período, eu não terei como entregar o seu trabalho no prazo para a feira". (Belo negociante!)
Se algum de vocês me enviar algum e-mail pedindo nomes, eu darei com o maior prazer e conto a história toda.
Uh... Eu adoraria que algum jornal publicasse como é a vida de gente como eu.
Dica para quem quiser um serviço bem feito: planeje prazos longos, dê margens aos erros, imagine que tudo tem um tempo de produção.
Enfim: seja profissional ao invés de filho da puta, ou vou falar de você neste blog!

segunda-feira, 19 de maio de 2003

Cara, graças a Deus me sinto curado, embora meu nariz continue irritado (como sempre, graças à minha rinite alérgica... normal) e ainda sinta ter algum excesso de secreção na garganta. No entanto, o tratamento ainda não acabou e depois terei ainda de voltar ao otorrinolaringologista.
O que certamente vai ma fazer passar mal até o final do dia (e com certeza até a madrugada, pra variar) é aquele ar-condicionado do qual eu tenho de me esquivar por ordem médica.
Mas agora é que vem a pior parte: grana.
As coisas vão de mal a pior.
Você nem imagina os cambalachos que se tem de fazer pra conseguir ganhar algum dinheiro, porque o nosso Governo "fominha-zero" criou mecanismos tão abusivos de taxação que as empresas andam se recusando a pagar valores dignos a seus funcionários...
Assim, apresento a solução definitiva para o valor do salário mínimo no Brasil: "Todos os deputados, senadores, prefeitos, vereadores e funcionários públicos deverão ser pagos apenas com um salário mínimo, sem direito a vale-paletó, bem como outros vales e mordomias."
Dessa forma, o valor do salário mínimo certamente aumentará rapidinho.
Tenho certeza de que a maioria dos brasileiros concorda comigo nesse ponto e por isso mesmo essa lei deveria passar a vigorar IMEDIATAMENTE, independente da vontade desses NOSSOS EMPREGADOS, pagos com o NOSSO SUOR e que só mandam na gente, porque nós brasileiros (burros e éguinhas-pocotó em maioria) aceitamos suas leis furadas sem discutir, sem protestar, sem impôr nossos interesses como cidadãos.
Por isso, eu, você e toda a massa pensante sofre as conseqüências.
Enquanto -eu repito- nossos empregados da nossa instituição denominada "Governo do Brasil" deita e rola nos milhões de dólares que pagamos desnecessariamente em impostos, nós os verdadeiros patrões, sofremos para poder comprar o pão nosso de cada dia.
Falta muita vergonha na cara de poucos e alguma consciência em muitos.

sexta-feira, 16 de maio de 2003

Galera, ainda estou vivo.
Estou com tosse e ainda um pouco de sinusite.
E dizer que tudo começou com uma rouquidão, combinada com ar-condicionado, água muito fria, uma epidemia de gripe lá no serviço... que ativou minha bronquite que nunca me incomodou (apenas durante esse período) e tudo isso junto, ativou também minha rinite alérgica... Foi uma maravilha: tosse, espirros, nariz permanentemente entupido, corpo inteiro doendo, alguma febre (por incrivel que pareça até que não foi tanta)...
Mas esse flagelo está acabando. (Aleluia! Aleluia!)
Só que agora já é sexta-feira (e a semana está praticamente encerrada) e preciso ver como vão as coisas lá no serviço...
Soube que teve um rapaz lá que se acidentou e, com isso, o departamento de imagem lá está "morto".
Imagino a quantidade de serviço acumulado que vou ter.
Isso me assusta!
Não quero nem saber daquele maldito ar-condicionado!

segunda-feira, 12 de maio de 2003

Cara, estou mal...
Ontem fui parar no hospital e agora estou "de molho"...
Ordens médicas: 1 - Repouso; 2 - Fuja de ar-condicionado como o diabo da cruz; 3 - Tome os medicamentos conforme o receitado e siga o tratamento à risca.
Isso é que dá trabalhar feito um condenado dia e noite sem dormir, movido a lanche de padaria, cachorro quente e outras porcarias numa sala "frigorífica" ...
O pior é que "de molho" eu não faturo pra pagar as minhas contas.
E tem mais: os remédios que ando tomando, podem dar efeitos colaterais, como alucinações, tonturas, etc. Ou seja... vou ficar uns tempos sem poder dirigir.
Odeio ficar doente! Isso me deixa de mau-humor!

quarta-feira, 7 de maio de 2003

Cara! Estou ficando muito velho pra essas coisas!
Eu vivo dizendo que a minha parte eu faço e que neste blog, eu só escrevo o que penso sempre que estou de saco cheio, obviamente não citando nomes por pura ética profissional.
Vou contar como é um dia do meu trabalho aqui na empresa...
Preciso pedir um telefonema, o fio do telefone está com mau-contato e não consigo falar com o cliente.
Peço para ligar para um indivíduo, cai em caixa postal. Peço para ligar para outro, ninguém atende.
Todo mundo vive me pedindo favores por aqui ao invés de fazer as coisas, mesmo quando estou ocupado e com pressa.
Deixei um recado para um indivíduo imprimir um arquivo ao chegar (que é um horário mais "tranquilo") e não imprimiu.
Eu tive de brigar pra conseguir espaço na fila de impressão pra imprimir.
Internet... Passou até metade da tarde sem funcionar.
Minha garganta está um bagaço e aqui só tem água gelada, porque algum vândalo estúpido retirou o botão de controle da temperatura da água.
Incrível, mas o ar condicionado também funciona... sempre na temperatura "Sibéria congelada". Me sinto um pinguim.
Agora às 18:20, tive de desenhar uma faca para uma pasta enquanto preparava um escaneamento que só vou poder começar a tratar lá pelas 22:00 e atender um cliente que está esperando uma impressão que tive de cancelar pra fazer um "teste" do patrão que fica enrolando pra me passar o papel...
Agora tem um colega precisando usar esta máquina onte estou escrevendo meu blog.
Serviço... Só aparece em final de expediente... para entrega no dia seguinte.
Aqui é assim: nada funciona, ninguém sabe nada, alguns até fazem alguma coisa, enquanto eu tento fazer tudo e...
Preciso de férias!!!

terça-feira, 6 de maio de 2003

São 4 horas da manhã, agora.
Estou terminando as 285 fotos em 5 horas. Todas tratadas uma a uma, sem pontos "zerados", e com todos os detalhes possíveis de serem extraídos.
Acho que é um novo récorde mundial.
É por isso que eu ainda não saí desse mercado: mexer com imagens é uma das coisas que eu sei fazer melhor.
Só que não dá pra viver disso.
Ainda estou buscando uma coisa que eu faça bem e que possa garantir a minha aposentadoria.
Quero fazer algo mais valioso do que destruir minha saúde pra não ter nada no futuro.
OK!
Que o mercado de pré-impressão gráfica de Campinas e região está uma enorme bola de merda, ninguém no setor tem dúvidas.
Recentemente, um amigo meu, um fotógrafo muito conhecido da região, me disse que está pensando exatamente o mesmo que eu venho pensando a anos: em sair desta maldita área na primeira oportunidade que aparecer.
Mas vamos aos fatos: a anos gente como eu vem falando nisso, migrando de empresa aqui e ali, alguns com algum sucesso, outros nem tanto... Mas nenhuma grande mudança.
Acredito que o maior problema desse mercado é muito simples: OS CLIENTES NÃO SABEM O TRABALHO QUE DÁ FAZER ESSAS COISAS! E por isso mesmo, nosso trabalho não tem valor.
Os patrões fazem questão de dizer que tudo é fácil, tudo a gente faz em qualquer prazo a qualquer preço e a gente aqui da produção se fode pra entregar essas coisas sem prazo, sem valor e sem motivação nenhuma pra depois engolir sapo porque as coisas nem sempre saem como deveriam.
São mais de 2 horas da manhã agora e às 23:00, me entregaram nada mais, nada menos que 285 fotos preto e branco para entregar ao amanhecer.
Como se não bastasse, ainda tem uma editoração para ser feita para entregar antes das 5 da tarde.
Você sabe o que é tomar café da manhã às 4 da tarde, almoçar às 2 horas da manhã e passar 3 dias movido à lanche de padaria e cachorro quente?
Eu vivo passando por isso... Pra ganhar menos que um desses caras que limpam parabrisas em cemáforos.
Sinceramente, eu não estudei 18 anos da minha vida pra merecer essa vida.
Dos 7 dias da semana, eu só tenho chance de viver 2 e ainda assim, nem sempre consigo, pois tenho de por ordem em um monte de coisas na minha vida pessoal que não consego durante a semana.
Se Deus existe, acho que ele quer que eu me torne ateu.
Se você acha que é fácil? Experimenta!