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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Para começar mais um ano deste blog (que periga ser um dos mais antigos da Internet ainda na ativa), resolvi inspirar o lado filosófico dos(das) distintos(as) leitores(as) deste blog.
Convém dizer que Filosofia não é dizer o óbvio para as pessoas, em tom de "superioridade intelectual", embora seja o que mais tem no mundo de hoje.
"Filósofos superstar"... meros sofistas cada dia com mais seguidores hipnotizados pela idealização romantizada do que é "ser filósofo".
Ora... Filosofia é antes de tudo, um dom de observar, comparar, relacionar o que se observa, o que se compara.
É um ato solitário, de estudo dos fatos, que depende de muito trabalho de separar o que é de fato, fato; do que é mentira, sofisma, enrolação, tentativa de convencer de algo.
É quase um sacerdócio, mas que pode ser praticado por qualquer um que se disponha a realmente "sair da caixa", o que tem um preço bastante conhecido: praticamente zero de vida social (o que diga-se de passagem, é até muito saudável para o cérebro), bem diferente do que acontece com os chamados "filósofos de boteco".
Então... convido através do texto de hoje, todos(as) leitores(as) deste blog, a um pequeno exercício filosófico imaginativo com várias perguntas para defletir sobre o quê temos de errado no mundo e o quê poderíamos melhorar nele se pudéssemos e talvez, dar estimular um esboço de valores que cada um pode formar em sua mente com as respostas que encontrarem para essas perguntas.


A Bomba da Verdade
"Não há vida que eu saiba, comparável à pura imaginação."


Desde a minha infância, que as armas mais temidas pela humanidade são as armas termonucleares. Sejam elas bombas ou mísseis de curto ou longo alcance como os famosos e terríveis Minuteman 3.
Especula-se um poder de destruição capaz de erradicar toda a vida na Terra dezenas de vezes e vários filmes e séries já exploraram cenários pós-apocalípticos causados por uma temida "Terceira Guerra Mundial" que na minha opinião, já está acontecendo faz tempo, mas não é entre blocos de uns países contra outros como nas duas primeiras, mas entre o marxismo/globalismo de um lado, liderado por potenciais ditadores elitistas oportunistas populistas que usam como arma seu poder de subversão cultural através da propaganda de narrativas repetidas à exaustão em todos os meios que dominam hegemonicamente como as mídias de comunicação de massa e a maioria das escolas e universidades; e do outro lado, conservadores e moralistas que somente muito recentemente perceberam que estavam sendo ludibriados por eles, graças à "santa" Internet que não foi prevista pelo Antonio Gramsci e que os marxistas/globalistas tentam dominar e controlar à todo custo para calar quem quer que seja que exponha como eles agem.
E às vezes, identificar esses "lobos em pele de cordeiro" não é nada fácil.
Qualquer um de nós pode ser ludibriado fácil e convencido através de técnicas de Dialética Erística a não só acreditar nas narrativas deles como agir como eles e repetir as narrativas com a mais plena convicção de que "não estamos sendo influenciados".

Ora... A melhor forma de sobreviver numa guerra é se acostumar com a idéia de que nela, não existe santo.
Então, sugiro que estudem Dialética Erística à exaustão para serem capazes de identificar os "lobos em pele de cordeiro à sua volta", imprimam um resumo básico e pendurem na parede da sua sala de estudos e principalmente, não confiem em ninguém, nem em nenhuma narrativa de quem quer que seja e lembrem-se de que não existe narrativa capaz de disfarçar completamente os fatos quando eles podem ser observados.
Mas voltando a falar em armas, outro dia eu estava imaginando que tipo de arma poderia acabar com esse tipo de guerra.

Mentiras existem desde que a espécie humana existe. E grandes impérios se formaram graças à elas, mas invariavelmente ao custo de flagelos ou genocídios de populações inteiras ao longo da História, porque toda mentira, é uma "vantagem fácil" que SEMPRE, invariavelmente prejudicará alguém, quebrando o equilíbrio natural das coisas.

Então, o quê aconteceria se alguém inventasse uma espécie de "bomba", vírus, pulso de alguma energia ou frequência harmônica desconhecida, ou o que quer que seja, que tornaria todas as pessoas afetadas, absolutamente impossibilitadas de mentir?
Imaginemos ainda que essa arma revolucionária saísse do controle e afetasse toda a humanidade do planeta em segundos.
Imaginemos...

Quantas religiões e deuses deixariam de existir e quanto mais puras se tornariam as crenças individuais das pessoas?
Quantos casais encerrariam suas relações e quantas relações verdadeiras surgiriam?
Quantos partidos políticos deixariam de existir e quantos políticos sobrariam para que os novos governos honestos pudessem tomar forma?
Quantas leis deixariam de existir?
Quantas Constituições seriam revogadas?
Quantos impostos, sindicatos, ONGs, "movimentos sociais", "conselhos" de classe ou de bairro seriam simplesmente extintos? Todos eles?
Quantos médicos, dentistas, psicólogos, psiquiatras, oftalmologistas, nutricionistas, etc. desistiriam de suas profissões e tentariam mudar de ramo?
Quantos fofoqueiros morreriam de tédio?
Quantos hipócritas se arrependeriam e desses, quantos sentiriam remorso e pediriam desculpas?
Quantos cantores e bandas sairiam das mídias e apresentadores de telejornais se demitiriam ao vivo?
Quantos profissionais hoje desempregados seriam contratados porque não haveriam mais questões ideológicas ou exigências sem fundamento?
Quantas profissões novas não surgiriam?
O quanto o mundo evoluiria tecnologicamente, espiritualmente, socialmente sem a imensa quantidade de entraves que hoje só existem, porque existe a mentira?

Aliás, o quê neste mundo não é pura mentira?
Pense...
E que tipo de mentiroso(a) você é, talvez até inconscientemente?
E quem você prejudica ou ajuda nisso por mera força do hábito?
Que tipo de reputação você está construindo para si com isso?
Quanto vale a integridade e a honra?
Pense... Reflita...
Vale mesmo a pena mentir?

domingo, 22 de dezembro de 2019

Aparentemente desde 2006 faço um texto de fim de ano "especial" neste blog. Às vezes com uma retrospectiva, às vezes com uma perspectivas ou mesmo arrisco umas previsões.
De 2009 para cá, todos eles passaram a ter o título "O último texto de...."
E este ano, (dia 28 de dezembro), este blog completa 18 anos, ou seja, atinge a maioridade.
OK... Piadinhas à parte, poucos são os blogs que duram tanto tempo. Mesmo o site que coletava as estatísticas do meu blog já não existe mais desde 2010, portanto tive de resetar todas as estatísticas dele desde então.
Entre erros e acertos, este blog tem se tornado aos poucos, de um mero espaço de desabafo pessoal (tipo uma auto-terapia) até uma espécie de referência de reflexões para alguns leitores (alguns, grandes amigos que se se informavam discretamente sobre mim através dos textos do meu blog) e até algum registro de momentos históricos comentados para consulta.
Este ano resolví terminar com pequenas mudanças no visual do blog para torna-lo mais legível, mas ainda não produzí uma foto oficial nova para usar aqui ou nas redes sociais, por mera falta de inspiração mesmo.


Ano Zero

"O mal prega a tolerância até que seja dominante. Então tenta silenciar o bem."


Não sei o que esperar de 2020.
Sério.
Pode ser um ano similar a 2019 ou podem haver mudanças radicais para todo lado, já que a imensa maioria das multinacionais tentem a renovar seus contratos a cada 5 anos (o que implica em mudanças radicais dos "caminhos do dinheiro" pelo mundo) e 2020 é um "ano zero".
Com a prometida chegada do 5G, links de Internet móvel se tornarão estupidamente rápidas (mas as emissões de radiação serão um grave problema futuro) e junto com elas, tentativas desesperadas de censura-la, controla-la, perseguir quem revela "verdades inconvenientes"...
Pode ser um ano perigoso. Resta saber para quem.
Em 2019, tivemos no Brasil, (embora com alguns contratempos esperados) um Poder Executivo muito bom, que conseguiu fazer com que todos os espaços vazios nos shopping centers gerados pelo "efeito Dilma" voltassem a ser preenchidos com lojas e consequentemente, empregados trabalhando nelas, o que é um excelente sinal para a Economia.
Infelizmente não estou mais trabalhando num daqueles imensos condomínios empresariais para ver com meus próprios olhos se as multinacionais que as abandonaram (e em 2016 esses condomínios viraram verdadeiras cidades-fantasma), já estariam voltando, o que acho pouco provável, porém creio que se a Economia continuar nesse ritmo, elas devam começara a voltar à partir do segundo semestre, o que para mim, finalmente aponta como uma "luz no fim do túnel" se eu quiser voltar a atender multinacionais ao invés de pequenos empresários sem dinheiro que mal conseguem pagar pelo serviço... quando o fazem.
Por outro lado, ficou MUITO claro que nem o Congresso, nem o Senado, nem o STF estão representando os interesses do Povo como o Executivo e além de não colaborarem com absolutamente nada significativamente bom para a sociedade, age na contramão, protegendo e soltando bandidos em massa, fazendo todo tipo de manobra jurídica e/ou legislativa para se tornarem absolutamente intocáveis para obviamente continuarem fazendo o que fazem há décadas: nos roubar descaradamente enquanto o Povo maravilhado com os récordes positivos nas bolsas, vão às ruas fazer "manifestações" por pautas paliativas ao invés de exigir a troca completa desses "representantes" que obviamente não o representa. "Representantes" aliás, ocupando cargo por indicação, ou "eleitos" por quociente eleitoral.
Nesse ponto, temos uma bomba-relógio prestes a explodir.
À partir do momento em que essa QUADRILHA oferecer ameaça à Segurança Nacional, dane-se Constituição, legislação, manifestações... Isso aqui é só um aviso, tá?
Qualquer um que conheça a obra "A Revolução dos Bichos" do George Orwell, sabe como essas coisas terminam.
Já no mundo, tivemos mudanças de cadeiras e consequentemente, de posições ideológicas pelo mundo.
Como de praxe, todas as "pesquisas" eleitorais falharam grotescamente, exceto na Argentina, cuja população infelizmente permanece embriagada demais em "beneces populistas" para entender que o egoísmo do medo de perder um mínimo dessas "boquinhas" tem um preço alto para todo o país, que se refletirá em perda de liberdades e aumentos de preços e impostos e consequente quebra da Economia do país em poucos anos.
No Reino Unido, os britânicos deram o recado no "Partido dos Trabalhadores" de lá (que aqui insiste-se em traduzir "Labour Party" como "Partido Trabalhista" para não relacionar com um certo partido bastante similar nacional) e Boris Johnson agora tem maioria da câmara o apoiando no Brexit, que agora sai e os globalistas perdem um valor enorme em arrecadação enquanto o país volta a mandar no próprio nariz.
Já nos EUA, os "Democratas" antidemocráticos, inventaram um "impeachment" de araque que só vai servir para propaganda ideológica futura pois a maioria do Senado é formada por "Republicanos" conservadorese sou capaz de me atrever a dizer que Trump não só será re-eleito como por maioria esmagadora, apesar das "pesquisas" de intenção de voto que, novamente, nem de longe corresponderão à realidade.
Se juntar o cenário atual desses dois países, lembra bem a "dobradinha" Reagan-Tatcher dos anos 80 e pode ter efeito bem similar sobre as ideologias de esquerda pelo mundo como ocorreu naquela época, que culminou na queda do Muro de Berlin e o processo e abertura que entre outras coisas libertou a Polônia do Comunismo e deu maior autonomia para os países da "Cortina de Ferro" para decidirem o que fazer de suas vidas... Embora eles tenham perdido completamente a noção de como viver em liberdade depois de gerações de "Revolução" marxista.
Mas como este aqui não é um blog de Política, encerro o ano sem idéias, sem perspectivas, sem grandes previsões e nem me arrisco a especular sobre meu futuro cada dia mais incerto.
Tão incerto aliás, que eu já nem sei mais o quê eu me tornei, nem como me apresentar profissionalmente.
Ex-especialista em tecnologias de Computação Gráfica? Ex-técnico de suporte de operações de redes de computadores? Ex-analista de suporte de redes? Ex-implementador de servidores VoIP/IP-PBX baseados em Linux?
Falta motivação e perspectivas para saber em qual área eu deveria investir agora, mas sinto muita falta de "quem" eu era, tanto profissionalmente (lá na AT&T ou IBM) quanto pessoalmente... em que eu AINDA acreditava em amor, lealdade... essas coisas.
Bom... Sempre foi mais fácil acreditar em fantasias do que na realidade.
Mas que seria uma surpresa e tanto a garota da capa da Vogue edição italiana de janeiro resolver aparecer por aqui para dar um "alô", seria.
Bom... Diz ela que vem.
E a julgar pela imensa quantidade de momentos inacreditáveis que já aconteceram comigo, esse seria mais um para a coleção... Ou seria um "empurrãozinho" que falta para alguma direção?
Difícil tratar isso como algum tipo de perspectiva.
É mais fácil eu seguir mantendo minha coleção de microcomputadores antigos sem pensar nessas coisas.
Para mim, as decepções nesse sentido já se esgotaram de vez, ou seja... Game over.
E você? No meu lugar, até que ponto acreditaria?

sábado, 23 de novembro de 2019

Bom, já estamos chegando em outro final de ano e vamos ver o que eu acertei das minhas previsões para 2019 (do último texto do ano passado):
- As multinacionais começaram a voltar.
- O sentimento de patriotismo voltou (mas os "novos patriotas" não sabem o que fazer com ele).
- O STF finalmente é visto como a maior causa dos problemas para o país hoje.
- As narrativas dos desonestos não colam mais e eles ainda não sacaram isso.

Agora, tenho de ver também o que eu errei (por enquanto):
- Grandes corporações midiáticas não foram extintas nem mudaram de dono nem de cara (e é por isso mesmo que tendem a ser extintas quando chegar a época da renovação da concessão).

Para não dizer que 2019 foi um outro ano "morto" pra mim, fiz algumas coisas muito boas e significativas para algumas pessoas (entre elas, fazer uma empresa que não funcionava, funcionar perfeitamente em 40 dias, permitindo finalmente que o dono da empresa pudesse ver o filho depois do horário comercial), o que até me alegra, mas não resolve minha descrença e consequente falta de motivação para praticamente tudo. Especialmente quando concluo que é hora de eu mudar de rumos.
Não dá mais para continuar (como já fiz a vida toda) aprendendo coisas novas que se tornam obsoletas antes de dar lucro. E para piorar, um monte de profissões tradicionais tendem a desaparecer com a automação e com a Inteligência Artificial/cognitiva.
Difícil encontrar um caminho seguro para o futuro num cenário desses.
Principalmente num país que não se define porque o Povo continua embreagado em narrativas furadas sem entender como as coisas funcionam.
E o texto de hoje, meio que expõe um pouco disso.
Detesto ter de escrever sobre Política, mas é um mal necessário e talvez até sirva no futuro como algum tipo de registro histórico. Quem sabe? (Se este blog não for excluído por alguma decisão política no futuro, o que é bastante provável...)



Legitimidade, Leis e Moralidade

"O Direito deve fazer as leis, mas as leis não podem fazer o Direito."


Já notaram que faz-se de tudo para pôr a legalidade acima da moralidade?
E que tenta-se pôr tudo, absolutamente tudo sob a tutela da tal legalidade e que ela é por sua vez, tutelada por uma Constituição que nem de longe é mais a que foi promulgada em 1988?
Ora... Originalmente a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 tinha 245 artigos.
Hoje tem 250 e sofreu 105 emendas, ou seja, 42,85% da nossa Constituição, nem de longe é a que promulgamos em 1988 e até onde eu saiba, ainda existem 119 artigos que ainda não foram "regularizados", as chamadas "normas programáticas", o que a faz uma verdadeira bomba-relógio, que pode muito bem ser parte de um projeto de Poder, ou de golpe "em doses homeopáticas" (para não afirmar que é).

A recente "decisão" do STF (entre aspas porque tenho a mais plena convicção de que já estava tudo pré-combinado para assim, formar um "exército revolucionário" se preparando para aplicar ondas de caos como andam fazendo em alguns outros países da América Latina ou mesmo tentativas de golpe de Estado) de determinar que o Brasil passe a ser o único país do mundo em que presos condenados em segunda instância não sejam presos, é um claro exemplo do quanto essa legalidade está aquém da moralidade que deveria representar.
Aí, se a lei dá "margem para interpretações diversas", o correto seria mudar a lei.
Seria, se não fosse um detalhe: Quem mais tem a ganhar para que essa interpretação absurda seja mantida são justamente os que fazem essas leis, ou seja, os criminosos "de colarinho branco", no caso, os Deputados e Senadores.

E convém lembrar que a imensa maioria deles NÃO FOI ELEITA. Se elegeram por "quociente eleitoral", o que é muito diferente.
E e é aqui que chegamos à raiz do texto de hoje: Como esperar representatividade e legitimidade de quem não foi eleito(a)? (Aliás, o mesmo vale para o STF, que é inteiramente formado por "indicação", não por competência comprovada, nem por eleição.)

Aí me vem aquele mundaréu de gente saindo às ruas para "fazer pressão" aos bandidos para que eles se deixem ser presos caso sejam pegos?
É como pedir a um assaltante para ele entregar sua arma!
Parem de ser ingênuos!

O que o Povo deveria fazer MESMO é EXIGIR O FECHAMENTO dessas Instituições e a saída imediata e definitiva de todos eles de seus cargos, uma vez que já está mais do que claro que eles (Deputados, Senadores e STF) NÃO REPRESENTAM os interesses do Povo e portanto, não podem EM NENHUMA HIPÓTESE ser tratados como "legítimos".

Mas como a imensa maioria da população ainda está longe de entender o quê isso significa, principalmente por achar que é "impotente" diante desses que "fazem as leis" e vão lá para as ruas "legitimar" os dito-cujos, mendigando "favores", mordendo "boi de piranha" convictos de estarem "fazendo pressão" ao receberem respostas paliativas enquanto eles, os bandidos, continuam com sua agenda e seu projeto de Poder de vento em popa.

OK... é um direito, senão uma obrigação o cidadão se manifestar, ir à ruas, exigir... É saudável.
Mas não pode em hipótese alguma ser considerado "normal" a população toda ter de ir às ruas para pedir que seus "representantes" simplesmente representem a sua vontade!
Quando algo assim acontece é muito grave!!! Não pode se considerado como "normal".

No entanto, quantas vezes temos visto a população ir às ruas para pedir isso ou aquilo para o Congresso, Senado ou STF como se o Povo fosse submisso à essas Instituições?
O Povo? O INSTITUINTE ORIGINÁRIO de onde emana TODO o Poder, inclusive o tal Poder Constituinte Originário?
O que INSTITUI Constituintes que fazem as Constituições que regulam os Poderes Constituídos ao longo da História?
O DONO PERMANENTE dessa p* toda?
Ora, qualquer um que estude um mínimo de Teoria Geral do Estado, acharia esse comportamento uma imensa piada de mal gosto completamente absurda!

Em um país "normal", se os Poderes Constituídos (isto é, os Poderes regulamentados pela Constituição) não estão funcionando (ou seja, não estão representando os interesses do Povo), é MANDATÓRIO que estes sejam DESTITUÍDOS através do fim do reconhecimento da Constituição como legítima.
Em outras palavras, a Constituição tem de ser REVOGADA até que uma nova Constituição seja promulgada para regulamentar os novos Poderes Constituídos.
E nesse meio-tempo, o país fica sob a tutela de uma Junta Militar em Estado de Exceção. (Boa hora para lembrar que os militares são "o braço armado do Povo" ou em outras palavras, "o Povo em armas", por isso diz-se que são uma "Instituição Permanente".)
Esse é que é o processo "normal" quando o Povo decide exercer seu Poder diretamente ao invés do intermédio de "representantes eleitos" (que no Brasil, repito, não o representam porque nem eleitos foram para começo de conversa).

Claro que esse processo também pode ser iniciado por um Decreto Presidencial, o que seria até mais tranquilo, embora alguns (os que ganham com a ilegitimidade) certamente chamariam de "golpe".
OK... Tudo parece muito simples na teoria, mas... bom... é simples assim mesmo.
Tão simples que também pode ser iniciado à qualquer momento pelas Forças Armadas caso a Segurança Nacional esteja sob ameaça interna (ou seja, provocada pelas próprias instituições, geralmente associadas a grupos de guerrilheiros ou terroristas).

Naturalmente que sempre que um processo desses ocorre, ocorrem também discursos inflamados de Presidentes opositores à liberdade dos Povos, protestos de grupos globalistas como a ONU, mas seriam só palavras e narrativas que na prática são nulas, uma vez que os contratos comerciais, custam muito caro para serem rescindidos e geralmente duram uns 5 anos, tendo portanto, um impacto mínimo na Economia.
Aliás, muitos investidores veriam um evento desses como uma imensa oportunidade de negócio, uma vez que geralmente os números da Economia dos países que passam por esse tipo de processo, costuma disparar e naturalmente, oportunidades de investimento "pipocam" aos montes.

Leis, quaisquer que sejam, inclusive Constituições, não passam de acordos sociais que são aceitos como "norma" ou "contrato social".
Leis só são válidas se reconhecidas como tal, ou seja, legitimadas, tratadas como "legítimas". Do contrário, não valem absolutamente nada. (E como quem fazem as leis no Brasil nem eleitos são...)
Leis têm de ser construídas sob a base da moralidade, nunca o contrário.
E quem determina essa moralidade, é somente o Povo e seus costumes.
Todo o resto (inclusive o tal "Direito Constitucional"), é pura enganação.