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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Hoje é Halloween (31 de Outubro), um costume típico dos países de Lingua Inglesa, porque fomos incompetentes em valorizar nosso "Dia do Folclore" (22 de Agosto), que diga-se de passagem, é incrivelmente mais rico e no entanto, está praticamente esquecido.
Coincidência ou não, ontem de madrugada (30 de Outubro), ocorreu um fato pessoal que talvez simbolize o fim de um ciclo de 53 meses, que se eu acreditasse em "fenômenos exotéricos" (chamemos assim), eu diria que esse ciclo pode ter sido quebrado dia 17 de Setembro com a quebra de um cristal aqui em casa.
Como estou longe de ter qualquer competência nesse tipo de coisa, opto por me lembrar daquela noite como um memorável marco histórico que fez com que eu me sentisse finalmente vivo novamente após vários anos, ainda que seja ainda um sentimento um tanto novo e confuso em minha mente pelas circunstâncias em que tudo ocorreu.
Se foi apenas mais uma experiência de vida ou que pode ter me "acordado" para uma nova vida, o que posso afirmar é que não há como contrariar a Natureza.
Mas se foi mesmo a quebra de um ciclo e o Universo está dando algum tipo de recado, é bom que aqueles que quebraram o equilíbrio do mesmo há 5 anos atrás, que tenham medo, muito medo, porque o Universo como eu já dizia na época, sempre dá um jeito de voltar a seu equilíbrio, ele pode ser muito vingativo e o que fizeram à ele, foi muito, muito ofensivo. Então... Se fôr mesmo esse o caso, que a justiça se faça! (Por que eu é que não sou louco de tentar contrariar Forças do Universo além da nossa compreenção).
E o texto de hoje, pra variar, não tem nada a ver com esse "editorial".


Intervenção Militar Já!
 "A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço."


Não é novidade nenhuma para nenhum brasileiro em sã consciência, que TODOS os 3 Poderes estão tomados por bandidos de uma só imensa quadrilha e o atual Comandante das FFAA (ou o "ponto focal" de relacionamento dos militares com a Sociedade), o General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, tem repetido constantemente que não há necessidade de intervenção militar enquanto houverem 3 fatores: Legitimidade, Legalidade e Estabilidade.
Pois bem... Vamos deixar a as relações públicas de lado e sermos realistas:

1 - Legitimidade:
Não temos. Graças ao sistema eleitoral brasileiro, que continuará falho em 2018 mesmo com o voto impresso, uma vez que graças ao "quociente eleitoral", através do qual, dos mais de 500 deputados atualmente no Congresso, menos de 40 foram eleitos por voto direto, e que por continuar existindo, em 2018, menos de 20% dos políticos atualmente em gestão, serão substituídos, MESMO QUE NINGUÉM EM NENHUM POLÍTICO ATUALMENTE OCUPANDO CARGO.

2 - Legalidade:
Não temos. Com um STF servindo claramente para livrar a cara dos comparsas da quadrilha no Poder, inclusive passando múltiplas vezes e claramente por cima da Constituição quando lhes interessa ao invés de defende-la.

3 - Estabilidade:
Na política, não temos, já que aqueles que se dizem "representantes do povo", representam apenas os próprios interesses e (repito), graças ao sistema eleitoral brasileiro, a legitimidade dessa gente definitivamente não pode ser considerada como verdadeira.
No Mercado, também não temos, porque torna-se impossível haver qualquer estabilidade nas regras para que se possa planejar ou tocar seus negócios sem surpresas, uma vez que TODAS as atividades econômicas quando tornam-se viáveis, vem o governo com a "brilhante" idéia de "regulamentar", inviabilizando a atividade em sua insaciável sede por arrecadação e burocracia (onde também se arrecada bastante dinheiro e se desvia muito dele).
Em segurança, também não temos já que mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano (mais do que na guerra da Síria), os bandidos estão cada dia mais armados, a polícia cada dia mais desarmada (e desacreditada pela grande mídia) e a população cada dia com menos poder de dissuasão, para não dizer direito de se defender.
Em soberania nacional, também não temos, com os cortes de 44% no orçamento que seria destinado às FFAA que têm o árduo trabalho de patrulhar 23102 km de fronteiras (muito mais do que os EUA), temos um Ministro de Relações exteriores que é simplesmente membro do grupo terrorista do Carlos Marighella e nem nossos passaportes têm mais o Brasão da República na capa, (embora haja um PL para tentar traze-lo de volta). Ao invés disso, um desenho estilizado do Cruzeiro do Sul invertido, que representa um acordo econômico chamado MercoSul ao invés de um país soberano gigantesco e rico como o Brasil.

E o futuro não tende a ser nada promissor, com um sistema educacional total e absolutamente falido, que segundo o PISA, é UM DOS PIORES DO MUNDO, não por mero descaso, ou por falta de investimentos ou desvios de investimentos , mas por sua destruição sistemática e conversão proposital em um sistema de doutrinação ideológica gramsciana-marxista (que só favorece os bandidos no Poder) e a imensa maioria dos departamentos de RH, há décadas, tendem a contratar apenas quem se forma através desse sistema educacional (mesmo que o profissional tenha se formado "por fora") assim, ocupando espaços nas Economia e minando o desenvolvimento das empresas, à menos que as empresas encontrem outra forma de se certificarem quanto às competências dos profissionais que pretendem contratar (como aconteceu comigo em 2006 quando fui contratado pela BRQ para trabalhar para a IBM).
Por falar em ocupar espaços, mais de 95% da mídia mainstream (jornalística e artística) não foi apenas ocupada desde 1974 (quando surgiu o Sindicato dos Jornalistas, sob o controle dos membros Partido Comunista do Brasil), como renovada por pessoas "formadas" por esse sistema educacional doutrinário assim como ocorre com os novos professores que ministram os cursos universitários ligados às mídias, artes e Ciências Sociais desde então.
Nesse cenário geral, infelizmente eu não consigo ver nenhuma alternativa viável dentro das regras político-sociais atuais à não ser (por pior que isso possa parecer) apelar para o Artigo I, Parágrafo Único da Constituição Federal de 1988 e sair à ruas pedindo um "reset" nesse sistema todo através de uma Intervenção Militar, conforme (dizem) poderá acontecer agora, dia 15 de Novembro de 2017 e que COM CERTEZA os sistemas de mídia vão minimizar, tentar abafar, esconder, distorcer, como aliás, sempre fazem.
Francamente, não sei o quê o Alto Comando das FFAA estão esperando, ou se já se tocaram de tudo isso e já estão executando algum plano para que venha à tona alguma situação de forma estratégica para que sua atuação se torne absolutamente inevitável antes que o Brasil seja tomado de vez, já que infelizmente, já estamos numa guerra, ainda que silenciosa e como em toda guerra, a única grande verdade é que ou você mata seu inimigo, ou ele te mata, de modo que baixas, se tornam inevitáveis, lamentavelmente.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eu não sei se darei continuidade a este blog depois deste texto que acabei de escrever aqui.
Talvez hoje, este seja um blog inútil, além de provavelmente o blog mais deprimente da Internet.
Simplesmente não vejo absolutamente nada mudando graças a ele, nem ninguém mais comentando como comentavam há tempos (para bem ou para mal).
Talvez tenhamos chegado ao fim da Era dos blogs e os "textões" de Facebook tomem mais tempo em debates estúpidos e intermináveis que dificilmente constroem alguma coisa coerente, tomando mais aspecto de arena de gladiadores, do que de gente civilizada.
Aliás, até o "miniblog" Twitter, antes tão popular, hoje aparentemente não passa de uma ferramenta de login para check-in nos FourSquare e Instagram da vida.
O que aliás, é uma pena.
O Twitter estimula a síntese de idéias num mínimo de espaço, de modo que elas precisam ser coerentes para serem interessantes.
A "modinha" hoje parece ser o WhatsApp, que creio que logo vou ter de abrir uma conta (bastante à contra-gosto diga-se de passagem), por questões profissionais.
O fato é que hoje, ninguém parece mais buscar leituras alternativas aos "best sellers" e ao menos aparentemente, tudo é feito com o objetivo de "socializar", num desespero de se preencher através de outrem, o sentimento de vazio próprio que se tornou epidêmico no mundo atual.
De qualquer forma, não há muito mais o que escrever aqui que acredito, que possa ser interessante para quem quer que seja. (Mas eu gostaria muito que fosse.)
A você que vai ler o texto a seguir, desejo boa leitura, mas desejo muito mais que Inferno para você, seja apenas uma palavra e nada mais.


Como se faz um fantasma
"Quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente."
(Arthur Schopenhauer)


Ferido de morte em 29 de Dezembro de 2012, aquele homem, ainda em estado de coma emocional, foi assassinado de vez no dia 6 de Junho de 2013.
Ou seja... Dia 6, mês 6 e pela numerologia, o ano 2013 é 2+0+1+3 = 6, logo... 666.
Não poderia ser uma data mais apropriadamente óbvia para um homem ser mandado para o Inferno, de onde voltaria condenado à consciência de que ambições, sonhos, emoções, viagens, status, ostentação, poder, crenças, ideologias...  tudo na vida não passa de futilidade, de ilusão, de mentira para aliviar a dor da condição humana.
Dor essa, inversamente proporcional à insignificância do Homem diante do tamanho do Universo.
E é exatamente para evitar a consciência dessa dor, que homens e mulheres tentam dar algum sentido ao tempo linear que chamam de "vida", buscando se entorpecer de emoções das mais variadas que cada um interpreta e busca de um jeito (ou de vários) e que chamam de felicidade, através de atividades lúdicas das mais variadas (cinema, passeios, sexo, drogas, bebidas, leitura, dança...) às vezes até se matando com isso.
E como todo entorpecente vicia, busca-se cada vez mais e mais dessas emoções ao longo de seu tempo linear (ou "vida) até que um dia (já com idade avançada, se não houver nenhum "acidente de percurso" até lá), descobre-se que tudo o que se fez na tal "vida" foi em vão e que é chegado o momento de enfrentar a realidade da condição humana: sua insignificância diante do Universo.
Aí luta-se por mais tempo, lamenta-se por não ser mais jovem para viver mais ou deseja-se voltar no tempo para tentar viver de novo sem cometer os mesmos erros (o que indica que a pessoa pelo menos adquiriu alguma sabedoria com suas experiências)... mas é tudo imaginação sem valor.
Não importa quanto você estude, ou o quanto de conhecimento você adquira, quanto poder você tenha, quantas viagens tenha feito, com quanta gente você transou, quanto dinheiro ou coisas adquiriu... no fim, nada do que tenha feito realmente importa.
E é por isso que tenta-se então o caminho alternativo: deixar um legado, uma marca, uma lembrança para os mais jovens ou para os que virão, tentar ser um exemplo para os filhos ou pessoas próximas, ajudar ou inspirar pessoas de alguma forma, ou como fazem os artistas (de verdade), tentar transmitir alguma emoção através de suas obras (o que, acreditem, não é nada fácil).
Aquele menino curioso (e até um tanto estranho), que antes era motivado e criativo, que tinha idéias, sonhos e ambições, com o passar dos anos, estudou tudo via, ajudou quem julgava que merecia, trabalhou mais do que podía, amou mais do que deveria, viveu mais decepções e perdas do que ganhos significativos e com isso foi se decepcionando com a vida, com as pessoas, perdendo suas crenças, suas motivações, seus sonhos, suas ambições, suas paixões... até tornar-se um fantasma daquele homem citado no começo deste texto, formado apenas por lembranças de quem ele era, sem a menor idéia do que fazer com elas ou o que fazer para que sua "vida" volte a fazer algum sentido para ele, mas sem esperança nenhuma em nenhum milagre que possa fazer com que "vida" para ele, deixe de ser apenas uma palavra sem valor ou sem atribuição significativa.
É claro que nessas condições, esse tipo de milagre é mais do que desejável e as pessoas adoram tentar empurrar um otimismo irracional nesse sentido ou outra "solução" qualquer, também sem coerência racional nenhuma.
Mas milagres não dependem de otimismo, ou de fé, ou de idéias mirabolantes.
Para que um milagre aconteça, é preciso que todo um conjunto de fatores além de nosso alcance, se organize sistematicamente de forma espontânea, de modo que as consequências (obviamente imprevisíveis) surpreendam de forma absoluta.
Ou seja, não se pode esperar milagres.
No entanto, apesar de existirem coisas como a Terceira Lei de Newton ou a pelo que dizem, a "Lei da Colheita" no Universo, essas "leis" estranhamente não funcionaram com o tal homem.
Assim sendo, a tal "Justiça Divina" nunca funcionou para ele, de modo que ele nunca pôde perdoar aqueles que o assassinaram, embora ele quisesse e muito.
Mas de qualquer forma, não se pode perdoar quem não se arrepende de coração, ou assim estimula-se a injustiça.
É preciso ser muito forte para honrar esse tipo de sapiência, mesmo morto, após uma passagem pelo Inferno.
Mas é para isso que servem os fantasmas: assombrar os injustos até sua morte por suas injustiças.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A Humanidade está absolutamente doente.
Para todo lado que se olha, sempre tem grupos extremistas de algum tipo... todos agressivos, formados por pessoas incapazes de formar opinião própria e no entanto, absolutamente crentes de que têm todo o conhecimento de causa do mundo para simplesmente atacar quem discorde deles, seja psicologicamente de forma verbal, seja através de agressividade física.
Nas últimas décadas, tenho observado esse fenômeno crescer de forma assustadoramente exponencial... e o que é pior: no mundo todo.
Não bastasse o fato de que nunca se teve tanta gente falsa e egoísta por metro quadrado no mundo. Tantas que além da maior epidemia mundial de depressão da História, já tem gente apelando para as companhias robóticas (sexuais, inclusive) com Inteligência Artificial (porque está faltando inteligência natural no mundo) e eu aposto que esse mercado vai crescer pra caraca com tanto mimimi pra tudo à ponto de o contato humano começar a se tornar insuportável enquanto soluções de "assistentes pessoais" como Siri (Apple), Cortana (Microsoft) ou Jarvis (Linux), ou ainda, o poderosíssimo e revolucionário Watson (IBM), tornam-se cada vez mais inteligentes e (meio que plageando o lema da Tyrell Corp. em "Blade Runner"), se tornando "mais humanos que os humanos" (e bem mais educados, diga-se de passagem).
Parece inevitável dizer que mais uma vez, a realidade imita a ficção. Mas se essa ficção tender mais para "1984" do que "Star Trek", me sinto inclinado a dar razão a quem idealizou e mandou fazer as "Pedras-Guia da Geórgia", especialmente em relação à reduzir a população mundial para 500 milhões de pessoas, contanto que não sejam idiotas do tipo que tentam calar quem tem neurônios ativos o suficiente para expôr idéias próprias (sejam elas boas ou ruins).
Como ser humano, eu tenho vergonha da minha espécie, por sermos esse desastre como forma de vida que se auto-intitula como "inteligente", mas que se auto-destrói por crendices irracionais, ilógicas, infantís e extremistas.
É lamentável que hajam pessoas crescidas, porém com mentalidade infantil à ponto de achar que os diálogos são movidos à ego, ao invés de troca de exposição de idéias racionais.
Gente assim definitivamente não merece minha atenção por se comportarem feito bebês mimados e como não sou pai desses bebezões para dar-lhes uns bons tapas na bunda que certamente faltaram quando eram crianças, o melhor que posso fazer é deixa-los lá, falando sozinhos se achando.


Radio
"Não é verdade que eu não tinha nada. Eu tinha o rádio ligado."
(Marilyn Monroe)


Esses dias encontrei um velho rádio que era do meu pai desde que eu me lembro por gente e que estava no fundo de um guarda-roupas há décadas, porque um belo dia ele parou de funcionar.
Troquei o suporte das pilhas e todos os capacitores eletrolíticos e após alguns dias tentando entender como "calibrar" corretamente todos os seus ajustes internos (do jeito que dá no improviso, porque um bom gerador de RF custa uma graninha que não estou disposto a gastar), ele voltou à vida e agora toda a faixa de AM (que nele figura como MW, ou "Micro Waves") está perfeita. Porém, a faixa de ondas curtas (SW, ou "Short Waves") permanecia muda e eu achava que estava com problema até que "quebrando a cabeça" enquanto ajustava cuidadosamente os trimmers e bobinas de frequência intermediária, captei "A Voz do Brasil" em alto e bom som bem no meio do dial, indicando algo em torno de 60 a 70 Mega Ciclos (MHz, mas que nesse rádio figura como MC, à moda antiga). porém, após finalizar cuidadosamente para captar esse sinal (que era a minha única referência disponível) em seu ponto ótimo, notei que todo o resto do dial, de 40 a 120 MHz só pegava estática, mas havíam alguns poucos pontos "vazios" onde era perceptível alguma portadora, mas o sinal era fraco demais para ser inteligível.
Só então me toquei que várias faixas de transmissão de rádio estão caindo em desuso e algumas estão sendo reservadas para transmissão de dados, razão pela qual muitas rádios tradicionalmente AM estão migrando para a "apertada" faixa de FM, que além de oferecer qualidade de som melhor, dispositivos móveis como tablets e smartphones não sintonizam AM.
Há muitos anos eu não ouvía rádio.
Acho irritante o som de estática ou de interferência quando se está ouvindo alguma música, mesmo que com qualidade de som ruim da velha tecnologia da modulação de amplitude (AM) e ainda me lembro de que quando eu era criança, lá pelo começo dos anos 70, o advento da modulação de frequência (FM) era uma "revolução" que trouxe "qualidade de som às transmissões de rádio" e havíam pouquíssimas emissoras que operavam nessa faixa apesar de a tecnologia existir desde os anos 40.
Mas apesar disso, eu ouví muito rádio desde beeeem criança em que minha mãe punha um pequeno radinho Evadin vermelho embaixo do meu travesseiro para eu dormir (e que deve ter feito de mim o audiófilo chato que sou hoje) e FM do final dos anos 80 até começo dos anos 2000 quando troquei meu velho receiver por uma solução mais modular de pré-amplificador e amplificador de potência... sem tuner, porque os programas de rádio deixaram de ser interessantes e passaram a ser tomados por transmissões de música sertaneja (que sinceramente não tenho saco para tanta "dor de corno"), futebol (que não faz a menor diferença na minha vida se esse ou aquele time ganha ou perde) e religião (Meu! Oração é algo PESSOAL! Pra quê ficar transmitindo repedidamente rezas, orações e pregações estelionatárias? Deus tá vendo, viu?), sobrando praticamente nenhum espaço para música de qualidade (o meu interesse quase que exclusivo nas rádios) e quase nada de notícias, que sinceramente, sinto falta das ondas curtas para isso, por poder captar notícias diretamente do mundo todo, que embora sem tradução, a curiosidade ajuda a entender até que bem, além do Inglês e Português, idiomas que não domino, como Espanhol ou Italiano.
No entanto BONS rádios de ondas curtas (capazes de operar em faixas diferentes dessa de 40 a 120MHz), custam caro e temo que logo deixem de ser úteis... Uma pena.
Me pergunto se as gerações futuras vão entender a importância do rádio, não apenas como tecnologia muito além do moderno Wi-Fi, mas como cultura.
Como elas vão entender o significado por trás das dezenas de músicas falando do rádio ou de álbuns inteiros como (bizarro) "Radio Aktivity" do Kraftwerk, ou a canção "Radio Gaga" do Queen (que de certa forma já soa como um lamento por as pessoas passarem a se importar mais com os videoclips do que com a música em si)?
Pioneiro da Música Eletrônica, o grupo Kraftwerk já mudou levemente a abordagem original da música principal do álbum, da Eletrônica para ativismo ambiental contra radiação nas novas apresentações da mesma, mas músicas como "Antenna" ou "Airwaves" perdem completamente o significado, à menos que o ouvinte seja um aficcionado por Física ou Eletrônica analógica. (Bom... Eu até entendo que é preciso ser mesmo MUITO nerd para gostar de certas músicas desse álbum... Mais até do que eu, acho.)
Aliás, os cursos de Eletrônica analógica eram promovidos como de "Rádio e Eletrônica", antes de "Eletrônica, Rádio e TV" e os radio-amadores precisam ter conhecimento em Eletrônica para poderem operar com o máximo de eficiência, seus sofisticados transmissores e receptores e assim, manter a mais eficiente e confiável rede de serviços de Inteligência seja para a Defesa Civil, seja para serviço militar.
Aliás, entre os radio-amadores, existe uma máxima "apocalíptica" que diz que "se algum dia todos os sistemas de comunicação da Terra entrarem em colapso, ainda existirá o código Morse". Aliás, há lugares onde isso já aconteceu por causa de desastres naturais e os radio-amadores ajudaram no socorro.
E falando em Apocalipse, os mórmons costumam recomendar entre si, terem em casa, sempre um rádio à pilha ou bateria, prevendo exatamente esse tipo de colapso... (E eu é que sou paranóico, né?)
Pensando bem... Quem sabe no futuro, a Internet inteira entre em colapso com algum vírus ou com algum governo totalitário mundial, acesse todas as "portas dos fundos" secretas de todos os dispositivos conectados à grande rede para espionar (como já acontece), derrubar todos os dispositivos ou escravizar todo mundo ao estilo "Grande Irmão" de "1984"?