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quinta-feira, 16 de março de 2017

Não é novidade que desde 27 de Dezembro estou fazendo um curso completo de canto e que essa semana completei o primeiro módulo (que o professor recomenda 6 meses para fazer, mas eu fiz em menos de 4). E estou achando o curso excelente! Muito melhor do que muito curso que andei ouvindo falar "por aí"... Alguns em que uma única aula custa mais caro que o curso completo que estou fazendo.
Isso me dá um pouco de "nó no cérebro", uma vez que minha vida toda sempre fui técnico, pesquisador, meio inventor, meio "cientista maluco", consertador de coisas que muita gente considerava impossível de consertar, um curioso irremediável, utopista romântico ou filósofo introspectivo... Em outras palavras, nada a ver com aulas de canto. Mas por alguma razão, estou gostando.
Talvez seja parte de alguma nova transformação ou preparo para alguma nova fase pessoal.
Por experiência, essas fases não começam da noite para o dia e ainda não faço idéia de que caminho devo seguir ou que circunstâncias eu vou encontrar daqui para frente, ou mesmo o que vou fazer para ganhar a vida.
Mas que as coisas estão mudando, estão.
Até minha mãe que sempre criticou tanto tudo o que eu fiz na vida, há cerca de 1 ou 2 meses disse que tudo o que faço é sempre muito bem feito! (Isso foi uma surpresa tão grande pra mim que estou perplexo até agora.)
Novos amigos, novos esquemas de trocas de idéias, novas responsabilidades (com a idade dos meus pais aumentando)... E uma imensa bagagem de experiências de vida sobre as quais tenho meditado muito nos últimos meses.
Eu só queria saber onde isso vai me levar, que tipo de porta isso vai abrir pra mim, que tipo de experiências que eu já não tenha vivido isso não vai me trazer, ou que tipo de decepções que sempre as acompanham.
Só sei que já não sou mais o garoto imaginativo, o adolescente inventor, o jovem zoeiro, o rapaz babaca, o "Mestre" em Computação Gráfica (embora tenha gente que me chame assim até hoje) ou o técnico de suporte famoso por simplificar e otimizar processos altamente confusos e ineficientes.
Eu nem sei mais o que eu sou.
Acho que não sou mais nada, assim como tudo em que eu acreditava.


O Nível Superior
"Todas as normas fixas são incapazes de adaptabilidade ou flexibilidade. A verdade está fora de todas as normas fixas."


Em nenhum período na História da Humanidade, fomos tão bombardeados com dados em nossas mentes como agora. (Notem bem que eu disse DADOS, não INFORMAÇÕES.)
Em umas 2 horas de navegação na Internet, por exemplo, nossos cérebros estão sendo atordoados com mais dados do que um cidadão típico do meio do século 19 seria capaz de assimilar durante a sua vida toda.
E agora a parte ruim: a imensa maioria desses dados são absolutamente inúteis (piadinhas, animações e filmes de bichinhos bonitinhos e coisinhas engraçadinhas, fofinhas...), desinformação (boataria, pregação religiosa ou política, pseudo-ciências, "pesquisas" ou "estudos" sem fontes ou com fontes questionáveis ou ainda financiadas por fontes interessadas em propaganda...), futilidades (fofocas, qualquer coisa relativa a celebridades, "videocacetadas", pegadinhas, pseudo-testes, pornografia), propaganda (disfarçada ou não), etc.
Ou seja... desses dados todos, muito pouca coisa pode ser aproveitada para se construir alguma INFORMAÇÃO com base suficiente para ter alguma qualidade.
Mas nem tudo é ruim.
Além das distrações da Internet, que na maior parte do tempo obtidas através das redes sociais (que são um tesouro para pesquisadores de perfís de usuários potenciais consumidores ou potenciais eleitores ou potenciais escravos de futuros governos totalitários e portanto, as empresas que administram as tais redes sociais faturam uma boa grana vendendo esse tipo de relatórios estatísticos além da propaganda direcionada), existe um sem-número de blogs pra todo gosto (informativos ou não), workshops, tutoriais, manuais, livros e... cursos, MUITOS cursos. Mas muitos cursos mesmo! E BONS!!! E muitos deles, melhores, mais rápidos e mais focados no assunto do que quaisquer cursos de graduação oferecidos da forma tradicional cujos títulos (no caso do Brasil) são monopolizados pelo Governo através do MEC (Ministério da Educação e Cultura, atualmente apelidado de "Ministério da Educação Comunista"), que decide quais cursos merecem ou não serem reconhecidos com o pomposo título de "nível superior".
Reconhecimento esse que exige toda uma cadeia burocrática também autorizada, controlada e fiscalizada pelo MEC.
E como toda burocracia custa caro, um certificado reconhecido com esse título "fascista/nazista" intitulado "nível superior". Título esse, que até soa até como se fosse algo acima dos reles mortais plebeus, como se os mortais plebeus que os têm, fossem mesmo "superiores" de alguma forma, ou algum tipo de "raça ariana" ou alguma coisa assim... E como se todos os outros certificados de todos os outros cursos fossem destinados aos guetos ou campos de concentração. O que na prática, é exatamente a idéia por trás desse monopólio.
Com a imensidão de cursos online ou à distância que existem hoje, eu poderia por exemplo, fazer um curso de graduação em História Econômica pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (instituição que sozinha gerou mais prêmios Nobel que TODAS as universidades brasileiras juntas - que aliás, não geraram nenhum), sem gastar praticamente dinheiro algum e consumindo muito menos tempo que em qualquer curso de graduação tradicional, mas cujo certificado reconhecido em qualquer país desenvolvido - adivinha - não é reconhecido pelo MEC e portanto o Governo não reconhece como curso de "nível superior".
Quais as consequências disso?
Bom... primeiro, que se acontecer alguma cagada e você for preso(a), ficará em cela comum (viu Lulinha?).
Segundo, que muito estagiário de empresas de recursos humanos na hora de fazer os anúncios de empregos, exigem o tal do "nível superior" sem nem saberem direito o que diabos isso significa. E eles o fazem em TODOS os anúncios, inclusive de faxineiro, recepcionista, atendente e figurante de novela das 6h.
Terceiro, que existe toda uma cultura tradicional quase religiosa, (com crenças, rituais e tudo) de que curso de formação "que vale" é curso universitário, acadêmico... que é claro, só podem ser os reconhecidos pelo governo ou perigam até ser "demonizados" pela percepção comum, especialmente pelos que se formaram através desse processo tradicional. (Claro! Gastaram rios de seu suado dinheiro e tempo sofrido quase traumatizante para isso! Nem tem como culpar essa gente por esse sacrifício todo.)
Quarto (a parte que eu até concordo), certas profissões não podem ser exercidas sem autorização certificada pelo governo. MAS... (a parte que eu discordo) na maioria dos casos essa autorização não é uma prova PRÁTICA de competência. Geralmente é uma prova teórica (que pode muito bem ser gabaritada na base da "decoreba" de apostilas que podem ser obtidas legalmente ou não), mas que para poder fazer, precisa do certificado reconhecido pelo "Ministério da Educação Comunista" a menos que você seja estrangeiro(a).
E quinto, o preconceito de quem nunca fez um curso desses ou já se formou pelos ritos tradicionais arcaicos (como toda religião que se preze) para a Era digital online extremamente dinâmica atual e que naturalmente quer valorizar a grana e tempo que gastou com isso, como aqueles manés do LinkedIn que traduziram propositalmente "Education" ("educação", "ensino", "instrução", segundo o Google Tradutor) como "Formação Acadêmica" na versão em Português do site, só para citar um exemplo.
No mundo dinâmico e diverso em que vivemos hoje, esse tipo de visão tacanha, engessada e preconceituosa sobre o valor dos cursos atrelados a certificados controlados pelo governo, felizmente já quase inexistem em países desenvolvidos e há empresas (realmente grandes e sérias, como IBM, AT&T, Google, NVidia, Facebook, Mercedes-Benz, Amazon...) que até patrocinam esses cursos em iniciativas como "Oficina do Futuro" ou "Udacity Nanodegree" e reconhecem os certificados emitidos por essas iniciativas. (E o governo que se dane! Bem-feito!)
Agora... convencer essas empresas a manterem seus serviços no Brasil ou trazerem para cá, já é outro assunto.
Vai ver é por isso que nos consideramos reles mortais plebeus e sofremos de "Complexo de Vira-Lata", "endeusando" tudo o que vem de fora ao invés de valorizarmos o que somos capazes de fazer com nossas próprias mãos: lá, ao menos aparentemente, eles sabem reconhecer o valor do conhecimento, ao invés dos títulos.
Como se costuma dizer... Papel, aceita qualquer coisa. Papel higiênico que o diga.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Felizmente minhas previsões pessimistas do mês passado para este mês que já está terminando, não se concretizaram (ainda), embora coisas muito ruins tenham acontecido no campo da política, que nem quero mencionar.
Este começo de ano pra mim está começando muito bem, com um esquema de encontro entre amigos que praticamente nunca se encontravam em função da distância e das agendas complicadas, mas que estamos conseguindo manter finalmente com uma certa regularidade e uma amiga minha, que é youtuber (e minha admiradora já a um certo tempo), num passeio por um shopping aqui de Campinas, resolveu gravar uma entrevista-surpresa comigo (bem divertida, diga-se de passagem) para o canal dela no YouTube para falar um pouco sobre minha história, hobbies e experiência profissional.
Hoje o texto para muitos vai parecer pura nerdice e certamente só a galera de TI vai entende-lo em sua íntegra, mas certas observações críticas são mais do que necessárias.
Melhoras só acontecem quando os indignados reclamam. Calados, aceitam tudo como escravos.



Padrão ABNT... Padrão?
"Se você não estiver satisfeito com os padrões existentes, não se preocupe que logo haverão outros."
(Andrew Stuart Tanenbaum)


Primeiro tinha o teclado "padrão ABNT", originalmente estabelecido para máquinas de escrever, mas que com o passar dos anos acabou sendo adotado para a Informática... Assim, durante muitos anos, usuários de microcomputadores brasileiros viviam apanhando para encontrar caracteres especiais ao "catar milho" nos teclados enquanto os usuários de microcomputadores importados (especialmente dos EUA), digitavam "em modo turbo"... e foi assim por vários anos.
Usuários de Expert apanhavam ao tentar digitar num Hotbit que é outro computador da mesma plataforma (MSX), só pra citar um exemplo.
Depois veio o "padrão" ABNT2, tarde pra caraca, de modo que um monte de gente de saco cheio desse tipo de p***ria resolveu adotar o teclado padrão estadunidense (especialmente a galera dos Macintosh e Amiga que trabalhavam com Computação Gráfica e produção de mídia, mas teve um lote de teclados tchecos que a Apple Computer Brasil empurrou como "teclado brasileiro" sem arroba bem no começo da Era da Internet).
Agora, os desktops têm teclado ABNT2, com o shift esquerdo minúsculo, quase inviabilizando o trabalho com Photoshop para quem trabalha com Macintosh há décadas.
Razão pela qual eu continuo adotando teclado ANSI (estadunidense) e configurando como "United States International" no Windows, ou "English (US, Alternative International)" no Linux.
Porém, já notaram quantos layouts diferentes de teclados "padrão ABNT2" existem para notebooks, netbooks e laptops? (Só aqui em casa tem 3.)
E aquela bizarrice de ter de usar uma combinação de tecla [AltGra]+[Q] para conseguir uma barra ou [AltGra]+[W] para sair uma interrogação? Por acaso é proposital para usuários de terminal UNIX terem dificuldade adicional para especificar caminho de arquivo e não fazerem perguntas?
Que p* de padrão é esse que não padroniza p* nenhuma, mas OBRIGA todo mundo a seguir feito uma tal norma brasileira para plugs e tomadas (IMPOSTO praticamente da noite para o dia, aparentemente sem consultar ninguém nem pesquisar p* nenhuma, claramente para beneficiar alguém... e que infelizmente não fui eu) que na verdade são dois padrões (um para aparelhos até 10A e outro para aparelhos até 20A), só que uma imensidão de aparelhos eletrodomésticos comuns, têm corrente bem no limiar entre um padrão e outro, ou seja... você tem de instalar uma tomada específica na sua casa, para cada aparelho que vai usar e não poderá move-lo para outro lugar sem ter de refazer a instalação elétrica? (Aliás, seria muito mais sensato, versátil e econômico para todu mundo, um padrão só para até 20A e outro para uso industrial acima de 20A. Mas nãããão... vai só impondo as coisas, né?)
Eu até perdôo os idealizadores do padrão ABNT original para teclados, porque era uma época em que usavam-se máquinas de escrever, mas os responsáveis pelo ABNT2, merecem um monumento, um memorial à incompetência!
É vergonhoso sermos o ÚNICO país do mundo que tem 3 configurações diferentes para teclado quando vamos instalar um sistema operacional num computador moderno, após 46 anos de História da microinformática brasileira!
Essa vergonha merece um museu como o do Vasa, o maior e mais monumental navio de Guerra sueco, que representaria a Casa Real de Vasa, mas que afundou na primeira viagem por um erro idiota de projeto, virando um verdadeiro exemplo nacional para os suecos jamais fazerem nada mal feito nem deixarem de se ater aos detalhes.

ABNT... Eu ODEIO sua INCOMPETÊNCIA!!!
Aliás... será que essa incompetência não é proposital não?
Um inquérito, uma auditoria ou uma investigação sobre certas imposições de normas cairiam tão bem...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Cá estamos nós, já terminando o mês de Janeiro.
Certamente o mês mais improdutivo do ano já que brasileiro tradicionalmente só trabalha depois do Carnaval... a porcaria do Carnaval.
Nada mais nocivo a um povo do que uma distração monumental banhada a promissoras aventuras ligadas ao sexo ou à bebida enquanto os governantes aplicam-lhes golpes legislativos. E esse ano, a lista é GRANDE e EXTREMAMENTE perigosa, incluindo tentativas de unificação das polícias sob um só comando, "doar" mais de R$100 bilhões às operadoras (para tentar censurar discretamente ou dificultar acesso a certos conteúdos online), tentar empurrar "na marra" uma Assembléia Nacional Constituinte (com uma Constituição golpista já desenvolvida em segredo), tentar aprovar a tal "lei da mordaça" (
PLS 280/2016) do Renan Calheiros, que agora tramita na CCJ que tende a ser presidida por ele mesmo (Renan Calheiros) à partir do mês que vem), tentativa de melar o fim da aberração jurídica conhecida como "Foro Privilegiado", outra tentativa de empurrar a versão invertida das "10 Medidas Contra a Corrupção", tentar forçar uma eleição prematura (inconstitucional) para Presidente (naturalmente com um sistema eleitoral fraudulento) e sabe-se lá o quê mais planejaram durante o "recesso".
Mas o que o povo tem na cabeça mesmo é bunda, né?
De vez em quando é bom lembrar que bunda geralmente só produz uma coisa.



Uma triste visão de mundo de fora da caixa
"Eta povinho bunda!"


Olhando para algumas postagens mais antigas deste blog, percebo que de certa forma ele tem refletido momentos históricos e acabo me perguntando se no futuro, blogs como esse poderão ser citados em algum assunto ligado a esse período.
Só não sei sob qual contexto. E de certa forma isso me desconcerta porque costumo registrar de tudo aqui e algumas coisas talvez sejam vergonhosas para essas gerações atuais em relação às gerações futuras.
Como eu previa, esse começo de ano está sendo uma enxurrada de mudanças, seja na política (que naturalmente se reflete na Economia), seja nas polêmicas causadas pelos governantes que assumiram seus cargos neste começo de ano e os já esperados ataques gratuitos a essas medidas polêmicas, pra variar, sem contextualizar as coisas ou defini-las corretamente antes, deixando claro que o real objetivo (ainda que inconsciente) das pessoas, tem sido o ataque direto às opiniões. Não o diálogo saudável em busca de soluções práticas para ambos os lados.
Em suma, é uma guerra de opiniões estáticas, onde consome-se energia demais, tempo demais e fosfato demais com picuinhas e "mimimi" enquanto o que realmente tem relevância sempre acontece em outra frente de combate.
Ou seja... esse povo não só desaprendeu a dialogar de uma década pra cá, como transforma qualquer tentativa de diálogo em guerra ideológica para defender suas utopias.
E quando não existem argumentos, partem para o ataque psicológico, com o objetivo de "desconstruir" não os argumentos dos adversários, mas a reputação dos mesmos o mais publicamente possível, geralmente induzindo uma situação de irritação para depois alegar "burrice", "insanidade" ou "desequilíbrio mental", embora esse truque hoje, já seja manjado.
E a qualidade dos argumentos está cada dia mais desanimadora.
Coisa de gente absolutamente incapaz de raciocínio crítico, condicionada a repetir palavras de ordem proferidas pelos líderes de suas utopias, que insistem em pregar uma visão de mundo absolutamente fora da realidade, tal qual se faz na maior parte das religiões, em que se demoniza quaisquer outras versões que não sejam as pregadas pelas mídias da seita.
Mas desanimador mesmo são os efeitos dessas coisas na Política, na Economia, na legislação, na Justiça, nos hábitos alimentares, nos costumes coletivos (e histerias coletivas), nos valores humanos (hoje mais voltados aos animais do que aos humanos), nas inversões desses valores, na subversão cultural, na defesa elitizada e pseudo-intelectualizada da mesma nas mídias, escolas e universidades (que ao invés de doutrinação, deveriam ensinar como ter raciocínio crítico comparativo, estimular a compreensão das coisas ao invés de "passar na prova" para depois ter um papel sem valor efetivo), na criminalização das vítimas, na vitimização dos criminosos, que gera cada vez mais violência uma vez que não existe punição exemplar ou educativa, no duplipensamento, na novilíngua, nos desnecessários excessos de regulamentações que tornam a vida dos cidadãos impossível de ser 100% regular, o que garante arrecadação extra através de fiscalização que não há como ser fiscalizada ou denunciada, na absurda burocracia para qualquer coisa que se faça, na multiplicação da carga tributária que no final das contas, financia tudo isso... e graças a todas essas coisas, na descrença em relação ao futuro, enfim... o caos generalizado sonhado por Georg Lukács.
E é exatamente nesse cenário que eu aqui, sinto-me sem motivação alguma para acreditar no que quer que seja.
E acreditar em alguma coisa, é o mínimo que se precisa para se transformar idéias em projetos e investir neles para que haja algum progresso.
Mas com "incentivos" como esses?
É bem verdade que tem bastante gente indignada, bastante gente lutando, mas de forma desorganizada, sem foco, em muitos pequenos grupos, infelizmente todos dispersos, que não aprenderam a se unirem de maneira a formar uma corrente eficiente.
Francamente, o que mais sinto falta hoje, é de algo ou alguém em que eu possa confiar de forma realmente significativa.
Seria uma prova importante de que ainda vale a pena acreditar em alguma coisa.
Sem isso, não existe uma existência que se possa chamar de vida.
E as perspectivas nesse sentido não parecem nem um pouco animadoras num país em que o que realmente tem prioridade é cerveja, sexo, se aproveitar do(a) próximo(a) e destruir reputações ao invés de construir uma sociedade que simplesmente funcione melhor para todo mundo (e tenhamos menos motivos - ao menos reais - de reclamar de tudo).