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terça-feira, 26 de junho de 2018

Na verdade eu comecei a escrever este texto ontem.
É muito difícil expôr certas idéias sem escrever um texto longo (coisa que tenho tentado evitar nos últimos anos porque hoje em dia, as pessoas fogem de textos assim e preferem ler só manchetes sensacionalistas ou obter notícias "enlatadas" pelos meios de comunicação mais mainstream (e proporcionalmente fake news) possível ou ainda se atualizarem através de memes e vídeos curtos nas redes sociais.
O pior é que eu queria escrever sobre outros assuntos, variar... Mas certos assuntos precisam ser clareados nas cabeças das pessoas e estou de saco cheio de ter de ficar repetindo tema aqui, mas o momento exige. Não tem jeito. Especialmente em ano eleitoral (pelo menos bem atípico desta vez).
Sinceramente... Quanto mais aprendo sobre a "humanidade atual", mais tenho vontade de me isolar dela, não bastasse a minha incalculável coleção de frustrações que carrego nas costas em relação a esse mundo cada dia mais ilógico, estúpido, emotivo, em que tudo virou motivo para todo mundo se ofender em escala global.
Não culpo os suicidas por ficarem de saco cheio de viverem num mundo assim.
É sério.


Acorda, Povo! Larga mão de ser besta!
"A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro."
(Rosa Luxemburgo)


Começo meu texto de hoje degustando um Carta Vieja Reservado - Carmenere, safra 2016.
Assim, se eu falar muita bobagem aqui hoje, pelo menos vocês já sabem qual vinho estou degustando aqui (e de sabor até bastante amadeirado diga-se de passagem), sozinho no meu quarto numa noite fria enquanto tento buscar alguma inspiração sobre o que escrever no meu texto deste mês aqui neste blog que já vai indo para 16 anos no ar falando todo tipo de poucas e boas que tenho impressão de que as pessoas em geral até sabem, mas fazem questão de ignorar, ou de fingir que não sabem porque têm medo de aceitar certas verdades publicamente e assim, tornarem-se "menos sociáveis", ou vistas pelas outras pessoas como um "elemento estranho na matilha".
Sabe aquela ladainha que te ensinaram lá na escola, de que "o Homem é um animal social"? Esqueça! (E tenho minhas dúvidas se essa afirmação foi mesmo de Aristóteles, ou distorceram sua idéia dando outra interpretação.)
Lamento ter de dizer isso, mas o fato é que o Homem é um animal interesseiro. Isso sim.
E só vive em sociedade, porque tem algo a ganhar com isso.
Não existe esse negócio de um ser humano ajudar o outro só porque é "bonzinho".
Um ser humano ajuda o outro por alguma coisa! Ainda que seja um mero reconhecimento do grupo (muitos o fazem para aparecerem mais ou "melhor" para os grupos dos quais fazem parte), uma massagem no ego, ou mesmo companhia.
É fato confirmado cientificamente que a Natureza do ser humano é extremamente egoísta, maléfica e destrutiva.

Há vários experimentos científicos que comprovam isso, como o famoso "Stanford Prison Experiment" ("Experimento da Prisão de Stanford"), que em 1971 um grupo de voluntátios assumiu papéis simulados de prisioneiros e guardas.
O experimento era para durar duas semanas, mas teve de ser interrompido em 6 dias porque em pouquíssimo tempo, as humilhações e agressões aos "prisioneiros" estavam passando de todos os limites que os pesquisadores poderiam imaginar e até o lugar estava se tornando insalubre.
O que aprendemos com essa experiência, é que o Poder corrompe à ponto de destruir toda a ética e a moral, independente de quem seja.

Outro experimento famoso é referente à famosa "Teoria das Janelas Quebradas" que rendeu uma experiência feita por estudantes da Universidade de Stanford (de novo ela), em que dispuseram dois veículos idênticos em bairros diferentes.
O que estava num bairro conhecido por ser "pobre e violento" foi depredado em pouco tempo. O outro, que estava num bairro "rico e tranquilo" permaneceu intacto até que um dos pesquisadores resolveu quebrar um dos vidros do carro e em pouco tempo, ocorreu exatamente a mesma coisa, provando que o instinto destrutivo humano é independente de "classe social", mas que o tipo de EDUCAÇÃO (no caso, referente aos valores de respeito à propriedade alheia) pode funcionar como um freio à barbárie.
E é exatamente esse o ponto em que quero chegar: Como esse tipo de educação pode se formar.
OK... estamos falando de respeito aqui. No caso, à propriedade alheia.
Mas o respeito pode ser à vida alheia, à liberdade de pensamento alheio, à individualidade, à personagem, ao credo, etc., etc., etc... Enfim, respeito é a palavra-chave.
E como o ser humano aprende o conceito de respeito?
Com a noção de causa e consequência, oras!
Se alguém faz algo que prejudique outra(s) pessoa(s), esse alguém tem de pagar por isso!
E é essa é a base de todas as regras de convivência em qualquer sociedade desde o surgimento da humanidade.
Logo, se essa é a regra fundamental da convivência em sociedade, a pena mais óbvia para quem quebra essas regras é naturalmente a exclusão da mesma, ou seja, a detenção, a prisão, já que hoje, a outra forma de expulsar alguém da sociedade seria com a pena de morte.
Pois bem. Agora imagine se... ao invés de aplicar qualquer pena por quebrar essa regra, premia-se o infrator com Poder.
Pois é. Acabo de descrever o governo do Brasil como ele é, pelo menos desde 1985 (mas aparentemente só agora tem gente começando a perceber).

A pergunta que fica agora é: Como a sociedade brasileira tolerou isso por tanto tempo (e ainda tolera)?
A resposta pode ser muito mais simples do que parece.
E ela se chama "subversão cultural". A mesma da qual falo aqui nesse blog há mais de uma década e é exatamente porque a natureza do ser humano é "extremamente egoísta, maléfica e destrutiva" como descrevi aqui, que a dita cuja funciona perfeitamente como arma de guerra desde os tempos de Sun Tzu (550 a.C., mais ou menos).
Todo o método utilizado (aqui e em outros países) foi detalhadamente descrito numa palestra de um desertor da antiga KGB em 1983.
A subversão cultural é tão eficiente que a própria sociedade acaba formando pessoas que a realimentam.
Por exemplo... Quando a sociedade começa a se organizar contra alguma coisa que a prejudique, sempre aparece aquela galera tentando desqualificar, desacreditar ou "desconstruir" o movimento pregando a descrença e o sentimento de impotência diante dos fatos.

Ora... Já passou muito da hora de o Povo brasileiro se ligar de que é O DONO do país!
O Povo, é o Estado Instituinte, que forma seu exército para se defender e que nos tempos modernos, convoca Assembleia Nacional Constituinte, que por sua vez, elabora e lista seus princípios como Nação, lista que chamamos de Constituição.
O Povo não apenas "emana" o Poder.
O Povo É o Poder! E pode exerce-lo DIRETAMENTE à qualquer momento que julgar necessário para desfazer TODO o Governo que ele mesmo formou através da escolha de seus representantes.
Isso é o que chamamos de Intervenção Civil. (Vide "Princípio da Autodeterminação dos Povos do Mundo" - Direito Internacional.)
No caso do Brasil, isso teria de ser feito sitiando os Três Poderes, até que todos os seus representantes sejam depostos de modo que se faça necessária a instauração de um Governo Provisório que nesse ponto seria formado por uma junta militar (já que os militares nada mais são, ao menos em tese, do que o "braço armado" do Povo e portanto, se juntariam ao mesmo) e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte EXCLUSIVA (ou seja, formada por notáveis da sociedade EXCLUINDO membros do meio Político), já que se não há mais o governo antigo, as regras antigas não funcionam mais.
E por quê o Povo quê não o faz, com tanto absurdo vindo de seu governo que claramente não o representa e nada mais faz além de rouba-lo?

Bom... primeiro porque o Povo hoje não tem idéia da força que tem.
É como o cavalo com viseiras, que só anda pelo caminho que consegue ver, guiado por quem monta nele. (E já cansei de falar aqui neste blog sobre como a subversão cultural foi eficiente no sentido de desinformar a população, com narrativas repetidas 24h/dia em todos os meios midiáticos e acadêmicos ocupados desde 1974.)
Apesar de recentemente termos tido uma grande paralisação dos caminhoneiros, que por um lado, serviu para dar uma pequena idéia do quê a união de apenas um grupo da sociedade pode fazer, por outro, tenho minhas dúvidas se essa paralisação não foi propositalmente "montada" com o intuito de acalmar os ânimos daquela parcela da população que reivindicava justamente a Intervenção Cívico-Militar, atendendo os "representantes da categoria" e ignorando os outros movimentos de menor poder de persuasão econômica que se juntaram a eles.

Segundo, porque o povo se sente com medo (por ter sido propositalmente desarmado), impotente (porque se acostumou a acreditar nas lendas urbanas de que "o governo é que manda em tudo" e que se o Povo reagir, "os militares agirão contra o Povo").

E terceiro, porque acha que isso é "golpe", contrariando o "Princípio da Autodeterminação dos Povos do Mundo" que é perfeitamente legítimo de acordo com o Direito Internacional pelo menos desde 1941, embora hajam até militares chamando isso de "golpe". (Olha até que ponto chega a desinformação na sociedade!)

Vivemos tempos muito difíceis em que o caos está mais do que instaurado em todos os setores.
E num cenário desses, qualquer coisa pode acontecer à qualquer momento.
Todo grande poder, quando concentrado num único lugar, invariavelmente leva à corrupção, ao absolutismo, à tirania, ao caos.
E o mais preocupante, é que não existem soluções simples e nenhuma delas deixa de envolver muito sangue e muitas lágrimas.
Se existir um Deus, que nos ajude a todos.
Porque precisamos muito de um milagre, se quisermos algum futuro para as próximas gerações.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Poucas coisas têm me irritado mais do que telejornais recentemente.
Praticamente TODOS hoje não se limitam a reportar os fatos, mas distorce-los no máximo de oportunidades que conseguem seguindo as linhas de pensamento marxistas ou globalistas, enaltecendo simpatizantes da "causa" e tentando à todo custo atribuir imagens negativas aos opositores da mesma.
Felizmente existem outras formas de se obter informações (já falei várias vezes sobre "Inteligência Coletiva" aqui neste blog; basta procurar no campo com a lupinha aí no canto superior esquerdo dessa tela) sem falar nos incontáveis canais de notícias independentes que têm surgido no YouTube, que apesar de pequenos e constantemente atacados, têm ganho muita credibilidade e de forma exponencial.
Um desses canais, já toma formas de um canal de TV (apesar de algumas falhas de direção técnica que não comprometem o que mais interessa: o conteúdo), pertence à famosa jornalista Joice Hasselmann e ganhou atenção da imprensa, por não aceitar nenhum capital estatal. Em tempos de hipocrisia em que os mentirosos acusam os outros de "fake news" (numa triste "patrulha do pensamento", leia-se CENSURA), ela usa como diferencial, a recusa de qualquer capital estatal em seu canal.
A censura da mídia livre é um perigo real e grave em tempos em que ela cresce no mundo todo em detrimento das mídias mainstream tradicionais.
É preciso ficar muito alerta quanto à esse tipo de coisa e desmascara-los sem dó.



Novilíngua e Duplipensamento

"Eu estou aqui para confundir e não para explicar."


Todo mundo sabe que sou um fã declarado do perturbador livro "1984" de George Orwell.
Deveria ser um livro de leitura obrigatória nas salas de aula do mundo todo pelo alerta que ele representa em relação aos múltiplos comportamentos típicos de um governo totalitário, bem como seus múltiplos tentáculos, como os sistemas midiáticos, educacionais ou "culturais".
Logo nas primeiras páginas, ele já fala em "Novilíngua", que no mundo real, é uma forma de encolher ou modificar expressões linguísticas com o intuito de distorcer ou confundir (ou "duplipensar") o entendimento do significado das mesmas e consequentemente, confundir a compreensão direta dos substantivos.
Em suma, destruir a raiz do idioma que provê o raciocínio crítico, substituindo-o por um pedantismo pseudo-intelectual que tenta "vender a idéia" de que idéias distópicas tratam-se de "modernidade" quando na verdade, é só má intenção em distorcer os fatos mesmo ou torna-los difíceis de compreender para empurrar alguma idéia esperando a aceitação da mesma pelo cansaço mental ao invés da clarificação da mesma. Em palavras simples: enrolar para enganar.
Isso infelizmente funciona muito bem em lugares onde a qualidade educacional é precária e condiciona-se a população a manter-se na superficialidade filosófica, ou seja, em povos sem o menor hábito de introspecção sobre questionamentos ou dúvidas em relação ao significado das coisas ou como elas funcionam de fato e então fica muito mais cômodo aceitar isso como "normal" ou porque "todo mundo faz assim" no típico "comportamento de manada".
Como o sugerido num apêndice sobre "Novilíngua" numa certa edição especial de "1984", a idéia por trás dela, é tornar pensamentos que não se alinhassem às idéias do partido, simplesmente impensáveis. Em suma, destruir a capacidade de pensar diferente do que o "partido" impõe através de seus meios de comunicação.
Apesar de o livro ser um conto de ficção, infelizmente tudo isso existe na realidade e funciona exatamente como no livro.
O pior é que os exemplos mais comuns de novilíngua são facilmente observáveis em qualquer telejornal, repetidos à exaustão diariamente e passam "batido" o tempo todo (graças ao "efeito manada", como chamar um criminoso pego em flagrante de "suspeito" ou de "suposto criminoso", Estado de Exceção (como o ocorrido de 1964 a 1976) de "ditadura" ou ainda ditaduras totalitárias (como a da Venezuela) de "crise".
Resolví listar aqui alguns poucos exemplos de aplicações da novilíngua do mundo real:
Quem acha que é bonito ser "politicamente correto"chamar favela de "comunidade" (como se isso amenizasse a vida dura em que sobrevivem os moradores desses locais) saiba que isso chega a soar como deboche para muitos desses moradores que vivem cercados por tiroteios, disputas entre gangues e "administração" feita por criminosos.
O governo inventou um tal de "Superávit negativo" para não chamar pelo nome certo: Déficit, resultado negativo na balança comercial. O contrário de superávit.
Da mesma forma, chamam aumento de impostos de "reajuste".
Muitos políticos adoram usar o termo "democracia" para se referir à um “governo totalitário”, ao invés de “governo do povo”, conforme os radicais gregos “demos” (povo) e “cratos” (governo) que originaram a palavra. Ou seja, exatamente o oposto de seu real significado. (Nem precisa dizer o que o Partido Democrata lá nos EUA defende na prática.)
Até bem pouco tempo, os simpatizantes da esquerda usavam muito o termo "Presidenta"* que até existe na Língua Portuguesa, mas sob forma informal, por ser uma palavra originária do Espanhol (idioma padrão do Foro de São Paulo) e que portanto, foge às regras gramaticais do Português para quem é mais pragmático. Afinal de contas, se quem estuda é estudante ao invés de "estudanta", quem preside é Presidente, em bom Português formal. Em Português coloquial, informal, não há problema por exemplo em chamar cachorro de "catioro", desde que seja entre amigos. Não seria boa idéia escrever isso num documento formal. Aliás, “cachorro” é apenas um dos muitos modismos informais com intuito subliminar de socialização, mas não deixa de ser um erro, embora proposital e consciente.
A Língua Inglesa, tem uma estrutura bem mais simples que o Português e entre essas simplicidades, a ausência de gênero passou a ser adotada por certos grupos que se acham "descolados" em escrever por exemplo, "meninx"para substituir "menino" ou "menina", como se não houvesse diferença. Aliás, empurrar o homossexualismo à força na sociedade é parte do projeto dessa galera que por sinal, é a mesma que inventou a pérola "Gênero não-binário". Alguém consegue me explicar que p* é essa?
"Esquerda" e "direita" em política, já é um negócio complicado de entender se a gente pensar que esses termos surgiram durante a Revolução Francesa em que o lado esquerdo do Parlamento apoiava a "situação" (ou seja, o governo como estava" e o lado direito, a oposição). Só que o conceito hoje é outro nada a ver com esse.
Não bastasse a confusão, ainda inventaram os termos "extrema esquerda" e "extrema direita" e na prática, nenhum nem outro existe no mundo civil. Talvez a "extrema direita" possa ser interpretada como aquele regime existente nos quartéis (onde todo mundo tem de se exercitar todo dia) enquanto a "extrema esquerda" seja aquele dos presídios em que todo mundo se veste igual, todo mundo come igual, todo mundo tem os mesmos horários para tudo e ninguém tem liberdade para nada.
Aliás, quando a esquerda chama a direita de "extrema direita", tenta dar idéia de que eles são "centro". Você cai nessa conversa? Pois é... Nem eu.
Para essa "intelectuais" todos, de jornalistas a políticos, de militantes a pessoas meramente indo "na onda", recomendo a leitura de um livro para crianças: "Marcelo Marmelo Martelo e Outras Histórias" de Ruth Rocha, para aprender o quanto é importante dar os nomes certos para as coisas.
Ora, as coisas não têm nome à toa.


* Observação anexa:

Os idiomas vivos são muito dinâmicos e podem mudar de regra o tempo todo em função do seu uso popular e já houve época em que praticamente a Europa toda teve seu idioma influenciado pelo francês, especialmente na Península Ibérica, onde fala-se Espanhol (que mantém a tradição da palavra "presidenta" até hoje, mas que tem regras hoje bem distintas dos da Língua Portuguesa.

Como sou muito curioso e tenho um dicionário de 1953 (Dicionário Brasileiro Contemporâneo - Francisco Fernandes, Ed. Globo) que consta o termo "presidenta" como "mulher que preside, esposa de presidente" e um outro dicionário de 1966 (Dicionário Prático da Língua Nacional - J. Mesquita de Carvalho, Ed. Egéria) em que o termo não existe, resolví pesquisar sobre isso.

Ao conversar com algumas pessoas, descobrí que pelas regras atuais da Língua Portuguesa, é uma exceção à regra do uso dos particípios ativos como derivativos verbais e é considerado uma exceção à regra, porque é um termo usado normalmente no Espanhol (que é geograficamente "colado" em Portugal, que por sua vez é "colado" na França).

Ainda por curiosidade, a palavra virou finalmente um consenso nos dicionários brasileiros após a última "Reforma Ortográfica", que foi feita meio que, digamos... de forma um tanto forçada... (Vide detalhes nesse vídeo aqui.)

Resumindo: Não é errado falar "presidenta", mas é sim digamos "mais formal" valorizar as regras atuais do idioma Português falando "presidente" ao invés de enfatizar a tradição franco-hispânica.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O tema do texto deste mês era para ser outro. Mas estou de saco cheio de falar de política aqui, nas redes sociais, no dia-a-dia... apesar de que não tem jeito, especialmente em ano eleitoral onde todo o cuidado é pouco e a gente precisa lembrar a galera a toda hora do quanto gente inescrupulosa no Poder é perigoso.
Mas como as pessoas vivem me perguntando sobre essas coisas, eu tenho de estar informado. E para minimizar o número de perguntas, adquiri o costume de sempre comentar alguma coisa tanto nas redes como aqui e a coisa começou a tomar proporções que começaram a me irritar porque perco tempo demais com isso.
E é por isso que mais uma vez, tento escrever um texto um pouco mais pessoal aqui (ainda falando um pouco sobre política porque não tem jeito, como já disse) mas com algum desabafo pessoal e até compartilhando com meus amigos (hoje a maioria distante, alguns até emigrados para outros países) que volta-e-meia lêm este blog para saberem de mim.
Em tempos em que nada parece fazer muito sentido, este blog que há muito tempo a própria existência já não faz lá muito sentido pra mim, de repente parece... apenas mais uma porcaria sem muito sentido mesmo.
Queria que fosse diferente.
Queria que tanta coisa fosse diferente!
Queria ser capaz de consertar o mundo, mas... sou só uma porcaria de blogueiro solitário com um cálice de vinho do lado.
Ou seja... Não sou nada. Embora muita gente olhe para mim, como se eu fosse... sei lá... Algum tipo de "guru" ou algo assim, enquanto eu me olho no espelho e não consigo ver nada de especial.



Isso era para ser um blog pessoal. Virou um lamento.
"Você pode se decepcionar se confiar demais, mas viverá atormentado(a) se não confiar o suficiente."
(Frank Crane)



E quem diria? Finalmente pude abrir aquele vinho que eu tinha reservado para a prisão do Lula!
Isso vai mudar alguma coisa? Claro que não.
Ainda temos um Presidente tão bandido quanto ele (da mesma quadrilha, inclusive), um Poder Legislativo praticamente todo formado por mais bandidos e um Poder Judiciário desmoralizado que só decidiu pela Prisão após 2a. Instância porque a Presidente do STF que sabe de coisas que "se o brasileiro soubesse (...) seria muito difícil dormir", se ligou num famoso tweet do General Comandante Geral das FFAA que por quebrar o "protocolo" (digamos assim) sem ser repreendido pelo Presidente, deu a muita gente antenada, o recado claro de que (no mínimo) eles sabem que os Poderes não estão mais funcionando (ou ele não se arriscaria dessa forma).
Um segundo tweet que passou despercebido aos olhos menos "antenados" deixa claro que existe um foco contra o crime organizado.
Sem falar nas "N" coisas que vivo comentando aqui neste blog e cujas "soluções" que sempre aparecem nunca passam de paliativos, "conversa pra boi dormir", condenação de "boi de piranha" enquanto o povão... Ah, o povão! Sempre inacreditavelmente criativos com seus incontáveis memes porque são incapazes de se mobilizarem para o óbvio: Há limite pra tudo e não há mais como evitar uma intervenção por parte daquela parcela da população que conserva os valores essenciais proto-constituintes, a "semente" para reconstruir uma Nação do zero, se necessário.
Mas infelizmente, antes de se plantar qualquer semente, todo solo precisa ser bem limpo e rastelado para que ervas daninhas não prejudiquem a próxima colheita, o que da última vez, não foi tão bem feito, dadas as condições da época.
Não é um negócio confortante de se dizer (como tudo hoje tem de ser, senão "não vende"), mas sempre que se prepara um solo, junto com as ervas daninhas, certamente outras plantas e sementes que poderiam ser produtivas, infelizmente são inevitavelmente sacrificadas junto. Por isso tenta-se tanto evitar essa necessidade de se preparar o solo de novo para se plantar uma nova semente.
Ás vezes ainda dá-se um jeito de separar algumas dessas plantinhas interessantes antes de meter a enxada, o rastelo e por aí vai... Mas não é fácil separar todas e isso leva tempo, trabalho cuidadoso, minucioso...
Especialmente em relação às doentes, que podem ser facilmente tratadas da mesma forma que as ervas daninhas por não darem sinais de que vão se curar.
Bom... Fica o aviso.
Aliás, me manter informado tem sido uma preocupação muito constante para mim nos últimos anos, que me faz consumir muito tempo, muito fosfato e ficar muito irritado com a insana quantidade de besteira, mentiras e tentativas de desvio de foco que vejo nas mídias mainstream (que estão cada dia exponencialmente piores: puro Fake News)... E TODAS dependentes de dinheiro "governamental", portanto, direcionadas conforme esse dinheiro. (Escrevi "governamental" porque o governo já roubou esse dinheiro de você através de impostos, taxas e tarifas e portanto não é mais você quem o gerencia. Logo, na prática, deixou de ser "dinheiro público".)
Só que essa preocupação tem consumido muito do meu tempo, que eu não sei se poderia voltar a chamar de "vida", pela total falta de motivação pela qual tenho passado desde quase virada de 2012, até que todas as minhas últimas esperanças de confiar em quem quer que seja foram todas assassinadas de vez uns 6 meses depois, assim como praticamente toda a minha esperança no futuro da humanidade em que certamente haverá muita tecnologia, mas praticamente ninguém para comprar seus frutos.
Assim, o futuro não parece nada promissor... nada animador: Superpopulação, automação tomando empregos de um lado, milícias radicais religiosas e ideológicas formadas por líderes safados e idiotas úteis de todo tipo do outro, enquanto o meio-ambiente tende a se encher de sucata consumista, acidentes ambientais aos montes, mortes em massa...
E sinceramente, todos os dias me pergunto por quê ainda estou aqui se não consigo mais encontrar motivos para lutar por nada há tanto tempo e a sensação que tenho é de que todos os esforços que fiz ao longo dos meus 47 anos mesmo indo muito além das expectativas de um garoto que um dia morou numa edícula de fundos cheia de goteiras poderia ter ido, como trabalhar para as maiores multinacionais de tecnologia de informação do mundo, carregar a experiência de ter atendido 42 multinacionais e nisso, ainda ganhar 2 prêmios de excelência.
Nada mal para alguém que fez tudo isso sem um título de "nível superior" que na prática, só serve para suprir uma exigência dos departamentos de RH que nem sabem por quê exigem isso na primeira linha de todos os anúncios de emprego sem sequer entender o quê o profissional que pretendem contratar realmente faz. (Nem é essa a função deles mesmo, mas pedem para eles fazerem os anúncios... e eles fazem.)
Eu até tento fazer umas coisas diferentes já que não consigo ser mais nem me sentir como eu era, por mais que eu me esforce em tentar resgatar um pouco do que eu fui, seja através de lembranças, seja através de descobertas de coisas da época em que eu ainda me sentia vivo, seja através da música...
Qualquer cara no meu lugar, certamente já teria surtado há muito tempo. Mas como eu optei por entregar minhas mágoas assim como a raiva que "descarregaram" em mim, de volta para o Universo enquanto amargo aqui com o estrago do tamanho do inferno que me foi feito, (permanente e até onde consigo enxergar, irreversível especialmente com a idade que já tenho) o Universo que se encarregue de fazer justiça tentando se equilibrar com todo aquele ódio, intolerância, estupidez que não veio de mim. Apenas não aceitei o "presente".
Assim sendo, essa maldição já não é mais minha há muito tempo. Mas como eu queria saber como o Universo faz para se colocar novamente em equilíbrio numa situação dessas!
Acho que eu nunca vou saber, embora eu tenha certeza de uma coisa: De lá pra cá, tudo deu errado e continuará dando errado até o Universo se re-equilibrar, o que não depende de mim. Eu já fiz a minha parte quanto a isso e nesse meio-tempo por pouco não agarrei uma oportunidade em que eu ganharia até 10x o que eu ganhava no meu último emprego... (Mas aquilo definitivamente não era pra mim... juntava tudo o que sempre tive uma certa aversão no mercado, mas... vai que um dia acabo esbarrando com outra função nesse nicho? Não sei.)
Quanto a mim, não tenho mais grandes pretensões.
Há anos, considero que fracassei definitivamente no mais importante dos meus projetos de vida e agora, a única coisa que eu realmente quero é voltar a ser quem eu era, embora isso seja (repito), até onde eu consigo enxergar, impossível e mesmo que eu consiga, não vou mais ter idade para começar o tal projeto de onde parei, ou seja, do zero. (E não tenho nem mais paciência para falar disso.)
E com tanta coisa pela qual eu já passei, com tantas experiências, estudos incomuns, vida incomum... não faço a menor idéia de por onde começar tudo de novo.
Mas sei que entusiasmo, paixão e fé (no que quer que seja), com certeza não tenho mais.
Esse "combustível" já acabou e não acredito em milagres.
Prefiro observar as surpresas do destino, mesmo não conseguindo mais confiar plenamente nelas.
Em nenhuma.