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sexta-feira, 20 de abril de 2018

O tema do texto deste mês era para ser outro. Mas estou de saco cheio de falar de política aqui, nas redes sociais, no dia-a-dia... apesar de que não tem jeito, especialmente em ano eleitoral onde todo o cuidado é pouco e a gente precisa lembrar a galera a toda hora do quanto gente inescrupulosa no Poder é perigoso.
Mas como as pessoas vivem me perguntando sobre essas coisas, eu tenho de estar informado. E para minimizar o número de perguntas, adquiri o costume de sempre comentar alguma coisa tanto nas redes como aqui e a coisa começou a tomar proporções que começaram a me irritar porque perco tempo demais com isso.
E é por isso que mais uma vez, tento escrever um texto um pouco mais pessoal aqui (ainda falando um pouco sobre política porque não tem jeito, como já disse) mas com algum desabafo pessoal e até compartilhando com meus amigos (hoje a maioria distante, alguns até emigrados para outros países) que volta-e-meia lêm este blog para saberem de mim.
Em tempos em que nada parece fazer muito sentido, este blog que há muito tempo a própria existência já não faz lá muito sentido pra mim, de repente parece... apenas mais uma porcaria sem muito sentido mesmo.
Queria que fosse diferente.
Queria que tanta coisa fosse diferente!
Queria ser capaz de consertar o mundo, mas... sou só uma porcaria de blogueiro solitário com um cálice de vinho do lado.
Ou seja... Não sou nada. Embora muita gente olhe para mim, como se eu fosse... sei lá... Algum tipo de "guru" ou algo assim, enquanto eu me olho no espelho e não consigo ver nada de especial.



Isso era para ser um blog pessoal. Virou um lamento.
"Você pode se decepcionar se confiar demais, mas viverá atormentado(a) se não confiar o suficiente."
(Frank Crane)



E quem diria? Finalmente pude abrir aquele vinho que eu tinha reservado para a prisão do Lula!
Isso vai mudar alguma coisa? Claro que não.
Ainda temos um Presidente tão bandido quanto ele (da mesma quadrilha, inclusive), um Poder Legislativo praticamente todo formado por mais bandidos e um Poder Judiciário desmoralizado que só decidiu pela Prisão após 2a. Instância porque a Presidente do STF que sabe de coisas que "se o brasileiro soubesse (...) seria muito difícil dormir", se ligou num famoso tweet do General Comandante Geral das FFAA que por quebrar o "protocolo" (digamos assim) sem ser repreendido pelo Presidente, deu a muita gente antenada, o recado claro de que (no mínimo) eles sabem que os Poderes não estão mais funcionando (ou ele não se arriscaria dessa forma).
Um segundo tweet que passou despercebido aos olhos menos "antenados" deixa claro que existe um foco contra o crime organizado.
Sem falar nas "N" coisas que vivo comentando aqui neste blog e cujas "soluções" que sempre aparecem nunca passam de paliativos, "conversa pra boi dormir", condenação de "boi de piranha" enquanto o povão... Ah, o povão! Sempre inacreditavelmente criativos com seus incontáveis memes porque são incapazes de se mobilizarem para o óbvio: Há limite pra tudo e não há mais como evitar uma intervenção por parte daquela parcela da população que conserva os valores essenciais proto-constituintes, a "semente" para reconstruir uma Nação do zero, se necessário.
Mas infelizmente, antes de se plantar qualquer semente, todo solo precisa ser bem limpo e rastelado para que ervas daninhas não prejudiquem a próxima colheita, o que da última vez, não foi tão bem feito, dadas as condições da época.
Não é um negócio confortante de se dizer (como tudo hoje tem de ser, senão "não vende"), mas sempre que se prepara um solo, junto com as ervas daninhas, certamente outras plantas e sementes que poderiam ser produtivas, infelizmente são inevitavelmente sacrificadas junto. Por isso tenta-se tanto evitar essa necessidade de se preparar o solo de novo para se plantar uma nova semente.
Ás vezes ainda dá-se um jeito de separar algumas dessas plantinhas interessantes antes de meter a enxada, o rastelo e por aí vai... Mas não é fácil separar todas e isso leva tempo, trabalho cuidadoso, minucioso...
Especialmente em relação às doentes, que podem ser facilmente tratadas da mesma forma que as ervas daninhas por não darem sinais de que vão se curar.
Bom... Fica o aviso.
Aliás, me manter informado tem sido uma preocupação muito constante para mim nos últimos anos, que me faz consumir muito tempo, muito fosfato e ficar muito irritado com a insana quantidade de besteira, mentiras e tentativas de desvio de foco que vejo nas mídias mainstream (que estão cada dia exponencialmente piores: puro Fake News)... E TODAS dependentes de dinheiro "governamental", portanto, direcionadas conforme esse dinheiro. (Escrevi "governamental" porque o governo já roubou esse dinheiro de você através de impostos, taxas e tarifas e portanto não é mais você quem o gerencia. Logo, na prática, deixou de ser "dinheiro público".)
Só que essa preocupação tem consumido muito do meu tempo, que eu não sei se poderia voltar a chamar de "vida", pela total falta de motivação pela qual tenho passado desde quase virada de 2012, até que todas as minhas últimas esperanças de confiar em quem quer que seja foram todas assassinadas de vez uns 6 meses depois, assim como praticamente toda a minha esperança no futuro da humanidade em que certamente haverá muita tecnologia, mas praticamente ninguém para comprar seus frutos.
Assim, o futuro não parece nada promissor... nada animador: Superpopulação, automação tomando empregos de um lado, milícias radicais religiosas e ideológicas formadas por líderes safados e idiotas úteis de todo tipo do outro, enquanto o meio-ambiente tende a se encher de sucata consumista, acidentes ambientais aos montes, mortes em massa...
E sinceramente, todos os dias me pergunto por quê ainda estou aqui se não consigo mais encontrar motivos para lutar por nada há tanto tempo e a sensação que tenho é de que todos os esforços que fiz ao longo dos meus 47 anos mesmo indo muito além das expectativas de um garoto que um dia morou numa edícula de fundos cheia de goteiras poderia ter ido, como trabalhar para as maiores multinacionais de tecnologia de informação do mundo e carregar a experiência de ter atendido 42 multinacionais e nisso, ainda ganhar 2 prêmios de excelência.
Nada mal para alguém que fez tudo isso sem um título de "nível superior" que na prática, só serve para suprir uma exigência dos departamentos de RH que nem sabem por quê exigem isso na primeira linha de todos os anúncios de emprego sem sequer entender o quê o profissional que pretendem contratar realmente faz. (Nem é essa a função deles mesmo, mas pedem para eles fazerem os anúncios... e eles fazem.)
Eu até tento fazer umas coisas diferentes já que não consigo ser mais nem me sentir como eu era, por mais que eu me esforce em tentar resgatar um pouco do que eu fui, seja através de lembranças, seja através de descobertas de coisas da época em que eu ainda me sentia vivo, seja através da música...
Qualquer cara no meu lugar, certamente já teria surtado há muito tempo. Mas como eu optei por entregar minhas mágoas assim como a raiva que "descarregaram" em mim, de volta para o Universo enquanto amargo aqui com o estrago do tamanho do inferno que me foi feito, (permanente e até onde consigo enxergar, irreversível especialmente com a idade que já tenho) o Universo que se encarregue de fazer justiça tentando se equilibrar com todo aquele ódio, intolerância, estupidez que não veio de mim. Apenas não aceitei o "presente".
Assim sendo, essa maldição já não é mais minha há muito tempo. Mas como eu queria saber como o Universo faz para se colocar novamente em equilíbrio numa situação dessas!
Acho que eu nunca vou saber, embora eu tenha certeza de uma coisa: De lá pra cá, tudo deu errado e continuará dando errado até o Universo se re-equilibrar, o que não depende de mim. Eu já fiz a minha parte quanto a isso e nesse meio-tempo por pouco não agarrei uma oportunidade em que eu ganharia até 10x o que eu ganhava no meu último emprego... (Mas aquilo definitivamente não era pra mim... juntava tudo o que sempre tive uma certa aversão no mercado, mas... vai que um dia acabo esbarrando com outra função nesse nicho? Não sei.)
Quanto a mim, não tenho mais grandes pretensões.
Há anos, considero que fracassei definitivamente no mais importante dos meus projetos de vida e agora, a única coisa que eu realmente quero é voltar a ser quem eu era, embora isso seja (repito), até onde eu consigo enxergar, impossível e mesmo que eu consiga, não vou mais ter idade para começar o tal projeto de onde parei, ou seja, do zero. (E não tenho nem mais paciência para falar disso.)
E com tanta coisa pela qual eu já passei, com tantas experiências, estudos incomuns, vida incomum... não faço a menor idéia de por onde começar tudo de novo.
Mas sei que entusiasmo, paixão e fé (no que quer que seja), com certeza não tenho mais.
Esse "combustível" já acabou e não acredito em milagres.
Prefiro observar as surpresas do destino, mesmo não conseguindo mais confiar plenamente nelas.
Em nenhuma.

terça-feira, 27 de março de 2018

Finalmente o verão se foi! Já não aguentava mais esse calor infernal que tornava qualquer atividade diária um martírio, atrapalhava meu sono, me forçava a múltiplos banhos diários (e haja água), cortava meu paladar para praticamente qualquer tipo de comida, me fazia gastar um tempo extra matando insetos dentro de casa e me mantinha executando o ritual de abrir todas as janelas apenas à noite (com todas as luzes do apartamento apagadas) para poder trocar o ar (à noite porque durante o dia o "bafo" quente que entra em casa é insuportável). Sem falar na poeira extra e na necessidade de lavar roupas com muito mais frequência.
Agora é que começa o ano para mim, com todas as contas pagas, carro devidamente revisado como faço todos os anos... Só não sei ainda o que vou fazer este ano além da minha declaração de Imposto de Renda.
É muito chato não ter projetos nem idéias em mente, especialmente porque as regras do jogo estão mudando muito rápido para que se possa planejar alguma coisa no momento. E iniciar qualquer empreitada sozinho é suicídio.
O texto de hoje certamente é um resumão há muito tempo "entalado" (porque ando de saco cheio das expressões de "opiniões formadas" de maneira estupidamente simplistas das redes sociais, sobretudo sobre aqueles militantes irritadinhos que acham que conseguem descrever um período de 21 anos com uma frase de efeito "lacrador".
Eu viví pessoalmente boa parte desse período e minha visão pessoal dele, nem de longe bate com certas narrativas "acadêmicas" e hoje, creio eu, o momento certo de publicar, esse resumo, dado o confuso cenário atual em um ano eleitoral muito atípico (felizmente) e visivelmente instável como um castelo de cartas (e dos grandes).
É um bom momento histórico para clarear certas coisas e se preparar para o que virá.
(E não digam que não avisei depois.)



1964 a 1985 Sem Máscaras
"Não podemos de repente, prostituir o país com uma série de ações que são péssimos exemplos para os nossos filhos, para nossos netos."

* AVISO*
Como todos os textos desde blog, este é apenas um convite à reflexão e revisão dos conceitos do(a) leitor(a). Se você se sentir ofendido(a) com este texto, contenha seu discurso de ódio e vá procurar ajuda psiquiátrica imediatamente. É sério.

Em 1974, Golbery do Couto e Silva, entre outros personagens do governo Geisel, deram início ao processo de abertura através dos quais, os militares entregariam as instâncias do Poder gradativamente.
Esse processo marcou o fim dos chamados "anos de chumbo", iniciada com o AI-5 (uma declaração clara de Estado de Exceção, ou seja, algo como um "estado de guerra") em 1968 (4 anos depois de a maioria do Congresso Nacional votar pela Intervenção Militar) e conhecida pela repressão aos movimentos revolucionários marxistas no Brasil (terroristas, para dizer claramente o que eles realmente eram, sem romantismo nem relativismo*), que visavam a tomada do Poder à força para a implementação da chamada "ditadura do proletariado".

É curioso que pouco se fala sobre esse processo de abertura e costuma-se omitir que ele inclui por exemplo, a criação do Sindicato dos Jornalistas, que por sua vez era comandado pelos dissidentes do ("extinto" ou melhor dizendo, "endêmico" PCdoB) que por sua vez cadastrou todos os jornalistas do país praticamente da noite para o dia uma vez que era exigência que os jornalistas fossem sindicalizados e assim, este sindicato pôde digamos... barrar certos jornalistas que não se adequassem à linha editorial desejada pelo mesmo, fazendo com que praticamente todo o meio jornalístico do país passasse a contar a história, em especial do período entre 1964 e 1985 à sua moda, atribuindo a esse período, rótulos como "ditadura", "golpe", etc. (e como praticamente toda a imprensa manteve essa linha até hoje, essa narrativa permanece inalterada).

Outra coisa que se costuma omitir sobre esse processo, é que nele, passou-se a combater APENAS os grupos armados e células terroristas, deixando de incluir os militantes meramente ideológicos "pacifistas" (ou pseudo-pacifistas) o que fez com que muitos militantes de esquerda, buscassem se concentrar em lecionar nas universidades, onde se tornariam os "formadores de opinião", que formariam novas gerações de professores com as mesmas ideologias e imagem histórica distorcida. (Quem quiser consultar registros e relatórios originais da época, pode começar a estudar Orvil, que provavelmente é a mais importante compilação desses registros históricos que temos na atualidade sobre aquele período e que recomento enfaticamente que o estudem antes de falar bobagens.)

É caro que não vou ser hipócrita de dizer que "tudo foi lindo, perfeito e maravilhoso" no Período Militar (que não foi "ditadura" porque foi aprovada por maioria de votos em Congresso e nenhuma ditadura na História Humana jamais entregou o Poder sem uma guerra armada) nem "Regime Militar" (porque esse regime só existe dentro de um quartel, assim como a chamada "extrema direita". Logo, não existe nem uma coisa nem outra na sociedade civil, cuja existência depende de focar em outras coisas ao invés de apenas defesa, estratégias de segurança e dissuasão).

Houveram de fato, eventos nesse período que não são de se orgulhar (de nenhum dos dois lados dessa guerra), como aliás, em qualquer Estado de Exceção ou de guerra (que felizmente o brasileiro tem pouca noção prática do que essa palavra significa).

No caso do período militar, os corruptos, os torturadores, os esquadrões da morte, etc. infelizmente existiram de fato. Mas como sempre digo, em toda guerra sempre há 3 elementos nas tropas dos quais costuma-se evitar falar porque não merecem honra nenhuma: o espião, o traidor e o desertor.
E outra, esses elementos são aqueles sempre lembrados na "black propaganda", quando o objetivo é queimar a reputação das tropas inimigas, como faziam os militantes que eram presos ou levados sob condução coercitiva para prestar depoimento, que ao serem liberados, espalhavam que foram torturados, agredidos, etc., conforme instruções que lhes são dadas até hoje, embora os bandidos, ladrões e assassinos fossem sim, torturados em diversos episódios. Não há como negar que isso existiu.

Mas como tudo tem dois lados, por outro lado, não há como negar que houveram grandes benefícios ao país. Então resolví fazer uma pequena listinha (bastante incompleta) aqui:

Na Economia:
- O Brasil pulou da 41a. (há quem diga 49a.) para a 8a. Economia do mundo (e de 1985 para cá, já caiu para a 9a. posição).
- A Petrobrás passou a produzir de 75 mil para 750 mil barrís de petróleo por dia (e com implementação dos pólos petroquímicos de Cubatão e Camaçari).
- Prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976.
- Criou-se o Banco Central do Brasil, o BNDES, a EMBRAPA, SUDAM, o Código Tributário Nacional, o Código de Mineração, a Zona Franca de Manaus, Banco da Amazônia, IBDF, EMBRAER, ENGESA, AVIBRÁS, CNPA, NUCLEBRÁS, o programa Pró-Alcool e o FUNRURAL.
- Em 1971, o Brasil era o 2o. maior construtor naval do mundo.
- Construção das hidrelétricas de Tucuruí, Jupiá, Itaipú e Ilha Solteira (as maiores do mundo). Só durante o governo Médici, 15 hidrelétricas foram construídas. (De 1985 para cá, quantas foram feitas?)
- O PIB chegou a 14% e a geração de empregos chegou a 13 milhões (estimados).
- Instituição do Programa Nacional de Desburocratização (infelizmente descontinuado após 1985 por interesses de toda uma classe que lucra com burocracia e que continuam burocratizando tudo o que podem até hoje).
- As exportações cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões de dólares por ano.
- Rede Ferroviária ampliada e remodelada de 3 mil km para 11 mil km, inclusive com a construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda).

Infra-estrutura:
- Eletrobrás, Embratel, Telebrás, EBTU, INFRAERO, INDA, Programa Nuclear Brasileiro (Angra I e Angra II).
- De 64km de asfalto, passamos a ter 65000km de estradas.
- Construção de 4 portos e recuperação de mais 20, inclusive o Porto de Itaquí.
Construção do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão.
- Implantação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.
- Projeto Rondon

Segurança Pública:
- Criada a Polícia Federal, CBC, IMBEL, SNI, Polícia Rodoviária Federal.
- Impediram a implantação de uma "FARC" no Brasil.

Direitos do cidadão e assistência social:
- Criados INPS, FGTS, DATAPREV, FUNABEM, PIS, PASEP, BNH, SFH, MOBRAL (incluindo programa de alfabetização via rádio), Projeto Rondon e o Crédito Educativo (atualmente conhecido como FIES e usado como propaganda política, como se fosse coisa nova).
- Promulgação do Estatuto da Terra (Lei 4504/1964), com o início de uma Reforma Agrária pacífica (mas que infelizmente, muito pouco dessa lei foi posto em prática até hoje graças a certos interesses poderosos).
- Aumento no número de estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 mil para 28 mil.
- O número de matrículas em cursos de ensino superior saltou de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981.

Conclusão:
O Período Militar (cujos Presidentes eram todos da reserva, logo, não eram militares da ativa), foi um período de firmeza de decisões (ou "autoritário") como é o modo de pensar dos militares (direto, "curto e grosso", porque numa guerra, não pode haver espaço para relativismos enquanto o inimigo atira). Foi um período sem "mimimi politicamente correto" em que de um modo geral, bandido era tratado como bandido e cidadão era tratado como cidadão e não vice-versa. Ou seja, se você seguisse a legislação vigente, não tinha o que temer. No máximo alguma eventual inconveniência de prestar depoimento caso fosse necessário à alguma investigação em que por algum azar da vida seu nome aparecesse no meio de alguma coisa.

Houve censura nos meios de comunicação? Bem menos do que a idéia que se vende e MUITO mais liberdade de opinião do que hoje em que você pode ser acusado de tudo o que não for "politicamente (ou melhor dizendo, ideologicamente) correto". No entanto havía uma certa burocracia por conta disso que a meu ver, tinha cláusulas desnecessárias.
Mas havia sim muito mais segurança para o cidadão (a menos que desse muito azar de algum grupo terrorista explodir alguma bomba por perto), os potenciais bandidos pensavam duas vezes antes de praticar algum crime ao invés de toda a legislação os incentivar como hoje e a Economia funcionava de forma muito mais livre e fluída, sem o mar de obstáculos impostos pelas múltiplas instâncias governamentais e órgãos, ONGs, impostos, etc.

Se hoje houvesse no Brasil uma nova Intervenção Militar, o formato dessa intervenção certamente será bem diferente e silencioso do que foi nos anos 60, em que não havía por exemplo, Internet para investigar os "alvos" ou transferir dados instantaneamente (na época eram documentos datilografados enviados pelo correio ou pessoalmente).
Mas as mudanças, infelizmente não serão da noite para o dia como muitos pensam e a forma adotada para reprimir os subvertores, é uma incógnita. Mas creio que seria bem mais eficiente e "discreta" do que foi nos anos 60.

Hoje, as FFAA têm bastante know-how da experiência daquele período e certamente saberiam muito bem o que fazer, quando e como, sem tropeçar nos mesmos erros como dar ordens de caça a "cães de guerra" que não sabem como identificar corretamente suas presas. E com algumas das melhores escolas de guerra e estratégia militar do mundo, as chances de resistência seriam mínimas.

Os tempos são outros. O mundo mudou. As regras mudaram.
Propaganda unilateral hoje é irrelevante.
A Inteligência Coletiva é infinitamente mais coerente que a pseudo-intelectualidade autoritária que até bem pouco tempo era imposta pelos meios tradicionais (cujos responsáveis estão desesperados por perderem o controle que tinham sobre a "visão de mundo" da população) enquanto os resultados práticos confirmam sua eficiência.
Engana-se quem pensa que pode continuar pregando "papo de vendedor" neste atual admirável mundo novo.


* Quem duvidar, pode ler o "Manual do Guerrilheiro Urbano" do Carlos Marighella, que instrui e estimula entre outras coisas, práticas como sequestro, assassinato, emboscadas, assaltos, sabotagens... coisa típica de terrorismo mesmo.

OBS.: Desta vez, não tive paciência de procurar links para todos os ítens da listinha de benefícios do período militar aí.
Se tiver curiosidade, procure no Google! Vai estudar!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Se me perguntarem se sou um homem realizado profissionalmente, eu diria que sim, porque apesar de não ter conseguido trabalhar com as coisas que eu queria do jeito que eu queria, tive experiências profissionais que me agregaram uma bagagem de conhecimento das quais não posso reclamar.
Todas as minhas ambições dos meus tempos de garoto, de trabalhar em certas empresas acabaram se concretizando, embora esse tempo já tenha passado e agora, não tenho mais ambições ou sonhos profissionais para buscar. E oportunidades, por melhores que possam parecer financeiramente, não conseguem mais me seduzir como me seduzíam até meados dos anos 2000 de modo que simplesmente não estou conseguindo me adaptar a certas oportunidades das quais infelizmente, tive de abrir mão.
Se me perguntarem se sou um homem realizado espiritualmente, eu diria que não podem haver ambições quando se trata de espiritualidade. Que adquirí a sapiência que me serve nesse sentido e a humildade para aceitar um eterno "vazio na alma" cujas promessas de completa-lo, ao menos neste mundo, sempre serão mentiras ou ilusões formadas por gente interesseira nos seduzindo ao dizer sempre o que queremos ouvir e se comportando como se essas promessas fossem sinceras.
Se me perguntarem se sou um homem feliz, eu direi que não, porque nem de longe sinto que eu sou quem eu era até uns 5 anos atrás e não faz o menor sentido tentar fingir que eu ainda sou quem eu era só para agradar uma sociedade que quer muito me ouvir dizer que sou feliz, mas lamento ser sincero.
Aí, dizem que eu deveria tentar procurar algum relacionamento, mas acabei desenvolvendo uma certa aversão a essas coisas, porque não tenho mais condição nenhuma de confiar em ninguém e outra: Eu não estaria enganando a mim mesmo fingindo ser plenamente feliz com alguém ou consumindo a vida de alguém com essa mentira?
Não, muito obrigado!
Mentiras e ilusões não são pra mim.
O grande desafio agora, é tentar descobrir que caminhos devo seguir.
Sinto-me extremamente cansado de tudo isso, me distraindo com atividades que apesar de economicamente inúteis, rendem alguma satisfação pessoal, muito conhecimento e talvez alguma notoriedade.
É o que minha vida se tornou. Ou o que chamo hoje de vida.



O Futuro
“Deixe o futuro dizer a verdade, e avaliar cada um de acordo com seus trabalhos e suas conquistas.”


O mundo no qual vivemos hoje, é toda a ficção científica que eu consumia quando criança e adolescente (exceto pela convivência com os alienígenas, que ao menos por enquanto ainda não se tornou uma realidade corriqueira como em Star Trek ou Star Wars).
Ora... Quem imaginaria nos anos 70, que hoje teríamos à disposição praticamente todo o conhecimento do mundo num aparelhinho que cabe no bolso e que também serve para conversar com as pessoas vendo-as ao vivo e que também serve para você se localizar, medir campos magnéticos, se localizar, fotografar, filmar e fazer mais uma infinidade de coisas sem que fossem os escritores de ficção científica?
Hoje temos foguetes que após cumprirem sua função de enviar cargas ao espaço podem regressar e pousar em terra firme até sincronizados.
Temos carros, navios e aviões que se conduzem sozinhos...
Temos sistemas médicos capazes de visualizar uma pessoa por dentro em 3D e em detalhes e mais detalhes para deixar Dr. McCoy morrendo de inveja!
Temos computadores que pensam literalmente e que já estão fazendo as vezes de médicos e advogados com muito menos erro que humanos especialistas no assunto.
E isso é só o começo, o que levanta uma questão no mínimo, assustadora: Quem poderá pagar por esse tipo de maravilha num futuro próximo se todos os empregos conhecidos hoje estão sob ameaça da automação, da robótica e de computadores cognitivos cada dia mais poderosos, compactos e acessíveis?
O fato é que o mundo mudou e as regras não são mais as mesmas e entre essas regras, há uma que ninguém parece estar se atentando: A corrida para estar atualizado(a) é uma corrida que você não pode vencer.
Hoje é possível por exemplo, ter dentro de uma saboneteira, um microcomputador como um LattePanda, um Odroid XU4 , Odroid C2 ou mesmo um Raspberry Pi3 que tem a mesma capacidade de processamento de workstations ou desktops de uns 10 anos atrás.
Hoje, se você estiver ingressando em qualquer curso universitário, com o intuito de buscar alguma colocação pessoal em sua área de estudo, a probabilidade de o seu curso todo ficar obsoleto antes de você atingir metade do mesmo é quase a mesma de atirar uma moeda para cima esperando que ela caia como "cara" ou "coroa".
Assim, a menos que você seja estupidamente especializado(a) em alguma área (e só essa área), será impossível dizer que você está atualizado(a) com o que quer que seja.
Se você for consumista então... está na lama! Se você comprar qualquer aparelho eletrônico via Internet hoje, dependendo do prazo de entrega, ele já chegará em sua casa ultrapassado por algum modelo superior de outro fabricante!
Nesse cenário, falar em Planejamento Estratégico pode soar como uma piada de mal gosto, mas a implementação de processos para não se perder no meio desse tiroteio é ainda um mal necessário e será um grande azar para aqueles que adotarem processos muito complexos.
Os mercados hoje usam processos altamente automatizados que entre outras coisas, conseguem analisar todos os seus dados preemptivamente enquanto você navega. Assim, se você visitar algum site de alguma empresa que já coletou seus dados, é possível ela já te oferecer exatamente o produto que você iria procurar no site.
E a "Internet Das Coisas" coletará dados sobre seus hábitos e rotinas diárias e enviará para essas empresas para que elas possam prever estatisticamente quando e quanto terem à pronta-entrega, os produtos que você nem sabe que irá precisar.
Isso, se você puder pagar por esses produtos porque as chances de você não ter uma fonte de renda num futuro desses será muito grande.
À menos que possa minerar criptomoedas, porém... No dia em que a criptografia de uma delas furar, se prepare para o colapso desse mercado.
Aliás, se prepare para o caos. E seus filhos então...
Pense bem... Nesse cenário, que futuro você quer para seus filhos e netos?