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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Isto aqui é um blog pessoal. Não é um blog de política, apesar de eu me sentir na obrigação de expressar minha preocupação com o cenário político como aliás, todo cidadão que se preze deveria ser.
Eu até tento fazer com que este blog volte a pelo menos ter "ares" de como ele era em suas orígens, onde eu xingava, falava palavrão e todo tipo de besteira, mas tem hora que não dá.
Como meu último texto aqui já disse tudo o que eu deveria ter dito sobre este período até o fim das eleições* nesse sentido (ou seja, existe uma guerra entre o sistema acostumado a formar a opinião pública com mera propaganda e demagogia e o público de saco cheio disso), surgiu finalmente uma "janela" em que eu posso me concentrar em outros assuntos.
Uma pena que eu estou sem criatividade hoje e como eu me comprometí a mim mesmo entregar um texto por mês aqui, acabei escrevendo um texto sobre duas coisas que tenho observado há anos que creio que chegou a hora de alguém expôr.
A regra agora é compartilhar conhecimento, ou nunca haverão mudanças.
Mudanças aliás, só costumam acontecer quando as regras do jogo ou o próprio jogo, mudam.


Dois equívocos graves do mercado corporativo
(que ninguém percebe apesar do óbvio)
"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns."


Quanto mais eu vejo a expressão "nível superior", mais eu fico irritado com a mesma.
Primeiro, porque que ninguém é superior a ninguém e nenhum título acadêmico consegue mudar isso.
Segundo, que a expressão correta é "certificação universitária", uma vez que um certificado emitido por uma universidade apenas certifica que fulano(a) fez tal curso e está habilitado(a) a se responsabilizar pelo ensino do conteúdo do mesmo, ou seja, numa universidade. Ponto.
Nem a expressão "certificação acadêmica" deveria ser utilizada no Brasil, na minha opinião, uma vez que em Português remete mais à idéia de academia de musculação/ginástica, etc. do que a Escola Filosófica de Platão, de onde surgiram os ritos acadêmicos adotados nas universidades.
Mas aí já é só um devaneio particular... coisa minha mesmo, de quem se prende ao significado exato das coisas, como por exemplo "faculdade", do latim, "facultas atis", que significa "capacidade", "possibilidade", é uma referência direta à "capacidade natural aprendida ou adquirida de realizar coisas", logo, não faz sentido atribuir a palavra "faculdade" a um lugar.
Mas enfim... vamos deixar meus devaneios filosóficos particulares de lado e voltarmos ao foco...
Enfim... se uma certificação universitária apenas certifica que a pessoa está habilitada para lecionar sobre o assunto, assim sendo, fora dos ambientes acadêmicos nem de longe uma certificação universitária é sinônimo de solução de problemas como os departamentos de RH preguiçosos imaginam ao exigir essas coisas nos classificados de emprego e assim, insistem em discriminar quem pode e quem não pode ser entrevistado para os cargos anunciados.
Sim, estamos falando de discriminação aqui.
Discriminação e preconceito para quem opta por não gastar (muito) tempo e (muito) dinheiro para tirar um certificado que no mundo profissional só serve para isso, à menos que seja para lecionar o assunto em questão, numa escola ou universidade, porque no mercado mesmo, quem entra com um certificado "de nível superior" achando que vai resolver "todos os problemas do mundo" quando... Cara... lamento informar... mas você é uma dessas pessoas, vai inevitavelmente quebrar a cara assim que fôr contratado(a) e já ví isso acontecer centenas de vezes.
Uma das mais marcantes para mim (é... vou contar umas experiências pessoais porque isso aqui é um blog pessoal), foi que tinha umas 300 pessoas "de nível superior" num seminário de produção de mídia de 5 dias na USP em 1996, chamado "New Media Forum", mas só DOIS dos frequentadores do seminário conseguiram completar o trabalho prático de conclusão do mesmo.
Um deles era o "segundo grau" aqui.
Uma história semelhante aconteceu na IBM-Hortolândia em 2007, no Global Command Center, em que umas 300 pessoas com bacharéu, pós-graduação, etc. e tals... e de novo, o "segundo grau" aqui que resolveu o problema "que ninguém resolvia" de um cliente e o mesmo desistisse de mandar o trabalho para outra empresa como já estava ameaçando há tempos (sim, já estava nesse ponto) e... bom... foi assim que ganhei meu primeiro prêmio de excelência profissional.
Aliás, pelo que me contaram, foi a primeira vez em toda a História da IBM que um "operador" (esse era o "título" que me davam na época por lá) desenvolveu o próprio procedimento de atendimento/solução de problemas direcionado ao cliente com sucesso a ponto de se tornar o processo oficial de atendimento do mesmo. (E passei a desenvolver essas coisas por lá desde então além do meu trabalho "café-com-leite".)
Foi quando eu entendí que nas faculdades, condicionam-se o raciocínio todo num modo de pensar que nem sempre amplia a visão para coisas óbvias, muitas vezes simples.
Um antigo ensinamento oriental dizia que... "Quem caminha olhando muito para cima, volta-e-meia tropeça num buraco."
Aos departamentos de RH, meu conselho é: Esqueçam os academicismos e concentrem-se nas habilidades comprovadas dos seus candidatos à emprego.
É sério. É o que de fato, resolve os problemas mais graves das empresas.
E aqui entramos no segundo ponto do texto de hoje: habilidades.
Cada indivíduo tem as suas, próprias e em muitos casos, únicas. É o que chamamos de competências (quando o indivíduo sabe fazer certa coisa) ou de talentos (quando ele ou ela supera as expectativas sobre suas competências e surpreende de alguma forma).
Embora aos olhos dos gerentes mais novos, fosse "ideal" que todos os membros de sua equipe subordinada tivessem exatamente as mesmas habilidades e competências para facilitar a escala dos mesmos de modo a cobrir horários de forma mais ou menos uniforme de qualidade de serviço, a realidade é que uma boa equipe não se forma desta maneira, mas sim com o melhor aproveitamento das habilidades únicas de cada membro da equipe, ou seja, seus talentos, de modo que os talentos de uns, suprem as deficiências dos outros e assim, se mantém de fato, a homogeneidade da qualidade do serviço e a melhor parte: num nível bem acima do nivelamento "café com leite", porque é assim que surgem as soluções criativas e inteligentes (e as oportunidades para documenta-las na base de conhecimento).
A idéia de que "todo mundo tem de fazer tudo igual" é o mesmo que nivelar toda a equipe por baixo, no quesito qualidade de serviço.
Ora... O único lugar onde todo mundo faz tudo igual, come igual, se veste igual, dorme igual, etc. É numa penitenciária!
Por aí você já descobre uma das maiores causas da epidemia de depressão dos últimos tempos.
Para que os talentos se revelem, é preciso dar liberdade a eles e oportunidade para que estes sejam aplicados.
Com o crescente número de políticas de "qualidade total" que surgiram (a maioria delas mais para dar lucro a seus inventores) desde a falência da Atari em 1984, que virou um símbolo de má gestão a ponto de as empresas deixaram de arriscar, e com isso, deixaram de inovar porque a criatividade, antes livre (até demais), hoje costuma ser mitigada pelo simples modus operandi das equipes de trabalho modernas, fruto da pior característica do academicismo no mundo corporativo: o medo de experimentar coisas novas (meramente porque não ensinaram na universidade).


*Duvido que qualquer coisa mude antes do fim das eleições.
Até lá, este ano já considero como "perdido".
Depois... Bom... melhor estar preparado(a) para o Armaggeddon.

sábado, 21 de julho de 2018

Uma pena que as enquetes estão proibidas pelo TSE (o "puxadinho do STF") desde o dia 20 de julho e à partir de agora teremos de engolir as "pesquisas tão confiáveis" do IBOPE, DataFolha e VoxPopuli! ("Diga-me quem te paga e lhe direi para quem você trabalha." - Clique nos links e terão uma idéia do que estou falando.)
E sabe o que é pior?
Tanto esses institutos "sérios" quanto 98% da grande mídia são financiados pelos mesmos bandidos que conseguiram mais uma vez nos empurrar goela abaixo a porcaria do sistema eleitoral menos transparente, absolutamente inauditável em que é a palavra deles contra a do eleitor.
Não adianta inventar um monte de desculpas para disfarçar o óbvio: claro que haverá fraude!
Mas ainda assim, recomendo ao eleitor, para que vote corretamente, porque este ano está muito incomum e sempre existe a probabilidade de que essas fraudes sejam pêgas "no pulo". (E se isso acontecer e houver algum registro honesto dos votos de alguma forma, seria muito bom que este viesse à tona.)
Em tempos... Pena que não capturei nenhuma tela... Da última vez que consultei uma dessas enquetes, cerca de 50% das intenções de voto eram para um candidato. Os outros 50% para todos os outros, que juntos, nada mais são do que "mais do mesmo". (Tudo bandido, criminoso, guerrilheiro, terrorista, ladrão, safado.)
Na boa? Não existe mais solução institucional no Brasil.
O único caminho é o Povo sitiar os 3 Poderes exigindo a deposição total dos mesmos, a instauração de um governo provisório e de uma Assembléia Nacional Constituinte EXCLUSIVA para começar tudo de novo do zero.

Quaisquer outras "soluções" pra mim, são pura balela! Pura conversa pra boi dormir!
Até quando esse povo vai continuar se fazendo de idiota de acreditar em paliativos, discursos e papo furado nas mídias?
Aliás, sabem por quê a paralisação dos caminhoneiros (que por pouco não causou o "estado de sítio" descrito acima)?
Porque houve ameaça de confiscarem os caminhões, o único "ganha-pão" desses guerreiros das estradas.

Acordem! O mundo não é nem de longe o que te mostram!


Guerras Invisíveis
"Utilize a ordem para enfrentar a desordem, utilize a calma para enfrentar os agitados. Isso é o controle do coração."


Sempre que se fala em guerra, a idéia que se passa nas cabeças das pessoas certamente envolve alguma cena de algum filme do Rambo ou de algum notíciário de algum dos "eternos" conflitos do Oriente Médio.
Dificilmente você vê alguém capaz de entender que nem toda guerra envolve armas de fogo, bombas, tanques, facas ou espadas e podem causar tanta morte, dor e sofrimento quanto as guerras digamos... "convencionais".
Os fronts de batalha são muito variados e podem ter diversos aspectos, sejam eles culturais, religiosos, ideológicos, econômicos, jurídicos, etc.
Todos esses fronts digamos... "não convencionais", têm suas raízes em interesses por Poder, dinheiro, imagem pública, formação de opinião pública, controle de pensamento dos povos ou condicionamento comportamental dos mesmos.
As armas dessas guerras são livros, revistas, jornais, artes, aulas, palestras, seminários, convenções, reuniões acadêmicas, blogs, conversas de bar, propaganda, novelas, filmes, programas de rádio... enfim, qualquer meio de comunicação porque tratam-se de guerras de idéias em que uns tentam convencer os outros, embora na prática, ninguém convence ninguém. No máximo, os indivíduos enganam-se uns aos outros ou convencem-se a si próprios conforme sua própria capacidade individual de observação.
De um modo geral, existem apenas dois exércitos nessa guerra:

O primeiro, busca a razão, por procurar evidências dos fatos mas muitas vezes pecam por não se aprofundarem nessa busca, seja pela tempestade de informações que o cercam, seja pela falta de tempo ou paciência para checar todas e então cometem gafes, caem em armadilhas, enganam-se com facilidade... porque esse exército é formado de pessoas cujas prioridades são outras, como trabalhar para pagar as contas, sustentar a família e tentar se distrair para não enlouquecer fazendo isso.

O outro, busca impôr suas idéias, mesmo sem ter razão, pois o que lhes importam são os fins, não os meios, mesmo que para isso, busquem fatos que fortalecem a imposição de suas idéias. Tratam quaisquer discussões como um "jogo", uma "competição" em que não aceitam perder sob nenhuma hipótese. Esse exército é formado por gente treinada para isso desde criança, para acreditarem em seus líderes, seus mártires, lutarem até a morte por sua crença num "mundo melhor" prometido pelos mesmos (seja através de "bandeiras ideológicas", seja através de "bandeiras religiosas"), mas cujas utopias sempre seguiram pelo caminho do totalitarismo, das ditaduras, dos genocídios, do fim das liberdades e do escravismo em massa enquanto seus líderes gozam do Poder supremo sem assumir nenhuma responsabilidade por absolutamente nada e é exatamente para alcançar esse status de Poder, que estes líderes investem pesado em imagem, propaganda, doutrinação e crime para conseguir dinheiro para reinvestir nisso.

Esse é o retrato frio do mundo como ele é há centenas, talvez milhares de anos, sem maquiagem nem retoques.
E é a chave para entender o que se esconde por trás das chamadas "fake news" e dos canais de TV que os aponta sem ter moral para isso, para entender que a "opinião pública" é formada artificialmente por esses meios midiáticos, que omitem ou divulgam repetidamente dados, notícias ou idéias (falsas ou não) conforme os interesses de quem as financia, para que o alcance atinja a maior parte da população possível para que tudo figure como "realidade".

Se eu dissesse por exemplo que neste exato instante, aqui no Brasil, está havendo uma guerra armada*, com pelo menos 5 focos de combate e que centenas já morreram e há centenas de soldados que estão arriscando suas vidas para defender a SUA vida sem que você saiba (a sua mesmo, de você que está lendo este blog neste instante), você acreditaria?
Claro que não, porque isso não foi divulgado por nenhum canal de TV, nenhum jornal, nem nenhum programa de rádio que você tenha visto e no máximo, vai achar que andei vendo muitos filmes de ação desses em que grupos especiais agem em missões secretas...
Ora... Ninguém faria filmes com esse tipo de tema, se a realidade não tivesse o estranho hábito de imitar a ficção.


* A chamada "Operação Flash" apesar de secreta, foi citada num vídeo de um suposto guerreiro que estaria participando do mesmo.
Por se tratar de uma operação secreta e de difícil confirmação, optei por omitir minha fonte aqui.
Mas se confirmada, bem que eu gostaria de saber como os historiadores vão contar sobre os efeitos disso no futuro.


terça-feira, 26 de junho de 2018

Na verdade eu comecei a escrever este texto ontem.
É muito difícil expôr certas idéias sem escrever um texto longo (coisa que tenho tentado evitar nos últimos anos porque hoje em dia, as pessoas fogem de textos assim e preferem ler só manchetes sensacionalistas ou obter notícias "enlatadas" pelos meios de comunicação mais mainstream (e proporcionalmente fake news) possível ou ainda se atualizarem através de memes e vídeos curtos nas redes sociais.
O pior é que eu queria escrever sobre outros assuntos, variar... Mas certos assuntos precisam ser clareados nas cabeças das pessoas e estou de saco cheio de ter de ficar repetindo tema aqui, mas o momento exige. Não tem jeito. Especialmente em ano eleitoral (pelo menos bem atípico desta vez).
Sinceramente... Quanto mais aprendo sobre a "humanidade atual", mais tenho vontade de me isolar dela, não bastasse a minha incalculável coleção de frustrações que carrego nas costas em relação a esse mundo cada dia mais ilógico, estúpido, emotivo, em que tudo virou motivo para todo mundo se ofender em escala global.
Não culpo os suicidas por ficarem de saco cheio de viverem num mundo assim.
É sério.


Acorda, Povo! Larga mão de ser besta!
"A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro."
(Rosa Luxemburgo)


Começo meu texto de hoje degustando um Carta Vieja Reservado - Carmenere, safra 2016.
Assim, se eu falar muita bobagem aqui hoje, pelo menos vocês já sabem qual vinho estou degustando aqui (e de sabor até bastante amadeirado diga-se de passagem), sozinho no meu quarto numa noite fria enquanto tento buscar alguma inspiração sobre o que escrever no meu texto deste mês aqui neste blog que já vai indo para 16 anos no ar falando todo tipo de poucas e boas que tenho impressão de que as pessoas em geral até sabem, mas fazem questão de ignorar, ou de fingir que não sabem porque têm medo de aceitar certas verdades publicamente e assim, tornarem-se "menos sociáveis", ou vistas pelas outras pessoas como um "elemento estranho na matilha".
Sabe aquela ladainha que te ensinaram lá na escola, de que "o Homem é um animal social"? Esqueça! (E tenho minhas dúvidas se essa afirmação foi mesmo de Aristóteles, ou distorceram sua idéia dando outra interpretação.)
Lamento ter de dizer isso, mas o fato é que o Homem é um animal interesseiro. Isso sim.
E só vive em sociedade, porque tem algo a ganhar com isso.
Não existe esse negócio de um ser humano ajudar o outro só porque é "bonzinho".
Um ser humano ajuda o outro por alguma coisa! Ainda que seja um mero reconhecimento do grupo (muitos o fazem para aparecerem mais ou "melhor" para os grupos dos quais fazem parte), uma massagem no ego, ou mesmo companhia.
É fato confirmado cientificamente que a Natureza do ser humano é extremamente egoísta, maléfica e destrutiva.

Há vários experimentos científicos que comprovam isso, como o famoso "Stanford Prison Experiment" ("Experimento da Prisão de Stanford"), que em 1971 um grupo de voluntátios assumiu papéis simulados de prisioneiros e guardas.
O experimento era para durar duas semanas, mas teve de ser interrompido em 6 dias porque em pouquíssimo tempo, as humilhações e agressões aos "prisioneiros" estavam passando de todos os limites que os pesquisadores poderiam imaginar e até o lugar estava se tornando insalubre.
O que aprendemos com essa experiência, é que o Poder corrompe à ponto de destruir toda a ética e a moral, independente de quem seja.

Outro experimento famoso é referente à famosa "Teoria das Janelas Quebradas" que rendeu uma experiência feita por estudantes da Universidade de Stanford (de novo ela), em que dispuseram dois veículos idênticos em bairros diferentes.
O que estava num bairro conhecido por ser "pobre e violento" foi depredado em pouco tempo. O outro, que estava num bairro "rico e tranquilo" permaneceu intacto até que um dos pesquisadores resolveu quebrar um dos vidros do carro e em pouco tempo, ocorreu exatamente a mesma coisa, provando que o instinto destrutivo humano é independente de "classe social", mas que o tipo de EDUCAÇÃO (no caso, referente aos valores de respeito à propriedade alheia) pode funcionar como um freio à barbárie.
E é exatamente esse o ponto em que quero chegar: Como esse tipo de educação pode se formar.
OK... estamos falando de respeito aqui. No caso, à propriedade alheia.
Mas o respeito pode ser à vida alheia, à liberdade de pensamento alheio, à individualidade, à personagem, ao credo, etc., etc., etc... Enfim, respeito é a palavra-chave.
E como o ser humano aprende o conceito de respeito?
Com a noção de causa e consequência, oras!
Se alguém faz algo que prejudique outra(s) pessoa(s), esse alguém tem de pagar por isso!
E é essa é a base de todas as regras de convivência em qualquer sociedade desde o surgimento da humanidade.
Logo, se essa é a regra fundamental da convivência em sociedade, a pena mais óbvia para quem quebra essas regras é naturalmente a exclusão da mesma, ou seja, a detenção, a prisão, já que hoje, a outra forma de expulsar alguém da sociedade seria com a pena de morte.
Pois bem. Agora imagine se... ao invés de aplicar qualquer pena por quebrar essa regra, premia-se o infrator com Poder.
Pois é. Acabo de descrever o governo do Brasil como ele é, pelo menos desde 1985 (mas aparentemente só agora tem gente começando a perceber).

A pergunta que fica agora é: Como a sociedade brasileira tolerou isso por tanto tempo (e ainda tolera)?
A resposta pode ser muito mais simples do que parece.
E ela se chama "subversão cultural". A mesma da qual falo aqui nesse blog há mais de uma década e é exatamente porque a natureza do ser humano é "extremamente egoísta, maléfica e destrutiva" como descrevi aqui, que a dita cuja funciona perfeitamente como arma de guerra desde os tempos de Sun Tzu (550 a.C., mais ou menos).
Todo o método utilizado (aqui e em outros países) foi detalhadamente descrito numa palestra de um desertor da antiga KGB em 1983.
A subversão cultural é tão eficiente que a própria sociedade acaba formando pessoas que a realimentam.
Por exemplo... Quando a sociedade começa a se organizar contra alguma coisa que a prejudique, sempre aparece aquela galera tentando desqualificar, desacreditar ou "desconstruir" o movimento pregando a descrença e o sentimento de impotência diante dos fatos.

Ora... Já passou muito da hora de o Povo brasileiro se ligar de que é O DONO do país!
O Povo, é o Estado Instituinte, que forma seu exército para se defender e que nos tempos modernos, convoca Assembleia Nacional Constituinte, que por sua vez, elabora e lista seus princípios como Nação, lista que chamamos de Constituição.
O Povo não apenas "emana" o Poder.
O Povo É o Poder! E pode exerce-lo DIRETAMENTE à qualquer momento que julgar necessário para desfazer TODO o Governo que ele mesmo formou através da escolha de seus representantes.
Isso é o que chamamos de Intervenção Civil. (Vide "Princípio da Autodeterminação dos Povos do Mundo" - Direito Internacional.)
No caso do Brasil, isso teria de ser feito sitiando os Três Poderes, até que todos os seus representantes sejam depostos de modo que se faça necessária a instauração de um Governo Provisório que nesse ponto seria formado por uma junta militar (já que os militares nada mais são, ao menos em tese, do que o "braço armado" do Povo e portanto, se juntariam ao mesmo) e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte EXCLUSIVA (ou seja, formada por notáveis da sociedade EXCLUINDO membros do meio Político), já que se não há mais o governo antigo, as regras antigas não funcionam mais.
E por quê o Povo quê não o faz, com tanto absurdo vindo de seu governo que claramente não o representa e nada mais faz além de rouba-lo?

Bom... primeiro porque o Povo hoje não tem idéia da força que tem.
É como o cavalo com viseiras, que só anda pelo caminho que consegue ver, guiado por quem monta nele. (E já cansei de falar aqui neste blog sobre como a subversão cultural foi eficiente no sentido de desinformar a população, com narrativas repetidas 24h/dia em todos os meios midiáticos e acadêmicos ocupados desde 1974.)
Apesar de recentemente termos tido uma grande paralisação dos caminhoneiros, que por um lado, serviu para dar uma pequena idéia do quê a união de apenas um grupo da sociedade pode fazer, por outro, tenho minhas dúvidas se essa paralisação não foi propositalmente "montada" com o intuito de acalmar os ânimos daquela parcela da população que reivindicava justamente a Intervenção Cívico-Militar, atendendo os "representantes da categoria" e ignorando os outros movimentos de menor poder de persuasão econômica que se juntaram a eles.

Segundo, porque o povo se sente com medo (por ter sido propositalmente desarmado), impotente (porque se acostumou a acreditar nas lendas urbanas de que "o governo é que manda em tudo" e que se o Povo reagir, "os militares agirão contra o Povo").

E terceiro, porque acha que isso é "golpe", contrariando o "Princípio da Autodeterminação dos Povos do Mundo" que é perfeitamente legítimo de acordo com o Direito Internacional pelo menos desde 1941, embora hajam até militares chamando isso de "golpe". (Olha até que ponto chega a desinformação na sociedade!)

Vivemos tempos muito difíceis em que o caos está mais do que instaurado em todos os setores.
E num cenário desses, qualquer coisa pode acontecer à qualquer momento.
Todo grande poder, quando concentrado num único lugar, invariavelmente leva à corrupção, ao absolutismo, à tirania, ao caos.
E o mais preocupante, é que não existem soluções simples e nenhuma delas deixa de envolver muito sangue e muitas lágrimas.
Se existir um Deus, que nos ajude a todos.
Porque precisamos muito de um milagre, se quisermos algum futuro para as próximas gerações.